Curso de contabilidade para não contadores, 7ª edição

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Este é o primeiro livro voltado especificamente para disciplinas de Contabilidade, (Contabilidade, Custos, Análise de Demonstrações Financeiras) dos cursos de graduação que não visam formar contadores, mas profissionais que serão usuários da Contabilidade. Sua linguagem evita termos excessivamente técnicos, simplifica conceitos considerados complexos e desmistifica algumas idéias tidas como inacessíveis ao não contador. É um texto atual, que abrange a Contabilidade moderna e aspectos da Lei das Sociedades Anônimas, como Balanço Social, Valor Adicionado, Fluxo de Caixa.
Os capítulos são distribuídos de acordo com a demanda de cada curso (Administração, Economia, Direito, Engenharia). Análise de empresa na iminência de concordata e falência, por exemplo, é indicado especificamente para o Curso de Direito. Ao final de cada capítulo é apresentada uma prova aplicada numa instituição de ensino (USP, PUC, USF, Unip, Unisa, UEL, FGV, Unib), propiciando ao estudante uma avaliação prática de sua aprendizagem em relação ao ponto estudado.
Livro-texto para a disciplina CONTABILIDADE GERAL/INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE dos cursos de graduação em Economia, Administração de Empresas, Direito e Engenharia. Recomendado para programas de reciclagem profissional nas áreas de Administração, Economia, Engenharia e Direito. Leitura de relevante interesse para profissionais de áreas não contábeis.

 

16 capítulos

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1 Relatórios Contábeis: Obrigações e Auxílio à Gerência

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Relatórios Contábeis:

Obrigações e Auxílio à

Gerência

1.1 IMPORTÂNCIA DA TOMADA DE DECISÃO

Frequentemente estamos tomando decisões: a que hora iremos levantar, que roupa iremos vestir, qual tipo de comida iremos almoçar, a que programa iremos assistir, qual trabalho iremos desenvolver durante o dia etc. Algumas vezes, são decisões importantíssimas: o casamento, a carreira que escolhemos, a aquisição de casa própria, para exemplificar.

Evidentemente que estas decisões mais importantes requerem um cuidado maior, uma análise mais profunda sobre os elementos (dados) disponíveis, sobre os critérios racionais, pois uma decisão importante, mal tomada, pode prejudicar toda uma vida.

1.1.1 Tomada de decisão no âmbito interno da empresa

Dentro de uma empresa, a situação não é diferente. Frequentemente, os responsáveis pela administração estão tomando decisões, quase todas importantes, vitais para o sucesso do negócio. Por isso há necessidade de dados, de informações corretas, de subsídios que contribuam para uma boa tomada de decisão. Decisões tais como comprar ou alugar uma máquina, preço de um produto, contrair uma dívida a longo ou curto prazos, quanto de dívida contrairemos, que quantidade de material para estoque deveremos comprar, reduzir custos, produzir mais...

 

2 Balanço Patrimonial: uma Introdução

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Balanço Patrimonial: uma Introdução

2.1 INTRODUÇÃO

No capítulo anterior, fizemos referência aos relatórios contábeis, mostrando que esses relatórios, obrigatórios por lei, são conhecidos como Demonstrações Financeiras. A principal Demonstração Financeira é o Balanço Patrimonial, assunto este que abordaremos neste capítulo.

2.2 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

O Balanço Patrimonial reflete a posição financeira em determinado momento (normalmente, no fim do ano) de uma empresa.

O Balanço Patrimonial (BP) é constituído de duas colunas: a coluna do lado direito é denominada de Passivo. A coluna do lado esquerdo é denominada Ativo.

Atribui-se, por mera convenção, o lado esquerdo para o Ativo e o lado direito para o Passivo. Vejamos, graficamente:

BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO

PASSIVO

LADO ESQUERDO

LADO DIREITO

2.2.1 Ativo

São todos os bens e direitos de propriedade da empresa, avaliáveis em dinheiro, que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa.

 

3 Balanço Patrimonial: Grupo de Contas

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Balanço Patrimonial:

Grupo de Contas

3.1 JUSTIFICATIVAS

Como foi visto no capítulo anterior, o Balanço Patrimonial é constituído de

Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. O Ativo, por sua vez, compõe-se de Bens e

Direitos aplicados na entidade Contábil. O Passivo e o Patrimônio Líquido registram todas as entradas (origens) de recursos na empresa.

Se demonstrássemos um Balanço Patrimonial cujo Ativo fosse um “amontoado de contas de Bens e Direitos” (de forma heterogênea), teríamos dificuldades em ler, interpretar e analisar o Balanço Patrimonial. Por isso, é importante apresentar o Balanço agrupando-se as contas de mesmas características, isto é, separando grupos de contas homogêneas entre si. Por exemplo, poderíamos agrupar as contas Caixa e Bancos (depósito que a empresa tem nos Bancos), em um

único grupo denominado Disponível (dinheiro à disposição da Entidade).

Para facilitar a interpretação e análise do Balanço existe uma preocupação constante em estabelecer uma adequada distribuição de contas.

 

4 Algumas Decisões em Relação ao Balanço Patrimonial

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Algumas Decisões em Relação ao

Balanço Patrimonial

4.1 INTRODUÇÃO

A Contabilidade é um sistema de informação voltado principalmente para prover os usuários de dados para Tomada de Decisão.

Embora haja, neste livro, capítulos específicos de Análise das Demonstrações

Financeiras, não seria conveniente esperarmos muito tempo sem ter pelo menos uma ideia da importância das demonstrações para Tomada de Decisão.

Sem dúvida, trata-se apenas de uma introdução bastante superficial, mas suficiente para manter o estudante motivado nessa área.

4.2 IMPORTÂNCIA DO PASSIVO

Um dos aspectos importantes do Passivo é avaliar a estrutura do Capital: Capital de Terceiros (PC + ELP) e Capital Próprio (Patrimônio Líquido).

Quanto maior for o Capital de Terceiros, mais a empresa estará endividada

(quantidade da dívida). Todavia, ao analisar-se o Capital de Terceiros, detecta-se o prazo, o custo da dívida, para quem se deve etc. (qualidade da dívida).

 

5 Demonstração de Resultado do Exercício

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Demonstração de Resultado do Exercício

5.1 INTRODUÇÃO

Estudamos, em capítulos anteriores, o principal Relatório Contábil. Por ordem de importância, passaremos a estudar a Demonstração de Resultado do Exercício que mostra o Resultado (lucro ou prejuízo) do período, bem como, em detalhes, como chegar ao referido Resultado.

5.2 DEMONSTRAÇÃO DEDUTIVA

A Demonstração do Resultado do Exercício é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses). É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo).

A DRE pode ser simples para micro ou pequenas empresas que não requeiram dados pormenorizados para a tomada de decisão, como é o caso de bares, farmácias, mercearias. Deve evidenciar o total de despesa deduzido da receita, apurando-se, assim, o lucro, sem destacar os principais grupos de despesas.

A DRE completa, exigida por lei, fornece maiores minúcias para a tomada de decisão: grupos de despesas, vários tipos de lucro, destaque dos impostos etc.

 

6 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados

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Demonstração dos Lucros ou

Prejuízos Acumulados

6.1 QUE FAZER COM O LUCRO?

Quando a contabilidade apura o lucro de uma empresa, tornando-se este o seu primeiro passo, surge aí uma questão: qual o destino que se vai dar para este lucro?

Normalmente, uma parcela do lucro é distribuída aos donos da empresa

(acionista ou sócio) em dinheiro, remunerando o capital investido. Esta remuneração é conhecida como dividendos.

Outra parcela visa à reaplicação na empresa, no sentido de fortalecer o Capital Próprio. Esta parcela é conhecida como lucro retido (não distribuído) e, mais cedo ou mais tarde, irá ser incorporada ao capital social no Patrimônio Líquido.

Vamos admitir que a Cia. Mão Aberta, após apurar um lucro de $ 10.000, obedecendo seus estatutos, propõe distribuir 40% em forma de dividendos para os acionistas e o restante (60%) será capitalizado, ou seja, mantido na empresa para fortalecer o Capital Próprio. Assim, temos:

Livro 1.indb 71

 

7 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

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Demonstração das Mutações do

Patrimônio Líquido (DMPL)

A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, dada sua amplitude, inclui a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.

Portanto, a empresa que optar pela DMPL não precisa elaborar separadamente a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.

Para as companhias abertas, conforme exigência da Comissão de Valores Mobiliários, deverá ser publicada a Demonstração das Mutações do PL.

Ao contrário do DLPAc (Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados) que fornece a movimentação, basicamente, de uma única conta do Patrimônio Líquido (Lucros Acumulados), a Demonstração das Mutações do Patrimônio

Líquido (DMPL) evidencia a movimentação de diversas (todas as) contas do PL ocorrida durante o exercício. Assim, todo acréscimo e toda diminuição do Patrimônio Líquido são evidenciados por essa demonstração, bem como a formação e utilização das reservas (inclusive aquelas originadas por lucro).

 

8 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)

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Demonstração das Origens e

Aplicações de Recursos (DOAR)

8.1 INTRODUÇÃO

Muitas denominações têm sido atribuídas a esta Demonstração. A mais comum tem sido Demonstração do Fluxo de Fundos (Funds Flow Statement), bastante utilizada nos Estados Unidos. Outra, menos comum, é a Demonstração de Fontes e

Usos de Capital de Giro Líquido. Em algumas situações é conhecida também como

Demonstração das Modificações na Posição Financeira.*

Para que serve. Explica a variação do Capital Circulante Líquido (Capital de

Giro Próprio ou Capital de Giro Líquido) ocorrida de um ano para outro. Ajuda-nos a compreender como e por que a posição financeira mudou de um exercício para outro.

Quem está obrigado a fazer a DOAR

• Por lei, nenhuma empresa*

• Deverá ser feito para fins gerenciais

Conceitos Preliminares

Capital Circulante Líquido

(Capital de Giro Próprio a Curto Prazo)

=

Ativo Circulante (–) Passivo Circulante

 

9 Demonstração dos Fluxos de Caixa

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Demonstração dos Fluxos de Caixa

9.1 FORMAS DE APURAÇÃO DE RESULTADO

A contabilidade se utiliza de duas maneiras distintas para Apuração de Resultado. A estas duas maneiras (formas) distintas de apurar resultado denominamos

Regimes de Contabilidade.

São eles:

9.1.1 Regime de Competência

Este regime é universalmente adotado, aceito e recomendado pelo Imposto de Renda. Evidencia o resultado da empresa (lucro ou prejuízo) de forma mais adequada e completa. As regras básicas para a contabilidade pelo regime de competência são:

• A receita será contabilizada no período em que for gerada, independentemente do seu recebimento. Assim, se a empresa vendeu a prazo em dezembro do ano T1 para receber somente em T2, pelo regime de competência, considera-se que a receita foi gerada em T1; portanto, ela pertence a T1.

• A despesa será contabilizada como tal no período em que for consumida, incorrida, utilizada, independentemente do pagamento. Assim, se em 10 de janeiro de T2 a empresa pagar seus funcionários (que trabalharam em dezembro de T1), a despesa compete a T1, pois nesse período ela incorreu efetivamente.

 

10 Análise das Demonstrações Financeiras

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Análise das Demonstrações

Financeiras

10.1 INTRODUÇÃO

A nosso ver, não bastaria ter uma boa visão das Demonstrações Financeiras sem, pelo menos, ter uma rápida ideia de análise destas demonstrações. Assim, decidimos incluir neste trabalho um comentário bastante objetivo e resumido sobre a Análise das Demonstrações Financeiras, ressaltando a existência de outros trabalhos bem mais completos que este, com o título de Análise das Demonstrações Financeiras, ou, o que é mais comum, Análise de Balanços.

Embora a expressão mais adequada seja “Análise das Demonstrações Financeiras”, uma vez que todas as demonstrações são alvo de análise, constatamos que a denominação Análise de Balanço é mais utilizada para intitular este tópico.

Na verdade, não é só o Balanço Patrimonial que será analisado, não sendo, portanto, a expressão Análise de Balanços tecnicamente perfeita.

10.2 UM BREVE HISTÓRICO

É comum afirmar-se que a Análise das Demonstrações Financeiras é tão antiga quanto a própria Contabilidade.

 

11 Quocientes de Rentabilidade e Outros Quocientes de Interesse

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Quocientes de Rentabilidade e

Outros Quocientes de Interesse

11.1 INTRODUÇÃO

Expressar a rentabilidade em termos absolutos, tem utilidade informativa bastante reduzida. Afirmar que a General Motors teve um lucro de, digamos, 5 milhões de reais em 20X6 e que a empresa Descamisados Ltda. teve um lucro de duzentos mil reais no mesmo período, pode impressionar no sentido de que todo mundo vai perceber que a General Motors é uma empresa muito grande e a outra muito pequena e só; não refletirá, todavia, qual das duas deu maior retorno relativo.

De maneira geral, portanto, devemos relacionar o lucro de um empreendimento com algum valor que expresse a dimensão relativa dele, para analisar quão bem se saiu a empresa em determinado período. O melhor conceito de dimensão poderá ser ora volume de vendas, ora valor do ativo total, ora valor do patrimônio líquido, ou valor do ativo operacional, dependendo da aplicação que fizermos.

No que se refere ao lucro, por sua vez, muitas variantes podem ser empregadas: lucro operacional, lucro líquido, lucro antes ou após o imposto sobre renda etc. É importante que o conceito usado no numerador seja compatível com o empregado no denominador. Se estivermos interessados no Quociente de Retorno sobre o Ativo Operacional, devemos usar no numerador o Lucro Operacional e não o Lucro Líquido.

 

12 Custos

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Custos

12.1 CUSTOS E OUTRAS NOMENCLATURAS

Na Contabilidade, encontramos diversos termos com significados diferentes que muitas vezes são utilizados de forma inadequada. Por exemplo, podemos encontrar termos como: desembolso, dispêndio, gasto, desencaixe, despesa, custo, perda e outros de natureza subtrativa.

Além dos termos de natureza subtrativa, há aqueles que significam acréscimos como: receita, ganho, encaixe etc.

Vamos descrever os significados desses termos sem uma preocupação de esgotar o assunto ou de dar uma conotação de profundidade, pois nesse caso deveriam ser vistos livros mais específicos.

Receita – A Receita corresponde, em geral, a vendas de mercadorias ou prestações de serviços. Ela aparece (é refletida) no Balanço através de entrada de dinheiro no Caixa (Receita a Vista) ou entrada em forma de Direitos a Receber

(Receita a Prazo) → Duplicatas a Receber.

A Receita sempre aumenta o Ativo, embora nem todo aumento de Ativo signifique Receita (empréstimos bancários, financiamentos etc. aumentam o Caixa

 

13 Cálculo de Custos

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Cálculo de Custos

13.1 DADOS PARA CÁLCULO DE CUSTOS

Vimos que a primeira preocupação da Contabilidade de Custos é o cálculo do custo do produto para avaliar os estoques e para apurar o lucro por ocasião da venda do produto.

Além disso, este cálculo do custo por produto irá propiciar o estabelecimento do preço final, o custo unitário por produto (para se conhecer a rentabilidade unitária), o custo por item que compõe o produto (matéria-prima, mão de obra...) para se comparar com o orçado etc.

Para o cálculo de custos iremos desenvolver um exemplo em que uma empresa trabalha com mesas e cadeiras.

Para tanto, ela adquiriu no mês de maio madeira (matéria-prima), havendo um saldo de abril:

Saldo de abril – 40 tábuas por $ 160,00 cada (estoque no início do mês)

2/5 – 60 tábuas por $ 200,00 cada (compra do mês)

No mês, a empresa trabalhou com três operários com o rendimento de $ 10,00 por hora, sendo que 1/3 do tempo foi dedicado à mesa e o restante à cadeira.

 

14 Custos para Decisão

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Custos para Decisão

14.1 PONTO DE EQUILÍBRIO

14.1.1 Introdução

Um dos pontos fundamentais quando se fala em Custos para decisão é o cálculo do ponto de equilíbrio.

No estudo do ponto de equilíbrio, relacionamos três variáveis básicas: Custo,

Volume e Lucro.

Por meio desse relacionamento teremos condições de detectar o mínimo que uma empresa precisa produzir e vender para não ter prejuízo.

É exatamente no momento em que as Receitas Totais alcançam os custos totais.

A partir daí, com uma unidade a mais que se venda a empresa passa a ter lucro.

14.1.2 Relação custo/volume/lucro

De grande relevância para todos os níveis de gerência tem sido o bom aproveitamento de noções de custo: para “dissecar” a anatomia da estrutura de custos da empresa e acompanhar os relacionamentos entre as variações de volume e variações de custos (e portanto de lucro).

Para entender a natureza das relações entre custo, volume e lucro é necessário primeiro definir, de forma simplista: a. Custos e Despesas Variáveis: os que variam na mesma proporção das variações ocorridas no volume de produção ou outra medida de atividade. Exemplos comumente apresentados como sendo de custos variáveis: matéria-prima, mão de obra direta, comissões sobre vendas etc. Algumas despesas variam proporcionalmente com a variação das vendas, mais do que com a produção. É o caso típico de comissões sobre vendas.

 

15 Custos para Controle Custo-Padrão

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Custos para Controle Custo-Padrão

15.1 INTRODUÇÃO

Sistemas de custo baseados na apuração de “custos reais”, isto é, custos já incorridos, são importantes para traçar, através do tempo, o perfil da estrutura de custos da empresa e para fornecer dados de grande valia para auxiliar na previsão de tendências.

Claramente, o custo real deve ser apurado, mesmo num sistema de custopadrão, pelo menos periodicamente, a fim de efetuarmos as comparações entre o padrão e o realizado. Importante é realçar, entretanto, que a empresa ou baseia seu sistema de apuração em custos reais ou em custos-padrão, conquanto naquele sempre se integrem previsões, pelo menos no que se refere aos custos indiretos de fabricação, e neste se harmonizem as formas de se apurarem as variações com os custos reais. A filosofia dos dois sistemas, todavia, é completamente diferente. Enquanto o sistema baseado em custos reais se preocupa apenas em custear a produção para apuração de quanto “custou” determinado produto ou linha, um sistema de custo baseado em custos-padrão preocupa-se, basicamente, em delinear o quanto “deveria” custar certa produção, levando-se em conta certas condições normais (ou ideais, em alguns casos). Envolve uma noção de meta a alcançar, de eficácia e de eficiência.

 

16 Entendendo o Ciclo Contábil

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Entendendo o Ciclo Contábil

Nosso objetivo neste capítulo é informar sucintamente como ocorre todo o processo contábil de uma empresa: desde um plano de contas até a escrituração contábil para se chegar às Demonstrações Financeiras...

16.1 PLANO DE CONTAS

Plano de contas é o agrupamento ordenado de todas as contas que são utilizadas pela contabilidade dentro de determinada empresa. Portanto, o elenco de contas considerado é indispensável para os registros de todos os fatos contábeis.

Cada empresa, de acordo com sua atividade e seu tamanho (micro, pequena, média ou grande), deve ter o seu próprio Plano de Contas. Não há razão, por exemplo, para uma empresa prestadora de serviços relacionar uma conta de “Estoque” no seu Ativo Circulante, pois, normalmente, não realiza operações com mercadorias.

Assim também não há necessidade de constar do Realizável a Longo Prazo de uma pequena empresa a conta “Empréstimos a Empresas Coligadas” se não existir nenhuma coligada.

 

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