Administração do capital de giro, 4ª edição

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Os autores preenchem a lacuna de livros técnicos sobre a administração do capital de giro na literatura nacional. Desenvolvem os conceitos e técnicas de capital de giro ajustados à realidade brasileira, focalizando instituições, transações típicas e características da economia nacional.
Pesquisas têm evidenciado que mais da metade do tempo gasto por um executivo financeiro concentra-se na administração do capital de giro. Por isso, o enfoque amplo e moderno deste livro envolve as três grandes visões do tema: a integrativa, a específica e a de financiamento.
São ainda inseridas variáveis referentes às técnicas de gestão, risco, tomada de decisões e repercussões da inflação sobre os resultados correntes das empresas. Os autores enfocam Fluxos de caixa, Análise e dimensionamento dos investimentos em capital de giro, Administração do disponível, Administração de valores a receber, Análise e controle de valores a receber, Administração financeira de estoques e Avaliação da decisão de estocagem.
Livro-texto para a disciplina Administração do Capital de Giro e Administração Financeira dos cursos de Graduação em Administração de Empresas e Ciências Contábeis. Leitura complementar para as disciplinas Análise de Balanços e Controladoria. Leitura de relevante interesse profissional, indicada também para cursos de atualização e desenvolvimento profissional.

 

9 capítulos

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1 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO

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1

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO

DO CAPITAL DE GIRO

O capital de giro tem participação relevante no desempenho operacional das empresas, cobrindo geralmente mais da metade de seus ativos totais investidos.

Uma administração inadequada do capital de giro resulta normalmente em sérios problemas financeiros, contribuindo efetivamente para a formação de uma situação de insolvência.

É importante ter em conta que a administração do capital de giro trata dos ativos e passivos correntes como decisões interdependentes. Por exemplo, a perda da liquidez pela maior participação de estoques no ativo circulante deve ser compensada por um maior volume de caixa; a presença de passivos de prazos mais curtos exige, por seu lado, ativos correntes mais líquidos, e assim por diante.

A presença de ativos correntes na estrutura financeira das empresas é importante para viabilizar financeiramente seus negócios e contribuir para a formação do retorno econômico do investimento realizado.

 

2 FLUXOS DE CAIXA

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2

FLUXOS DE CAIXA

Contextos econômicos modernos de concorrência de mercado exigem das empresas maior eficiência na gestão financeira de seus recursos, não cabendo indecisões sobre o que fazer com eles. Sabidamente, uma boa gestão dos recursos financeiros reduz substancialmente a necessidade de capital de giro, promovendo maiores lucros pela redução principalmente das despesas financeiras.1

Em verdade, a atividade financeira de uma empresa requer acompanhamento permanente de seus resultados, de maneira a avaliar seu desempenho, bem como proceder aos ajustes e correções necessários. O objetivo básico da função financeira é prover a empresa de recursos de caixa suficientes de modo a respeitar os vários compromissos assumidos e promover a maximização da riqueza.

É neste contexto que se destaca o fluxo de caixa como um instrumento que possibilita o planejamento e o controle dos recursos financeiros de uma empresa.

Gerencialmente, é indispensável ainda em todo o processo de tomada de decisões financeiras.

 

3 ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO DOS INVESTIMENTOS EM CAPITAL DE GIRO

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3

ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO

DOS INVESTIMENTOS EM

CAPITAL DE GIRO

A análise da liquidez envolve basicamente o conhecimento da capacidade financeira de uma empresa em liquidar seus diversos compromissos passivos nos prazos pactuados. Para essa finalidade, são utilizados diversos indicadores operacionais de avaliação da liquidez, como liquidez corrente, liquidez seca, giro do circulante etc. Estas medidas financeiras procuram explicar e qualificar essa capacidade de pagamento da empresa, tendo sido demonstradas ao longo do Capítulo 1.

Não obstante sua importância e uso generalizado, esses indicadores não costumam fornecer informações mais conclusivas a respeito de determinada evolução na posição financeira corrente e esperada da empresa, omitindo principalmente as efetivas necessidades de investimento em capital de giro.

Uma importante metodologia de estudo da posição de equilíbrio de uma empresa é aquela baseada na distinção de seus ativos e passivos circulantes em itens operacionais (ou cíclicos) e financeiros (ou erráticos). Além de proporcionar uma avaliação mais analítica da posição financeira da empresa, o critério permite, ainda, de maneira relativamente simples e dinâmica, que se identifiquem as efetivas necessidades de capital de giro da empresa, ou seja, o volume de investimento operacional em giro adequado a seu equilíbrio financeiro.

 

4 ADMINISTRAÇÃO DO DISPONÍVEL

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ADMINISTRAÇÃO DO DISPONÍVEL

Um dos maiores avanços da teoria de finanças, se não o maior, foi a denominada Moderna Teoria de Carteiras. Esta teoria, e particularmente o modelo de precificação de ativos (capital asset pricing model – CAPM), revolucionou as finanças ao propor uma análise voltada para o investidor que contemplava não somente o retorno, mas também o risco dos ativos.

Como todo modelo teórico, o CAPM busca extrair da realidade seus aspectos considerados mais relevantes para, a partir daí, procurar compreender melhor esta realidade. Se melhores forem as suposições do modelo, mais condições ele terá de se adequar à realidade.

Uma das suposições do modelo CAPM é que os resultados são realizados num

único horizonte de tempo, para todos os investidores. Existiria, deste modo, dois fluxos possíveis: a aplicação, num primeiro momento, e o resgate – com seu respectivo rendimento, num segundo instante.

Mais ainda, o CAPM considera que investidores estão num mercado eficiente, em que existe acesso irrestrito a tomar emprestado e a pedir emprestado, a uma taxa sem risco. Implicitamente, isto significa que a administração de caixa se torna desnecessária neste tipo de mercado: se uma empresa precisa de recursos, pode, neste caso, obtê-los imediatamente a esta taxa, sem risco.

 

5 ADMINISTRAÇÃO DE VALORES A RECEBER

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5

ADMINISTRAÇÃO DE

VALORES A RECEBER

Crédito diz respeito à troca de bens presentes por bens futuros. De um lado, uma empresa que concede crédito troca produtos por uma promessa de pagamento futuro. Já uma empresa que obtém crédito recebe produtos e assume o compromisso de efetuar o pagamento no futuro.

O resultado de uma operação de crédito refere-se ao compromisso assumido pelo comprador em quitar sua dívida. Este compromisso pode estar expresso num instrumento como a duplicata a receber, a nota promissória, o cheque pré-datado, o comprovante de venda de cartão de crédito etc.

Num mercado de capitais eficiente não deveria existir a figura da concessão de crédito. Caso um comprador precisasse de recursos para adquirir um produto, este financiamento poderia ser obtido em qualquer instituição financeira, a determinada taxa de juros.

Esta visão teórica, no entanto, não é confirmada pelo dia a dia das empresas, em que se evidencia a importância e necessidade da gestão de valores a receber.

 

6 ANÁLISE E CONTROLE DE VALORES A RECEBER

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ANÁLISE E CONTROLE DE

VALORES A RECEBER

O estudo de valores a receber encontra-se neste livro dividido em duas grandes partes. O capítulo anterior centrou-se prioritariamente em seus aspectos decisoriais, enfocando os valores a receber como uma decisão de investimento no contexto da administração financeira. Neste capítulo, serão desenvolvidos os elementos fundamentais para o estabelecimento de uma política de crédito e definidos os critérios de análise de atratividade econômica da decisão.

O presente capítulo é um complemento do anterior, envolvendo aspectos da análise e controle da carteira de valores a receber, além de avaliação do custo de oportunidade e estratégias de vendas a prazo.

O processo de controle constitui-se, em essência, na comparação entre os valores esperados e aqueles efetivamente realizados. Um acompanhamento sistemático dos valores permite que se observem as variações mais relevantes no comportamento da carteira de valores a receber, identificando-se suas origens e repercussões sobre os resultados da empresa.

 

7 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE ESTOQUES

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7

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

DE ESTOQUES

Investimento em estoques é um dos fatores mais importantes para a adequada gestão financeira de uma empresa. Esta relevância pode ser consequência tanto da participação deste ativo no total de investimento, quanto da importância de gerir o ciclo operacional ou por ambos os motivos. São poucos os setores da economia que não apresentam como aspecto fundamental a administração financeira dos estoques.

São várias as razões que levam ao investimento em estoques. Possuir estoques tem a importante função de tornar o fluxo econômico contínuo. Numa indústria, por exemplo, a falta de um estoque de matéria-prima pode paralisar a linha de produção. Deste modo mantém-se determinada quantidade como precaução pela possível falha no fornecimento de estoque ou por um pedido extra de um cliente.

Já no comércio varejista, a existência de uma variedade de produtos significa maior volume de vendas, sendo este o caso típico das grandes redes de supermercados.

 

8 AVALIAÇÃO DA DECISÃO DE ESTOCAGEM

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AVALIAÇÃO DA DECISÃO

DE ESTOCAGEM

A decisão de aumentar ou diminuir o prazo de estocagem, comprar mais ou menos quantidades por lote e melhorar o tempo do processo produtivo são típicas decisões de investimento tomadas por uma empresa. Pelo fato de a decisão de estoques também ser uma decisão de investimento, faz-se necessário analisar a rentabilidade de tal decisão, comparando-se os custos da aplicação em estoques com os prováveis benefícios obtidos.

Será no confronto entre o custo da política de estocagem e sua rentabilidade que se poderá melhor avaliar a decisão da empresa e fornecer informações para melhorar o desempenho de seu ciclo operacional.

Este capítulo procura desenvolver um modelo de avaliação da decisão de estocagem mais adequado às características da empresa brasileira.

Apresentam-se inicialmente considerações sobre a gestão de estoques em situações de variação de preços.

Dentro da visão de que o estoque é um investimento realizado pela empresa, procura-se conjugar a apuração do resultado do investimento, feita na primeira parte deste capítulo, com sua característica de liquidez. O retorno sobre investimento em estoque é uma medida que relaciona a margem obtida em cada produto com seu giro.

 

RESPOSTAS DOS PROBLEMAS

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RESPOSTAS DOS PROBLEMAS

Capítulo 1

1.

Resposta no manual de soluções disponível no site da Editora

2.

31.12.x7

30.11.x7

LC

2,32

2,65

LS

1,46

1,66

3.

2,62

4.

a) LC = 2,0; b) sim

5.

LS = 1,15; LI 0,25; LPond = 2,82

6.

Líq. ponderada: 0,98

Duration: 15,0; 22,0; 40; 195

Capítulo 2

1.

Origens = 6.829; Aplicações = 7,089; Variação Caixa = – 260

2.

FCO = 2.619; Disponível em 31/12 = 6.651

3.

A WT GRANT era, até 1975, uma grande empresa comercial estadunidense. A incapacidade de gerar fluxo de caixa com as operações levou à sua falência, apesar dos bons índices de rentabilidade, de liquidez e de endividamento. Para uma análise mais

6731.indb 256

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Respostas dos Problemas

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detalhada, ver o artigo Fluxo de Caixa e DOAR publicado no Caderno de Estudos da

FIPECAFI (1994) e no Boletim do IBRACON (Dezembro de 1994) de César Augusto

 

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