Psicologia para Administradores: Integrando Teoria e Prática, 9ª edição

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Acentua-se a presença de métodos de Psicologia na Administração. Entretanto, os administradores, na busca de informações e orientações sobre o tema, deparam-se com textos excessivamente teóricos, recheados de termos técnicos e distantes do cotidiano das organizações.
Neste livro, o autor reduz os jargões ao essencial, limita a teoria ao imprescindível e apresenta casos práticos, pinçados da realidade brasileira, ensejando ao leitor a oportunidade de confrontar os conteúdos com suas experiências profissionais. Destaquem-se, a esse respeito, as aplicações ao final de cada capítulo.
Destaque-se a atualidade do texto. Efeitos emocionais de movimentos de extraordinário impacto (fusões de empresas, planos de demissão, terceirizações, downsizing e tantos outros) transparecem nos exemplos e nas considerações do autor, despertando no leitor a motivação para aprofundar-se no estudo dos temas apresentados.
Possui especial relevância o capítulo a respeito de estresse e outras psicopatologias de grande influência no desempenho dos profissionais em seu trabalho, tendo como pano de fundo os movimentos sociais contemporâneos. Consciente, o autor deixa transparecer sua preocupação com a produtividade, mantendo-se aderente às condições de contorno ditadas por um ambiente competitivo, em permanente mutação social e tecnológica.
Livro-texto para a disciplina psicologia aplicada à administração do curso de Administração de Empresas e leitura complementar para a disciplina psicologia organizacional do curso de Psicologia. Obra de relevante interesse para administradores em geral como fonte de referências e orientação no cotidiano de suas atividades.

11 capítulos

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1 Introdução

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Introdução

Saltar de uma plataforma, exibindo coragem ou medo de altura para colegas e estranhos, contribui para que o executivo desenvolva a capacidade de enfrentar o desconhecido?

Círculos de Controle de Qualidade melhoram as relações interpessoais e a produtividade na Organização?

Podem-se aumentar a disposição e a sensibilidade de profissionais para aperfeiçoar um serviço, procurando sutilezas que encantem o cliente?

Em lugar de empregado, ou do demagógico colaborador, optou-se pelo termo profissional, mais ajustado a uma época em que o conceito de emprego modifica-se. Na Organização bem administrada, todos são profissionais – do Contínuo ao Presidente.

Líderes são inatos, ou “liderança” não passa de um conjunto de técnicas de relacionamento?

Testes psicológicos constituem ferramentas úteis para selecionar pessoas?

O trabalho em excesso provoca mesmo estresse?

Razão e emoção representam coisas conflitantes, faces opostas de uma mesma moeda, ou complementam-se?

 

2 Conceitos

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Conceitos

Neste capítulo, promove-se nivelação conceitual, clarifica-se o campo de ação e sugerem-se possíveis aplicações da Psicologia no apoio à Administração.

2.1 PSIQUIATRIA, PSICANÁLISE E PSICOLOGIA

Questionamento realizado em agosto de 1999, com 300 alunos do segundo ano de Administração de Empresas, com idades entre 18 e 45 anos, em Universidade do Paraná, indicou que um percentual insignificante diferencia, com clareza,

Psiquiatria, Psicanálise e Psicologia.

Esta avaliação aponta para a variedade de interpretações a que se encontram sujeitos os assuntos que envolvem aspectos psicológicos.

A falta de conhecimento faz com que eles nem sempre recebam o devido encaminhamento e, muitas vezes, sejam simplesmente ignorados ou recebam um tratamento preconceituoso.

A escassa compreensão, por parte da população em geral, das funções específicas de cada uma dessas especializações contribui para que isso aconteça.

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3 As Funções Mentais Superiores

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As Funções Mentais Superiores

O conhecimento dos princípios que regem o funcionamento das principais funções mentais superiores constitui a base para o estudo do comportamento hu­mano.

Neste capítulo, abordam-se as seguintes funções mentais superiores: sensa­

ção, percepção, atenção, memória, linguagem, pensamento e emoção, dando-se particular atenção à percepção, por ser mediante ela que o indivíduo toma contato com o que o cerca – em especial, o cliente.

Por meio delas, os indivíduos desenvolvem visões de si mesmos, das Organizações em que atuam e do mundo que os rodeia, por meio de complexos mecanis­ mos cuja compreensão a Ciência começa a desenvolver.

3.1 INTRODUÇÃO – O FIO DE ARIADNE

Algumas publicações popularizaram, para felicidade de adultos e crianças, curiosas figuras denominadas “estereogramas” ou “3D” (três dimensões): um de­ senho que “oculta” figuras em três dimensões.

No livro Olho mágico, encontra-se a seguinte orientação ao leitor:

 

4 Condicionamento ou Motivação? Introdução ao Estudo do Comportamento Individual

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Condicionamento ou Motivação?

Introdução ao Estudo do Comportamento

Individual

Neste capítulo, apresentam-se conceitos básicos sobre fatores que afetam o comportamento do indivíduo, concentrando-se no estudo do condicionamento e da motivação.

Procura-se mostrar a importância do condicionamento para a Administração de pessoas, decorrente de sua ampla utilização em ações que envolvem o público interno e o externo.

No estudo da motivação, destaca-se a multiplicidade de elementos que a afe­ tam, de forma complexa, observando-se a inexistência de um modelo, até o mo­ mento, capaz de conjugar as muitas teorias existentes dentro de um único corpo teórico aplicável às diferentes situações.

O capítulo encerra-se com uma visão psicossocial do comportamento huma­ no, buscando integrar os conceitos anteriores e inserir novos elementos, especial­ mente sob a perspectiva proposta por Albert Bandura.

4.1 INTRODUÇÃO

Administradores buscam resultados – o produto final dos comportamentos – por meio de pessoas. Daí o interesse em se conhecerem formas de influenciá-las.

 

5 O Indivíduo na Organização: Papéis e Interações

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O Indivíduo na Organização:

Papéis e Interações

Este capítulo inicia-se com a cerimônia de acolhimento de um novo profissio­ nal, evidenciando-se falhas, apontadas e analisadas. Destaca-se a importância da percepção inicial na formação da “imagem mental da Organização”.

Detalha-se o episódio por ser generalizável a uma série de situações, que en­ volvem profissionais e clientes da Organização.

Analisam-se alguns mecanismos psicológicos que afetam o comportamento do indivíduo no contexto organizacional e contribuem para o estabelecimento de barreiras entre o profissional e seus clientes.

O capítulo conclui analisando aspectos psicológicos relacionados com tarefas e normas, capazes de afetar o desempenho em relação ao papel esperado.

5.1 INTRODUÇÃO

A pessoa traz à Organização sua “bagagem psicológica”, conhecimentos, ca­ racterísticas, preconceitos, experiências anteriores. A visão de mundo que desen­ volveu acompanha-a no teatro organizacional, onde representará seus papéis.

 

6 Trabalho em Equipe

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Trabalho em Equipe

Este capítulo inicia-se com a análise do conceito de equipe, focalizando dois aspectos-chaves: interdependência nas tarefas e vínculo emocional.

Apresentam-se potenciais vantagens do trabalho em equipe, do ponto de vis­ta psicológico, sem perder de vista situações ou condições capazes de recomendar cautela em sua utilização.

Dá-se atenção especial a fatores psicológicos relacionados ao comportamen­ to das pessoas em equipe, enfatizando-se o papel emocional que ela representa e possíveis mecanismos de defesa presentes em seu funcionamento.

O capítulo encerra-se, destacando características necessárias ao bom funcio­ namento de quatro tipos de equipes: produção, treinamento, desenvolvimento e gerência.

6.1 GRUPO OU EQUIPE?

Muitos autores não distinguem grupo de equipe de trabalho. Na opinião de

Wagner III e Hollenbeck, “grupo é um conjunto de duas ou mais pessoas que inte­ ragem entre si de tal forma que cada uma influencia e é influenciada pela outra”

 

7 Liderança

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Liderança

Na busca de obter resultados por intermédio de pessoas, o Administrador convive com a missão de liderar profissionais.

Neste capítulo, apresenta-se uma visão compreensiva de fatores de natureza psicológica relacionados com a liderança, demarcando-se:

• a importância dos aspectos emocionais relacionados a sua instalação, manutenção e desenvolvimento;

• características de personalidade encontradas em pessoas conhecidas pela capacidade de liderar;

• habilidades úteis a seu exercício; e

• comportamentos inadequados a serem evitados pelo líder.

O profissional, conjugando treinamento especializado, dedicação e perseve­ rança, pode desenvolver essas características e habilidades, facilitadoras da lide­ rança situacional.

Muitos textos oferecem conceitos, teorias e modelos sobre liderança. Para enri­quecer o estudo inicial e construir uma visão geral sobre essas abordagens recomen­dam-se Chiavenato (1993:172-183); Carvalhal (1981:45-66); Moscovici

 

8 Seleção e Desenvolvimento de Pessoas

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Seleção e Desenvolvimento de Pessoas

Este capítulo destaca possibilidades de utilização da Psicologia nos processos de seleção e de desenvolvimento de profissionais.

Dois modelos que empregam testes psicológicos são sugeridos e analisados criticamente.

Mecanismos psicológicos de defesa, potencialmente presentes nos processos de seleção e desenvolvimento de pessoas, recebem ênfase especial.

8.1 SELEÇÃO DE PESSOAS

8.1.1 Cuidando da “porta de entrada”

Uma Organização constituída de profissionais de elevada competência pode encontrar a ruína, caso não se consiga uni-los em torno de interesses comuns – a missão do líder. Entretanto, a ruína aguarda, com certeza, a Organização de pes­soas medíocres, ainda que polarizadas para a consecução dos objetivos organiza­cionais.

Daí a necessidade de administrar a “porta de entrada” e, em continuidade, as­ segurar o desenvolvimento contínuo dos profissionais.

Essa importante função gerencial, muitas vezes, atribui-se, erroneamente, apenas à “área de recursos humanos”, chegando-se a delegá-la a terceiros, em atestado inequívoco do que o profissional representa para a Organização.

 

9 Transtornos Mentais no Trabalho

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Transtornos Mentais no Trabalho

Os principais objetivos deste capítulo são os seguintes: a) ampliar a compreensão do leitor sobre o conceito de transtorno mental; b) transmitir dados e informações capazes de sensibilizar o Administra­dor para efeitos sociais e financeiros desses transtornos; c) mostrar suas consequências no ambiente organizacional, afetando a pro­ dutividade e a qualidade de vida; d) sugerir possibilidades de atuação do psicólogo organizacional na pro­ moção da saúde mental.

9.1 INTRODUÇÃO

Existe um “paradoxo psíquico do trabalho”: para uns, ele é fonte de equilíbrio; para outros, causa de fadiga (De­ jours, Abdoucheli e Jayet, 1994:22).

9.1.1 Aspectos culturais

Kaplan e Sadock assinalam “o estigma que nossa cultura vincula ao paciente psiquiátrico”, o que torna “mais aceitável ter um problema médico ou cirúrgico do

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que um problema mental” (Kaplan e Sadock, 1993:5). A simples sugestão da pre­ sença de um transtorno mental acarreta reações imprevisíveis do indivíduo, de seus familiares e colegas.

 

10 Reflexões Finais

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Reflexões Finais

Utilizar a psicologia para controlar, dominar e mani­ pular pessoas é um abuso autodestrutivo do conhecimento.

É também uma forma repugnante de tirania.

Martin e Spillane, 2005:256

Os conteúdos apresentados ao longo do texto possibilitam apreciar os temas seguintes, integrando os conceitos visitados.

Para fins acadêmicos, sugere-se constituir grupos de análise ou de pesquisa, para investigá-los em diferentes Organizações, trazendo aspectos psicológicos rela­ cionados com a gestão de pessoas para apreciação em sala de aula.

Essa investigação pode ocorrer em profundidade (vários grupos pesquisando o mesmo tema) ou em extensão (distribuindo-se um tema para cada grupo) e/ou combinando-se os dois critérios.

Cada tema enseja a realização de debates, em sala de aula ou em pequenos eventos, dedicados a sua exploração, trazendo-se especialistas capazes de realizar depoimentos e enriquecer as conclusões.

Para finalidades organizacionais, acredita-se que esse conjunto de temas contribua para sugerir projetos de melhoria para os administradores e psicólogos organizacionais.

 

Apêndice Visão Sistêmica das Relações Humanas nas Organizações

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Apêndice

Visão Sistêmica das Relações Humanas nas Organizações

Palavras-chaves: conflito, aliança, papéis, organização, sistema, subsistema, fronteira, ciclo vital, comunicação.

1 INTRODUÇÃO – A VISÃO SISTÊMICA

Todo sistema possui um conjunto de elementos que se integram e que determinam sua natureza:

• as forças internas;

• os subsistemas em que se subdivide;

• os padrões de funcionamento;

• seus ciclos vitais;

• os limites ou fronteiras;

• as comunicações internas e com o meio.

Esses elementos são determinantes na maneira como o sistema interage com o meio ambiente e realiza as trocas necessárias à sua evolução e sobrevivência.

Neste ensaio, esses elementos são vistos à luz das teorias de psicologia, com o objetivo de trazer percepções adicionais aos administradores e psicólogos organizacionais na eterna busca de melhor compreender o comportamento humano nas relações de trabalho.

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