Pesquisa em Administração e Ciências Sociais - Um Guia para Publicação de Artigos Acadêmicos

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A obra Pesquisa em Administração e Ciências Sociais Aplicadas: Um guia para publicação de artigos acadêmicos tem um alcance abrangente, útil para os estudantes de mestrado e doutorado em geral, embora sua ênfase recaia, principalmente, no contexto acadêmico da área de Administração.
A proposta diferenciada desta obra é que, ao seguir as indicações e sugestões expostas, irá melhor a qualidade do artigo e aumentar a possibilidade de publicações de qualidade. O percurso traçado ao longo dos capítulos leva o leitor a uma primeira reflexão crítica acerca do trabalho científico, que é seguida pelo entendimento da estrutura típica do artigo acadêmico e sua organização. Os passos seguintes levam o leitor à seleção dos periódicos e ao processo editorial – em que destaca a resiliência à rejeição e como lidar e responder aos pareceres dos revisores –, além de oferecer sugestões úteis para a redação e formatação do texto.
Desta forma, Pesquisa em Administração e Ciências Sociais Aplicadas: Um guia para publicação de artigos acadêmicos reúne, em uma única publicação, um conjunto amplo de informações fundamentais e de sugestões práticas para orientar o estudante e o pesquisador, em todo o processo científico até ao fim almejado de publicação de seus trabalhos em periódicos científicos de relevância.

 

11 capítulos

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1 Introdução: a arte de escrever

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Introdução: a arte de escrever

Para publicar um artigo ou simplesmente concluir a dissertação de mestrado ou a tese de doutorado, é preciso, primeiro, escrever. Embora muita gente afirme que escrever é uma arte, penso que escrever bem tem muito mais de transpiração que de inspiração ou de dons inatos. Escrever, salvo raras possíveis exceções (não conheço alguma, mas admito que exista), não é um dom hereditário, e tem muito menos de intuitivo do que alguns conjeturam. Aprende-se e treina-se a escrever!

Aprende-se lendo o que outros bem escreveram, notando os pormenores, a linguagem, como transmitem uma mensagem, a eficiência e eficácia da sua escrita, a organização do texto e como construíram a argumentação. Refiro a eficiência na escrita porque um texto não fica melhor se for mais longo do que seria necessário. Uma boa ideia pode ser transmitida em poucas palavras ou… não é uma boa ideia.

Em empreendedorismo referem o “elevator pitch” para simbolizar que uma ideia de negócio deve ser transmissível em

 

2 O trabalho científico

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O trabalho científico

Uma das grandes dificuldades que os estudantes têm é como definir o tema e, depois, como chegar à questão de pesquisa em que os professores insistem. Essa dificuldade emerge, pelo menos em parte, porque não entendem qual o objetivo e as normas do processo de pesquisa e seus resultados. Assim, alguns alunos procuram que os seus trabalhos sejam “realmente importantes”. Recordo um aluno meu de mestrado que queria, por meio da sua dissertação, resolver os problemas de energia no mundo. Nem sempre é fácil dissuadir um estudante de tão nobre objetivo. Mas é interessante, enquanto professores, questionarmo-nos quanto ao que significa aquele “realmente importante” e como explicar ao estudante a importância de definir a questão de pesquisa e, no fundo, o que é uma dissertação ou tese.

2.1 Como chegar à questão de pesquisa

Para explorar os seus interesses e encontrar um tópico de pesquisa, o pesquisador deve focar numa questão de investigação exequível, que guie o seu trabalho.

 

3 A estrutura de um artigo

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A estrutura de um artigo

Muitos estudantes têm dúvidas sobre a melhor forma de organizar um trabalho. A preocupação é bem fundamentada porque a clareza do trabalho passa, em parte, pela sua organização.

É ao estabelecer a organização do trabalho que o estudante, ou pesquisador, decide a ordem das coisas e o fluxo do texto. Assim, nem sempre é boa ideia deixar para no fim fazer o índice. Idealmente um índice genérico deveria ser a primeira coisa a fazer-se porque permite imediatamente clarificar o que vai constar no trabalho. Neste livro não posso especificar todas as formas, ou estruturas, possíveis para os diferentes tipos de trabalhos, mas posso definir um modelo geral que, com adaptações ao tipo de trabalho específico, pode ser utilizado. Esse modelo que apresento em seguida é o usual em Administração e pode ser confirmado lendo os artigos nos periódicos da Academy of

Management, Strategic Management Society, ou Academy of

International Business, por exemplo.

 

4 Artigo acabado: seleção do periódico

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Artigo acabado: seleção do periódico

As universidades exigem dos professores a realização de pesquisa, e subsequente publicação, como parte das suas obrigações e, em certos casos, do seu próprio contrato de trabalho. Para os professores pesquisadores, a publicação de artigos em periódicos de elevado status é necessária para a manutenção do emprego e progressão na carreira, para a mobilidade interinstitucional dos professores, para a satisfação individual, para captar reconhecimento e prestígio. Em algumas instituições os professores recebem benefícios financeiros (prêmios) pelos artigos publicados – pelo que a publicação tem, nestes casos, um impacto financeiro direto. Para as universidades, o histórico de publicações contribui para a capacidade de atração de novos professores, de alunos de graduação, mestrado e doutorado, e mesmo para a captação de fundos para mais pesquisas e modernização. Assim, a publicação em periódicos com revisão é um requisito (Hojat, Gonnella e Caelleigh, 2003) que se vai aprofundando na necessidade, e benefícios, de não apenas publicar, mas publicar em periódicos de maior reputação.

 

5 O processo editorial

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O processo editorial

Há algumas ideias preconcebidas e algum mistério envolvendo o processo de publicação e o que se passa dentro dos periódicos (Beyer, Chanove e Fox, 1995). Entender como decorre o processo editorial dentro dos periódicos – ou seja, o que acontece ao seu artigo quando o submete, quem o lê, como é avaliado, e como e quem chega ao resultado final – é importante para os pesquisadores. Poucos pesquisadores são editores de periódicos, pelo que poucos conhecem, efetivamente, o processo. O objetivo com este capítulo é que, munido dessa informação, o pesquisador consiga aumentar a probabilidade de conseguir publicar. No Capítulo 6, a seguir, trato em maior profundidade um dos resultados possíveis da submissão: a rejeição. Contudo, noto já que uma rejeição não deve conduzir à desmoralização para pesquisas futuras.

Também nesse domínio da submissão a periódico, não tenho novos insights que possa partilhar para conseguir publicar em periódicos de topo, exceto: planejar o trabalho de pesquisa antes de começar a executá-lo, seguir as normas do trabalho científico, dar muita atenção à qualidade da redação (incluindo aqui a forma como as frases são escritas e como os parágrafos são organizados) e empenhar-se

 

6 Resiliência e resistir à rejeição para o sucesso na carreira

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Resiliência e resistir à rejeição para o sucesso na carreira

Um dos resultados possíveis do processo de submissão de um artigo para publicação é a rejeição, como vimos no Capítulo 5. Embora este não seja, obviamente, o resultado desejável,

é importante entender o que isso significa e como proceder em seguida. Os pesquisadores que fizeram os seus doutorados em universidades norte-americanas ouviram a insistência com que os professores falavam da necessidade de desenvolver uma “thick skin”. Em essência, isso significa a capacidade de reagir à rejeição e a comentários desfavoráveis.

A capacidade de reagir a rejeições, ou ter uma “thick skin”,

é, em minha opinião, um dos principais atributos que diferenciam os autores mais prolíficos. A rejeição não é fácil, mas lembre-se de que o que foi rejeitado foi um dos seus artigos, em apenas um periódico, e por apenas dois ou três revisores.

Não foi você e todo seu trabalho passado ou futuro, nem a sua capacidade de fazer boa pesquisa e bons artigos.

 

7 Resposta aos revisores

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Resposta aos revisores

Um dos desfechos possíveis da submissão do artigo a um periódico é que o editor (possivelmente com base nos pareceres dos avaliadores) conceda a oportunidade de rever e ressubmeter para nova avaliação. Designamos esta situação por R&R

(revise & resubmit – ou rever e ressubmeter) para ilustrar que os autores precisam fazer alterações e que o artigo modificado será novamente avaliado. Um dos passos cruciais quando se atinge este resultado é, depois de fazer as alterações no artigo, escrever uma carta a cada um dos revisores (e outra ao editor) explicando circunstanciadamente as alterações feitas.

No entanto, a resposta aos revisores, após receber um R&R, é frequentemente menosprezada pelos autores. Embora existam vários artigos e livros sobre o que é teoria, como realizar uma pesquisa, como escrever e até como selecionar o periódico a que irá submeter o seu artigo, há muito menos indicações de como responder a revisores (Williams, 2004; Seibert, 2006).

 

8 Escrita clara: algumas dicas para comunicar melhor

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Escrita clara: algumas dicas para comunicar melhor

A qualidade da redação da maioria dos artigos seria pobre se observássemos apenas a primeira versão do manuscrito.

O esforço de fazer com que tudo tenha sentido, dar coerência

às ideias em face dos resultados empíricos, reconhecer toda a literatura e as principais teorias relevantes para o fenômeno em estudo provavelmente levou a que a primeira versão ainda não seja muito mais que exatamente isso: uma primeira versão.

Mas, entre a primeira versão do texto até a versão submetida, e depois publicada, há um longo caminho em que o esforço será primordialmente de clarificar e reescrever. É nesse processo de reescrita que o manuscrito ganha forma e clareza. É um trabalho realmente árduo, minucioso e cansativo. Mas, assim, você consegue evitar comentários de revisores como “Não consigo entender qual o propósito deste artigo”, “Tive de reler o artigo três vezes para tentar entender”, “De que trata este artigo?”

 

9 Plágio

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Plágio

“Acto ou fraude de um autor assinar ou apresentar como seu o trabalho literário, artístico ou científico, que copiou ou imitou servilmente de qualquer outro.

Roubo literário, artístico ou científico (…).”

Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea,

Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo, 2001, p. 2875.

Importa incluir neste livro uma chamada de atenção para questões de plágio e de ética acadêmica. O debate acadêmico envolvendo diversas questões de ética, e até de legalidade, tem sido extenso, mas para efeitos deste livro foco apenas o plágio.

O plágio é uma ofensa grave que já impactou a reputação de pesquisadores um pouco por todo o mundo. Na Alemanha, por exemplo, em 2013, a ministra da Educação, Annette Schavan, renunciou ao cargo depois de ter visto revogado o seu doutorado, apresentado em 1980, sob acusação de plágio. Já anteriormente, o ministro alemão da Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg havia sido acusado de plágio na sua tese de doutorado e renunciado ao seu mandato. Na Hungria, o chefe do Estado húngaro, Pál

 

10 Comentários finais

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10

Comentários finais

Não tive neste livro a pretensão de dar resposta a todas as possíveis questões que o estudante coloca quando confrontado com a tarefa de escrever um trabalho, um artigo, uma dissertação ou tese, nem às de um pesquisador júnior que começa a escrever o seu primeiro artigo para publicação. Também não pretendi estabelecer os critérios (normas de estrutura e organização, e sugestões de redação) para satisfazer todos os tipos de trabalhos. É evidente que diferentes tipos de trabalho terão diferentes exigências. Por exemplo, sugiro que nos trabalhos para as disciplinas o estudante siga sempre o normativo definido pelo professor. Nas dissertações ou teses importa seguir as normas específicas da universidade. Por outro lado, os artigos qualitativos e estudos de caso têm estruturas distintas. Em suma, o fundamental é seguir sempre o normativo específico para cada situação.

No entanto, pretendi sistematizar um pouco do que li e aprendi nesta prática da pesquisa, do pensamento, da escrita e da organização do texto, com a expectativa, ou o desejo, de que seja útil aos meus futuros alunos. Talvez o objetivo de proporcionar-lhes um guia sobre questões de organização, de estilo e de forma seja ambicioso e algo pretensioso. Não se ensina um estudante a pensar a pesquisa nem a escrever com este livro. A minha

 

Anexo

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Anexo

Roteiro inicial para delimitar projeto de pesquisa.

Considere seguir um roteiro como o que se segue para a definição e delimitação dos seus projetos de pesquisa.

1. Qual o assunto/tema: __________________________________

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2. Desenvolvimento do assunto/tema: ______________________

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