Gestão da inovação - conceitos, métricas e experiências de empresas no brasil

Autor(es): Paulo N. Figueiredo
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Em sua segunda edição, revista e ampliada, Gestão da Inovação: Conceitos, Métricas e Experiências de Empresas no Brasil se mantém como uma obra atual e totalmente atenta às particularidades do processo de inovação e desenvolvimento industrial no Brasil, sob a perspectiva de empresas. Ao mesmo tempo, o livro cobre os aspectos mais universais do tema da gestão da inovação, juntamente com a caracterização de seus processos e métricas aplicáveis à prática profissional, como exemplificam os diversos estudos de caso apresentados. Destacando-se como uma obra que parte de uma sólida fundamentação teórica para então aplicar de modo hábil essa bagagem acadêmica a contextos altamente dinâmicos e pragmáticos, Gestão da Inovação: Conceitos, Métricas e Experiências de Empresas no Brasil coloca o país no mapa da literatura especializada sobre o tema.

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Introdução

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Introdução

Este livro examina a gestão das capacidades tecnológicas, especialmente aquelas voltadas para a inovação, em nível de empresas. Em função da importância das capacidades tecnológicas inovadoras para o desempenho competitivo de empresas, demais organizações e, em última instância, de países, este livro objetiva examinar não apenas o processo pelo qual as capacidades tecnológicas são acumuladas (ou não o são) em nível de empresas ao longo do tempo. Objetiva também examinar como essas capacidades tecnológicas são criadas

(suas fontes) e seus impactos. A seguir, de maneira sucinta, são apresentadas as principais raízes intelectuais deste livro, a razão de sua importância, seu foco e modelo analítico e, por fim, a maneira como está estruturado.

Raízes intelectuais do livro

Os benefícios da acumulação de capacidades tecnológicas — especialmente para atividades de inovação, para o fortalecimento da competitividade de empresas e do progresso industrial e econômico de nações — têm sido estudados sistematicamente desde a Revolução Industrial, no século XVIII, por pensadores clássicos como Adam Smith, Stuart Mill e Alex de Toqueville. Mas foi Joseph Schumpeter que, a partir de

 

Parte I - Capítulo 1 - Capacidade Tecnológica e Inovação

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Capítulo

1

Capacidade Tecnológica e Inovação

1.1

Introdução

A fim de entendermos o papel da capacidade tecnológica e da inovação como fontes para a performance competitiva de empresas, especialmente no contexto de economias emergentes, como é o caso do Brasil, é necessário esclarecer o real significado desses temas. Isto pode parecer por demais “acadêmico”. Porém, é preciso considerar que, ao longo dos últimos anos, tem havido uso indiscriminado de certos termos

— tanto no discurso como em documentos acadêmicos, governamentais e de consultoria, relacionados com estratégias de inovação — sem uma adequada fundamentação analítica e empírica. Tal prática pode deturpar e interferir negativamente no processo de desenho e implementação de estratégias de inovação industrial, tanto em nível empresarial como governamental.

Neste livro, capacidade tecnológica consiste em um conjunto ou estoque de recursos à base de conhecimento tecnológico. É também denominada ativo cognitivo ou base de conhecimento da empresa. É com base em sua capacidade tecnológica que as empresas podem realizar atividades de produção (de bens e serviços) e de inovação. As capacidades tecnológicas, por sua vez, derivam de mecanismos de aprendizagem tecnológica. Ou seja, enquanto capacidade tecnológica é um estoque de recursos (à base de conhecimento tecnológico), a aprendizagem tecnológica é um processo que envolve vários mecanismos que captam diversos tipos de conhecimento tecnológico a partir de fontes externas e internas

 

Parte I - Capítulo 2 - Acumulação de Capacidades Tecnológicas e Aprendizagem em Empresas de Economias Emergentes: Conceitos e Métricas

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Capítulo

2

Acumulação de Capacidades Tecnológicas e

Aprendizagem em Empresas de Economias

Emergentes: Conceitos e Métricas

2.1

Introdução

Enquanto o Capítulo 1 apresentou as ideias básicas relativas aos conceitos e perspectivas sobre capacidade tecnológica e inovação, este capítulo focaliza as trajetórias de acumulação de capacidades tecnológicas em empresas de economias emergentes e os processos (ou mecanismos) de aprendizagem subjacentes a essas trajetórias tecnológicas. Ou seja, os processos ou mecanismos de aprendizagem são entendidos aqui como insumos à acumulação tecnológica em empresas. Considerando que a acumulação de capacidades tecnológicas gera impactos na performance competitiva de empresas, a aprendizagem tecnológica influencia, indiretamente, a capacidade competitiva de empresas.

Os estudos sobre competitividade empresarial tendem a ser associados ao campo da estratégia empresarial. Cabe lembrar, no entanto, que a preocupação aqui é com o papel da capacidade tecnológica e dos processos de aprendizagem na estratégia competitiva de empresas. Por isso, inicialmente, serão examinadas algumas abordagens para explicar a competitividade empresarial a partir da perspectiva de estratégia empresarial. A ideia é mostrar até que ponto certas abordagens existentes para estratégia empresarial respondem a essa questão.

 

Parte I - Capítulo 3 - Fontes para Acumulação de Capacidades Tecnológicas: O Papel dos Processos de Aprendizagem Tecnológica

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Capítulo

3

Fontes para Acumulação de Capacidades

Tecnológicas: O Papel dos Processos de

Aprendizagem Tecnológica

3.1

Introdução

No capítulo anterior, examinamos as capacidades tecnológicas. Elas são um estoque de recursos associados a conhecimento tecnológico. É por meio das capacidades tecnológicas que empresas e outras organizações, assim como países, podem realizar suas atividades relacionadas com a produção de bens e serviços e de diferentes tipos e graus de inovação em bens e serviços. As capacidades tecnológicas são construídas e acumuladas por meio de processos de aprendizagem tecnológica. Logo, enquanto as capacidades tecnológicas constituem um estoque de recursos — também chamado de ativo cognitivo ou estratégico — a aprendizagem é um processo, constituído por vários fluxos de conhecimentos externos e internos, que permitem que organizações e países acumulem suas capacidades tecnológicas.

3.2

Métricas para o Exame de

Processos de Aprendizagem

 

Parte II - Capítulo 4 - A Relação entre Aprendizagem, Capacidade Tecnológica e Performance: Experiências de Empresas de Aço

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Capítulo

4

A Relação entre Aprendizagem, Capacidade

Tecnológica e Performance: Experiências de Empresas de Aço¹

4.1

Introdução

O propósito deste capítulo é o de mostrar os impactos dos vários mecanismos de aprendizagem sobre a maneira e a velocidade de acumulação de capacidades tecnológicas e, por sua vez, o aprimoramento de indicadores de performance operacional em nível de empresas. Especificamente, o capítulo objetiva mostrar como os processos de aprendizagem podem influenciar nas diferenças entre empresas que operam no mesmo setor industrial, em termos de acumulação tecnológica e performance operacional, como representado na Figura 4.1.

O relacionamento entre essas questões — acumulação de capacidade tecnológica, mecanismos subjacentes de aprendizagem (ou fontes para acumulação de capacidades tecnológicas) e aprimoramento de performance operacional (efeitos da acumulação de capacidades tecnológicas) — será examinado ao longo de 35 e 50 anos em duas grandes empresas de aço no Brasil, respectivamente: a Companhia Siderúrgica

 

Parte II - Capítulo 5 - Implicações de Capacidades Tecnológicas e Aprendizagem para Aprimoramento de Performance: O Caso de uma Aciaria

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Capítulo

5

Implicações de Capacidades Tecnológicas e

Aprendizagem para Aprimoramento de

Performance: O Caso de uma Aciaria¹

5.1

Introdução

Este capítulo objetiva explicar como aprimoramentos significativos em indicadores de performance operacional e econômico-financeiros podem ser obtidos a partir de sistemáticos esforços na implementação de estratégias de aprendizagem para a acumulação de capacidades tecnológicas de produção e de inovação, como mostrado na Figura 5.1.

Enquanto o Capítulo 4 examinou essas questões à base de uma análise comparativa entre duas grandes empresas de aço, este capítulo coloca uma unidade operacional de uma empresa de aço (a CSN) sob o microscópio para examinar como a empresa geriu o relacionamento entre essas três questões.

De fato, um dos pontos fortes deste capítulo é mostrar os impactos (ou outcomes) gerados pelos esforços em aprendizagem e acumulação tecnológica no aprimoramento de performance. Afinal, gestores estão interessados em saber até que ponto compensam os seus esforços e investimentos em

 

Parte II - Capítulo 6 - Desenvolvimento de Capacidades Não Tecnológicas e o Papel dos Processos Subjacentes de Aprendizagem: Experiência da Petrobras

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Capítulo

6

Desenvolvimento de Capacidades Não

Tecnológicas e o Papel dos Processos

Subjacentes de Aprendizagem:

Experiência da Petrobras1

6.1

Introdução

Este capítulo examina o desenvolvimento de capacidades não tecnológicas e os processos subjacentes de aprendizagem.

Esse relacionamento é examinado na Petrobras (1957-2007)

à base de evidências empíricas de longo prazo e de primeira mão colhidas a partir de extensivo trabalho de campo. O capítulo mostra que a acumulação de capacidades não tecnológicas contribui para apoiar o aprimoramento da performance inovadora da empresa em estudo. Também ajuda-nos a expandir nosso entendimento sobre a natureza e importância das capacidades não tecnológicas. Chama a atenção dos gestores para a importância dessas capacidades que, embora não sejam de natureza técnica, não deveriam ser negligenciadas nos esforços gerenciais para o aprimoramento de performance inovadora em âmbito empresarial.

 

Parte II - Capítulo 7 - O Alcance de Liderança Tecnológica Internacional: O Caso do Complexo Reflorestamento, Celulose e Papel

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Capítulo

7

O Alcance de Liderança Tecnológica

Internacional: O Caso do Complexo

Reflorestamento, Celulose e Papel

7.1

Introdução

Como mostrado no Capítulo 2, as trajetórias tecnológicas de empresas de economias em desenvolvimento (empresas latecomers) podem tomar direções variadas. Este capítulo examina uma experiência de ultrapassagem tecnológica. Ou seja, ao realizar uma mudança qualitativa na trajetória tecnológica existente, dominada por empresas inovadoras já estabelecidas — localizadas em países tecnologicamente avançados

—, a empresa latecomer inaugura uma trajetória tecnológica variante. Isto lhe permite ultrapassar empresas líderes e assumir, juntamente com estas, uma posição de liderança na fronteira internacional de inovação. É este movimento de trajetória tecnológica que será examinado neste capítulo, por meio da impressionante experiência das principais empresas dos setores de celulose e de papel no Brasil de 1950 a 2006.

 

Parte II - Capítulo 8 - Acumulação de Capacidades Tecnológicas e Aprimoramento de Performance Operacional: Evidências de uma Empresa da Indústria Química

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Capítulo

8

Acumulação de Capacidades Tecnológicas e

Aprimoramento de Performance

Operacional: Evidências de uma Empresa da Indústria Química1

8.1

Introdução

A despeito da profusão de estudos sobre a natureza e causas da acumulação de capacidades tecnológicas em empresas de economias em desenvolvimento, menos atenção tem sido dada às consequências da acumulação de capacidades tecnológicas para o aprimoramento de sua performance operacional. Este capítulo aborda o processo de acumulação de capacidades tecnológicas e suas implicações para o aprimoramento de performance operacional em uma empresa da indústria química no Brasil (1980-2007). As evidências indicam que os esforços para acumulação de capacidades tecnológicas, especialmente para atividades inovadoras, permitiram à empresa aprimorar sua performance operacional, em termos de indicadores técnicos e, ainda que indiretamente, em termos de indicadores comerciais. O estudo chama a atenção de gestores para a importância da gestão e medição de uma multiplicidade de capacidades tecnológicas na empresa, assim como alerta para a importância das atividades inovadoras em nível de empresa, à base de engenharia, que são normalmente negligenciadas nas políticas públicas.

 

Parte II - Capítulo 9 - Acumulação de Capacidade Tecnológica em Organizações de Serviços Intensivos em Conhecimento

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Capítulo

9

Acumulação de Capacidade Tecnológica em

Organizações de Serviços Intensivos em

Conhecimento

9.1

Introdução

O presente caso examina o desenvolvimento de capacidades tecnológicas em uma amostra de 18 dos principais institutos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) brasileiros, públicos e privados, orientados para apoiar atividades tecnológicas inovadoras em empresas e outras organizações, especialmente no setor de tecnologias da informação e da comunicação no

Brasil. Especificamente, este capítulo examina a trajetória de acumulação de capacidades para funções tecnológicas específicas e as fontes para a acumulação de tais capacidades, isto

é, os vários mecanismos de aprendizagem tecnológica. No que diz respeito às fontes para a construção de capacidades tecnológicas serão: (i) os mecanismos intraorganizacionais de aprendizagem e (ii) os mecanismos de aprendizagem interorganizacionais, ou seja, as ligações dos institutos estudados com empresas e outras organizações do sistema de inovação (p. ex., universidades, laboratórios, centros de treinamento e outros institutos de pesquisa), como representado pelo foco do capítulo na Figura 9.1.

 

Parte II - Capítulo 10 - Acumulação de Capacidades Inovadoras em Empresas de software no Brasil

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Capítulo

10

Acumulação de Capacidades Inovadoras em Empresas de Software no Brasil1

10.1

Introdução

Este capítulo objetiva mostrar, com adequado grau de detalhe e cobertura de longo prazo, como as estratégias de aprendizagem tecnológica implementadas em nível de empresas podem impactar a maneira e a velocidade com que acumulam suas capacidades tecnológicas. A associação entre essas questões é o foco desde capítulo e está representada na Figura 10.1.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de

Software (ABES) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o mercado brasileiro de software e serviços atingiu em 2012 um faturamento de US$ 27,1 bilhões. O segmento de software foi responsável por uma receita de US$ 9,668 bilhões enquanto os serviços responderam por US$ 17,5 bilhões. O Brasil se posiciona como o sétimo maior mercado de software do mundo. Estima-se que em 2015 o Brasil poderá abrigar mais de 500 mil desenvol-

 

Parte II - Capítulo 11 - Aprendizagem e Acumulação de Capacidades Tecnológicas Inovadoras em uma Subsidiária de Empresa Multinacional de Tecnologia da Informação e Comunicação

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Capítulo

11

Aprendizagem e Acumulação de

Capacidades Tecnológicas Inovadoras em uma Subsidiária de Empresa Multinacional de Tecnologia da Informação e

Comunicação¹

11.1

Introdução

Este capítulo aprofunda o exame do tema do capítulo anterior ao ilustrar a intensificação da decomposição internacional do processo de inovação no setor de tecnologias da informação e comunicação (TICs). De fato, a partir do final dos anos

1990, tem havido uma intensificação do engajamento de subsidiárias de empresas multinacionais em atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Este processo reflete, de um lado, um fortalecimento da capacidade de inovação dos países nos quais se localizam as subsidiárias das EMNs, isto

é, seu sistema nacional de inovação. De outro lado, reflete as iniciativas independentes para construção e acumulação de capacidades inovadoras empreendidas pela subsidiária.

Neste sentido, este capítulo alinha-se também aos argumentos de capítulos anteriores, que mostraram evidências de estratégias locais e proativas de inovação por parte das subsidiárias de empresas multinacionais no Brasil. Ou seja, acumulação de capacidades tecnológicas inovadoras nessas empresas não ocorre automaticamente como mera consequência da internacionalização da inovação ou decorrência das estratégias corporativas globais dessas empresas. A acumulação de capacidade tecnológica inovadora — e, consequentemente, a projeção da subsidiária no seu grupo internacional

 

Parte II - Capítulo 12 - A Experiência de Empresas de Eletrônica de Consumo, Motocicletas e Bicicletas

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Capítulo

12

A Experiência de Empresas de Eletrônica de Consumo, Motocicletas e Bicicletas1

12.1

Introdução

O propósito deste capítulo é o de examinar o processo de acumulação de capacidades tecnológicas (com ênfase na maneira e velocidade dessa acumulação) ao longo de diferentes modelos de industrialização no Brasil: do modelo à base de substituição de importações ao modelo à base de economia aberta. Diferentemente do capítulo anterior, neste capítulo a ênfase recai sobre um conjunto de empresas baseadas em produtos (eletrônica de consumo, motocicletas e seus fornecedores). Além de examinar a trajetória de acumulação tecnológica dessas empresas, este capítulo escrutina as principais estratégias de aprendizagem tecnológica usadas pelas empresas para construir e acumular suas capacidades tecnológicas para atividades de produção e de inovação ao longo do período de 1970 a 2006, como representado de maneira simplificada na Figura 12.1.

FIGURA 12.1

Ademais, as empresas aqui examinadas localizam-se no

 

Parte II - Capítulo 13 - Estratégias de Aprendizagem Tecnológica em uma Empresa Multinacional de Bens de Capital

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Capítulo

13

Estratégias de Aprendizagem Tecnológica em uma Empresa Multinacional de

Bens de Capital¹

13.1

Introdução

Este capítulo mostra como uma subsidiária de uma empresa multinacional (EMN), que opera no Brasil desde o início da década de 1980, geriu seus vários mecanismos de aprendizagem para acumular níveis elevados de capacidade tecnológica, ao longo do período de 1980 a 2000. Este foco do capítulo está representado na Figura 13.1.

Assim como os demais capítulos deste livro, este dá grande ênfase à dinâmica do processo de acumulação tecnológica por examinar, de maneira sistemática, a velocidade

(tempo, em número de anos) que a empresa leva para mover-se através de níveis inovadores de capacidade tecnológica.

Esta é uma questão crucial em termos de Gestão da Inova-

FIGURA 13.1

ção. De nada adianta dizermos que o processo de acumulação tecnológica é demorado e que envolve vários anos de esforços em aprendizagem. Afinal, gestores querem saber quanto tempo terão que esperar para obter os resultados, em termos de obtenção de capacidade para inovar (em processos, produtos etc.) e, consequentemente, melhoria em performance. Este tipo de estudo contribui para gerar uma resposta prática nesta direção.2

 

Parte II - Capítulo 14 - Os Benefícios da Dualidade no Uso de Fontes de Conhecimento para a Acumulação de Capacidades Tecnológicas Inovadoras em Subsidiárias de Multinacionais

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Capítulo

14

Os Benefícios da Dualidade no Uso de Fontes de Conhecimento para a Acumulação de

Capacidades Tecnológicas Inovadoras em

Subsidiárias de Multinacionais1

14.1

Introdução

Este capítulo examina o processo pelo qual subsidiárias de empresas multinacionais (EMNs) acumulam suas capacidades tecnológicas inovadoras por meio do uso dual de fontes de conhecimentos. Como sabemos, subsidiárias de EMNs podem fazer uso de duas importantes fontes de conhecimento: sua rede corporativa, composta pela empresa-mãe e subsidiárias-irmãs, e a rede local que envolve, por exemplo, fornecedores e usuários locais, centros de treinamento, institutos de pesquisa e universidades do país hospedeiro. O uso dual de fontes de conhecimento significa fazer uso simultâneo da rede corporativa e da rede local de organizações no intuito de obter conhecimento para acumulação de capacidades tecnológicas.

O exame deste tema relaciona-se a esforços em pesquisa para aprofundarmos nosso entendimento sobre o processo de acumulação de capacidades tecnológicas inovadoras em subsidiárias de empresas multinacionais no Brasil em vários setores industriais, entre eles a indústria eletrônica. A partir da década de 1990 foi implementada uma nova política industrial para fomentar atividades inovadoras e competitividade da indústria de tecnologia da informação e comunicação (TIC) no Brasil. Esta política foi implementada em meados de 1990 para oferecer incentivos fiscais para que as empresas apostem na inovação, particularmente aquela que fez uso de ligações com organizações locais. A política tornou-se conhecida como a “Lei das TICs”. A fim de obter seus benefícios fiscais, as empresas relacionadas com as TICs foram obrigadas a investir pelo menos 2,3 % de suas receitas na promoção de ligações relacionadas com a inovação com universidades e institutos de pesquisa no Brasil. As empresas têm a opção de não realizar tais investimentos, mas simples1

 

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