Relações humanas: psicologia das relações interpessoais, 6ª edição

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Esta obra aborda, no campo da Psicologia Social, o estudo das relações humanas, dando enfoque especial ao lar e ao trabalho. Detém-se na análise da percepção, no relacionamento interpessoal, nas carícias e nos chamados estados do Eu, da Análise Transacional.
A partir da análise do conhecimento que cada um deve ter de si próprio e da compreensão devida aos outros, o autor procura desenvolver as aptidões para um relacionamento mais eficiente.
Em estilo quase sempre coloquial, expõe situações de relacionamento interpessoal, em uma visão objetiva, dentro de uma metodologia científica, e ensina a distinguir o momento oportuno de a mensagem adequada ser enviada pelos diversos canais de comunicação.
Cada capítulo vem enriquecido de exercícios, que podem ser resolvidos no lar, na escola, individualmente e em grupos de trabalho.
Destacam-se dentre os temas abordados o que estuda a Psicologia, relações humanas, olhar sobre você e os outros, a arte da comunicação, saber ouvir, os estados do eu e as relações humanas, solução de problemas e tomada de decisões, liderança e as relações humanas na família, em grupos e no trabalho.
Livro texto para a disciplina RELAÇÕES HUMANAS dos cursos profissionalizantes do 2º grau. Leitura introdutória para a disciplina PSICOLOGIA GERAL do ciclo básico das Ciências Humanas.

 

18 capítulos

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INTRODUÇÃO

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INTRODUÇÃO

... E o moleque Cupido resolveu voltar ao Brasil, país que há tantos anos não revia.

Arrumou as setas de ouro, do amor, e as setas de chumbo, do ódio e do desprezo, no novo bornal, tipo Reebok.

Desceu numa reunião de jovens, pois sempre trabalhara com eles. Estavam defronte a uma escola.

Estranhou-os, mas achou-os interessantes, alegres e comunicativos.

Como de costume, lançou sobre eles algumas setas do amor... Estranho, elas não produziram o efeito desejado. Talvez o líquido da ponta das setas estivesse com o prazo vencido.

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RELAÇÕES HUMANAS

– Não é possível, disse, o Procom, órgão protetor do consumidor, não tinha dito nada e aprovado o controle de qualidade.

Resolveu conversar com os jovens. Apresentou-se e disse:

– Sou Cupido, o moleque do Amor.

Como ninguém mostrasse sinal de aprovação ou rejeição, estranhou a frieza, mas continuou:

– Vocês sabem o que é amor, o que é ódio? Vocês sabem como se define gostar de... o que é atrair?

 

1 O QUE ESTUDA A PSICOLOGIA

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1

O QUE ESTUDA A

PSICOLOGIA

Psicologia = Ciência do comportamento humano

– Que é Psicologia?

– Que fazem os psicólogos?

– Que papel desempenha a Psicologia numa empresa?

Basta examinar alguns livros de Psicologia para verificar que os psicólogos estudaram vários aspectos do

Comportamento

No estudo do comportamento, alguns psicólogos interessam-se por problemas de aprendizagem:

– Como aprendemos a ler?

– Como adquirimos bons hábitos de estudo?

– Qual a melhor maneira de adquirir habilidade profissional para determinada atividade?

– Como treinar empregados cientificamente?

Outros dedicam-se ao estudo das diferenças entre as pessoas:

– Quais os níveis de inteligência dos indivíduos?

– Qual a aptidão necessária para o desempenho eficiente de um gerente de vendas?

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RELAÇÕES HUMANAS

– Que traços de personalidade deve ter um vendedor?

– Quais são os interesses profissionais dos adolescentes?

 

2 VOCÊ SABE O QUE SÃO RELAÇÕES HUMANAS?

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VOCÊ SABE O QUE

SÃO RELAÇÕES

HUMANAS?

O termo Relações Humanas tem sido empregado, com freqüência, para referir-se a

Relações interpessoais

Esse relacionamento poderá ocorrer entre: a. Uma pessoa e outra

– marido e mulher;

– vendedor e comprador;

– professor e aluno. b. Entre membros de um grupo

– pai, mãe e filhos, no lar;

– professor e alunos, numa classe;

– empregados e chefes, numa empresa. c. Entre grupos numa organização

– os grupos de estudo numa classe;

– os grupos de trabalho numa firma.

VOCÊ SABE O QUE SÃO RELAÇÕES HUMANAS?

Figura 2.1

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Um grupo é uma reunião coesa de pessoas, visando a um objetivo comum.

Você deve ter ouvido falar em

Relações Públicas

Relações Comunitárias

Relações Humanas

Relações Internacionais

Dinâmica de Grupo

Todos esses termos têm sido empregados com o sentido de relacionamento entre as pessoas, os homens (humanos), em diversos níveis.

 

3 OLHANDO PARA VOCÊ... OLHANDO PARA OS OUTROS

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3

OLHANDO PARA

VOCÊ...

OLHANDO PARA

OS OUTROS

Você deve ter notado que muitas pessoas podem falar sobre relações humanas e discuti-las em conferências, discursos e conversas, mas não são capazes de praticar relações humanas legítimas.

Essas pessoas, geralmente, apresentam comportamentos como os relacionados a seguir: a. b. c. d. e.

não ouvem tão bem quanto falam; interrompem os outros, quando falam; são agressivas; gostam de impor suas idéias; não compreendem as outras pessoas além de seu ângulo de visão.

Você já procurou, também, verificar suas falhas em: a. b. c. d. e.

ver como você mesmo é? ver como são os outros? compreender seus próprios sentimentos? entender seus preconceitos? entender o relacionamento entre as pessoas?

Um grupo de psicólogos, que trabalhou em treinamento em Relação Humanas, chegou às conclusões que seguem:

1. Grande parte do nosso trabalho é feita por meio do contato com os outros, quer como indivíduos, quer como grupo.

 

4 A ARTE DA COMUNICAÇÃO

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A ARTE DA

COMUNICAÇÃO

A comunicação acontece quando duas pessoas são comuns.

Comum

=

Comunicação

Quando duas pessoas têm os mesmos interesses, há um ponto em comum.

Aí a mensagem flui entre ambos, pois os interesses são comuns.

Interesses

mensagem

Interesses

Quando duas pessoas têm a mesma idade ou estão no mesmo estado do

Eu (Pai, Criança, Adulto), a mensagem passa, com maior facilidade, de um a outro. Há comum – (ic) ação.

– Bem, e o que é ser comum?

– Ser comum é ser como um.

Ser como um (comum) é ter afinidades, ter empatia, sentir junto, pensar junto, é ser como um todo.

Como 1

=

Comum

A comunicação humana só existe realmente quando se estabelece entre duas ou mais pessoas um contato psicológico.

A ARTE DA COMUNICAÇÃO

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Não é suficiente que as pessoas com desejo de comunicação se falem ,se escutem ou mesmo se compreendam... é preciso mais.

 

5 VOCÊ SABE OUVIR?

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5

VOCÊ SABE

OUVIR?

Ouvir é uma das mais importantes ferramentas de comunicação. Seria natural perguntarmos:

– Você é capaz de repetir o que as outras pessoas lhe disseram?

– Você já ouviu você mesmo?

O certo é que todos ouvimos, mas poucos ouvem bem. Poucos aprendem a arte de entrevistar.

– O que é uma entrevista? Como ela se caracteriza? Vejamos: a. b. c. d.

ouvir deliberada e ativamente o outro; descobrir o que realmente a outra pessoa deseja dizer; levar a outra pessoa a responder o que perguntamos; dar a ela uma oportunidade de expressar-se livremente.

A entrevista não acontece apenas em pedido de emprego, mas em qualquer diálogo, na família, na escola ou no trabalho.

Vamos perguntar:

– Quando você está conversando com alguém (aluno, empregado ou filho) você deixa o entrevistado dirigir a conversação?

Se a resposta foi positiva, você está no caminho certo, pois as questões diretas levam a respostas, às vezes, falseadas.

– Foi você quem fez isto?

 

6 OS ESTADOS DO EU E AS RELAÇÕES HUMANAS

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6

OS ESTADOS DO

EU E AS RELAÇÕES

HUMANAS

A chamada Psicologia Transacional ou Análise Transacional vem estudando o comportamento humano em função da comunicação da pessoa consigo mesma e em relação aos outros.

Faz uma análise das trans-ações, isto é, das ações (comportamentos, atitudes) por meio das quais (trans) a pessoa atua no meio onde vive.

A Psicologia Transacional estuda os estados do Eu, como a pessoa emprega seu tempo, os jogos psicológicos, o estilo de vida de cada um, as posições que o indivíduo assume no relacionamento interpessoal e seu argumento de vida.

A análise dos estados do Eu pode ajudar-nos a melhorar o nosso relacionamento humano e a entender os outros e a nós mesmos.

– O que são estados do Eu?

– São comportamentos que exibimos em nosso relacionamento e compõem a estrutura de nossa personalidade.

Em uma situação de relacionamento com o outro, cada indivíduo exibirá um estado do Eu. Assim:

Estado do Eu – PAIS

 

7 COLECIONANDO FIGURINHAS E TROCANDO SELOS

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7

COLECIONANDO

FIGURINHAS E

TROCANDO SELOS

A criança é capaz de expressar os sentimentos de amor, raiva, medo, inadequação e outros, de maneira natural e espontânea.

No início de sua vida, reage naturalmente com comportamentos típicos:

Medo

Fuga

Raiva

Choro

Amor

Riso

As crianças, no entanto, vão aprendendo sentimentos sociais e adaptados.

Assim:

fugir da dor. procurar o prazer. esconder as emoções. temer o estranho.

A criança vai aprendendo a colecionar certos tipos de sentimentos, como se estivesse colecionando selos, isto é, selos psicológicos. Marcos vive numa família, em que sempre lhe dizem:

– Tira a mão daí, se não tirar, apanha. (Selo de medo.)

– Vou lhe dar uma surra. (Selo de medo.)

– Eu te soco na parede. (Selo de medo.)

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RELAÇÕES HUMANAS

Essa criança formou um álbum de selos psicológicos de medo.

Selos = Sentimentos

 

8 AS POSIÇÕES PSICOLÓGICAS DA VIDA FORMAM NOSSO CARÁTER

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AS POSIÇÕES

PSICOLÓGICAS DA

VIDA FORMAM

NOSSO CARÁTER

Quando você era criança, talvez tivesse ouvido de seus pais ou parentes as frases:

– Mas que menino desajeitado. Deixa que eu faço pra você. Ora, você não faz nada direito.

– Olha, esse menino não tem mesmo jeito para Matemática. Puxou a mãe dele.

– Bem que eu disse, você nunca será capaz de andar de bicicleta.

Todas essas frases martelaram em sua cabeça e enriqueceram as baterias de você não é capaz.

Então você acabou adquirindo uma posição psicológica diante da vida:

– EU NÃO SOU OK.

Sua okeidade (capacidade de se sentir capaz) ficou com um saldo negativo no crédito de sua capacidade.

Você pode, no entanto, ter tido pais diferentes que sempre lhe disseram:

– Minha filha, você é ótima para redigir.

– Olha, minha filha, gostaria de que você me ensinasse a trabalhar com o computador. Você trabalha tão bem.

– Gostei muito de sua roupa, ela fica bem pra você.

– Nossa, como você tem jeito para fazer esses trabalhos.

 

9 TRANSAS E TRANSAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

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9

Figura 9.1

TRANSAS E

TRANSAÇÕES NA

COMUNICAÇÃO

Um diálogo entre juiz e bandeirinha.

TRANSAS E TRANSAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

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Na Figura 9.1 há um diálogo entre um juiz de futebol e um bandeirinha, isto é, aquele que corre pelas laterais do campo. Vamos ver o que eles dizem.

Que times jogam hoje?

Palmeiras e Corinthians.

Os quadros jogam com todos os titulares?

Sim.

Então vamos começar, que está na hora.

Se você se lembra dos Estados do Eu, vai ver que eles estão usando o Estado ADULTO (A). Não há emoções, sentimentos. Há apenas informações.

Quando duas pessoas dialogam, elas enviam mensagens. Assim, o juiz enviou uma mensagem ao bandeirinha, que respondeu.

Essa comunicação se chama transação. Numa relação interpessoal, de envio e recebimento de mensagem, há ações que passam de uma pessoa para outra. Essa ação se chama transação, isto é, ação que passa de um para outro

 

10 OS JOGOS DA VIDA NA VIDA DA GENTE

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10

OS JOGOS DA

VIDA NA VIDA DA

GENTE

Uma das maneiras com as quais você emprega seu tempo é jogando. Só que não falamos de futebol, vôlei, baralho ou tênis. Falamos dos jogos chamados psicológicos.

E como você joga esses jogos com as outras pessoas? Você é um bom jogador?

Quando você está utilizando um jogo psicológico, executa uma série de transações com seus parceiros. Tem-se a impressão, ao ouvi-lo dialogar, que você está-se relacionando de ADULTO para ADULTO. Vejamos:

– Você fez sua tarefa?

– Claro, professor...

Mas esse diálogo vai-se alongando, quando surgem as transações chamadas ulteriores. Aí você está falando como ADULTO e usa uma transação da

CRIANÇA...

– Mas eu tinha falado para você fazer duas tarefas. Você fez?

– Não... o senhor não falou.

– Creio que você não ouviu... ultimamente você não anda ouvindo bem...

Com impressão de diálogo de ADULTO a ADULTO, começa a se insinuar a

CRIANÇA que visa apanhar o aluno em falta.

Geralmente, quando o indivíduo está transacionando com jogos está usando a posição:

 

11 RESOLVENDO PROBLEMAS E TOMANDO DECISÕES

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RESOLVENDO

PROBLEMAS E

TOMANDO

DECISÕES

– Bem... você tem um problema. Eu sou assaltado por problemas.

Enfim, todos nos defrontamos, quase todos os dias, com os questionantes problemas.

– O que vem a ser um problema?

PROBLEMA

?

?

?

– Entende-se que problema é um desvio ou desequilíbrio entre o que deveria acontecer e o que realmente está acontecendo.

A

A

x

B

A = ponto de origem

B = ponto de chegada (onde deveria chegar)

B

C = onde realmente chegou x = desvio a ser corrigido

(problema)

C

Vamos supor que fosse um carro percorrendo uma estrada. Partiu de A e esperava-se que, dentro de quarenta minutos, chegasse a B.

RESOLVENDO PROBLEMAS E TOMANDO DECISÕES

Figura 11.1

157

Um problema – um desvio a ser corrigido.

Por uma razão qualquer (motor, gasolina, acidente...) o carro não chegou a B e desviou-se do itinerário. Houve um desvio no itinerário, no ponto x. Isso é um problema. Houve um evento (x) que produziu um desequilíbrio.

 

12 LÍDER E LIDERANÇA

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LÍDER E

LIDERANÇA

Liderança e líder são palavras muito usadas hoje. Os oradores, os políticos, os empresários, os gerentes, os professores empregam expressões como:

– Esse menino é um líder nato.

– Esse político não tem liderança nenhuma.

– Para dirigir bem é preciso ter liderança forte.

O que vem a ser liderança? O que é um líder?

Pensava-se que uma pessoa já nascia com as qualidades de líder:

– Puxa, tem boa voz, conversa bem, tem boa aparência, é inteligente.

Vai ser um deputado.

Esses eram os chamados líderes carismáticos, capazes de impressionar o povo, as multidões, como os grandes cantores e os artistas de televisão.

– Sou capaz de ir com ele até o inferno.

Porém, os pesquisadores não concordavam com tais características e um bom líder, e mais de 100 traços de personalidade foram alinhados para classificar um líder.

CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER

Começou a verificar-se que os líderes, ainda que tenham excelentes qualidades para dirigir, não trabalham sozinhos. Precisam lidar com seguidores, subordinados, dirigidos.

 

13 RELAÇÕES HUMANAS NA FAMÍLIA

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13

RELAÇÕES

HUMANAS NA

FAMÍLIA

E ELES SE CONHECERAM...

Talvez este seja o início mais comum de um casamento, ou o prefácio de um lar. Viram-se, ficaram perdidos de amor um pelo outro, em união tão sólida que esqueceram o mundo...

Mas... a união, o encontro, o amor são, às vezes, complementação de falhas. Assim:

– Você me completa naquilo em que me sinto deficiente.

Vejamos:

– João e Maria viram um no outro aquilo que esperavam, porque estavam atuando mais ao nível de suas defesas do que ao nível de seus sentimentos interiores.

João

Maria

Externamente

forte, seguro, autoconfiante.

autoconfiante, extratensa, comunicativa, alegre.

Internamente

inseguro, desorientado, ansioso.

insegura, desorientada, ansiosa.

E ELES SE ENCONTRARAM:

João diz para ele mesmo: “Eis uma pessoa segura que pode cuidar de mim.’’

RELAÇÕES HUMANAS NA FAMÍLIA

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Maria diz para ela mesma: “Eis uma pessoa segura que pode cuidar de mim.’’

 

14 OS GRUPOS E AS RELAÇÕES HUMANAS

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OS GRUPOS E AS

RELAÇÕES

HUMANAS

Todos vivemos em grupos: de família, de trabalho, de diversão, de clube, de igreja e outros.

Pode-se dizer que existe um grupo quando duas ou mais pessoas possuem: a. certa interdependência; b. certa unidade que pode ser reconhecida.

Fala-se de interdependência, quando umas pessoas dependem das outras, em seu relacionamento, na interação.

Num grupo há interação sempre que cada um dos elementos reage ante o comportamento de cada um dos outros.

Os elementos do grupo não só atuam uns sobre os outros reciprocamente como também atuam juntos de uma forma mais ou menos uniforme.

Pessoas juntas por si sós não formam um grupo. Há famílias que vivem juntas, mas não convivem juntas. O grupo forma um sistema aberto de interação. Há operários que trabalham juntos numa mesma seção, mas não formam grupo.

GRUPO

interdependência entre os elementos sistema de interação unidade reconhecível

Nos grupos, os elementos têm um objetivo comum. Assim:

 

15 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO

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15

RELAÇÕES

HUMANAS NO

TRABALHO

COMPORTAMENTO HUMANO NAS EMPRESAS

Quais são as relações entre as pessoas que trabalham numa mesma sala, numa loja, numa empresa, numa fábrica, num hospital, numa escola?

Ninguém duvida de que os trabalhadores são pessoas humanas e que suas vidas continuam quando deixam o portão da fábrica, o elevador da firma, a porta do colégio e, depois, atiram-se a atividades mais espontâneas, mais desejadas e criativas.

Passamos cerca de um terço das horas do dia no trabalho. Isso leva a crer que devemos esperar que o trabalho satisfaça muitos tipos de necessidades – físicas, sociais, egoísticas – e que, além disso, essas necessidades possam ser satisfeitas de muitas maneiras diferentes – fora do trabalho, em torno do trabalho e por meio do trabalho.

Bem, nem sempre foi assim. Demos uma olhada para o ontem, num funil do tempo. Como as coisas aconteciam...

Há muitos anos, a maior parte das pessoas vivia na zona rural. A família constituía a unidade econômica básica. O pai trabalhava no campo e a mãe preparava os ingredientes necessários para fazer a alimentação. Bem, naquele tempo, não havia ainda os supermercados... a dona de casa cozinhava, lavava, fiava a lã. As relações no trabalho e na família eram as mesmas. Se o homem não era seu próprio patrão, as relações entre eles eram simples e fáceis, quase como de pai para filho. O trabalho era criativo e dava muita satisfação. O homem mais velho ensinava ao mais moço e as pessoas se conheciam, participavam em comum das festas, riam juntas, sofriam os dissabores...

 

16 UM POSFÁCIO AO LEITOR

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16

UM POSFÁCIO AO

LEITOR

Num contexto de relações interpessoais, resolvemos incluir nesta edição um posfácio.

– O que seria um posfácio?

Caro leitor, você está habituado a prefácios, mas, em nosso livro de relações humanas, ou de comunicação, de autor para leitor, incluímos um diálogo a posteriori, depois de sua leitura, isto é, um relacionamento interpessoal pós-leitura.

Você identificou-se com os estados do Eu, aprendeu a colecionar figurinhas, a transas e transações da comunicação e percebeu que realiza ainda alguns jogos. Meditou nas relações humanas na família e no trabalho.

Perguntamos, no entanto, como você emprega seu tempo, já que os bancos explicam-nos como empregamos nosso dinheiro.

Achamos que, num posfácio, deveríamos acrescentar:

– Agora, diplome-se para a vida.

Como empregamos nosso tempo.

Palavras finais que intitulamos.

Nesta parte do livro você tem nossa palavra reflexiva final, numa síntese dos objetivos da psicologia das relações interpessoais, ou ainda das relações humanas, como é comumente conhecida.

 

17 AGORA, DIPLOME-SE PARA A VIDA

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AGORA,

DIPLOME-SE PARA

A VIDA

Ao terminar a leitura deste livro, você começa a verificar que sua personalidade identifica-se, harmonicamente, com pessoas, estados do Eu, comportamentos, scripts, posições existenciais que disputaram seu interesse nos textos e ilustrações.

Os PAIS, inconsciente ou deliberadamente, procuram educar as crianças, desde seus primeiros anos de vida, numa tarefa que se repete a cada casal e se perpetua num ritual de amor.

Os PAIS mostraram como você deveria comportar-se, relacionar-se com os outros. Ensinaram-lhe maneiras de pensar, demonstraram-lhe como sentir, levaram-no a perceber o mundo que o rodeava, num gatinhar indeciso, impreciso, inocente e ingênuo de suas primeiras tentativas de conquistar o mundo.

Essas influências paternas foram muito marcantes e acompanharam-no ou, quem sabe, acompanham ainda, no tatear de seu mundo desconhecido.

É verdade que necessitamos desses roteiros de vida, nos primeiros momentos de nossa existência. Eles indicam o norte de nosso caminho, na vida enigmática de nosso Destino.

 

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