Gestão Contábil-Financeira de Micro e Pequenas Empresas: Sobrevivência e Sustentabilidade, 2ª edição

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Os empregos formais, como costumeiramente existiam, estão minguando. Noutro extremo, as pequenas e microempresas são geradoras automáticas de postos de trabalho a favor dos seus proprietários e empregam em média outros três funcionários. Sem dúvida, a micro e pequena empresa contribui para o crescimento do Brasil, gera riqueza, democratiza o acesso ao trabalho e aos meios de produção.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2007), o conjunto de micro e pequenas empresas chega a 99,2% do total de empresas em atividade no país, emprega 57,2% dos trabalhadores com relação formal e responde por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Mesmo diante de tudo isso, de acordo com estudos do Sebrae (2004), no Brasil, 49,4% delas encerram as atividades até dois anos de existência, 56,4% com três anos e 59,9% não sobrevivem além de quatro anos.

Diante desse quadro, este livro objetiva contribuir para a sobrevivência e prosperidade dos menores negócios. De maneira didática, apresenta um conjunto de teorias e técnicas gerenciais visando melhorar a administração empresarial. Neste sentido, a obra propõe um modelo novo de gestão genuinamente brasileiro, sugerindo novos formatos de relacionamento entre as pequenas empresas e seus parceiros.

Livro recomendado para profissionais de qualquer área de atuação, como profissionais liberais que prestam serviços de consultoria ou pretendam atuar como consultores de pequenas empresas, tais como advogados, contadores, economistas e administradores de empresas e técnicos de nível médio, que sejam proprietários ou administradores de micro e pequenas empresas ou que tenham a pretensão de abrir seu próprio negócio. Leitura complementar para as disciplinas Empreendedorismo e Finanças Corporativas dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Economia e Empreendedorismo.

 

18 capítulos

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1 Introdução

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1  Introdução

N

ada surpreendidos, deparamo-nos com diferentes publicações apontando para o mesmo resultado quando o assunto é a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas. A maioria não sobrevive aos primeiros cinco anos contados da data de início de suas atividades. Respalda nossa afirmação, primeiramente, a pesquisa do Sebrae (2004).1 No Brasil, 49,4% encerram a atividade com até dois anos de existência, 56,4% com três anos e 59,9% não sobrevivem além de quatro anos.

Além do mais, é generalizada a dificuldade das pequenas empresas que escaparam do desastre dos primeiros anos. Seus executivos – proprietários ou prepostos –, desde o início lutam bravamente para a sobrevivência de seus empreendimentos, sempre envolvidos pela crônica falta de capital de giro, pelo excesso de tributos, por exigências burocráticas acima da conta, pela concorrência desigual, além, é claro, pelas mais altas taxas de juros do mundo capitalista.

Muitas pessoas juntam suas poupanças acumuladas a duras penas ou mesmo suas verbas indenizatórias quando da exoneração de seus empregos e partem para uma aventura. Com pouca ou nenhuma avaliação sobre a viabilidade do novo empreendimento, essas pessoas constituem um pequeno negócio que terá alta probabilidade de tombar frente às dificuldades do mercado, que são tantas.

 

1 As Relações com as Grandes Empresas e com o Estado

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As Relações com as Grandes Empresas e com o Estado

O

capítulo terá o propósito de apresentar os envolvimentos entre a micro e a macroempresa e daquela com o Estado brasileiro. Por conta disso, o panorama geral enxerga o pequeno negócio pressionado pelos maiores parceiros. De cima para baixo, eles ditam as regras dos preços e dos prazos praticados. Na mesma direção, os bancos cobram pesados custos pelo dinheiro disponibilizado às pequenas empresas. Nesse ambiente, quando olhamos as relações com o Estado brasileiro, as coisas não se alteram.

1.1

Os envolvimentos com as grandes corporações

Começamos a seção examinando o conjunto de relacionamentos entre as minúsculas instituições econômicas com as grandes corporações fornecedoras e compradoras das empresas menores. Logo adiante, trataremos o assunto focando o envolvimento dos negócios de pequeno tamanho com os bancos financiadores.

O poder de barganha dos fornecedores

Aqui, as ligações se operam entre as pequenas empresas com potentes conglomerados e, claro, fica irremediavelmente comprometida qualquer tentativa de diálogo civilizado. O modo de negociar converte as empresas de pequeno porte a ferramentas à disposição dos grandes grupos econômicos. Nesse particular, deve ser revisto e abandonado o caráter racional prático dessas

 

2 As Relações com a Contabilidade e com os Empregados

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As Relações com a Contabilidade e com os Empregados

A

ideia do presente capítulo estará focalizada na carência de relações mais intensas e eficazes entre os pequenos empreendimentos, os pequenos escritórios e os empregados, também pequenos, por isso, todos fragilizados.

Para estudar de perto os envolvimentos que se estabelecem entre ambos, a percepção é de que, neste ambiente, as relações fluem de maneira menos rígida, são mais brandas e flexíveis.

Entretanto, a compressão relacional pressiona a todos e não tem trazido os melhores resultados a ninguém. Sumariamente, nesses relacionamentos acontecem poucos ganhos e as perdas pendem de um lado para outro.

O ponto de partida apresentará nossos argumentos sobre a relevância das relações microempresa-escritório de contabilidade. Na segunda seção, faremos uma investigação sobre a compreensão das formas de relações entre os pequenos proprietários e seus empregados.

2.1

As relações com o escritório de contabilidade

 

3 Análise do Resultado da Pesquisa

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Análise do Resultado da Pesquisa

Visando comprovar ou refutar nossas hipóteses de que os maus resultados apurados pelos pequenos negócios decorrem em grande parte das relações com seus principais parceiros, realizamos uma pesquisa. Fundamentalmente, procuramos elucidar fatores que contribuem de alguma forma para a ocorrência de tantos insucessos no que se refere ao elevado nível de mortandade das pequenas e microempresas.

Em outras palavras, a pesquisa que realizamos se propôs a provar que as relações em que se envolvem as pequenas firmas interferem em boa dose no sentido de agigantar o número de falências e concorrem para a inibição do crescimento de tantas outras.

Efetuamos uma investigação aplicando três questionários, onde formulamos uma série de questões, buscando desvendar a percepção que os sujeitos possuem acerca do problema. Nessa dinâmica, a coleta de dados foi realizada no período de 10 de março de 2008 a 25 de setembro de 2009.

As pessoas que responderam ao questionário foram enquadradas em três grupos distintos de atores: (a) no primeiro grupo, estiveram sujeitos à pesquisa os micro e pequenos empresários; (b) no segundo, os contadores responsáveis pelos escritórios de contabilidade; (c) no terceiro e último grupo, pesquisamos empregados dos estabelecimentos econômicos de pequeno tamanho.

 

4 O Modelo Gerencial Teórico

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O Modelo Gerencial

Teórico

O

capítulo conterá duas seções. Mais uma vez detendo-nos no preparo gerencial, em primeiro lugar introduziremos o assunto apontando para o agrupamento conveniente do estudo das teorias e experiências disponíveis que necessitam ser assimiladas por parte dos donos das menores firmas.

A segunda seção apresentará o modelo gerencial que propomos e explicará a sua estruturação lógica. Acerca dessa reflexão, sob o ponto de vista acadêmico e com foco na capacitação de pessoas para o empreendedorismo, informamos que, no restante de toda a obra, será descrita uma longa caminhada pedagógica.

Também enfatizamos que a apresentação de nossas referências bibliográficas se assentará em diversos pesquisadores, independentemente da linha de pensamento que seguem. Em outras palavras, apesar da miscelânea de visões de mundo percebidas pelos autores citados, importante será a construção de suas abordagens, desde que as mesmas dialoguem alinhadas com nossas posições e percepções. A posição que adotamos tem a chancela na seguinte afirmação: confrontar conhecimentos, ainda que polarizados, não é perder a razão, mas sim encontrá-la temporariamente.1

 

5 A Centralidade do Modelo

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A Centralidade do Modelo

N

este estágio, pretendemos introduzir nossa figura gerencial examinando o centro do modelo. A abordagem da matriz apresentada sugere o cerne da Figura 4.1 e nos levará a enxergar o micro e pequeno empreendedorismo, a micro e pequena empresa e o micro e pequeno empreendedor.

5.1

O micro e pequeno empreendedorismo

A criação de um ambiente favorável de estímulo ao empreendedorismo de menor porte, certamente, implica no desenvolvimento dos negócios no Brasil.

Respaldados nessa proposição, ao longo do primeiro tópico relataremos alguns clichês estabelecidos entre as pessoas em geral e os empresários e falaremos sobre a mudança de ótica na atualidade, fator que trouxe convergência de pensamento sobre a importância da atividade empreendedora.

No segundo tópico, iremos identificar o microempreendedorismo como uma área de conhecimento próprio inserida no âmbito das ciências sociais. A despeito disso, no terceiro tópico, a discussão englobará apontar para a criatividade humana.

 

6 Fundamentos do Microempreendedorismo

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6

Fundamentos do

Microempreendedorismo

A

partir do centro do esquema apresentado no Capítulo 5, agora abordaremos os fundamentos para iniciar um pequeno negócio. O eixo da questão estará focado na análise preliminar de cada decisão, a qual se defrontará nos seguintes campos: dinheiro, tecnologia, relações e risco. Umbilicalmente ligado à temática dos riscos dos negócios, o quinto fundamento – retorno do investimento – será abordado nos Capítulos 10 e 14.

6.1 Dinheiro

A primeira decisão que o executivo-empreendedor precisa tomar para constituir uma pequena firma diz respeito ao tipo de negócio que deseja operar, alinhado à grandeza do empreendimento pretendido e à capacidade de financiá-lo.

Em outras palavras, esse passo reporta à injeção de certa quantia mínima de dinheiro necessária para o início da jornada.

É esse alinhamento que determina o tamanho da firma, a magnitude ajustada à capacidade financeira do empreendedor, medida em termos de capitais próprios e do volume de recursos de terceiros possíveis de captação. Provavelmente, o melhor resumo dessa ideia vem da seguinte reflexão: a máquina corporativa deve ser leve, flexível e enxuta.1

 

7 Estrutura Patrimonial

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Estrutura

Patrimonial

Visando abordar a estática patrimonial, o capítulo estará estruturado em tor-

no de dois eixos fundamentais. O primeiro eixo será usado para denotar cada grupo de recursos do Passivo e do Patrimônio Líquido, momento em que trataremos dos capitais à disposição do pequeno negócio. O segundo eixo visualizará os grupos e subgrupos estruturais do Ativo, momento em que faremos uma incursão sobre os investimentos tangíveis e intangíveis.

Na quarta seção, a partir de fatos contábeis hipotéticos, levantaremos o Balanço Patrimonial e concluiremos o seu exame. E, para melhorar a apresentação do conteúdo, logo no início, a primeira seção refletirá sobre o homem financeiro.

7.1

Capitalistas de risco

De forma sucinta, iniciamos refletindo sobre as três premissas que fundamentam o comportamento das pessoas quando se trata de finanças. Como referimos sumariamente no Capítulo 5, a esmagadora maioria dos cidadãos, ilustrados ou não, cultos ou nem tanto, tem aversão ao risco. As pessoas têm medo de se dar mal e perder seu precioso dinheiro, quase sempre acumulado ao longo de suas vidas com esforço e sacrifício.

 

8 Dinâmica Funcional

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Dinâmica

Funcional

O

objetivo do capítulo será mostrar a dinâmica funcional das pequenas instituições empresariais, fornecendo uma revisão conceitual e prática acerca do assunto. Primeiramente, conversaremos sobre duas dimensões: a seção inicial será usada para explicar o que intitulamos Operações e processos; a segunda seção trará à luz o estudo sobre o produto, as vendas e o marketing. A terceira seção estará reservada para discorrer sobre a Demonstração do Resultado do

Exercício­(DRE). Neste momento, traremos à tona conceitos e considerações genéricas dessa peça contábil extraída da escrituração mercantil, levantaremos a DRE e sumarizaremos conceitos sobre os diversos níveis de lucro ou prejuízo.

8.1

Operações e processos

Toda empresa tem como principal finalidade a produção de algum mix de produtos e serviços, os quais são a sua face pública. É o conjunto de atividades que passamos a tratar a partir de agora. Mais precisamente, pretendemos mostrar que, quando bem gerenciados, as operações e os processos impactam positivamente.

 

9 Três Pilares de Sustentação

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Três Pilares de Sustentação

O

capítulo será dividido em seções e abordará três alavancas de peso: uma direção estratégica clara e bem definida; um saber teórico e técnico sobre Contabilidade e sobre Finanças Corporativas. O quarto pilar de sustentação – gestão empresarial – será estudado, separadamente, nos Capítulos 10, 11 e 12.

9.1 Estratégia

Nesta seção inicial, apresentamos o primeiro pilar básico: a estratégia dos negócios iniciantes. A literatura de administração estratégica é vasta e cresce a cada dia, porém, ninguém realmente soube definir o que é uma estratégia ótima.

Em tal cenário, o arcabouço do diagrama que apresentamos no Capítulo 4 nos remete a prestar atenção especial à estratégia. Termo criado pelos antigos gregos que significava um magistrado ou um comandante militar, a estratégia consiste basicamente num conjunto de regras que orientam as decisões e o comportamento de uma organização.

A estratégia existe na mente do líder como perspectiva; trata-se do conceito global do negócio, uma grande concepção, uma sacada magistral, uma visão de futuro da pequena organização, uma máxima muito bem articulada. Enfim, a grande estratégia também é uma obra de arte. Peça a alguém uma definição de estratégia e provavelmente lhe dirão que estratégia é um plano, ou algo equiva-

 

10 Gestão Contábil

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Gestão

Contábil

A

lém dos equivocados processos de relacionamento entre a pequena empresa e os seus principais parceiros, nossa tese está centrada sob outros dois imperativos hipotéticos. O primeiro enfoque prima pela visão de que o fracasso dos pequenos negócios resulta de modelos de gestão deficientes. Em segundo lugar, para escapar da ameaça de liquidação a que se submete a miniatura empresarial, fundamental será o preparo profissional dos gestores minúsculos.

A afirmação definitiva nos é trazida pela constatação de que, muito comumente, o dono de uma microempresa delega o controle fiscal e financeiro para o contador e toca o negócio sem preocupar-se com isso.

O predomínio dessa mentalidade pode levar à descontinuidade dos pequenos negócios. Conectados com essa reflexão, o capítulo indicará algumas ferramentas de gestão contábil que poderão contribuir para reversão da fragilidade gerencial. Aqui, não pretendemos fazer previsões a partir de sofisticadas formulações e sim nos restringir a conceituar e apresentar modelos consagrados universalmente. Notadamente, a caminhada tratará da conceituação, caracterização e cálculo dos índices de análise de balanços e estará estruturada em três níveis:

 

11 Gestão Financeira

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Gestão

Financeira

Apropriar-se dos conceitos de finanças corporativas significa dispor o peque-

no empresário de um poderoso instrumento administrativo. Pela sua natureza, profusão de teorias, de ferramentas e de peculiaridades que lhes são próprias, a gestão financeira nos remete a afirmar que o domínio de suas melhores práticas

é crucial para a potencialização de qualquer projeto microempresarial. A gestão deve ser aplicada em cada parte de uma empresa. É difícil enxergar a diferença em empresas pequenas, mas ela existe.

Ao destacar a relevância do tema no mundo empresarial, sugerimos que

é preciso dominar a gestão para crescer. Sem sombra de dúvidas, a busca pela excelência focada na gestão ganhou lugar nas estatísticas.

Focalizado nessa reflexão, o capítulo abordará as teorias científicas e as ferramentas utilizadas para a gestão financeira dos pequenos negócios. Nessa direção, a primeira seção centrará a atenção na abordagem do capital de giro. A segunda seção avançará medindo o custo do capital, também denominado custo de oportunidade do capital ou custo médio ponderado do capital.

 

12 Gestão de Custos

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Gestão de Custos

O

eixo central do capítulo dará atenção especial aos custos microempresariais.

Intitulada Conceituações básicas, primeiramente apresentaremos uma seção espe­ cífica para introduzir os principais conceitos e características da temática gestão de custos. Na segunda seção, definiremos custos diretos e indiretos, fixos e variá­ veis. Na última seção, trataremos do custo-volume-lucro, onde traremos à luz a margem de contribuição e ponto de equilíbrio.

12.1 Conceituações básicas

A Contabilidade de Custos nasceu no começo do século XX e sua única fun­

ção era a apuração dos custos para avaliar os inventários e determinar o resul­ tado anual. Por esses motivos, durante muito tempo se pensou que ela referia apenas ao custeamento dos produtos e que servia somente às indústrias.

Com a intensificação da competição, a Contabilidade de Custos ganhou cor­ po e passou a ser considerada como um instrumento de peso, possibilitando apropriar além dos custos diretos também os custos indiretos de produção ao valor dos produtos, dos serviços prestados e dos inventários.

 

13 O Panorama Econômico e Social

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O Panorama

Econômico e Social

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xiste outro conjunto de fatores essenciais e imprescindíveis aos negócios de menor tamanho. Nesse sentido, fará parte da primeira seção o contexto do mercado e a força da concorrência. Centrados no enfoque do espaço público, na segunda seção faremos uma incursão sobre as relações da pequena firma com a comunidade e com o meio ambiente.

A terceira seção refletirá uma síntese retrospectiva do trabalho e outra síntese do emprego. Na sequência, abordaremos a questão dos trabalhadores, detendo-nos na estratégia de sobrevivência dos empregados. A quinta seção estará organizada de maneira a permitir que se tenha uma visão panorâmica sobre poder e autoridade.

13.1 O mercado e a concorrência

Inexoravelmente, a posição de uma empresa muda com a velocidade de expansão ou retração do mercado e com o comportamento agressivo ou retraído da concorrência. Em conexão com isso, o texto traz algumas abordagens recentes acerca dessas duas estrelas do cenário econômico.

 

14 Indicadores Quantitativos e Qualitativos

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Indicadores

Quantitativos e Qualitativos

O

capítulo apresentará dois grandes eixos. O primeiro estará representado por três seções e tratará dos indicadores quantitativos financeiros: geração de caixa, geração de lucros e geração de retorno. O segundo eixo, representado por igual número de seções, fará uma reflexão sobre os indicadores qualitativos não financeiros: valores sociais, valores éticos e valores empresariais.

14.1 Geração de caixa

Atualmente, em especial para as pequenas empresas, o enfoque das disponibilidades medidas em termos de liquidez e capital de giro vem sendo progressivamente ampliado.

O monitoramento do fluxo de caixa encontra-se no coração da administração do capital de giro. Dinheiro está sendo constantemente bombeado através da empresa saudável.1 Também explicamos que um fluxo adequado de caixa permite à pequena empresa assumir alguns tropeços inesperados sem hesitação.

Visto pelo mesmo ângulo, a geração de caixa está diretamente associada à quantidade de dinheiro que ela consegue gerar com suas operações, à quanti-

 

15 As Demonstrações Contábeis

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As Demonstrações

Contábeis

A abordagem do capítulo sugere, primeiramente, a importância da acumula-

ção correta e completa dos dados. Nessa perspectiva, o primeiro passo acontece quando do registro dos fatos contábeis, de modo completo e em tempo oportuno; o segundo diz respeito à sumarização correta desses dados; e o terceiro passo acontece quando da adequada comunicação das informações financeiras.

É através de mecanismos contábeis próprios que os escritórios elaboram demonstrações e relatórios financeiros, uns padronizados e obrigatórios, outros moldados segundo as necessidades de cada empresa, por conseguinte, facultativos. As demonstrações contábeis obrigatórias têm seus fundamentos normativos estabelecidos no art. 176 da Lei nº 6.404/76, com as alterações propostas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09.

Como regra, citamos a resenha de três características comuns às demonstrações contábeis: (1) elas poderão ser feitas adotando-se como expressão monetária o milhar de reais; (2) as demonstrações financeiras de cada exercício social serão elaboradas com a indicação dos valores correspondentes ao exercício anterior; (3) as demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilista legalmente habilitado.

 

16 Calibrações e Refinamento

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Calibrações e Refinamento

Sob a perspectiva de calibrar e refinar a estrutura, as atividades e os resultados dos negócios de pequeno porte, dividiremos o capítulo em quatro frentes de ataque. A primeira frente estará concentrada na alavancagem operacional, financeira e geral; a segunda frente no ponto de equilíbrio em um mix de produtos e a terceira frente analisará a dinâmica do capital de giro. Rumo ao final, a quarta frente centrará a discussão nos ciclos econômico, operacional e financeiro.

16.1 O grau de alavancagem

Nesta seção abordamos o assunto em três tópicos: alavancagem financeira, alavancagem operacional e alavancagem geral ou total.

Grau de Alavancagem Financeira (GAF)

Alavancagem financeira e estrutura de capital são conceitos estreitamente relacionados. Esses conceitos ligam as decisões de financiamentos medidas pelo confronto da nova dívida versus o reflexo direto no retorno do investimento, no custo de capital de terceiros, no retorno do capital próprio e no grau de endividamento.

 

17 Desempenho e Enlaces

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Desempenho e Enlaces

Para a contextualização do universo de conhecimentos que sugerimos, neste capítulo apresentaremos os derradeiros assuntos, reservando-nos a perspectiva ambiciosa de afirmar que alcançamos os objetivos propostos.

Nessa configuração, visando atingir o equilíbrio entre teoria e pesquisa de um lado, aplicação e prática de outro lado, apresentaremos quatro seções: (1) análise do desempenho; (2) controle microempresarial; (3) monitoramento microcorporativo; e (4) proposições de enlaces.

17.1 Análise do desempenho

Para a avaliação do desempenho da microempresa, vamos reunir informações sobre as variações patrimoniais e os esforços feitos para manter tais variações aos níveis desejados. O fio do argumento nessa direção viabiliza diagnosticar, interna e comparativamente, o comportamento e a evolução da microempresa, a fim de que seja possível medir os resultados e analisar o seu desempenho.

Avaliar a performance de uma pequena empresa é estabelecer um juízo de comparação dos níveis de seu desempenho em dois mais períodos. Avaliar a performance também é comparar a pequena firma com outra empresa de tamanho similar ou com a média de desempenho do setor.

 

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