Desenho Urbano Contemporâneo no Brasil

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Desenho Urbano Contemporâneo no Brasil discute o tema num período de superação do paradigma modernista e de abertura política, demonstrando os esforços por um urbanismo social e culturalmente engajado, e cidades mais justas e de melhor qualidade de vida para todos.Após situar o leitor no contexto histórico, social e político do desenho urbano contemporâneo no Brasil, o livro traz doze estudos de caso apresentados por pesquisadores de renome que avaliam experiências em oito capitais brasileiras, agrupadas de modo a revelar as três principais tendências: Modernismo Tardio, Revitalização e Inclusão Social.

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INTRODUÇÃO - O Contexto do Desenho Urbano no Brasil

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INTRODUÇÃO

O Contexto do Desenho Urbano no Brasil

Vicente del Rio

O

objetivo desta introdução é prover um entendimento básico sobre a evolução do desenho urbano no Brasil como prática profissional sistemática, do surgimento do modernismo aos nossos dias, com a ampliação da noção de intervenção urbana, passando pelo período militar e pelos movimentos de redemocratização do país. Nesse sentido, deve ser vista apenas como um brevíssimo ensaio, uma visão particular que não pretende análise exaustiva ou muito menos conclusiva, tarefa por demais pretensiosa e que demandaria – com a imensidão e a história tão complexa do Brasil ‑ pelo menos uma obra própria com vários volumes! A ideia, portanto, é expor os fundamentos históricos das diferentes abordagens que lidam com a cidade brasileira contemporânea, auxiliando na compreensão dos conteúdos e das implica‑

ções dos casos discutidos nos capítulos posteriores.

Esta introdução foi particularmente importante na edição original deste livro nos EUA, pois praticamente não há publicações disponíveis em língua inglesa que discutam o mesmo período evolutivo do urbanismo e do desenho urbano brasileiro, embora várias – particularmente aquelas que tratam da arquitetura modernista brasileira – abordem projetos ou questões específicas. Na medida do possível, fizemos uma revisão dos principais trabalhos publicados, apresentados nas referências bibliográficas, de modo a pos‑ sibilitar aos leitores estudos mais aprofundados. Notamos que essa é uma tarefa cada vez mais difícil no

 

CAPÍTULO 1 - Brasília: Permanência e Metamorfoses

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CAPÍTULO 1

Brasília:

Permanência e Metamorfoses

Maria Elaine Kohlsdorf, Gunter Kohlsdorf e Frederico de Holanda

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apital do Brasil desde 1960, Brasília originou-se de projeto escolhido em concurso público e de autoria de Lucio Costa. O concurso buscava um Plano Piloto para a capital do país, e, conforme apreciação do júri, a proposta vencedora possuía as feições de uma civitas.1 Ela partia do cruzamento de dois eixos, evocando rituais da posse representada pela nova capital, que possibilitaria a ocupação do interior brasileiro através da Região Centro-Oeste. Seu crescimento seria controlado: uma vez alcançado o teto de 500.000 habitantes, nasceriam cidades-satélites orbitando ao redor de Brasília, capital do novo Distrito Federal.

Porém, esse Distrito configurou-se como um “mosaico morfológico” (Kohlsdorf, 1985, 1996b), pois

Brasília não foi construída em território virgem. Seu modernismo clássico de imediato contrastou com o vernáculo de núcleos urbanos (Planaltina, do século XIX, e Brazlândia, do início do século XX) e de sedes de fazendas existentes naquele. Essa realidade geralmente não permeia a imagem divulgada de Brasília, assim como outros traços que discutiremos neste capítulo.

 

CAPÍTULO 2 - Palmas: Desenho Urbano da Capital do Tocantins

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CAPÍTULO 2

Palmas: Desenho Urbano da Capital do Tocantins

Dirceu Trindade

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o longo de sua história, o Estado brasileiro tem se utilizado do desenvolvimento urbano em sua busca pelo progresso e pela modernidade. Desde os tempos coloniais, a expansão da urbanização sempre foi vista como necessária para a conquista de territórios vazios e de regiões consideradas “atra‑ sadas”: o sertão, o cerrado, as grandes florestas e os campos gerais.

Com a Independência e a instituição da República no Brasil, a urbanização, a interiorização e a construção de cidades passaram a ser vistas como projetos modernizadores do país e transformadores da sociedade brasileira. Esse empenho construtor gerou primeiro a construção de Belo Horizonte, como nova capital do estado de Minas Gerais em 1897. Na década de 1930, o governo modernizador de Getúlio Vargas cons‑ truiu Goiânia, nova capital do estado de Goiás, resultado de sua Marcha para o Oeste, que, retomada pelo governo desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek (1956‑1960), teve sua expressão máxima na constru‑

 

CAPÍTULO 3 - A Paisagem Verticalizada de São Paulo: A Influência do Modernismo no Desenho Urbano Contemporâneo

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CAPÍTULO 3

A Paisagem Verticalizada de São Paulo:

A Influência do Modernismo no

Desenho Urbano Contemporâneo

Silvio Soares Macedo

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verticalização tem se tornado um fator predominante e influente na morfologia de muitas cidades brasileiras. Este capítulo apresenta a torre isolada no lote e o conjunto de torres em uma quadra como modelos hegemônicos que resultaram do ideário modernista brasileiro, e discute como geraram a atual configuração da paisagem urbana residencial verticalizada de São Paulo. Tal processo de verticalização e os tipos de tratamento dos espaços livres privados em torno das torres – com equipamentos diversos e jardins elaborados – têm sido replicados em todas as cidades brasileiras. A verticalização introduz novas formas de habitar e novas relações com o espaço livre e a cidade.

São Paulo, a maior cidade brasileira, com mais de 10 milhões de habitantes em sua área municipal, define modelos e padrões urbanísticos que possuem grande impacto no restante do país. Em São Paulo, o processo de verticalização vigente na primeira década do século XXI teve por base a legislação urbanística e o código de zoneamento implementados na cidade a partir de 1971, e os modelos urbanísticos adotados pelo mercado imobiliário. Essa regulamentação passou a limitar radicalmente a construção de prédios de grande altura, que passaram a ser possíveis apenas através de remembramentos de lotes e em terreno de grandes dimensões. Recuos obrigatórios foram implantados, e limitou-se, em grande parte da cidade, a ocupação do lote a 50% de sua área, seja por casa ou torres. Assim, definiu-se um modelo de edifício alto, isolado no lote, bem diferente do até então vigente, uma vez que a legislação exigia pouco ou nenhum recuo e permitia altas taxas de ocupação e de coeficiente de aproveitamento.

 

CAPÍTULO 4 - Shopping Centers e o Desenho Urbano no Brasil: Dois Estudos de Caso em São Paulo

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CAPÍTULO 4

Shopping Centers e o Desenho Urbano no

Brasil: Dois Estudos de Caso em São Paulo

Gilda Collet Bruna e Heliana Comin Vargas

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esde a inauguração do primeiro shopping center no Brasil, em 1966, esses empreendimentos tor‑ naram‑se elemento dominante da paisagem urbana brasileira. Em seu início, foram moldados como grandes centros de varejo – normalmente com lojas‑âncora – sob um teto único com estacionamento exclusivo. Atualmente, após mais de quatro décadas, já se pode fazer um balanço desse fenômeno e de seus impactos sobre o desenvolvimento e o desenho urbano. Neste capítulo, analisa‑se a versão brasi‑ leira de shopping center tomando‑se como exemplos significativos dois empreendimentos na cidade de

São Paulo, implantados com uma diferença temporal de mais de 30 anos. O Shopping Iguatemi (1966) e o Shopping Pátio Higienópolis (1999) são analisados sob a perspectiva de seu papel como vetores de expansão urbana e em relação à sua polarização, às mudanças de uso e ocupação do solo, à valorização do entorno, assim como aos impactos na forma e na vitalidade do espaço urbano.

 

CAPÍTULO 5 - O Projeto Corredor Cultural: Preservação e Revitalização no Centro do Rio de Janeiro

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CAPÍTULO 5

O Projeto Corredor Cultural: Preservação e

Revitalização no Centro do Rio de Janeiro

Vicente del Rio e Denise de Alcantara

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oncebido no início dos anos 1980 como o primeiro projeto de revitalização para o Centro do Rio de

Janeiro, o Corredor Cultural representa um divisor de águas no planejamento e desenvolvimento das cidades brasileiras. O projeto incluiu, em uma ação tão pioneira quanto integrada, não apenas a preservação da herança histórica e cultural da cidade, mas também a recuperação e renovação de seu patrimônio urbano e arquitetônico, paralelamente a sua revitalização social e econômica.1

Desde o momento da concepção do projeto pelo poder público municipal, o Corredor Cultural obteve total apoio de proprietários, comerciantes e da comunidade em sua área de abrangência. Sua trajetória pode ser mais bem compreendida se considerarmos os quatro aspectos fundamentais de revitalização urbana que o guiaram: a história, a memória, a preservação e a participação comunitária. Ao harmonizar modelos históricos e arquitetônicos com uma implementação estrutural e economicamente viável, o projeto evitou os exageros e a rigidez da restauração purista. Além disso, a ocupação de vazios entre as edificações foi estimulada com novas construções que reinterpretavam as estruturas históricas utilizando um vocabulário contemporâneo.

 

CAPÍTULO 6 - Revisitando o Pelourinho: Preservação, Cidade-Mercadoria, Direito à Cidade

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CAPÍTULO 6

Revisitando o Pelourinho: Preservação,

Cidade-Mercadoria, Direito à Cidade

Ana Fernandes e Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes

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a década de 1960, começa a delinear-se no Brasil uma política de preservação do patrimônio histórico diretamente articulada a uma política de desenvolvimento turístico. Seu objetivo era o de vencer a estagnação econômica e reverter a degradação urbana que caracterizava várias cidades brasileiras, sobretudo aquelas mais diretamente ligadas aos ciclos da economia colonial. A criação, em 1973, do

PCH – Programa de Cidades Históricas – reforça essa perspectiva, ao buscar recuperar cidades e conjuntos antigos dotados de potencial turístico, começando pelas centenárias cidades da Região Nordeste.

Nesse contexto, Salvador detinha posição excepcional, aliando a seu rico acervo arquitetônico e urbanístico o potencial fornecido por seu extenso litoral – o maior dentre os estados brasileiros – e por sua pujante complexidade cultural (práticas religiosas, festividades, música, culinária etc.). Aliás, de forma precoce, desde 1959, o turismo havia sido incorporado como meta ao plano de desenvolvimento da

 

CAPÍTULO 7 - Revitalização dE Orla Fluvial na Amazônia – O Caso de Belém do Pará

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CAPÍTULO 7

Revitalização de Orla Fluvial na Amazônia

– O Caso de Belém do Pará

Alice da Silva Rodrigues Rosas e Simone Silene Dias Seabra

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os últimos anos, as grandes cidades brasileiras vêm passando por processos de requalificação de sua paisagem construída, não apenas para restabelecer relações mais estreitas com peculiaridades históricas, geográficas e culturais em resposta às novas necessidades sociais e econômicas locais, mas também para se tornarem mais competitivas nos mercados regional, nacional e global. Muitos desses processos têm por base a recuperação da simbiose da malha urbana com corpos d’água de diversas naturezas – mar, baía, rio, lago, e outros – e também de antigas zonas portuárias, industriais, comerciais e residenciais. Na maioria das grandes cidades, as orlas contíguas a áreas centrais tiveram a princípio sua imagem vinculada à marginalidade, especialmente em consequência das atividades portuárias ali originalmente instaladas e mais tarde, à degradação causada pela obsolescência dessas atividades portuárias e ao seu deslocamento para instalações mais modernas em novos portos mais distantes. Esvaziadas de sua função e de seu lastro econômico, as estruturas urbanas e arquitetônicas remanescentes foram abandonadas ou negligenciadas pelas administrações públicas. Entretanto, nos últimos anos, essa realidade vem se modificando, com descoberta do seu grande potencial paisagístico, cultural, turístico e simbólico.

 

CAPÍTULO 8 - Redesenhando Brownfields em Porto Alegre

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CAPÍTULO 8

Redesenhando Brownfields em Porto Alegre

Lineu Castello

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pós um período de rápido desenvolvimento industrial e de acelerada urbanização na última metade do século XX, a virada para o século XXI encontrou a sociedade brasileira já plenamente consciente das consequências negativas que costumam acompanhar esses processos, e devidamente alertada quanto

à natureza finita dos recursos ambientais do país. Ainda assim, mesmo que o ritmo do crescimento tenha experimentado uma desaceleração em comparação com décadas anteriores, as cidades continuaram a crescer e, de modo centrífugo, espalhando-se em direção dos bairros da periferia – muitos dos quais marcados por acentuados níveis de pobreza. Ao mesmo tempo, a transição à democracia plena que marcou o final do século anterior trouxe em seu bojo uma preocupação mais incisiva em relação à qualidade de vida que as cidades deveriam oferecer aos seus cidadãos, dentro de um cenário econômico em que o comportamento social nas grandes cidades passou a se guiar por um consumismo cada vez mais acentuado.

 

CAPÍTULO 9 - Desenho Urbano, Planejamento e Políticas de Desenvolvimento em Curitiba

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CAPÍTULO 9

Desenho Urbano, Planejamento e Políticas de Desenvolvimento em Curitiba

Clara Irazábal

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urante as últimas décadas, Curitiba tem sido referenciada como uma “cidade modelo” ambientalmente sustentável e um notável exemplo tanto de um processo de planejamento urbano bemsucedido como de uma ampla coleção de projetos de desenho urbano atraentes, inovadores, funcionais, econômicos e replicáveis. Este capítulo examina projetos de desenvolvimento urbano em Curitiba desde os anos 1960 e apresenta várias razões pelas quais a cidade merece louvor: o competente e contínuo processo de planejamento garantiu a eficiência do transporte público, a preservação histórica e cultural, a revitalização do Centro e a prioridade à circulação de pedestres, programas ambientais eficazes e uma série de projetos catalisadores de desenho urbano e arquitetônicos.

Este capítulo também discute alguns fatores políticos e institucionais que vieram a facilitar o desenvolvimento do processo de planejamento de Curitiba e alguns problemas recentes de gestão e planejamento urbano que a cidade vem enfrentando.

 

CAPÍTULO 10 - Resgatando a Imagem da Cidade e o Prazer das Ruas: Projeto Rio Cidade, Rio de Janeiro

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CAPÍTULO 10

Resgatando a Imagem da Cidade e o Prazer das Ruas: Projeto Rio Cidade, Rio de Janeiro

Vicente del Rio

Implementado entre 1993 e 2000, o Projeto Rio Cidade foi um programa da prefeitura do Rio de Janeiro para recuperar áreas comerciais e centros de bairros, assim como a imagem da cidade em nível nacional e internacional, através de intervenções de desenho urbano. Os projetos objetivaram a melhoria do desempenho dessas áreas tanto funcional quanto socialmente e, particularmente, a requalificação de espaços públicos. Implementado em duas fases, que corresponderam a duas administrações municipais sucessivas, o Rio Cidade foi notável não apenas por seus resultados, mas também porque representou, até aquele momento, a mais ampla e intensa coleção de intervenções de desenho urbano no Rio desde as obras sanitaristas e de embelezamento durante a gestão de Pereira Passos no início do século XX.

Os projetos Rio Cidade lidaram com o redesenho de vias e áreas públicas, circulação viária, sinalização, paisagismo e arborização, iluminação pública e mobiliário urbano. Apesar da magnitude dos problemas enfrentados, os resultados foram muito positivos. Em 2001, quando o Rio Cidade foi oficialmente encerrado, contabilizava-se um total de quase 60 áreas de intervenção em diversos bairros da cidade, inclusive o Centro.1 Mesmo sofrendo mudanças de cunho técnico e político e que o nome “Rio Cidade” tenha sido extinto, pode-se dizer que a sua missão original sobreviveu, uma vez que suscitou um debate sobre a cidade como nunca antes e levou as administrações municipais posteriores a atentar para a melhoria de aspectos urbanísticos que afetam o cotidiano das comunidades e a imagem da cidade. Além disso, a ideia do programa influenciou outras cidades brasileiras nesse sentido.

 

CAPÍTULO 11 - O Território Metropolitano em Mutação: Intervenções Urbanas Contemporâneas em São Paulo

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CAPÍTULO 11

O Território Metropolitano em Mutação:

Intervenções Urbanas Contemporâneas em São Paulo

Carlos Leite

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ão Paulo, a maior e economicamente mais importante área urbana do Brasil, é uma cidade de incríveis contradições. Embora a área metropolitana da Grande São Paulo produza mais de 25% do produto interno bruto brasileiro, pouco se tem feito em termos do necessário resgate das áreas urbanas em processo de deterioração. Tendo isso em mente, este capítulo busca responder a um conjunto de questões abrangentes: o território em transformação acelerada pode ser enfrentado com ações locais? O desenho urbano pode ainda subsidiar o processo de resgate de imensas áreas históricas degradadas sem criar simulacros cênicos? Podem os projetos urbanos de maior porte se configurar como instrumentos de rearticulação do território fragmentado, de escala imensurável? Pode a reabilitação do território informal ser planejada e manejada sem impor-lhe a condição de formalização? Finalmente, como o projeto urbano deve se posicionar diante do vazio urbano – terrain vague1– sem se configurar como instrumento de opressão e poder, mas, antes, como possibilidade de costura e articulação do território?

 

CAPÍTULO 12 - Transformando Favelas em Bairros: O Programa Favela-Bairro no Rio de Janeiro

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CAPÍTULO 12

Transformando Favelas em Bairros:

O Programa Favela-Bairro no Rio de Janeiro

Cristiane Rose Duarte e Fernanda Magalhães1

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Favela-Bairro foi um programa de urbanização de favelas do Rio de Janeiro considerado inovador na área das políticas públicas para a moradia de baixa renda, especialmente pelo reconhecimento que fez da importância do ambiente social, cultural e político das favelas na cidade. Uma das principais características desse programa, lançado pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro em 1994, foi considerar esses aglomerados como parte da estrutura urbana, objetivando sua integração à cidade oficial existente. Muitos estudiosos da política habitacional brasileira comentam que o Programa Favela-Bairro e os projetos desenvolvidos em seu âmbito se mostraram relativamente eficientes na promoção de desenvolvimento comunitário e na integração dos aglomerados informais à cidade formal. 

Por um lado, o Favela-Bairro buscava oferecer a melhoria da qualidade do espaço urbano através de redes de infraestrutura e serviços públicos, como água encanada, eletricidade e esgoto, e novos arruamentos e espaços de uso comunitário, como playgrounds e áreas de lazer. Por outro lado, promovia o desenvolvimento comunitário através de projetos educativos e de geração de renda, buscando a organização de cooperativas de trabalho locais. Ocasionalmente, foram construídos edifícios comunitários, como creches e unidades habitacionais, para realojar moradores de habitações que se encontravam em

 

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