Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração, 16ª edição

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Este livro é de ordem prática. Com base em um modelo, apresenta informações, dicas e exemplos a quem se propõe a desenvolver projetos e relatórios de pesquisa. Utiliza-se de linguagem simples, amistosa, para mostrar como articular as partes de um projeto e de um relatório, de modo que o trabalho final faça sentido. Embora seu foco seja dirigido à área de administração, as informações nele contidas revelam-se úteis também na elaboração de relatórios nas áreas de ciências sociais e de artigos ou textos de qualquer natureza.

Aborda as seguintes questões:

• Delimitação do trabalho científico.
• Começo do projeto de pesquisa.
• Do problema ao referencial teórico.
• Definição da metodologia.
• Término do projeto de pesquisa.
• Relatório de pesquisa.

Livro-texto para as disciplinas Metodologia da Pesquisa e Metodologia Científica dos cursos de Administração de Empresas (graduação e pós-graduação), Economia, Ciências Contábeis e Ciências Sociais.

7 capítulos

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1. Delimitando o trabalho científico

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1 delimitando o trabalho científico

Este capítulo levanta questões como a demarcação científica. O que é científico? Também trata da metodologia científica. Temos opções? Finaliza com a sinalização para os momentos de formalização da pesquisa científica.

1.1  Demarcação científica

Não são poucas as definições e discussões em torno do que seja ciência. Este livro não tem a intenção de reacender o debate. David Bohn, Edgar Morin,

Ernest Cassirer, Fritjof Capra, Gaston Bachelard, Ilya Prigogine, Jürgen Habermas, Karl Popper, Robert Pirsig, Thomas Kuhn e outros tão conhecidos de quem se dedica a fazer ciência brindam-nos com fecunda e provocante discussão.

Conhecê-los é aqui tomado como fato. Acessá-los sempre que necessário é tomado como prática.

Para efeito do que no momento se pretende, basta recordar que ciência é uma das formas de se ter acesso ao conhecimento. Outras formas são a filosofia, a mitologia, a religião, a arte, o senso comum, por exemplo. Em muitos pontos essas formas interagem, mas são diferentes em seu núcleo central.

 

2. Começo do projeto de pesquisa

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2 começo do projeto de pesquisa

Como elaborar um projeto de pesquisa? Não há um modelo único para tal.

A escolha entre as várias opções possíveis depende da natureza do problema, do método pelo qual se desenvolverá o trabalho, do tipo de pesquisa, da visão de mundo do pesquisador e de tantos outros fatores. No entanto, há certos itens que não podem deixar de ser contemplados em qualquer projeto, a despeito das diferenças entre eles. O que vai variar é o conteúdo desses itens. Por ser assim, este capítulo dedica-se à sugestão de um projeto. É estruturado a partir de um modelo que, em seguida, é discriminado neste e nos capítulos seguintes.

2.1 Modelo

O modelo proposto está assim definido:

(FOLHA DE ROSTO)

SUMÁRIO

1

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O PROBLEMA

1.1 Introdução

1.2 Objetivos (final e intermediários)

1.3 Questões a serem respondidas (se for o caso)

5/3/16 11:51 AM

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Projetos e relatórios de pesquisa em administração  • Vergara

 

3. Do problema ao referencial teórico

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3 do problema ao referencial teórico

Neste capítulo, são apresentados os conceitos referentes a hipóteses, suposições, delimitação do estudo, relevância do estudo e definição dos termos, bem como exemplos pertinentes. Esses itens encerram a primeira parte do modelo, aqui configurada como seu primeiro capítulo, conforme visto. Também é discutido o conceito de referencial teórico e sua funcionalidade, bem como são apresentadas algumas dicas para sua elaboração.

3.1  Hipóteses (ou suposições)

Hipóteses, ou suposições, são a antecipação da resposta ao problema. Se este é formulado sob a forma de pergunta, a hipótese, ou a suposição o são sob a forma de afirmação. A investigação é realizada de modo que se possa confirmar ou, ao contrário, refutar a hipótese, ou a suposição.

Em geral, o termo hipótese está associado a investigações mais na linha positivista ou neopositivista; nessa situação, implica testagem, quase sempre de relações, via procedimentos estatísticos. Há dois tipos de hipótese: constitutiva e operacional. Uma hipótese constitutiva define palavras com outras palavras, como nos dicionários. A operacional especifica operações necessárias para medir ou manipular um conceito (ou constructo). Hipóteses estatísticas são formuladas em formas nula (H0) e alternativa (H1, H2 etc.). Por exemplo:

 

4. Começando a definir a metodologia

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4 começando a definir a metodologia

Existem vários tipos de pesquisa e descrevê-los é o objetivo deste capítulo.

Também é seu objetivo apresentar conceitos e exemplos sobre população, amostra e seleção dos sujeitos.

4.1  Tipo de pesquisa

O leitor deve ser informado sobre o tipo de pesquisa que será realizada, sua conceituação e justificativa à luz da investigação específica.

Há várias taxionomias de tipos de pesquisa, conforme os critérios utilizados pelos autores. Aqui, proponho dois critérios básicos:

a) quanto aos fins;

b) quanto aos meios.

Quanto aos fins, uma pesquisa pode ser:

a) exploratória;

b) descritiva;

c) explicativa;

d) metodológica;

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Projetos e relatórios de pesquisa em administração  • Vergara

e) aplicada;

f) intervencionista.

Quanto aos meios de investigação, pode ser:

a) pesquisa de campo;

b) pesquisa de laboratório;

 

5. Terminando o projeto de pesquisa

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5 terminando o projeto de pesquisa

Conceitos relativos à coleta e ao tratamento dos dados, assim como os lembretes sobre as limitações que qualquer método possui são aqui apresentados.

O capítulo inclui regras de indicação da bibliografia consultada e dos anexos.

Sugestões adicionais são também oferecidas.

5.1  Coleta de dados no campo

Na coleta de dados, o leitor deve ser informado como você pretende obter os dados de que precisa para responder ao problema. Não se esqueça, portanto, de correlacionar os objetivos aos meios para alcançá-los, bem como de justificar a adequação de um a outro. Se você optar pela formulação de questões, em vez da definição de objetivos intermediários, a correlação deverá ser feita entre questões e meios para respondê-las. Em se tratando de pesquisa de campo, por exemplo, esses meios podem ser a observação, o questionário, o formulário e a entrevista (veja Vergara, 2015). Os dados também podem ser coletados por meio de técnicas interativas diversas, como os workshops, por exemplo, ou por meio de desenhos feitos pelos sujeitos da pesquisa ou por outros meios que sua criatividade permita visualizar (veja exemplos em Vergara, 2012b).

 

6. O relatório da pesquisa

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6 o relatório da pesquisa

Relatório é o relato do que desencadeou a pesquisa, da forma pela qual ela foi realizada, dos resultados obtidos, das conclusões a que se chegou e das recomendações e sugestões que o pesquisador faz a outros.

Neste capítulo, serão abordadas as questões não privilegiadas no projeto, como, por exemplo, as folhas que antecedem o relatório propriamente dito e aquelas próprias do relatório. São consideradas folhas precedentes: a capa, a folha de rosto, a página de agradecimentos, a apresentação, o resumo, a lista de símbolos e abreviaturas, a lista de ilustrações e o sumário, nesta ordem.

Questões próprias do relatório incluem a introdução, a definição do problema objeto da investigação, a metodologia empregada, o referencial teórico, os resultados, as conclusões e as sugestões para uma nova agenda de pesquisa.

Seguem-se-lhe as referências, os apêndices e os anexos.

A capa, a folha de rosto, o sumário, o problema, a metodologia, o referencial teórico foram objeto de exame no capítulo referente ao projeto da pesquisa.

 

Apêndice: Relação das pessoas às quais se deve a maior parte dos exemplos apresentados, todos obtidos entre 1988 e 2002 nas instituições apontadas

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Apêndice relação das pessoas às quais se deve a maior parte dos exemplos apresentados, todos obtidos entre

1988 e 2002 nas instituições apontadas

Alberto Trope......................................................................................... IAG/PUC-Rio

Andrea Ferraris Pignataro...................................................................... EBAPE/FGV

Angela Guiomar Nogueira ..................................................................... UES

Antonio Felipe de Almeida Pinto............................................................ IAG/PUC-Rio

Aquiles de Andrade Pereira.................................................................... EBAPE/FGV

Celso de Oliveira Bello Cavalcanti.......................................................... EBAPE/FGV

Cíntia de Melo Moraes........................................................................... IAG/PUC-Rio

Claudia Marquesi Prata.......................................................................... EBAPE/FGV

 

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