Introdução à Economia, 21ª edição

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“Há livros-texto que marcam época. Este é um deles: um resumo do conhecimento econômico moderno, resultado de quatro décadas de esforço contínuo de revisão e de atualização.”

“Um texto com exemplar rigor científico e com ênfase sobre o aspecto humanístico da economia. Ele mantém o interesse do leitor.”

“Por trás deste volume há a habilidade de um grande mestre, assim reconhecido pelos que têm contato com ele em aulas e na vida profissional. Creio que o difícil trabalho de canalizar suas extraordinárias aulas e palestras para um livro-texto foi realizado com grande acerto.”

Trechos da apresentação da edição em espanhol, publicada pela Oxford University Press.

Carlos Manuel Peláez

 

20 capítulos

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Parte I - 1. A Abrangência e as Limitações da Economia

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A Abrangência e as Limitações da Economia

A atividade econômica se define pela interação de complexas variáveis.

Dadas as limitações do espaço geográfico e dos meios naturais, ela é influenciável por fatores antropológico-culturais, pelo ordenamento político, pelo progresso tecnológico e pelo comportamento dos diferentes grupos sociais que constituem as nações. Procurar compreender, em toda sua extensão, esses eixos de sustentação é uma das tarefas mais importantes dos que se dedicam ao estudo da economia.

DENISE FLOUZAT

Économie contemporaine

Livro Rossetti.indb 3

04/08/2016 13:30:52

4 

Introdução à Economia • Rossetti

O estudo dos aspectos econômicos da vida faz parte de uma das mais abrangentes categorias do conhecimento humano, as ciências sociais.

Genericamente, a economia centra sua atenção nas condições da prosperidade material, na acumulação da riqueza e em sua distribuição aos que participaram do esforço social de produção.

 

Parte I - 2. Os Recursos Econômicos e o Processo de Produção: Caracterização Básica

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Os Recursos Econômicos e o Processo de Produção: Caracterização Básica

Em suas atividades de produção, os sistemas econômicos empregam o trabalho humano, as reservas naturais e os recursos instrumentais – mais simplesmente, capital, em suas três dimensões. O capital físico acumulado – infraestrutura, ferramentas, máquinas e equipamentos – permite um volume de produção maior e mais diversificado, comparativamente a uma situação em que se aplicassem apenas o trabalho humano e as reservas naturais. Uma das bases decisivas do progresso conseguido pela humanidade, da pré-história aos dias atuais, fundamenta-se, precisamente, na maior disponibilidade e na maior perfeição dos instrumentos com que se realiza a produção. Há, todavia, limitações à continuidade infinita desse processo. Estas decorrem de que o fluxo de recursos se deve processar em permanente equilíbrio. A destruição das reservas naturais, o crescimento demográfico imoderado ou a instrumentação inadequada poderão comprometer as bases da atividade de produção e, consequentemente, a própria sobrevivência da humanidade.

 

Parte I - 3. A Interação dos Agentes Econômicos e as Questões-chave da Economia

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A Interação dos Agentes Econômicos e as Questões-chave da Economia

As questões-chave da economia, tal como as conhecemos hoje, existem há apenas oito ou nove mil anos – pouco mais do que um instante, em comparação com os milhões de anos desde que criaturas humanoides habitam a Terra. Elas começaram quando os grupamentos humanos verificaram ser possível permanecer em um só lugar e sobreviver. Gradualmente, abandonaram a vida nômade de coleta de meios de subsistência, estabelecendo-se em locais fixos para cuidar do cultivo do solo e de colheitas, manter rebanhos e desenvolver rudimentares atividades artesanais e de serviços de apoio à vida sedentária. Desde então, passaram a se defrontar com, pelo menos, quatro questões-chave: a plena utilização dos recursos, a escolha do que produzir, a distribuição dos resultados do esforço de produção e a organização da vida econômica em sociedade.

RICHARD LIPSEY

An introduction to positive economics

Livro Rossetti.indb 140

 

Parte I - 4. As Duas Primeiras Questões-chave da Economia: a Eficiência Produtiva e a Eficácia Alocativa

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As Duas Primeiras Questões-chave da

Economia: a Eficiência Produtiva e a

Eficácia Alocativa

A economia examina as opções viáveis que se apresentam aos agentes econômicos – unidades familiares, empresas e governo – para empregar os limitados recursos sob seu comando, tomando decisões racionais diante de alternativas concorrentes. Como os recursos são limitados, qualquer que seja a decisão e por mais racional que possa ter sido a alternativa escolhida, um custo relevante estará sempre presente – o custo de oportunidade. Decisões racionais de governos, empresas e unidades familiares não o eliminam, nem o eliminarão jamais. Escassez, escolha e decisões racionais sobre custos de oportunidade comparados são os fundamentos do comportamento econômico.

WILLIAM J. BAUMOL e ALAN S. BLINDER

Economics: principles and policy

Livro Rossetti.indb 191

04/08/2016 13:31:07

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Introdução à Economia • Rossetti

Eficiência produtiva e eficácia alocativa, as duas primeiras questões-chave da economia, tratam de dois elementos cruciais do processo econômico: o emprego de recursos escassos e a escolha entre fins alternativos. Estes dois elementos estão presentes, de forma explícita ou não, nas definições usuais da economia – tal sua importância fundamental. J. Gwartney e R. Stroup1 abrem seu texto Economics: private and public choice, destacando que as questões básicas da economia são o processo eficaz de escolha e o emprego eficiente de recursos.

 

Parte I - 5. A Terceira Questão-chave da Economia: a Justiça Distributiva

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A Terceira Questão-chave da

Economia: a Justiça Distributiva

Continua não atingida a meta mais importante de um sistema econômico, que é a de produzir uma quantidade suficiente de bens e serviços, capaz de satisfazer integralmente às aspirações diversificadas e por vezes conflitantes de todos os cidadãos. E a razão maior está em que a forma como se distribuem os resultados do esforço social de produção permanece como um dos mais importantes desafios de toda a humanidade.

JOHN LINDAUER

Macroeconomics

Livro Rossetti.indb 239

04/08/2016 13:31:12

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Introdução à Economia • Rossetti

A justiça distributiva, terceira questão-chave da economia, trata de um dos mais complexos aspectos da realidade econômica: a repartição dos resultados do esforço social de produção. A complexidade desta questão resulta de múltiplos fatores. Os principais são:

�� Correlação contribuições-participação. São muito grandes, talvez mesmo intransponíveis, as dificuldades para se definir uma escala justa de participação de cada um dos agentes econômicos nos resultados da atividade produtiva. Conceitualmente, esta escala deverá estar correlacionada com as contribuições efetivas de cada um, reproduzindo uma estrutura compatível de remunerações e de acesso aos produtos gerados. As dificuldades decorrem de como avaliar as contribuições em relação ao valor agregado do produto social. Decorrem também de que as recompensas socialmente valorizadas podem não estar correlacionadas com o produto efetivamente realizado.

 

Parte I - 6. A Quarta Questão-chave da Economia: o Ordenamento Institucional

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A Quarta Questão-chave da Economia: o Ordenamento Institucional

A diferença essencial entre as formas alternativas de organização da atividade econômica fundamenta-se em dois pontos cruciais: a concepção da propriedade e os modos de mobilização dos recursos de produção. As economias liberais de mercado confiam à iniciativa empresarial privada a gestão da maior parte de seus recursos, enquanto nas economias planificadas o governo centraliza as decisões de alocação de recursos e de produção. De um lado e de outro, há justificativas para essas formas opostas de ordenamento institucional. Mas a forma mais eficaz não parece estar nos extremos do intervencionismo pleno ou do liberalismo puro. Entre ambos, parece haver uma zona de meio-termo em que os interesses privados e os sociais tendem a ser mais bem compatibilizados.

JOSEPH LAJUGIE

Les systèmes économiques

Livro Rossetti.indb 292

04/08/2016 13:31:18

A Quarta Questão-chave da Economia: o Ordenamento Institucional 293

 

Parte I - 7. Os Grandes Desafios Econômicos do Mundo em que Vivemos

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Os Grandes Desafios Econômicos do

Mundo em que Vivemos

As questões econômicas mundiais e os grandes desafios para o futuro são de uma extensão não registrada pela história em épocas passadas.

Seu equacionamento ou não equacionamento tem consequências de alto impacto – algumas delas não facilmente previsíveis. Há sociedades opulentas, maciçamente ricas, mas desencantadas com a qualidade de vida que modelaram. Mas há também, em elevado número, nações atrasadas que se encontram diante do torturante problema de não saber como administrar seus recursos escassos para reduzir a miséria generalizada, numa luta sem tréguas pela sobrevivência. De um lado e de outro nas sociedades opulentas e nas emergentes, os problemas existentes são de imensa gravidade. Diante deles, a economia não reúne condições para, sozinha, encontrar todas as soluções. Todavia, ela poderá fornecer um pano de fundo indispensável para sua discussão inteligente e proveitosa.

RICHARD T. GILL

 

Parte II - 8. O Mercado: Estruturas e Mecanismos Básicos

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O Mercado: Estruturas e

Mecanismos Básicos

Os mercados podem ser, efetivamente, instrumentos de organização da economia. Embora as diferentes estruturas de mercado não sejam igualmente eficientes do ponto de vista social, outros mecanismos de organização da economia não produziram resultados equivalentes aos que as modernas economias conseguiram através do mercado. Mercados transparentes e atomizados, em que os preços são parâmetros de informações e decisões, podem gerar eficiência econômica em escala ótima e maximização do bem-estar social. E, mesmo por mercados menos perfeitos, podem transitar resultados de interesse social, como economias de escala e progresso técnico.

CLEM TISDELL

Microeconomics: the theory of economic allocation

Livro Rossetti.indb 413

04/08/2016 13:31:28

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Introdução à Economia • Rossetti

O conceito de mercado, a descrição de sua tipologia e a classificação de suas principais estruturas serão nosso ponto de partida no estudo da microeconomia básica. Embora vários conceitos de mercado sejam possíveis, o que enfatiza seus atributos econômicos fundamenta-se nas tensões decorrentes de duas forças, em princípio antagônicas – as da procura e as da oferta. Os fatores que as determinam e suas configurações definem antagonismos e conflitos de interesse, que, no entanto, tendem para soluções, à medida que se estabelecem as relações de troca que equilibram os interesses envolvidos. Em mercados de escambo, sem intervenção monetária, essas relações se definem por quantidades de troca equivalentes; em mercados monetizados, por preços e remunerações. Nos dois casos, as negociações que se estabelecem entre os agentes envolvidos tendem sempre para uma posição de equilíbrio. Preços de equilíbrio são, assim, resultados de tensões e conflitos solucionados através do entrechoque das forças de oferta e de procura, que se manifestam e se movimentam em diferentes tipos de mercado.

 

Parte II - 9. Os Comportamentos dos Consumidores e dos Produtores: Fundamentos Teóricos

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Os Comportamentos dos Consumidores e dos Produtores: Fundamentos Teóricos

As teorias gerenciais sobre o comportamento de produtores e de consumidores adicionaram novos elementos às abordagens fundamentadas em objetivos de maximização – seja do lucro, seja da satisfação individual. Há muito mais variáveis em jogo do que as supostas pelas elegantes demonstrações neoclássicas. Mas, ainda assim, precisamos de ambas para ampla compreensão dos motivos que realmente animam esses dois agentes econômicos. O casamento das duas abordagens é mais fértil, do ponto de vista teórico. E mais convincente, quando checado com a realidade observada.

R. G. LIPSEY & P. O. STEINER

Economics

Livro Rossetti.indb 465

04/08/2016 13:31:36

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Introdução à Economia • Rossetti

Do ponto de vista das abordagens teóricas convencionais, os consumidores e os produtores, embora ocupem posições supostamente opostas nos mercados em que interagem, são movidos por objetivos de igual índole – a maximização de suas satisfações. Produtores satisfazem-se quando alcançam o máximo lucro possível. Consumidores, quando maximizam a satisfação de suas necessidades e aspirações. De um lado, as limitações para a realização desses objetivos decorrem das condições técnicas da produção, da disponibilidade e dos custos de recursos, da capacidade instalada e do ambiente de mercado. De outro lado, decorrem de restrições orçamentárias. Mas, dadas as limitações e as restrições com que se defrontam, todos procuram a máxima satisfação de seus interesses.

 

Parte II - 10. Objetivos Privados e Benefícios Sociais: as Condições de Equilíbrio nas Diferentes Estruturas de Mercado

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Objetivos Privados e Benefícios

Sociais: as Condições de Equilíbrio nas

Diferentes Estruturas de Mercado

As relações entre custos privados e custos sociais ou entre benefícios privados e interesse público diferem de uma estrutura de mercado para outra.

Na concorrência perfeita, a relação ótima entre custos e benefícios, privados e sociais, é uma resultante natural da mão invisível do mercado. Mas esta

é uma situação limite, uma abstração ideal, que dificilmente se verifica na realidade dos mercados. As estruturas observadas são caracteristicamente imperfeitas. E, nestas, o interesse privado e o benefício público podem divergir. Então, corrigindo desvios da mão invisível do mercado, a mão interventora do governo pode atuar, em alguns casos, como instrumento de equalização de interesses.

STEPHEN L. SLAVIN

Microeconomics

Livro Rossetti.indb 508

04/08/2016 13:31:43

Objetivos Privados e Benefícios Sociais: as Condições de Equilíbrio nas Diferentes Estruturas de Mercado 509

 

Parte III - 11. Conceito e Cálculo dos Agregados Macroeconô- micos

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Conceito e Cálculo dos Agregados

Macroeconômicos

Um dos mais importantes trabalhos da economia consiste em classificar os variadíssimos fenômenos da vida econômica, procurando reuni-los em grupos que, a partir de determinada metodologia, sejam homogêneos e apropriados para generalizações interpretativas da realidade. É neste campo de trabalho que se enquadra a Contabilidade Social. Ela se refere a uma forma especial de estatística econômica, cujo objeto é a classificação e a mensuração sistemática da economia como um todo, abrangendo todas as transações que compõem a vida econômica de uma nação.

INGVAR OHLSSON

National Accounting

Livro Rossetti.indb 561

04/08/2016 13:31:49

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Introdução à Economia • Rossetti

A expressão agregados macroeconômicos é empregada para designar, genericamente, os resultados da mensuração da atividade econômica considerada como um todo. Classificação das transações, contabilização, totalização, agregação – estas são algumas das palavras-chave que estão por trás desta expressão. A unidade de referência, neste campo, não é o agente econômico individualmente considerado como a unidade familiar, a empresa ou uma dada unidade de governo; ou ainda o consumidor, o produtor, o investidor, o exportador ou uma repartição pública coletora de tributos. Não é também a remuneração recebida por um agente individual ou os preços que ele paga por um conjunto limitado de bens e serviços. A referência básica é a soma de todas as transações, realizadas por todos os agentes, na totalidade dos mercados. É a dimensão total – o todo, não as partes isoladamente consideradas.

 

Parte III - 12. A Mensuração Agregativa: Questões Relevantes, Significados e Limitações

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A Mensuração Agregativa: Questões

Relevantes, Significados e Limitações

As medidas do produto e da renda nacionais mostram um importante lado do desempenho social: o dos resultados econômicos, agregativamente considerados. Elas deixam de lado, porém, outros aspectos relevantes para avaliações mais abrangentes do bem-estar social. Indicadores-síntese mais amplos estão ainda por ser desenvolvidos. E eles escapam da órbita restrita da economia: serão o resultado de um trabalho multidisciplinar de filosofia social.

ARTHUR M. OKUN

Should GNP measure social welfare?

Livro Rossetti.indb 599

04/08/2016 13:31:53

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Introdução à Economia • Rossetti

O desenvolvimento de metodologias uniformizadas para o cálculo dos agregados macroeconômicos e a concepção de matrizes de desagregação do tipo insumo-produto incluem-se entre os mais expressivos avanços da economia na primeira metade do século XX.

Há mais de 70 anos, os resultados do cálculo agregativo têm orientado a formulação de políticas econômicas nacionais de estabilização e de crescimento.

 

Parte III - 13. O Sistema de Contas Nacionais do Brasil: Articulação, Metodologias e Conteúdos

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O Sistema de Contas Nacionais do Brasil:

Articulação, Metodologias e Conteúdos

As contas do produto e da renda nacionais sintetizam a vida econômica das nações. Embora não meçam a qualidade de vida e o bem-estar, pois estes atributos dependem do usufruto do meio ambiente, das artes, das formas de convívio e de outros valores ligados à satisfação e à fruição sociais, elas nos dão indicações úteis sobre tendências de produção, de renda e de dispêndios. Devemos, assim, saber usá-las, para extrair delas o que de fato são capazes de nos indicar.

JOHN KENNETH GALBRAITH

Almost everyone’s guide to economics

Livro Rossetti.indb 624

04/08/2016 13:31:56

O Sistema de Contas Nacionais do Brasil: Articulação, Metodologias e Conteúdos 625

As várias versões do sistema de Contas Nacionais do Brasil seguiram padrões estruturais universalmente praticados, quanto aos agrupamentos das atividades produtivas, dos agentes econômicos internos e do registro das relações do país com o resto do mundo. Além dos agrupamentos básicos, os elementos conceituais, as metodologias de levantamento de estatísticas básicas, a articulação e a integração dos fluxos de transações econômicas são definidas por volumosas publicações orientativas, tradicionalmente denominadas SNA – System of National Accounts, editados desde o início dos anos 50 pelas Nações Unidas. A primeira versão foi

 

Parte III - 14. O Sistema de Intermediação Financeira

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O Sistema de Intermediação Financeira

Toda e qualquer economia, para sua sobrevivência, necessita possuir uma superestrutura de instrumentos financeiros, coexistindo e interagindo com uma infraestrutura de riqueza real. A intermediação financeira cumpre a importante tarefa de canalizar e transformar os recursos de poupança em investimento. Quanto mais desenvolvido o estágio da intermediação, maior tende a ser a formação de capital e mais eficiente a alocação de recursos.

Embora seja difícil estabelecer precisamente a direção de casualidade desse processo, à medida que a renda e a riqueza aumentam, o tamanho e a complexidade da superestrutura financeira tendem também a crescer.

O desenvolvimento econômico e o financeiro são interdependentes e complementares.

CLÁUDIO ROBERTO CONTADOR

Mercado de Ativos Financeiros no Brasil

Livro Rossetti.indb 667

04/08/2016 13:32:04

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Introdução à Economia • Rossetti

A expressão intermediação financeira designa uma categoria diferenciada de serviço, integrada às atividades terciárias de produção, prestada por um agrupamento também diferenciado de agentes econômicos – os intermediários financeiros. Embora as instituições que compõem o sistema financeiro façam parte do quadro de agentes econômicos, como empresas processadoras de serviços, elas atuam em um setor que apresenta um conjunto de características diferenciadoras dos demais setores produtivos, quanto a suas operações, quanto

 

Parte III - 15. A Moeda: Oferta, Procura e Velocidade de Circulação

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A Moeda: Oferta, Procura e

Velocidade de Circulação

Todas as pessoas sabem que a civilização moderna é fortemente baseada na especialização e nas trocas e que a moeda, indispensável como medida de valor e meio de pagamento, é o instrumento que viabiliza a ordem econômica e social. Mas a moeda é muito mais que um meio passivo que facilita a definição de valores e o sistema de trocas. Muito mais do que um simples lubrificante da máquina econômica, ela tem grande importância na regulação da atividade econômica e na ordem social. A estabilidade, a eficiência e o crescimento dependem de uma equilibrada interação entre os setores real e monetário da economia.

EUGENE S. KLISE

Money and Banking

Livro Rossetti.indb 693

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Introdução à Economia • Rossetti

Os ativos monetários constituem apenas uma parcela dos ativos financeiros de uma economia avançada ou mesmo de emergentes em processo de desenvolvimento consistente. Definida de forma restrita e convencional, a moeda representa, na maior parte dos países, uma parcela reduzida dos ativos financeiros como um todo – algo como 15%, ou menos. Ainda assim, a manutenção de saldos monetários pelos agentes econômicos e sua velocidade de circulação são variáveis de alta relevância para o equilíbrio da economia como um todo. Elas dependem da oferta monetária e da regulação da liquidez pelas autoridades monetárias.

 

Parte III - 16. A Variação do Valor da Moeda: Causas e Consequências

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A Variação do Valor da Moeda:

Causas e Consequências

Não há forma mais sutil nem mais segura de destruir as bases da sociedade do que corromper sua moeda. Esse processo mobiliza, para a destruição, todas as forças ocultas das leis econômicas. As variações do valor da moeda estiveram, por tudo o que envolveram, entre os mais significantes eventos da história econômica do mundo moderno. A inflação e a deflação infligiram grandes danos. Retardaram a produção da riqueza e alteraram sua distribuição entre as classes sociais. A deflação tem sido mais danosa ao retardar a produção. Mas a inflação tem sido a pior das duas em seus efeitos sobre a distribuição da riqueza.

JOHN MAYNARD KEYNES

Inflation and deflation

Livro Rossetti.indb 736

04/08/2016 13:32:14

A Variação do Valor da Moeda: Causas e Consequências 737

Os estoques médios de retenção de saldos monetários pelo público, a velocidade de circulação da moeda e os graus em que se dão sua utilização como meio de pagamento, como reserva de valor e como unidade de conta são apenas formas diferentes de evidenciar uma só realidade: a preferência pela liquidez. Dela decorre a plena aceitação ou a rejeição da moeda ou, ainda, um grande número de situações intermediárias, caracterizadas pela utilização forçada do padrão monetário, decorrente de seu valor legal, de seu curso forçado e de disposições que lhe conferem o atributo da irrecusabilidade. Seja como for, de um extremo ao outro, o que está em jogo, definindo os graus da preferência pela liquidez, é a variação do valor da moeda em relação a outras formas de ativos.

 

Parte III - 17. O Significado e as Condições do Equilíbrio Macroeconômico

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O Significado e as Condições do

Equilíbrio Macroeconômico

A macroeconomia trata do comportamento da economia como um todo

– de períodos de prosperidade e de recessão. Trata das flutuações do produto agregado, das taxas de variação dos preços e dos níveis de emprego. Focaliza os objetivos macroeconômicos e as variáveis que os afetam.

Trata de tópicos relevantes – é, assim, fascinante e ao mesmo tempo um desafio, à medida que reduz os complexos detalhes da economia a sua essência manipulável. Em macroeconomia, negligenciamos os pormenores do comportamento de unidades econômicas individuais e tratamos do desempenho geral. Há um custo nesta abstração: pormenores omitidos são às vezes importantes. Mas há uma vantagem: a compreensão das interações vitais entre os mercados agregativamente considerados.

R. DORNBUSH e S. FISCHER

Macroeconomics

Livro Rossetti.indb 775

04/08/2016 13:32:19

776 

Introdução à Economia • Rossetti

 

Parte III - 18. As Variáveis e as Funções Macroeconômicas Básicas

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As Variáveis e as Funções

Macroeconômicas Básicas

Definir o comportamento e os fatores determinantes de cada uma das variáveis que compõem a oferta e a procura agregadas é o primeiro passo para a construção de modelos explicativos do equilíbrio macroeconômico.

O desempenho da atividade econômica como um todo é definido a partir das variações em cada uma das categorias de dispêndio, que se transmitem para os processos de produção e geração de renda. E a cada nível de produção-renda-dispêndio correspondem diferentes níveis de hiato em relação à linha referencial de pleno-emprego, bem como diferentes tensões sobre os níveis gerais de preços.

J. RAGAN e L. B. THOMAS

Principles of economics

Livro Rossetti.indb 804

04/08/2016 13:32:23

As Variáveis e as Funções Macroeconômicas Básicas 805

As questões cruciais relacionadas ao desempenho do sistema econômico como um todo estão, todas elas, de alguma forma vinculadas ao comportamento da procura agregada e à relação entre seus níveis efetivos e a capacidade de oferta agregada em níveis próximos aos do pleno-emprego. Os níveis agregados do emprego, os hiatos de ociosidade, as variações cíclicas do desemprego involuntário e os índices de desemprego estrutural são todos derivados dos níveis da procura efetiva: quando eles são baixos, será também baixa a taxa de ocupação dos recursos de produção, alargando-se o hiato de ociosidade geral da economia; e, quando estão em queda, estabelecem-se trajetórias recessivas, que acabarão impactando os níveis do produto, da renda e do dispêndio agregado, numa espécie de efeito multiplicador negativo.

 

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