Gestão Logística do Transporte de Cargas

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Os estudos nas áreas dos transportes são de fundamental importância na atual realidade da globalização. Este livro apresenta uma visão didática e científica dos problemas enfrentados na gestão do transporte de cargas, nos níveis empresarial e institucional.
A logística, cujo principal componente é normalmente o transporte, é vista como a última fronteira para a redução dos custos das empresas.
Entretanto, não se concebe uma política de desenvolvimento regional e nacional sem a adequação da infra-estrutura de transportes.
Nesse contexto, os estudos de transportes têm-se desenvolvido nas várias áreas do conhecimento, envolvendo aplicações das mais diversas, que passam desde as especificidades mais técnicas da atividade de transporte até o aprofundamento da visão logística dos transportes.
Livro-texto para as áreas de ECONOMIA DOS TRANSPORTES e GERENCIAMENTO LOGÍSTICO dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia da Produção, Engenharia de Transportes, Planejamento Urbano e Regional. Leitura complementar para os cursos de Economia e Administração de Empresas.

 

10 capítulos

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1 Evolução Histórica da Gestão Logística do Transporte de Cargas (Ricardo Silveira Martins e José Vicente Caixeta-Filho)

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EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

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1

Evolução Histórica da Gestão

Logística do Transporte de Cargas

Ricardo Silveira Martins

José Vicente Caixeta-Filho

Os efeitos da infra-estrutura sobre as condições gerais de eficiência da economia são bastante evidentes. A disponibilidade de uma infra-estrutura adequada potencializa ganhos de eficiência ao sistema produtivo, e não só às empresas individualmente. Isso porque ocorre aumento do produto final, incrementando a produtividade, ao mesmo tempo em que reduz o custo por unidade de insumo.

Produtividade mais elevada, por sua vez, traduz-se em elevação da remuneração dos fatores, o que estimula o investimento e o emprego. Além do mais, um nível adequado de infra-estrutura pode provocar um crowding in, à medida que permite condições atrativas a novos investimentos privados.

Em função disso, a partir de Aschauer (1989) e Barro (1990), tem-se desenvolvido uma literatura especializada que enfoca as relações entre infra-estrutura e crescimento econômico. Alguns estudos procuraram mensurar os efeitos do investimento público sobre o produto e a produtividade total dos fatores. Aschauer estimou que, na economia americana, um aumento de 1% no nível do capital público implica um incremento entre 0,35 a 0,49% na produtividade dos fatores, enquanto a elasticidade do produto encontra-se entre 0,36 e 0,39%. Easterly e

 

2 Privatização e Regulação dos Transportes no Brasil (Newton de Castro)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

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Privatização e Regulação dos

Transportes no Brasil

Newton de Castro

2.1 INTRODUÇÃO

A partir da segunda metade da década de 90, o Brasil intensificou o processo de reestruturação do setor de transportes no sentido de aumentar a participação privada na provisão de serviços, como também de descentralizar a gestão da infra-estrutura e dos serviços para os governos estaduais e municipais. Essas reformas afetam significativamente a organização da indústria de serviços de transporte à medida que eliminam restrições regulatórias, de propriedade e operacionais à integração de operadores, por intermédio de fusão entre empresas ou de alianças estratégicas, assim como de investimentos em terminais e equipamentos especializados, a fim de agilizar as mudanças de modo e/ou veículo, nas interfaces entre os diferentes sistemas de transporte.

Internacionalmente, observam-se mudanças profundas nas estratégias operacionais de ferrovias, operadores portuários, empresas aéreas, rodoviárias e de navegação. Estas estão abandonando suas tradicionais práticas modais para se integrarem a sistemas de prestação de serviços multimodais, com uso intensivo dos recursos modernos de comunicação. No caso brasileiro, esse processo acontece impulsionado pelo movimento recente de ampliação do papel da iniciativa privada na provisão de serviços tanto de operação, como de infra-estrutura de transporte. De fato, toda a rede de transporte ferroviário de longa distância já é operada e mantida por empresas privadas, assim como o são os sistemas de transporte de passageiro sobre trilhos de subúrbio e metroviário do Rio de Janeiro. Os programas de concessão rodoviária avançam nos níveis federal, estadual

 

3 Comércio Interno e Custos de Transporte (Newton de Castro)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

3

Comércio Interno e Custos de Transporte

Newton de Castro

3.1 INTRODUÇÃO

Na literatura sobre desenvolvimento econômico, o transporte desempenha um papel de destaque. Isso se explica por ser o transporte o meio de suprimento e abastecimento de bens e insumos de que as regiões carecem, como também ser o meio que permite que estas exportem seus produtos.

Entre os fatores que agem no sentido de limitar os fluxos de comércio estão os custos de transporte. Primeiro, os custos de transporte são imputados aos custos dos insumos, influenciando o custo de produção e o preço do bem final. Segundo, eles determinam quais mercados cada região está apta a atender e, conseqüentemente, concorrer com as mercadorias produzidas por outras regiões ou países. Nesse sentido, os custos de transporte afetam a renda gerada em cada região (via exportação) e seus preços (via importação � tanto de insumos, quanto de produtos finais). Assim, uma redução nos custos de transporte, pela via da redução de preços, em virtude da concorrência de produtos importados e pela própria redução de custos dos produtos produzidos regionalmente, propicia um aumento no bem-estar da população. Há também ganhos de escala: com a expansão da cobertura geográfica de regiões cujas demandas podem ser atendidas, as firmas da região exportadora podem produzir mais, diluindo seus custos fixos e aumentando seu poder de compra junto aos fornecedores, que por sua vez também terão margem para aumentar o volume de suas produções; esse impacto estende-se por toda a cadeia produtiva.

 

4 Oferta de Transportes: Fatores Determinantes do Valor do Frete e o Caso das Centrais de Cargas (Goncilio Corrêa Junior, Marcelo Lacerda Rezende, Ricardo Silveira Martins e José Vicente Caixeta-Filho)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

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Oferta de Transportes: Fatores

Determinantes do Valor do Frete e o

Caso das Centrais de Cargas

Goncilio Corrêa Junior

Marcelo Lacerda Rezende

Ricardo Silveira Martins

José Vicente Caixeta-Filho

No que diz respeito à movimentação de bens, as atividades de transporte proporcionam a possibilidade de união entre os esforços da produção e os desejos de consumo entre agentes que estão localizados em pontos distintos. A diversidade e a complexidade das relações socioeconômicas resultante dessas interações sugerem que sua plena compreensão requer análise com características científicas, isto é, sistematizada e aprofundada.

Os estudos nas áreas de transportes têm relevância na atual realidade da globalização. A logística, na qual o transporte é normalmente seu principal componente, é vista como a última fronteira para a redução dos custos das empresas, enquanto, por outro lado, não se concebe uma política de desenvolvimento regional e nacional com a adequação da infra-estrutura de transportes.

 

5 Análise e Avaliação do Desempenho dos Serviços de Transportes de Carga (Orlando Fontes Lima Jr.)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

5

Análise e Avaliação do Desempenho dos Serviços de Transporte de Carga

Orlando Fontes Lima Jr.

Neste capítulo serão abordados os principais conceitos e técnicas relacionados com a análise e avaliação do desempenho dos serviços de transporte de carga. Como o transporte, junto com o estoque e a informação, é um dos pilares da logística, serão tratadas também algumas questões relativas ao desempenho de toda a cadeia de suprimentos.

O objetivo do capítulo é definir desempenho para o transporte de cargas, apresentar suas características e as diversas formas pelas quais pode ser analisado. São apresentados ainda métodos para quantificação e avaliação de desempenho, bem como exemplos práticos do uso de indicadores.

Em função da abrangência do tema, técnicas matemáticas e econômicas mais complexas foram apenas citadas, devendo o leitor, para sua utilização, realizar consultas em materiais específicos.

 

6 Custos ABC no Transporte de Carga (Antônio Galvão Novaes)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

6

Custos ABC no Transporte de Carga

Antônio Galvão Novaes

6.1 IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DE CUSTOS NO

TRANSPORTE DE CARGAS

Quando um embarcador chama uma transportadora para apanhar um lote de mercadoria e levá-lo até determinado destino, suas expectativas resumem-se a ter o pedido efetivamente entregue ao destinatário, sem danos e sem extravios, dentro do prazo combinado e mediante o pagamento de um frete razoável. Para a transportadora, a questão é mais complexa. Mesmo considerando o transporte de carga tradicional, desprovido ainda dos serviços logísticos hoje bastante freqüentes, as operações das transportadoras apresentam características diversas, que variam conforme a quantidade e o tipo da carga transportada, distância de deslocamento etc.

De maneira geral, as empresas de transporte rodoviário de cargas prestam, basicamente, quatro tipos de serviços:

1. Serviço de lotação completa: a carga é coletada nas instalações do embarcador; é transportada, no mesmo veículo, para o depósito do destinatário, sem passar pelo(s) depósitos(s) da transportadora. Esse tipo de serviço ocorre sempre que haja carga suficiente para lotar um veículo (Figura 6.1), não sendo necessário utilizar o terminal da transportadora para manuseio da carga.

 

7 Transporte de Cargas em Áreas Urbanas (Evandro Cardoso dos Santos e Edson Martins Aguiar)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

7

Transporte de Cargas em

Áreas Urbanas

Evandro Cardoso dos Santos

Edson Martins Aguiar

Este capítulo tem por objetivo introduzir conhecimentos e experiências de profissionais que atuaram em planejamento e políticas de transporte urbano resultando em uma fonte abrangente de informações e conceitos sobre cargas urbanas. É voltado para a prática profissional e direcionado às pessoas que lidam com audiências especializadas, tais como agências de planejamento de transportes urbanos, escritórios de engenharia de tráfego, autoridades viárias, consultorias de planejamento, entre outros.

7.1 CARGAS NAS ÁREAS URBANAS

A questão das cargas nas áreas urbanas remonta à própria história da urbanização, quando os bens a serem consumidos nas áreas urbanas tinham que acessar, adentrar e circular nesses espaços, geralmente adensados em termos populacionais e edificacionais e com vias e acessos estreitos com baixa capacidade de circulação, condições urbanas estas impostas pelo desenvolvimento tecnológico da infra-estrutura sanitária e dos transportes da época.

 

8 Logística, Transportes e Adequação Ambiental (Adriane Monteiro Fontana e Edson Martins Aguiar)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

8

Logística, Transportes e Adequação

Ambiental

Adriane Monteiro Fontana

Edson Martins Aguiar

8.1 LOGÍSTICA EMPRESARIAL � UMA BREVE DEFINIÇÃO

Logística empresarial, um termo muito citado porém não bem definido, engloba diversos segmentos, como a distribuição física, a administração de materiais, os suprimentos, os transportes, as operações de movimentação de materiais e produtos, entre outros. Segundo Ballou (1995), a logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.

São consideradas atividades principais dessa cadeia o transporte, a manutenção de estoques e o processamento de pedidos, e como atividades secundárias a armazenagem, o manuseio de materiais, a embalagem de proteção, a obtenção, a programação de produtos e a manutenção de informações. Esse processo

 

9 O Processo de Decisão do Modal no Transporte de Carga (Ana Beatriz Figueiredo de Castro Monteiro, Wagner Colombini Martins e Fernando Howat Rodrigues)

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O PROCESSO DE DECISÃO DO MODAL NO TRANSPORTE DE CARGA

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9

O Processo de Decisão do Modal no

Transporte de Carga

Ana Beatriz Figueiredo de Castro Monteiro

Wagner Colombini Martins

Fernando Howat Rodrigues

Este capítulo apresenta a teoria e um exemplo prático de técnicas de modelagem do processo de escolha modal no transporte de carga com ênfase em modelos �comportamentais�, fundamentados na teoria econômica do consumidor.

Esse enfoque utiliza modelos econométricos de escolha discreta do tipo Logit, que usa o princípio de maximização da utilidade (também chamada de satisfação). O tomador de decisão baliza sua escolha por meio de uma função utilidade e procura maximizá-la, escolhendo, entre as alternativas possíveis, aquela que possui atributos que lhe propiciam o maior nível relativo de satisfação.

Cabe mencionar que o conjunto de alternativas possíveis é chamado de conjunto de escolha (choice set) e que a decisão é sempre tomada entre as alternativas de um conjunto de escolha pré-definido. Portanto, a decisão pode mudar se o conjunto de escolha for alterado pela inclusão de uma nova alternativa ou de variação em um ou mais atributos. Em transportes, o conjunto de escolha modal em que a tomada de decisão é feita pode possuir apenas alternativas com modais independentes (rodovia, ferrovia, hidrovia) e/ou alternativas intermodais (rodovia + ferrovia, rodovia + hidrovia etc.).

 

10 O Processo de Decisão Baseado em Múltiplos Objetivos: O Uso do Método de Análise Hierárquica na Tomada de Decisão Sobre Investimentos (Fernando Howat Rodrigues, Wagner Colombini Martins e Ana Beatriz Figueiredo de Castro Monteiro)

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GESTÃO LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS

10

O Processo de Decisão Baseado em

Múltiplos Objetivos: O Uso do Método

de Análise Hierárquica na Tomada de

Decisão Sobre Investimentos

Fernando Howat Rodrigues

Wagner Colombini Martins

Ana Beatriz Figueiredo de Castro Monteiro

10.1 INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS MULTIOBJETIVOS DE

APOIO À DECISÃO

Desde a utilização da pesquisa operacional como abordagem científica de auxílio à tomada de decisões militares durante a Segunda Guerra Mundial, diversas ferramentas matemáticas têm sido desenvolvidas e aplicadas na análise de problemas de decisão.

A principal característica dessas técnicas é a formulação de uma função objetivo e a otimização dessa função sujeita a uma série de restrições preestabelecidas.

Nas últimas três décadas, entretanto, a preocupação com a necessidade de identificar e considerar simultaneamente vários objetivos na avaliação das alternativas tem aumentado consideravelmente, especialmente no estudo de sistemas de larga escala.

 

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