Metodologias Pesquisa em Ciências - Análise Quantitativa e Qualitativa, 2ª edição

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Todo estudante, de graduação ou pós-graduação, irá se deparar com a necessidade de entender e aplicar metodologia científica em seus trabalhos. Metodologias de Pesquisa em Ciências: Análises Quantitativa e Qualitativa foi elaborado justamente para desmistificar possíveis “medos” e apresentar o tema de uma forma de fácil entendimento e acessível a todos. A obra ensina como fazer o planejamento, a estrutura e execução do trabalho científico; como usar referências e citações; como montar e defender um trabalho de conclusão de curso; dicas para a divulgação dos resultados das pesquisas, além de descrever os principais delineamentos quantitativos e qualitativos, com exemplos de pesquisas em seus capítulos. Os autores defendem que a obra é capaz de despertar nos leitores o desejo de produzir uma pesquisa científica, mostrando conceitos e técnicas, de modo simples e didático. O livro-texto encoraja estudantes de todos os níveis a entenderem como a metodologia funciona e como ela pode ser simples quando aprendida de maneira correta. Esta segunda edição – revista e ampliada –, objetiva, ainda, aproximar estudantes do “fazer ciência” e redescobrir, sob outra perspectiva, esse importante tema.

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PARTE I – 1 - OS DILEMAS DO PRESENTE

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1

C apítulo

Os dilemas do presente

DINAEL CORRÊA DE CAMPOS

Conhece-te a ti mesmo.

Oráculo de Delfos, 1000 a.C.

Ao escrevermos sobre o papel da Ciência, ou, mais precisamente, sobre o papel que é delegado

à Ciência na contemporaneidade, temos que voltar nosso olhar primeiro para a Antiguidade para que, ao aprofundarmos o olhar sobre as fontes do passado, possamos adquirir outra visão e uma nova tomada de consciência para lidarmos com os dilemas atuais.

Iniciamos então pelo dilema mais antigo que a humanidade conhece — as três perguntas clássicas: quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? O fato é que o Homem busca através dos tempos essas respostas para a sua existência.

Como pesquisadores, nos propomos entender o discurso do Outros, estando em um lugar privilegiado da observação, temos que ter clareza de que nosso compromisso com a produção científica é muito grande. Temos que ter claro que toda produção científica interfere no cotidiano das pessoas, que buscam se livrar do incomensurável mal-estar de que julgam estar possuídas, e que pode estar levando a humanidade a um estado de distopia.

 

PARTE I – 2 - INICIANDO UMA PESQUISA: DICAS PARTE I – DE PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO

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C apítulo

Iniciando uma pesquisa: dicas de planejamento e execução

MAKILIM NUNES BAPTISTA, PAULO ROGÉRIO MORAIS E DINAEL CORRÊA DE CAMPOS

Este capítulo reunirá as experiências de três profissionais que trabalham diretamente com orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso, os tão temidos, amados e/ou odiados TCCs, e fornecerá dicas e alguns “macetes” que poderão ser úteis para aqueles que estão iniciando sua vida como pesquisadores.

Quase todos os alunos de graduação em Psicologia, e também de outras áreas, têm seu primeiro contato com a produção de uma pesquisa segundo o rigor científico quando fazem o seu primeiro TCC. Para alguns, tal atividade é realizada com entusiasmo e satisfação, mas para uma parte dos alunos o TCC é motivo de insônia, discussões com colegas e com o orientador, e é realizado somente como mais uma das muitas exigências da vida acadêmica. A crítica que os autores fazem

é que muitos acadêmicos veem a realização do TCC como mais uma “matéria” que eles têm de cumprir para tirar nota, não dando a si mesmos a oportunidade de aprender e estudar com prazer.

 

PARTE I – 3 - CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE REFERÊNCIAS E CITAÇÕES

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C apítulo

Conhecimentos básicos sobre referências e citações

ADRIANA CRISTINA BOULHOÇA SUEHIRO E EVELY BORUCHOVITCH

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

A necessidade de se comunicar é inerente ao ser humano. Desde os tempos mais remotos, “passar” uma informação, “contar” sobre os acontecimentos, “dar” notícias se faziam exclusivamente pela tradição oral, através dos arautos, dos contadores de história, que, na maioria das vezes, relatavam os fatos sem a preocupação de mencionar sua origem ou fonte. Com o surgimento da linguagem escrita, a especialização e o aprofundamento das ciências em torno do universo humano, no entanto, tornaram o registro das mensagens mais permanente e deram lugar de destaque

às atividades gráficas, já que se tornou impossível transmitir pela fala todos os conhecimentos adquiridos pela humanidade. Assim, o surgimento dessas atividades e a intensificação da veiculação de informações por meio delas, especialmente a partir do século XIX, sobretudo com o advento da Internet, tornaram cada vez mais necessária a citação dessas fontes de informação como forma de consulta e verificação dos acontecimentos descritos.

 

PARTE I – 4 - CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO: OPERACIONALIZANDO CONSTRUTOS PARA PESQUISA

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4

C apítulo

Construção de instrumentos de avaliação: operacionalizando construtos para pesquisa

LUCAS DE FRANCISCO CARVALHO E RODOLFO AUGUSTO MATTEO AMBIEL

Quando o estudante ou profissional de Psicologia se depara com a necessidade de realizar uma pesquisa, algumas decisões são demandadas. Por exemplo, deve-se definir o objetivo, se pensar nas hipóteses e delimitar a amostra, além de cuidar dos procedimentos éticos. Seguindo essa lógica, um dos aspectos importantes ao se planejar uma pesquisa é a decisão pelo instrumento que o pesquisador usará para coletar os dados.

O instrumento de coleta de dados é uma parte essencial do delineamento de uma pesquisa, uma vez que os resultados que serão reportados como contribuições ao conhecimento sobre determinado assunto derivam diretamente das informações levantadas junto à amostra. Em outras palavras, ainda que um pesquisador componha uma introdução teórica detalhada e aprofundada, que os objetivos e as hipóteses sejam promissoras acerca da contribuição do trabalho à ciência e que os participantes sejam selecionados com base em critérios claros e muito bem definidos, se o instrumento de coleta de dados não for capaz de levantar os dados de forma eficiente e segura, os resultados serão, irreversivelmente, frágeis.

 

PARTE I – 5 - COMPOSIÇÃO DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)

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5

C apítulo

Composição de um trabalho de conclusão de curso (TCC)

IRIA APARECIDA STAHL MERLIN E MARINA STAHL MERLIN

HISTÓRICO E DEFINIÇÃO

O uso do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi regulamentado pela Resolução n.º 11/84 do Conselho Federal de Educação com o intuito de proporcionar maior aprofundamento de um tema ao aluno. Este capítulo tratará especificamente de vários aspectos do TCC, do qual a monografia é um dos formatos. É um trabalho geralmente interdisciplinar, realizado no final de um curso para demonstrar o conhecimento adquirido. Cada instituição e cada curso fazem a escolha do trabalho final que seu aluno deverá fazer. A temática estudada no currículo acadêmico pode gerar um trabalho de pesquisa e tornar-se um relatório, um paper, artigo científico, relatório de estágio, trabalho de graduação interdisciplinar (TGI) ou monografia.

A Monografia é o tipo de trabalho mais comumente utilizado nos níveis de educação superior, e se refere a todo trabalho científico que aborda apenas um assunto ou problema, conduzindo o pesquisador a olhar e pensar realidades comuns a partir de uma apropriação de conhecimento. Essa forma de trabalho tem sido exigida como necessária para a concretização e formalização da escolaridade superior, iniciando o estudante no caminho da pesquisa (Sampierre, Collado e Lucio, 2013).

 

PARTE I – 6 - RELAÇÃO ENTRE METODOLOGIA E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

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Relação entre metodologia e avaliação psicológica

ANA PAULA PORTO NORONHA E MAKILIM NUNES BAPTISTA

COMO CORTAR UMA LARANJA COM UM GARFO?

O título deste capítulo remete a uma questão muito comum em pesquisa de campo em Psicologia, ou seja, até que ponto o fenômeno que se deseja estudar realmente é avaliado pelo instrumento que está sendo proposto? Ou ainda, será que a metodologia usada permitirá responder ao objetivo? Muitos pesquisadores, não necessariamente iniciantes, podem, por falta de conhecimento em avaliação psicológica (AP), planejar uma pesquisa de forma correta, definir os objetivos e as hipóteses, realizar uma busca bibliográfica minuciosa, planejar os participantes e os procedimentos, sem, no entanto, fazer uso de um instrumento (questionário, inventário, teste, entre outros) que tenha qualidades psicométricas para realmente avaliar o fenômeno proposto pelos objetivos da pesquisa. Nesse sentido, ao ignorar este fato, o pesquisador pode condenar não só a sua pesquisa, mas anos de estudo sobre um determinado tema, na medida em que utiliza um instrumento inadequado para aquilo a que se propôs. Essa última consideração, de alguma forma, pretende justificar o título do capítulo, ou seja, procedendo dessa forma, o pesquisador estará tentando “cortar uma laranja com um garfo”, pois, ele possui um objetivo específico, mas se utiliza de uma ferramenta inadequada para tal objetivo. A proposta é apresentar algumas considerações a respeito da avaliação psicológica, mais especialmente das qualidades que atestam a cientificidade dos instrumentos de medida, bem como algumas questões sobre a formação do psicólogo na

 

PARTE I – 7 - APRESENTANDO SUA PESQUISA: DICAS PARA A DEFESA DO TCC

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C apítulo

Apresentando sua pesquisa: dicas para a defesa do TCC

DINAEL CORRÊA DE CAMPOS, MAKILIM NUNES BAPTISTA E PAULO ROGÉRIO MORAIS

Após meses de preparação, talvez até anos, você se encontra agora na reta final para a conclusão do seu trabalho de curso: a defesa dele (aleluia!). Sim, como abordado em outras partes deste livro, nenhuma pesquisa tem sentido se não for divulgada para a comunidade, e um meio de divulgação

é a defesa pública de seu trabalho, de suas ideias.

O dia da defesa, comumente, é um dia de muito nervosismo, em que muitos acadêmicos chegam a beirar a histeria, de tanta preocupação e ansiedade. Nossa primeira dica é esta: calma. De nada vai adiantar você querer adivinhar o que a banca, formada por professores capacitados, perguntará, ou mesmo quais “pegadinhas” farão para você, ou pensar que todas as perguntas serão difíceis, que a banda está lá para “ferrar” e coisas do gênero. Nada disso. O momento da defesa do TCC é o momento em que você defenderá suas ideias e seus objetivos, estudados e amplamente debatidos por você ao longo de todo o trabalho, ou seja, conteúdo que você e seu grupo dominam, pois o estudaram durante meses. Assim, só irão falar do que conhecem.

 

PARTE I – 8 - DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS DE UMA PESQUISA E DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

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C apítulo

Divulgação dos resultados de uma pesquisa e disseminação do conhecimento científico

PAULO ROGÉRIO MORAIS E MAKILIM NUNES BAPTISTA

O fazer científico é uma das muitas atividades humanas que se caracteriza por reuniões, associações e publicações que permitem que um conhecimento específico seja compartilhado por um número maior de indivíduos. Os avanços técnicos alcançados pela espécie humana só foram possíveis a partir da atividade intrinsecamente interdependente de indivíduos que, em diversos locais do planeta e ao longo de toda a história humana, buscaram compreender os diferentes aspectos da realidade e foram capazes de comunicar os seus achados de maneira clara, objetiva, imparcial e honesta aos outros indivíduos com interesses semelhantes.

Realizar um rigoroso planejamento, fazer uma exaustiva revisão de literatura e empregar métodos adequados para a coleta dos dados e análise dos resultados são etapas importantíssimas para a realização de uma pesquisa científica. No entanto, não é exagero afirmar que o trabalho científico só está realmente ‘pronto’ quando os pesquisadores compartilham o conhecimento produzido e dispõem seus dados e métodos à rigorosa apreciação cética dos outros pesquisadores.

 

PARTE II – 9 - DELINEAMENTO DE LEVANTAMENTO OU SURVEY

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Delineamento de levantamento ou survey

SANDRA LEAL CALAIS

A pesquisa científica exige um conhecimento amplo do cientista (pesquisador) sobre o fazer científico, que se distingue do fazer popular. O método científico avalia as afirmações sobre a natureza do fenômeno, por meio de um conjunto de regras críticas, de maneira que outros possam replicar ou refutar tais asserções (Cozby, 2003).

Sempre que se tem um objeto de pesquisa, há a necessidade de, além da pergunta inicial (o que se deseja pesquisar), utilizar uma forma adequada de coleta de dados. Essa forma deve ser a mais adequada ao objetivo de investigação para que não ocorram distorções ao final do trabalho.

Na investigação científica, encontram-se dados que podem ser quantificados e outros que podem ser analisados de forma qualitativa. Por exemplo, quando se têm medidas fisiológicas de resposta de estresse, como sudorese e diurese, pode-se quantificá-las por meio de aparelhagem específica.

 

PARTE II – 10 - DELINEAMENTO CORRELACIONAL: DEFINIÇÕES E APLICAÇÕES

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Delineamento correlacional: definições e aplicações

FABIÁN JAVIER MARÍN RUEDA E CRISTIAN ZANON

Delineamento diz respeito ao planejamento prévio das etapas de realização de um processo. No caso de uma pesquisa, o delineamento deve considerar o(s) objetivo(s) pretendido(s) e traçar um plano metodológico com o objetivo de verificá-lo(s). De forma geral, há dois grandes padrões de pesquisa (descritivo e experimental), que, por sua vez, podem ser subdivididos em dois tipos de delineamento. No caso da pesquisa descritiva, tem-se os delineamentos de levantamento e correlacional, enquanto a pesquisa experimental inclui os delineamentos experimental e quase experimental. A grande diferença entre a pesquisa descritiva e a experimental é que a primeira não procura nexo causal, enquanto o segundo tipo tem o interesse em procurar relação causa-efeito.

No caso do delineamento correlacional, objeto deste capítulo, é importante destacar que é provavelmente o mais utilizado não só na Psicologia, mas nas Ciências Sociais de forma geral. Pesquisadores utilizam esse tipo de delineamento ao trabalhar com diversos construtos e áreas de interesse na Psicologia, considerando que um de seus objetivos é avaliar relações entre variáveis e o grau de associação entre determinados construtos. Por exemplo: qual a relação entre o desempenho em uma prova de atenção e a idade das pessoas? Qual a associação entre o desempenho em um teste de inteligência e um teste de memória?

 

PARTE II – 11 - DELINEAMENTO DE CASO-CONTROLE

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Delineamento de caso-controle

ALTEMIR JOSÉ GONÇALVES BARBOSA, MARINA MERLIM E MAKILIM NUNES BAPTISTA

As pesquisas do tipo caso-controle têm sido amplamente utilizadas por pesquisadores de várias áreas do conhecimento, especialmente das ciências da saúde. Medicina, educação física, fisioterapia, farmácia e psicologia representam uma amostra de áreas que têm se beneficiado com esse tipo de estudo.

Para ilustrar a importância do delineamento de caso-controle para as ciências da saúde e seu desenvolvimento ao longo do tempo, foi feita uma busca1 por publicações indexadas pela base de dados MEDLINE2 que têm no título o termo “caso-controle” (Figura 11.1). Foram recuperados 7.061 títulos, especialmente artigos de pesquisa. Ressalta-se que o número de indexações salta para mais de 63.000 se se considerar a aparição desse termo em todos os campos indexados (p. ex., resumo).

Figura 11.1: Distribuição temporal dos títulos indexados (1967–2003) na base de dados MEDLINE que têm o termo “caso-controle”.

 

PARTE II – 12 - DELINEAMENTO DE COORTE

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Delineamento de coorte

FRANCISCO B. ASSUMPÇÃO JR.

INTRODUÇÃO

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Um estudo epidemiológico tem por objetivos descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas; proporcionar dados essenciais para o planejamento, a execução e a aplicação de ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como estabelecer prioridades e identificar fatores etiológicos das enfermidades. Podemos assim dizer que a Epidemiologia pode ser definida como “o estudo das distribuições e dos determinantes dos estados de saúde nas populações humanas” (MacMahon,1975). Dessa maneira, estabelece diferentes categorias de estudos visando à determinação dos coeficientes de incidência e prevalência e suas correlações sociodemográficas e, assim, oferece índices de caráter descritivo; busca associações consistentes entre fatores causais e enfermidades, identificando fatores de risco e, assim, é de natureza analítica; e elabora estudos sistemáticos dessas associações por meio de experimentos controlados, planificando e executando estudos epidemiológicos experimentais.

 

PARTE II – 13 - DELINEAMENTO QUASE EXPERIMENTAL

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Delineamento quase experimental

ACÁCIA APARECIDA ANGELI DOS SANTOS

Neste capítulo, falaremos sobre outro delineamento de pesquisa que tem vários pontos em comum, como será apresentado no Capítulo 14, auxiliando você a fazer a distinção entre os dois e decidir quando usar um ou outro. Vamos procurar trazer os conceitos e incluir exemplos que favoreçam a compreensão de como se dá a pesquisa denominada “quase experimental”. Ao final, apresentaremos um exemplo que trará todos os passos necessários para o desenvolvimento de um delineamento desse tipo. Na psicologia é muito comum o seu emprego, como você perceberá ao estudar o delineamento experimental, pois nossas condições de trabalho nem sempre permitem o controle de variáveis, que é indispensável para executarmos uma pesquisa experimental, cumprindo as exigências intrínsecas à sua realização. Da mesma forma que no capítulo seguinte, os termos mais importantes aparecerão destacados, para chamar sua atenção quando você escolher este delineamento para montar um projeto de pesquisa.

 

PARTE II – 14 - DELINEAMENTO EXPERIMENTAL

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Delineamento experimental

MAKILIM NUNES BAPTISTA E PAULO ROGÉRIO MORAIS

Neste capítulo os autores tentarão explicar, de forma simples, como desenvolver um delineamento experimental, definindo e utilizando primeiramente exemplos simples por pontos de explicação para depois criar um exemplo completo do que se deve pensar para o desenvolvimento de uma pesquisa experimental. Diversos conceitos precisam ser explorados antes da exemplificação para que o profissional ou aluno possam ir criando intimidade com os conceitos ou fixá-los de forma mais efetiva. Mesmo que você já tenha certa familiaridade com o delineamento em questão, não custa testar seus conhecimentos, para verificar se não esqueceu de nada no planejamento de uma pesquisa. Os termos mais importantes, no decorrer do capítulo, estão em negrito para que você se lembre deles na execução de qualquer planejamento de pesquisa.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO DELINEAMENTO EXPERIMENTAL

Delineamentos experimentais não precisam necessariamente ocorrer dentro de um laboratório; eles podem ocorrer também em situações do cotidiano. A pesquisa experimental, também chamada de ensaio clínico randomizado nas ciências médicas (clinical trial), tem a pretensão de estabelecer relações de causa-efeito, geralmente em condições ideais. Isso quer dizer que é o único delineamento que realmente pode demonstrar que uma mudança em uma variável X provocou uma mudança previsível e pré-planejada em outra variável Y, podendo-se considerar o delineamento mais complexo e minucioso de ser planejado, exigindo do pesquisador uma vasta experiência em pesquisa, bem como um profundo conhecimento do problema a ser pesquisado. Os ensaios clínicos controlados randomizados podem ser considerados um dos métodos de pesquisa mais avançados, com maior desenvolvimento no século XX, considerado um estudo de intervenção prospectivo.

 

PARTE II – 15 - A IMPORTÂNCIA DA REVISÃO SISTEMÁTICA NA PESQUISA CIENTÍFICA

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A importância da revisão sistemática na pesquisa científica

LUCIANA XAVIER SENRA E LÉLIO MOURA LOURENÇO

O presente capítulo analisa a importância das várias formas e facetas da revisão sistemática de literatura na elaboração de material acadêmico científico. Diferentemente de uma revisão de literatura tradicional, a revisão sistemática de literatura estabelece um processo formal para conduzir a investigação, evitando, assim, a introdução de vieses da revisão de literatura informal, ou seja, dando mais confiabilidade a um novo protocolo de pesquisa.

A revisão sistemática é uma revisão de literatura científica, com objetivo pontual, que utiliza uma metodologia padrão para encontrar, avaliar e interpretar diversos estudos relevantes disponíveis para uma questão particular de pesquisa, área do conhecimento ou fenômeno de interesse, que representa o atual conhecimento sobre a intervenção ou fator de exposição no momento da realização da revisão sistemática. É um recurso importante da prática baseada em evidências, que consiste em uma forma de síntese dos resultados de pesquisas relacionados a um problema específico. Nesse sentido, utiliza um processo de revisão de literatura abrangente, imparcial e reprodutível, que localiza, avalia e sintetiza o conjunto de evidências dos estudos científicos.

 

PARTE II – 16 - MODELOS ANIMAIS E PESQUISA EXPERIMENTAL EM PSICOLOGIA

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Modelos animais e pesquisa experimental em Psicologia

PAULO ROGÉRIO MORAIS E MAKILIM NUNES BAPTISTA

Se você é estudante ou um profissional da Psicologia, muito provavelmente a primeira imagem que vem à sua cabeça quando pensa em experimentos utilizando animais são os clássicos ratos albinos utilizados quase invariavelmente nas aulas de Psicologia Experimental ou de Análise Experimental do Comportamento. No entanto, a experimentação com animais não humanos1 vai muito além dos ratos confinados na caixa de Skinner.

Muito do conhecimento existente atualmente nas mais diversas áreas de saúde foi obtido graças ao emprego criterioso de animais nos mais diversos tipos de estudo. Embora o emprego de animais em pesquisas psicológicas tenha se popularizado com os trabalhos de Darwin, Thorndike e Pavlov na segunda metade do século XIX, e com os de Skinner no início do século XX, já na Grécia antiga tanto o comportamento quanto a anatomia eram estudados com o uso de animais. De acordo com Paixão (2001), existem registros de que Aristóteles (384-322 a.C.) tenha dissecado mais de 50 espécies diferentes de animais, e por isso é considerado o pai da anatomia comparada. Timo-Iaria

 

PARTE II – 17 - ESTATÍSTICA E DELINEAMENTOS DE PESQUISA

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Estatística e delineamentos de pesquisa

CLAUDETTE MARIA MEDEIROS VENDRAMINI

HISTÓRICO DA ESTATÍSTICA

Desde a Antiguidade as técnicas estatísticas atendem à necessidade da sociedade de tomar decisões com base em levantamentos de dados numéricos sobre os recursos humanos e econômicos disponíveis na sociedade. Com a finalidade de construir pirâmides, Heródoto, em 3050 a.C., solicitou um levantamento desses recursos que estavam disponíveis no Egito. Para saber sobre as terras que eram propriedade da Igreja, Pipino, no ano 758, realizou um levantamento estatístico de dados. Na Inglaterra, foram analisados dados sobre saúde pública, nascimentos, mortes e comércio. Nesse tipo de levantamento, distinguiram-se John Graunt (1620-1674) e William Petty

(1623-1687), que procuraram leis quantitativas para traduzir fenômenos sociais e políticos. No mesmo século XVII, surgiu o desenvolvimento do cálculo das probabilidades (Departamento de

Estatística da UFRN, 2004).

 

PARTE III – 18 - UM OLHAR QUALITATIVO SOBRE A CONTEMPORANEIDADE

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Um olhar qualitativo sobre a contemporaneidade

DINAEL CORRÊA DE CAMPOS

E vida vai tecendo laços, quase impossíveis de romper, tudo que amamos são pedaços, pedaços do nosso próprio ser.

Popular

A liberdade consiste em conhecer os cordéis que nos manipulam.

Spinosa

Custa muito ser autêntico, porque se é mais autêntico quanto mais se parece com o que sonhou para si mesmo.

Almodóvar

INTRODUÇÃO

Antes de dar início ao debate sobre Metodologia e Análise Qualitativa em Ciências, acredito ser necessário que primeiro apresente a você, leitor, o que considero contemporaneidade e o porquê de optar por fazer pesquisa pela metodologia qualitativa.

Acredito que a contemporaneidade se configura, sobremaneira, como um momento ímpar para a evolução da humanidade e, mais ainda, para o desenvolvimento da saúde mental.

É urgente que façamos Ciência, mas que saibamos quem é o sujeito, o objeto da nossa pesquisa e em que situação se encontra.

 

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