A Casa da Mãe Joana - Curiosidades nas Origens das Palavras, Frases e Marcas

Autor(es): PIMENTA, Reinaldo
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• Por que se diz mão e contramão no trânsito?
• Mosquito é uma mosca pequena?
• De onde veio o puxa-saco?
• Por que a Barbie sofreu uma mastectomia?
• Por que o doce brigadeiro ficou com esse nome?
• Que quer dizer OMO?
• De que cor é a cor de burro quando foge?
• Como se chama o boneco da Michelin?
• Que relação existe entre a porca do parafuso e o porco?
• Por que um resultado combinado é marmelada?
• Como Frank Sinatra batizou o Scooby-Doo?
• De onde veio o nome Viagra?
• Por que a caixa-preta não é preta?
• Por que a Cinderela também é chamada de Gata Borralheira?

 

26 capítulos

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A

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A

À beça

Gumercindo Bessa (1859-1913), jornalista e jurista sergipano, foi adversário de

Rui Barbosa na Questão Acreana, em que o estado do Amazonas pretendia incorporar o território do Acre. Bessa venceu a questão em favor do Acre, apresentando argumentos irrefutáveis e numa quantidade impressionante.

Posteriormente mas não muito, Rodrigues Alves (presidente do Brasil de 1902 a 1906) diria a um cidadão que lhe apresentava um pedido com justificativas infindáveis: “O senhor tem argumentos à Bessa.” A partir daí, popularizou-se a expressão à beça com o sentido de em grande quantidade ou intensidade.

Por que os dois esses viraram cê-cedilha? Ninguém sabe.

A dar com um pau

Avoantes são aves que vêm, em grandes bandos, da África para o Brasil e pousam em algumas regiões do Nordeste, para desova. Exaustas e famintas, são mortas, aos milhares, pelos sertanejos a pauladas. Daí veio a expressão a dar com um pau com o sentido de em grande quantidade.

 

B

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B

Babaca

No latim, balbu significava gago e originou o verbo balbutiare (gaguejar, falar obscuramente). Em português, balbutiare deu balbuciar e balbu virou bobo, porque uma das gracinhas que os bobos da corte faziam era imitar gago. Antigamente os bobos da corte se destacavam por sua indumentária. Atualmente muitos trajam de terno e gravata e não gaguejam, o que dificulta sua identificação imediata.

De bobo veio boboca, com a terminação pejorativa -oca (como em engenhoca, fanzoca).

“Babaca” é uma forma variante de “boboca”.

Babau!

Há três versões para a origem da interjeição indicativa de coisa perdida para sempre, o leitor escolhe:

1. É uma onomatopeia (palavra imitativa de som, como tique-taque, zunzum...);

2. Veio do quimbundo (língua africana) babau, que significa “foi-se”.

3. Veio de baba, com o argumento de que a exclamação é frequentemente acompanhada do gesto de passar as costas da mão do pescoço ao queixo e estendê-la aberta em frente ao rosto, indicando que a pessoa babou e não comeu.

 

C

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C

Cachepô

É aquele vaso mais bonito em que você esconde aquele vaso mais feio.

Veio do francês cache-pot, formado de cache, esconde + pot, pote, vaso.

E, para esconder o pescoço, use um cachecol, do francês cachecol, formado de cache, esconde + col, pescoço, colarinho (do latim collu, pescoço).

O verbo francês cacher, esconder, originou o inglês cache, esconderijo (de provisões, alimentos). Cache foi aproveitado pela informática na expressão cache memory, uma área da memória do computador reservada para agilizar a recuperação de dados.

Cadáver

Do latim cadaver, que veio do verbo cadere, cair.

É mais um caso de invencionice engenhosa a explicação de que a palavra latina cadaver teria sido formada das sílabas iniciais da expressão caro data vermibus, carne dada aos vermes.

Cadete

Do francês cadet, o irmão que nasce depois de outro irmão. A palavra veio do gascão (dialeto da Gasconha, sudoeste da França) capdet, chefe, capitão, porque o comandante gascão que vinha servir nas armadas dos reis franceses, no século XV, frequentemente era o segundo filho de uma família nobre.

 

D

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D

Danone

Em 1919, o espanhol Isaac Carasso, em Barcelona, começou a fabricar e vender um ainda desconhecido produto que ele adorava e em cujas propriedades medicinais acreditava firmemente: o iogurte.

Foi ele mesmo que resolveu criar a marca. Iogurte Carasso estava fora de questão, parecia nome de revolucionário russo assassinado pela guarda imperial. Aí veio a ideia de juntar as três primeiras letras do nome do filho (Daniel),

Dan, e one (um, em inglês), porque Daniel era seu primeiro filho, e, pronto, ficou

Danone.

Dar de mão beijada

Nas cerimônias de beija-mão, súditos e mortais beijavam as mãos de papas e soberanos em sinal de reverência e homenagem (os vassalos beijavam as mãos dos senhores feudais a cada mudança de feudo ou na renovação do arrendamento).

Nessas cerimônias, os fiéis mais ricos buscavam a graça e o reconhecimento de sua distinção, oferecendo terras e outras propriedades ao homenageado. Eram bens dados de mão beijada.

 

E

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E

Eco

Ninfas, na mitologia, eram divindades femininas de segunda classe. Elas não habitavam o Olimpo, viviam no campo, junto às fontes, muito contentinhas. Ninfa veio do latim nympha, do grego nymphē, moça em idade de casar.

Daí ninfomania, que era assim definida pelo dicionário médico Larousse de

1912: “Excitação sexual excessiva na mulher. Tratamento: calmantes, casamento.” E o manual não receitava nada para o pobre e atlético marido.

Outro exemplo é ninfeta, menina que tem ou desperta desejo sexual. Ninfeta se formou de ninfa + -eta, terminação com sentido diminutivo, tal como em vareta.

Voltemos às ninfas. Uma delas se chamava Eco, do grego ekhó, ruído. Eco se apaixonou perdidamente por Narciso, cujo grande amor era ele mesmo e que originou o narcisismo (o cúmulo do narcisismo é o homem, no momento do orgasmo, gritar o próprio nome). Desprezada pelo amado e impossibilitada de eliminar o concorrente, Eco decidiu definhar. E se transformou num rochedo, que apenas servia para repetir os últimos sons das falas humanas.

 

F

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F

Fagulha

É um caso de diminutivo cumulativo. Fagulha veio do latim facucula, diminutivo de facula, tocha pequena, que já era um diminutivo, de fax, tocha, luz.

Ou seja, para os romanos, facucula era uma “tochinhazinha” e poderia até ser o nome do fósforo, se já o conhecessem.

Falar pelos cotovelos

Existem chatos e superchatos. Chatos são os que falam sem parar. Superchatos são os que falam sem parar, com a chatice aditivada pelo expediente de ficar o tempo todo cutucando, com os cotovelos, o pobre do ouvinte para mantê-lo acordado e atento. Pois é, a expressão é um legado do superchato, o sugador da alma alheia.

Fanta

Redução de fantasie, fantasia.

A marca apareceu pela primeira vez na Alemanha, na Segunda Guerra Mundial. Naqueles dias de tantas privações e de escassos recursos para o consumo do trivial diário, só com muita fantasia e criatividade é que foi possível produzir uma bebida nova de sabor atraente.

Farol

Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, fundou, em 332 a.C., a cidade que modestamente chamou de Alexandria (norte da África). Para torná-la um dos maiores portos do mundo, Alexandre mandou construir, com grandes pedras, um píer que ligasse a cidade à ilha de Pharos, a mais ou menos 1,5 km de distância.

 

G

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G

Gaiato

A palavra do alto alemão gāhi, impetuoso, originou o inglês gay e o francês gai.

No inglês, gay teve o sentido inicial de alegre, vistoso. A partir do século XVII, passou para o terreno sexual para designar uma prostituta (a gay woman), um namorador (a gay man) ou um bordel (a gay house). Somente no século XIX, virou sinônimo de homossexual.

O francês gai também teve o sentido inicial de alegre e, depois, por influência do inglês, o de homossexual masculino.

Gai é a origem do português gaio, alegre, esperto. Gaio recebeu a terminação diminutiva -ato e ficou gaiato.

Ou seja, gay, com o sentido de homossexual masculino, em português é gaio.

E ainda temos, segundo o nosso Vocabulário Ortográfico, a palavra guei, como aportuguesamento de gay. Mas tanto gaio como guei não pegaram; o povo preferiu ficar mesmo com a forma do inglês, que é língua de gente rica e evoluída.1

Gajo

O cigano espanhol gachó – significava senhor, o que não é cigano – deu no português gajão, com o mesmo significado. Depois, o povo achou que gajão era um aumentativo e a palavra ficou gajo, com o sentido de um indivíduo qualquer.

 

H

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H

Haicai

Do japonês haicai, composto de hai, brincadeira + kai, harmonia, realização.

O haicai é uma forma de poema, de origem japonesa, com apenas três versos.

O primeiro e o terceiro com cinco sílabas e o segundo com sete. Originariamente, falava da natureza ou das estações do ano. Mas os poetas enveredaram por outros temas, porque o que seduz mesmo no haicai é o desafio de expor uma ideia completa em tão exíguo espaço.

O seguinte haicai é de autoria do poeta brasileiro Guilherme de Almeida.

Infância:

Um gosto de amora comida com sol. A vida chamava-se: “Agora.”

Halloween

A tradicional comemoração inglesa e norte-americana se dá na noite de 31 de outubro, véspera de 1o de novembro, dia de Todos os Santos, o que explica a origem da palavra. Halloween é o resultado da junção das palavras all hallows’ even, véspera do dia de Todos os Santos (hallow, em inglês antigo, significa santo).

Antigamente, na Inglaterra, na Escócia e na Irlanda, celebrava-se anualmente a festa celta de Samhain em 31 de outubro, o último dia do ano no calendário dos celtas. Grandes fogueiras eram acesas no alto de montanhas para afastar os maus espíritos porque se acreditava que as almas dos mortos queriam voltar às suas casas e que fantasmas, bruxas, duendes, fadas e demônios de toda espécie ficavam à solta.

 

I

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I

IBM

Em 1890, um intenso movimento de imigrantes nos Estados Unidos força o

U.S. Census Bureau a reconhecer a precariedade de seus sistemas e a promover um concurso para revelar novos métodos de tabulação de dados. O vencedor estava em casa, um estatístico do próprio Census Bureau, chamado Herman Hollerith, que inventou a máquina computadora de fitas de papel perfuradas (depois substituídas por cartões) e originou em português a palavra holerite, um antigo sinônimo de contracheque.

Em 1896, Hollerith, com o sucesso da máquina e do método, funda sua empresa, a Tabulating Machine Company, em Washington.

Em 1911, essa empresa e mais duas – a Computing Scale Company of America (de instrumentos de aferição de pesos) e a International Time Recording

Company (de registradores mecânicos de tempo) – se fundem para formar, na cidade de Nova Iorque, a Computing-Tabulating-Recording Company (CTR), que vendia de tudo um pouco, desde balança para açougueiro até máquinas tabuladoras.

 

J

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J

Jacuzzi

No início do século XX, o sr. e a sra. Jacuzzi moravam na Itália e já tinham gerado sete filhos e seis filhas. Decididos a partir para outra atividade, emigraram para os Estados Unidos e se estabeleceram na Califórnia. Ali os rapazes começaram a trabalhar em engenharia de aviação. O fracasso não demorou a chegar: em

1921, o primeiro monoplano Jacuzzi se espatifou em seu voo inaugural. “Mama

Jacuzzi” fez um escândalo à italiana e proibiu os filhos de continuarem a fazer seus aviõezinhos. Foram tão obedientes à “mama” – e ai do italiano que não o seja – que partiram para outra novidade bem afastada da aviação: inventaram e patentearam uma bomba de água para regar jardins.

Mais tarde, um dos Jacuzzinhos começou a padecer de artrite reumatoide (inflamações, deformações e dores nas articulações). Cândido Jacuzzi, um dos irmãos, desenvolveu então uma bomba portátil que provocava torvelinhos na água de uma banheira, gerando uma hidromassagem de efeito terapêutico para a doença do irmão.

 

K

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K

Kaiser

A palavra é alemã (foi aportuguesada cáiser) e significa imperador. Veio do latim Caesar, título concedido aos imperadores romanos a partir de Caio Júlio César.

Caesar é a origem remota do russo tsar, grafado em português czar, tsar ou tzar.

No Brasil, a cerveja Kaiser, lançada em 1982, foi assim batizada para se agregar à marca a imagem de tradição dos antigos cervejeiros alemães.

Karaokê

Do japonês karaoke, formado de kara, vazia (como em karate, mão vazia), + oke, forma reduzida de okesutora, orquestra.

O karaokê apareceu, por volta de 1980, na cidade japonesa de Kobe. Precavendo-se contra eventuais faltas do seu cantor guitarrista, o dono de um bar preparou gravações de acompanhamentos musicais para clientes que quisessem cantar.

Kleenex

O lenço de papel dessa marca nasceu em 12 de junho de 1924. Nas décadas de 1940 e 1950, sua garota-propaganda foi a Luluzinha, a célebre personagem da história infantil em quadrinhos.

 

L

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L

Lacônico

Duas cidades-estado disputaram a hegemonia na Grécia antiga: Atenas e Esparta. Atenas foi o centro comercial e cultural da Grécia, atraindo comerciantes e artistas de outras regiões.

Esparta, antes de tudo, foi uma fábrica de guerreiros. Se uma criança nascia com algum defeito físico que a tornasse imprestável para o combate, era simplesmente atirada do alto de um monte. Aos sete anos, os jovens passavam a ser propriedade do Estado e recebiam uma formação rigorosíssima, cheia de sacrifícios para se tornarem guerreiros fortes e resistentes. Usavam poucas roupas, comiam apenas o necessário e, no inverno, diariamente se banhavam nas águas gélidas do rio Eurotas. Uma vida... Espartana (o adjetivo veio daí).

Graças a essa, digamos assim, educação, e à sua dedicação exclusiva à beligerância, os espartanos cresciam e morriam praticamente analfabetos. Eram como o cantor Leo Jaime uma vez definiu os frequentadores assíduos das academias de ginástica: abdomens definidos, ideias confusas.

 

M

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M

Maçã — Maçaneta — Pomo

No latim clássico, malum significava (a) qualquer fruto com caroço e (b) maçã.

Depois a palavra foi substituída por pomum; posteriormente, pluralizou-se e ficou poma. Daí vieram o francês pomme e o português pomo, fruto.

O pomo de adão é aquela saliência na parte frontal do pescoço masculino.

É conhecido popularmente como gogó (forma alterada de goela). Adão, quando comeu a maçã do pecado, engasgou-se e ficou com um pedaço da fruta parado no meio da garganta. A partir daí, todo ser humano do sexo masculino passou a carregar consigo essa herança. Por isso, mulher não tem pomo de adão nem muito menos pomo de eva. Veja só, mal a mulher nasceu, já saiu deformando o primeiro homem que apareceu na sua frente. Tudo bem, ele era o único à vista. Mas Eva sabia disso? Resultado: para o resto da vida, Adão e seus descendentes ficaram com a mulher atravessada na garganta. O pomo de adão é a explicação freudiana do machismo, como forma de vingança.

 

N

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N

Nada

Nas construções negativas, os romanos, para serem enfáticos, usavam frequentemente a expressão res nata, coisa nascida. Res é coisa (na função de objeto direto

é grafado rem); nata é o particípio feminino do verbo nascere, nascer. Assim, os romanos diziam non vidi rem nata, não vi coisa nascida, non audio rem nata, não ouço coisa nascida etc.

Antes de criticarmos os romanos, olhemos o próprio rabo. As negações enfáticas são muito frequentes no português: “não sei nada”, “não vi ninguém”. São expressões gramaticalmente corretas mesmo agredindo a lógica, já que, ao pé da letra, matematicamente, uma negação contradiz a outra: “não sei nada” = sei algo; “não vi ninguém” = vi alguém.

Também são comuns, corretas e igualmente ilógicas negações enfáticas como

“não sei não”, “não vi não”. Para negar sem ênfase, joga-se fora o segundo “não”.

Já o nordestino brasileiro muitas vezes omite o primeiro e diz “sei não”, “vi não”.

De volta à Roma. Daquela expressão rem nata, os portugueses e os espanhóis ficaram com o nata, que originou nada.

 

O

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O

O diabo a quatro

A expressão é de origem francesa (faire le diable à quatre) e provém de representações teatrais medievais, em que o diabo frequentemente aparecia. Para diabrurinhas, lá vinha um ou dois diabos; para diabruras de porte, o autor da representação usava quatro diabos, que faziam um grande barulho e confusão. Daí o diabo a quatro significar coisas espantosas, grande confusão. Popularmente, a expressão ganhou uma variação grosseira: o caralho a quatro.

Obrigado

Do latim obligatus, particípio de obligare (ob + ligare), ligar, amarrar, em volta de.

O agradecimento é uma forma reduzida do seguinte: “Eu fico obrigado a lhe retribuir esse favor.”

Por isso, a mulher deve agradecer dizendo “obrigada”.

Obtuso

Do latim obtusu, particípio do verbo obtundere, bater com força, enfraquecer, formado de ob-, contra + tundere, bater, origem do português tunda, surra.

O ângulo obtuso (maior que o reto) é aquele cuja ponta angular foi, de certa forma, enfraquecida, atenuada.

 

P

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P

Pá – Da pá virada

Pá veio do latim pala, pá.

Da pá virada é a pessoa indisciplinada, degenerada.

A pá emborcada, largada no solo com o lado de depósito da terra virado para baixo, é sinal de vagabundagem, indício de que o dono da pá virada não tem trabalho regular.

Paelha

Do espanhol paella.

No latim patina, tigela, ganhou o diminutivo patella, prato, que originou o francês antigo paele (hoje poêle, frigideira) e o catalão paella, frigideira. Paella ficou sendo especificamente o nome do utensílio de metal (pouco profundo, com duas asas) onde é cozido o arroz à valenciana, que ficou mundialmente conhecido pelo nome do recipiente de seu preparo.

Andou circulando na Internet uma versão falsa para a origem da paelha. Veja que mimo: aos domingos os espanhóis iam caçar e cozinhavam para as mulheres.

Faziam arroz misturado com os frutos da caça ou da pesca. O prato era feito para elas, isto é, paella.

Pagão

Do latim paganu, aldeão, formado de pagus, aldeia (em português, pago é uma pequena povoação).

 

Q

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Q

4711

4711 é a marca de uma famosa água-de-colônia.

No início do século XIX, o banqueiro Ferdinand Muhlens vive na cidade prussiana (hoje alemã) de Colônia. Ele oferece refúgio a um monge, que, em retribuição, o presenteia com um papel contendo o número 4711 e uma fórmula secreta para fazer uma “Aqua Mirabilis” (água milagrosa), que era um perfume.

O banqueiro gosta da ideia e dá início à produção da primeira e legítima águade-colônia.

Seis anos depois, Napoleão ocupa Colônia. Para os franceses, dominar a Prússia até que não foi difícil, complicado mesmo era entender a grafia da língua local.1

Os soldados franceses vão à fábrica de Muhlens, na rua Glockengasse, e começam a examinar seus papéis, aturdidos naquele mar de palavras inexpugnáveis.

Onde, diabos, Muhlens teria escondido as vogais? Já estão prestes a mandar chamar o compatriota Champollion, que anda ocupado com algo parecido, quando constatam, aliviados, que os números alemães são iguaizinhos aos franceses. Quer dizer, da papelada toda só conseguem mesmo decifrar uma coisa: 4711. Então, escrevem o número com giz no muro da fábrica, como se fosse a identificação do endereço do imóvel: Glockengasse, 4711. Muhlens se inspira nisso para batizar seu perfume.

 

R

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R

Rabisco

O latim tem duas palavras para designar o nabo: napu (daí nabo) e rapu, daí rabo (pode olhar, o nabo parece um rabo e, para os romanos, vice-versa).

A terminação diminutiva -isco, que já existia no grego, aparece em várias palavras portuguesas. Essa noção de diminutivo:

1. Em poucos casos, é claramente percebida: chuvisco.

2. Em outros poucos casos, percebe-se com alguma dificuldade: asterisco (astrinho).

3. Na maioria dos casos, só é identificada por pesquisa da etimologia da palavra: menisco (do grego menískos, pequena lua crescente, que é a forma do menisco), marisco (pequeno animal do mar), obelisco (do grego obelískos, espeto pequeno).

No último grupo, está rabisco. Isso mesmo, o rabisco é um rabinho, mas ficou só com o sentido de garatuja, risco mal traçado, letra ilegível. Não se pode dizer que quem se conforma põe o rabisco entre as pernas.

Radar

Do inglês radar, palavra formada das iniciais de radio detecting and ranging, detecção e determinação da distância por (ondas de) rádio.

 

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