Introdução à Engenharia de Produção - Conceitos e Casos Práticos

Visualizações: 514
Classificação: (0)

Uma boa solução de gestão normalmente surge de um profissional com muito conhecimento técnico e acadêmico, capaz de relacionar esse saber com a prática, a urgência e o imediatismo das questões do dia a dia dos processos de produção. Essa visão fundamenta todo o conteúdo de Introdução à Engenharia de Produção: Conceitos e Casos Práticos. Tendo como objetivo principal a formação de futuros engenheiros de produção com capacidade criativa, espírito empreendedor e iniciativa para gerar as soluções mais inovadoras, este livro reúne especialistas da área que cobrem um amplo espectro de temas e situações essenciais para o real entendimento do papel da Engenharia de Produção no contexto atual.

 

13 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1 | Gerenciamento da Manutenção Industrial

PDF Criptografado

1

Gerenciamento da

Manutenção Industrial

Adilson Aparecido Spim

1.1 Conceito

Ao falarmos do gerenciamento da manutenção industrial, faz-se necessário definir manutenção industrial. Sabe-se que para mantermos nossos bens, tais como casa, carro, aparelhos eletrodomésticos e outros, em condições de uso, precisamos periodicamente fazer revisões e, quando necessário, consertos. São inúmeros os autores que já definiram o termo manutenção, e um deles nos parece ser o mais adequado e atual, visto que incorporou os requisitos de segurança e preservação do meio ambiente: “Manutenção

é garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender a um processo de produção ou de serviço, com confiabilidade, segurança, preservação do meio ambiente e custos adequados”

(KARDEC; XAVIER, 2001).

Assim temos que manutenção é, além da conservação geral do equipamento em condições adequadas de uso, também a preservação do meio ambiente, pois uma máquina com vazamentos, por exemplo, pode causar contaminação e sérios impactos ambientais, como pode também pôr em risco a saúde e a vida do trabalhador, trazendo custos extras e onerando a lucratividade da organização.

 

2 | Gestão da Cadeia de Suprimentos: Conceitos, Estrutura e Relacionamentos

PDF Criptografado

2

Gestão da Cadeia de Suprimentos:

Conceitos, Estrutura e

Relacionamentos

Luiz Claudio Gonçalves

2.1 Introdução

Não há dúvida de que as exigências para o aumento da competitividade advindo do mercado global exigem novos esforços das empresas. Nesse sentido, Christopher (2010) menciona que não basta apenas melhorar a empresa internamente, visando aumentar sua competitividade. É necessário melhorar o desempenho da sua Cadeia de Suprimentos1 como um todo, abrangendo fornecedores, fabricantes e distribuidores.

Tendo em vista os argumentos contidos no parágrafo anterior, Pires (2009) destaca que o tema “Gestão da Cadeia de Suprimentos” (ou Supply Chain

Management 2 – SCM, como a teoria é internacionalmente conhecida) transformou-se em uma nova fronteira, explorada por diversas empresas, na incessante busca por maior competitividade.

O termo “Suprimentos” não deve ser confundido com o setor de Compras. Suprimentos, no contexto da

Supply Chain, deve ser entendido como suprir (abastecer) o cliente final de bens e serviços, visando atender efetivamente suas necessidades (PIRES, 2009).

 

3 | Introdução à Engenharia de Confiabilidade

PDF Criptografado

3

Introdução à Engenharia de Confiabilidade

Rubens Lopes Rolim

3.1 Introdução

É uma necessidade do consumidor a busca por produtos cada vez mais confiáveis e com custo mais baixo. Para atender a esses anseios, os diversos segmentos industriais estão cada vez mais se adequando às técnicas e desenvolvimento de seus produtos e principalmente às técnicas e meios para manter seus processos e equipamentos com confiabilidade e disponibilidade maximizadas.

Portanto, a finalidade deste capítulo é apresentar as formas simples e objetivas da Engenharia de Confiabilidade através dos aspectos quantitativos que envolvem tópicos de Matemática e Estatística, destinados àqueles que atuam no desenvolvimento de produtos, análise de garantia, análise de falhas e engenharia de manutenção.

3.1.1 A importância da confiabilidade

O processo de desempenho de um produto está associado à condição de que este execute as suas funções com o menor número de falhas possível. Para isto, são de fundamental importância os estudos e as análises voltados à redução da probabilidade de ocorrência de falha e para se estimar o tempo de garantia

 

4 | O Início da Gestão de Projeto

PDF Criptografado

4

O Início da Gestão de Projeto

Ordilei Amaro Ferreira

4.1 Introdução

O primeiro projeto de que temos relato nos tempos modernos é o projeto

Polaris, o primeiro Míssil Balístico de Lançamento Submarino (SubmarineLaunched Ballistic Missile, SLBM) realizado pela Marinha norte-americana.

Nesse momento, estávamos na década de 1950, durante a Guerra Fria.

Nesse projeto, um conjunto inteiro de técnicas, novas e já conhecidas

(incluindo a metodologia de gráficos e cronogramas desenvolvida por Henry

Gantt para gerenciar a construção de navios na I Guerra Mundial) foi essencial para dar conta das complexidades da programação de centenas de tarefas e alocação de numerosos recursos, envolvendo grande variedade de especialistas. No mesmo projeto nasceu uma das técnicas que utilizamos nos dias atuais, a Técnicas de Revisão de Avaliação do Programa (Program Evaluation and Review

Technique, PERT).

Como é de costume, tudo o que se aplica à área militar e oferece resultado se converte de alguma forma para o mundo dos negócios, não tendo sido diferente com a gestão de projetos, rapidamente aplicada e seguida pelas indústrias cinematográfica e automotiva e pelas organizações de engenharia pública e privada. Esses setores descobriram que as técnicas de gestão de projeto ajudavam as equipes interfuncionais a definir, planejar, executar e

 

5 | Gestão de Inovação

PDF Criptografado

5

Gestão de Inovação

Luciel Henrique de Oliveira

5.1 Modelos Mentais e Inovação Disruptiva

Um modelo mental (ou paradigma) é a forma utilizada pelas pessoas para representar o mundo, para ver e interpretar a realidade que as cerca. Os modelos mentais podem ser representados e caracterizados a partir de sua estrutura, funcionamento e mecanismo (BUCKLEY; BOULTER 1997).

Muitos dos conceitos de gestão praticados e estudados atualmente tiveram suas origens em precedentes históricos que fundamentaram o modo como grande parte dos administradores procede para resolver os problemas que enfrentam. Esses elementos podem ser chamados amplamente de modelos mentais, conforme Di Serio e Vasconcelos (2009). Os modelos mentais de gestão organizacional evoluíram a partir de grandes pontos de ruptura na história, marcados por três grandes revoluções: agrícola, industrial e a do conhecimento. Essas revoluções apresentaram situações cada vez mais complexas para o surgimento de novos modelos mentais, desde os primeiros indícios de técnicas de gestão (empreendimentos como as pirâmides do Egito, a organização da Igreja Católica, as estratégias de guerras), ao surgimento dos modernos princípios de gestão, propiciados pela Revolução Industrial.

 

6 | Estratégia de Servitização no Modelo de Negócio de Empresas Manufatureiras: o Caso de uma Fabricante Europeia de Veículos Pesados – Estudo de Caso

PDF Criptografado

6

Estratégia de Servitização no Modelo de Negócio de

Empresas Manufatureiras: o Caso de uma Fabricante

Europeia de Veículos

Pesados – Estudo de Caso

Bruno Lanzi de Mattos | Luiz Carlos Di Serio |

Luciel Henrique de Oliveira

6.1 Introdução

Theodore Levitt (1972) já afirmava que todo mundo estava em serviços.

Atualmente, as empresas buscam aumentar a participação dos serviços em seus negócios e fazem disso um objetivo estratégico. No entanto, como uma empresa de longa tradição manufatureira pode fazer isso? Como ela pode modificar ou criar novos modelos de negócio para vender mais serviços e aumentar suas receitas, seus lucros e sua competitividade?

Para fabricantes de máquinas e equipamentos, por exemplo, com uma grande base de produtos já instalada no mercado, aumentar a oferta e a venda de serviços para essa base é uma oportunidade de criar novas fontes de receitas e lucros (OLIVA; KALLENBERG, 2003). Por um lado, os serviços geram fluxos de receita mais estáveis, que se contrapõem aos ciclos econômicos da indústria. Por outro, eles são mais intensivos em trabalho e em relacionamento com os clientes e, portanto, não são facilmente imitáveis. Esses fatos os tornam uma possível fonte de vantagem competitiva para as empresas (BAINES et al.,

 

7 | Engenharia Econômica

PDF Criptografado

7

Engenharia Econômica

Adilson Rocha

7.1 Introdução

Conforme a Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO), a

Engenharia Econômica é uma subárea da Engenharia de Produção e é conceituada como a formulação, a estimação e a avaliação de resultados econômicos para avaliar alternativas para a tomada de decisão, consistindo em um conjunto de técnicas matemáticas que simplificam a comparação econômica.

Além disso, a Engenharia Econômica subdivide-se em: Gestão Econômica;

Gestão de Custos; Gestão de Investimentos e Gestão de Riscos, que serão abordadas também neste capítulo.

Evidentemente, com o desenvolvimento de novas tecnologias – e não somente em máquinas, equipamentos e informática – a função da gestão de recursos financeiros e valor ao acionista tornaram-se fundamentais.

Os fundamentos da Engenharia Econômica abrangem:

• conhecer e definir as alternativas e adotar um ou mais critérios para a tomada das decisões, por exemplo, em uma escolha entre investimentos, comprar um caminhão ou fazer leasing (aluguel);

 

8 | Ergonomia: Teoria e Prática

PDF Criptografado

8

Ergonomia: Teoria e

Prática

Lilian de Fátima Zanoni Nogueira |

Délvio Venanzi

8.1 Conceitos Iniciais

A palavra ergonomia origina-se de duas palavras gregas: ergon, que significa trabalho, e nomos, que significa leis. Dessa forma, podemos entendê-la em uma síntese modesta como “leis para o trabalho”. Baseados em outras tantas definições já estabelecidas por outros autores para essa ciência, podemos entendê-la como a ciência que busca adaptar, com base nas qualidades humanas, o ambiente ou sistema operacional.

Ergonomia (human factors, em inglês) é a disciplina científica que trata de entender as interações entre humanos e outros elementos de um sistema; é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para fazer projetos de modo a otimizar o bem-estar humano e a performance total do sistema.

É o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho, equipamento e ambiente e, particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução surgida desse relacionamento. A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho.

 

9 | Produção Mais Limpa e Ecoeficiência

PDF Criptografado

9

Produção Mais Limpa e

Ecoeficiência

Antonio Carlos Ramos Gonçalves |

Henry Lesjak Martos

9.1 Introdução

O século XX foi definitivamente a época de ouro para o ser humano. Em que pesem as guerras, as desigualdades, as tiranias e outras maldades, do ponto de vista da relação do animal Homo sapiens com a natureza, foi uma

“história de sucesso”. A população mais do que duplicou e o poder de fornecimento de bens e serviços para a humanidade atingiu um grau tal que, ao final do século, os problemas econômicos saltaram do lado da produção para o lado da demanda. Não há produto ou serviço que se queira produzir, em qualquer escala imaginada, que não seja possível fazer hoje. É tudo uma questão de preço.

O pensamento econômico da sociedade industrial que possibilitou esse salto foi dominado por um fluxo unidirecional, regido tão somente pela racionalidade econômica. Assim, considerava-se que o sucesso econômico transitava linearmente de uma ponta, em que os depósitos de recursos naturais eram infinitos, até a outra ponta, em que os espaços para disposição de resíduos e rejeitos eram igualmente infinitos (GALDIANO, 2006).

 

10 | Métodos e Processos de Fabricação

PDF Criptografado

10

Métodos e Processos de

Fabricação

Cláudio Roberto Leandro

10.1 Introdução

O objetivo deste capítulo é discorrer sobre os principais processos de fabricação mecânica e os principais parâmetros que permitam à Engenharia de

Processos gerenciar a produtividade nas operações. Os principais processos apresentados são a conformação de chapas e metais (estamparia com corte, dobra, repuxo e forjamento), a solidificação e a usinagem (torneamento, furação e fresamento).

10.1.1 Corte e conformação de chapas

Em processos de fabricação mecânica, as operações com chapas ocupam uma posição de destaque em diversos setores industriais, como o setor automobilístico, moveleiro, de máquinas e equipamentos, de ferragens e até mesmo de componentes para o setor aeronáutico. As vantagens desses processos que merecem destaque são:

• precisão dimensional;

• manutenção da resistência mecânica oferecida pelos metais;

327

Venanzi_cap010.indd 327

 

11 | Simulação em Processos de Produção

PDF Criptografado

11

Simulação em Processos de Produção

Cláudio Roberto Leandro

11.1 Introdução

O objetivo deste capítulo é apresentar a simulação como instrumento auxiliar ao processo de tomada de decisão em operações produtivas. Não faz farte do escopo deste capítulo desenvolver uma teoria sobre simulação, pois existem bons livros de autores experientes disponíveis.1

Os exemplos apresentados neste capítulo são desenvolvidos com o apoio do software Promodel®. Uma versão gratuita do software pode ser obtida no endereço http://www.belge.com.br/downloads.php. A versão

RunTimeSilver permite a construção e a execução de pequenos modelos. Também é possível obter o kit acadêmico desenvolvido pela Belge

Consultoria e pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Esse kit oferece um curso introdutório ao Promodel®. Antes de ler este capítulo, é recomendável o estudo desse material.

  Ver: Freitas Filho, P. J. Introdução à modelagem de simulação de sistemas. 2. ed. Florianópolis: Visual Books, 2008.

 

12 | Modelo de Lean Manufacturing Simplificado

PDF Criptografado

12

Modelo de Lean

Manufacturing Simplificado

Cláudio Camilio Maroto

Edinaldo Gomes de Oliveira

12.1 Introdução

Médias e pequenas empresas (MPEs) podem pensar e desenvolver-se com base em conceitos aplicados em uma grande empresa?

A aplicação do lean manufacturing é vista como uma ferramenta acessível apenas para grandes empresas, devido à utilização de recursos de alto valor agregado em sua aplicação, grandes investimentos para mudanças, longo tempo de retorno do investimento e necessidade de pessoas com alto nível de capacitação técnica integradas na organização. Levando esses fatores para dentro das MPEs, em um primeiro momento realmente parece ser impossível a aplicação do lean manufacturing, isso porque, quando se pensa em MPEs, a realidade

é contrária. Normalmente, não é possível a aplicação de grandes investimentos, os níveis de capacitação do pessoal são baixo e médio e, quando se faz um investimento, não se pode esperar um longo tempo pelo retorno.

 

13 | Metodologia do Trabalho Científico

PDF Criptografado

13

Metodologia do Trabalho

Científico

Haroldo Lhou Hasegawa

13.1 Introdução

A Engenharia de Produção busca basicamente o incremento da produtividade e da qualidade nos processos de fabricação e na prestação de serviços.

Para tanto, torna-se necessária uma sinergia entre a concepção, o projeto e o gerenciamento de sistemas produtivos de bens e serviços, caracterizada pela integração entre homens, materiais, equipamentos e meio ambiente.

Alcançar esses objetivos não é uma tarefa simples, uma vez que as transformações no mundo atual são dinâmicas e as tomadas de decisões ocorrem de forma brusca e rápida. Além disso, as mudanças na política, na economia e na sociedade trazem consequências ao cotidiano de cada um e também no trabalho de cada organização. Essa situação faz com que o engenheiro de produção seja capaz de solucionar não somente os problemas existentes, mas também lidar com as novas problemáticas e novos desafios. A capacitação contínua é vista como uma das formas de o profissional manter-se atualizado e apto a atender à demanda e às necessidades do mercado e das corporações.

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPPD000209840
ISBN
9788521630999
Tamanho do arquivo
13 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados