Psicologia Social, 8ª edição

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Psicologia Social se propõe a desenvolver no estudante um olhar crítico e analítico sobre sua própria realidade. Por meio de uma linguagem cativante, amena e leve, esta obra busca desconstruir conceitual e metodologicamente muitos dos comportamentos de raiz social, como o preconceito, a atração interpessoal, a agressão e o estereótipo – normalmente naturalizados e dificilmente problematizados sem um aparato teórico de análise.
Esta oitava edição apresenta novas perguntas-foco listadas no início e retomadas no resumo, ao final de cada capítulo. Há também exemplos e referências atuais em um texto envolvente que demonstra o cuidado didático dos autores na exposição dos conteúdos. Contando com propostas de exercícios e exemplos de aplicação em pesquisas e contextos concretos de intervenção, Psicologia Social é uma obra atual e sumamente necessária para a formação em Ciências Sociais e Psicologia.

 

17 capítulos

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CAPÍTULO 1 - Introdução à Psicologia Social

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1

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Introdução à Psicologia Social

10/12/2014 13:50:40

A

função do psicólogo consiste em tentar compreender e predizer o com‑ portamento humano. Diferentes tipos de psicólogos realizam esse trabalho de diversas maneiras, e, neste livro, vamos tentar mostrar como os psicólogos so‑

ciais o fazem. Vamos começar com alguns exemplos do comportamento humano. Alguns podem parecer importantes, outros, triviais, e um ou dois, assustadores. Para o psicólogo social, todos são interessantes. Nossa esperança é a de que, ao terminar de ler este livro, você considere esses exemplos tão fascinantes quanto nós.

• Abraham Biggs Jr., de 19 anos, vem participando de um fórum de discussão online há dois anos. Infeliz sobre o futuro e sobre um relacionamento que terminara, Biggs gravou um depoimento afirmando que cometeria suicídio. Tomou uma overdose de drogas e conectou‑se a uma transmissão de vídeo ao vivo de seu quarto. Nenhuma das centenas de pessoas que o observavam havia chamado a polícia mesmo após 10 horas; alguns ainda o incitaram a continuar. Os paramédicos não chegaram a tempo, e Biggs morreu.

 

CAPÍTULO 2 - Metodologia: Como os Cientistas Sociais Fazem Pesquisa

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Metodologia 

Como os Cientistas Sociais Fazem Pesquisa

10/12/2014 13:50:16

N

a atual era da informação, em que praticamente tudo pode ser encon‑ trado na internet, a pornografia está mais acessível que nunca. Uma pesquisa descobriu que um quarto de todos os empregados com acesso à Inter‑

net visita sites pornográficos durante o expediente (“The Tangled Web of Porn”, 2008).

Assim, é importante questionar se a exposição à pornografia tem efeitos prejudiciais. É possível, por exemplo, que assistir a sexo explícito aumente a probabilidade de os homens se tornarem violentos sexualmente?

Ambos os lados dessa questão vêm sendo bastante discutidos. A jurista Catharine

MacKinnon (1993) argumenta que a “pornografia é a preparação perfeita — ao mesmo tempo motivadora e instrutiva — para (...) cometer atrocidades sexuais” (p. 28). Em 1985, um grupo de especialistas nomeados pelo procurador‑geral dos Estados Unidos expressou uma opinião similar, concluindo que a pornografia é causa do estupro e de outros crimes violentos. Porém, em 1970, outra comissão analisou praticamente as mesmas evidências e concluiu que a pornografia não contribui significativamente para a violência sexual. Em quem podemos acreditar? Será que há um método científico para determinar a resposta?

 

CAPÍTULO 3 - Cognição Social: Como Pensamos sobre o Mundo Social

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Cognição Social 

Como Pensamos sobre o Mundo Social

12/12/2014 09:32:50

F

oi uma disputa épica no programa de televisão americano “jeopardy!”, no qual os competidores recebem uma resposta e têm de saber a pergunta correta.

Dois dos três participantes estavam entre os melhores de todos os tempos. Ken

Jennings detinha o recorde da mais longa série de vitórias (ele ganhou 74 jogos consecu‑ tivos), e Brad Rutter ganhou o maior prêmio em dinheiro da história do programa. E o terceiro participante? Quem ousaria desafiar intelectualmente esses temíveis oponentes?

Na verdade, não era “quem”, mas “o quê”: um supercomputador chamado Watson, desen‑ volvido pela IBM e batizado em homenagem ao fundador da empresa, Thomas J. Watson.

A partida começou de maneira acirrada, a liderança passava de um competidor para outro, mas, no terceiro e último dia, Watson havia acumulado insuperável vantagem. Jo‑ gada atrás de jogada, o supercomputador dava respostas corretas a pistas herméticas. Na categoria Legal “Es” (“juridiquês”), por exemplo, Watson recebeu a pista: “Esta cláusula em um contrato sindical determina que os salários aumentem ou diminuam dependendo de um parâmetro, como custo de vida”, e corretamente respondeu: “O que é ‘escalator’ (cláu‑ sula de reajuste)?” Ken Jennings, que se descreveu como “a Grande Esperança à Base de

 

CAPÍTULO 4 - Percepção Social: Como Chegamos a Entender as Pessoas

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Percepção Social 

Como Chegamos a Entender as Pessoas

03/02/2015 14:05:36

N

ão é fácil entender as outras pessoas. Por que elas são como são? Por que fazem o que fazem? A frequência e a urgência com que fazemos essas perguntas ficam claras em uma comovente história enviada por um leitor ao The New York

Times. O leitor conta que uma amiga havia recentemente terminado um relacionamento e tinha decidido jogar fora uma sacola contendo as cartas de amor, cartões e poemas do ex‑namorado. Ela ficou espantada quando ele ligou no dia seguinte para perguntar por que ela fizera aquilo. Como ele ficara sabendo? Um morador de rua encontrou as cartas quando revirava o lixo, leu a correspondência e ficou curioso a respeito de por que a re‑ lação dos dois amantes havia chegado ao fim. Ele foi até um telefone público e ligou para o namorado, depois de encontrar seu número em uma das cartas. “Eu teria ligado antes”, disse ao antigo namorado, “mas essa foi a primeira moeda que me deram hoje” (De Marco,

 

CAPÍTULO 5 - O Eu (Self): A Compreensão de Nós Mesmos em um Contexto Social

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O Eu (Self ) 

A Compreensão de Nós Mesmos em um Contexto Social

03/02/2015 15:05:54

O

s grandes atletas nascem prontos, não são feitos — ou assim parece.

“Ela nasceu para isso”, ouvimos, ou “Ele é um em um milhão”. O talento é importante para o sucesso dos atletas, é claro, e é por isso que um dos autores

deste livro se tornou psicólogo, em vez de jogador de beisebol profissional. Mas o talento

é tudo? Pense em Michael Jordan, considerado o mais talentoso jogador de basquete que já existiu. Você sabia que ele foi cortado do time da escola (sim, aquele Michael Jordan)?

Em vez de desistir, ele redobrou os esforços, passou a sair de casa às 6 horas para treinar antes da escola. Acabou sendo aceito pela Universidade da Carolina do Norte, que tem um dos melhores programas de basquete dos Estados Unidos. Mas, em vez de descansar sobre os louros, Jordan constantemente trabalhou seu jogo. Um ano depois de uma de‑ cepcionante derrota no fim da temporada da Carolina do Norte, Jordan foi direto para o ginásio e passou horas trabalhando no arremesso com salto. Mia Hamm, que, no auge, era a melhor jogadora de futebol feminino do mundo, tinha a mesma atitude. Com 10 anos, ela conseguiu entrar em um time de garotos de 11 anos, tornando‑se depois a artilheira do time. Na universidade, ela não pensava que era tão boa, mas, conforme foi jogando contra as melhores jogadoras do país, viu que estava “melhorando mais rápido do que sonhava ser possível” (Hamm, 1999, p. 4). Depois de jogar nos times que ganharam o primeiro lugar

 

CAPÍTULO 6 - A Necessidade de Justificar Nossos Atos: Os Custos e Benefícios da Redução da Dissonância

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A Necessidade de Justificar

Nossos Atos 

Os Custos e Benefícios da Redução da Dissonância

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17/01/2015 23:39:13

F

oi uma notícia chocante: 39 pessoas foram encontradas mortas em uma pro‑ priedade de luxo no rancho santa fé, califórnia. Todos eram membros de um obscuro culto denominado Portal do Céu e participaram de um suicídio coletivo.

Os corpos foram encontrados deitados, sem sinais de violência, calçados com tênis Nike pretos novos, e o rosto coberto por uma mortalha roxa. Os membros do culto morreram tranquilamente por vontade própria, deixando fitas de vídeo em que descreviam as razões do suicídio: acreditavam que o cometa Hale‑Bopp, recentemente descoberto cruzando o céu à noite, era o ingresso deles para uma nova vida no paraíso. Eles estavam convencidos de que, na esteira do cometa, havia uma gigantesca nave espacial, cuja missão era levá‑los para uma nova encarnação. Para serem apanhados pela espaçonave, era preciso primeiro livrarem‑se dos “recipientes” atuais, isto é, precisavam deixar o corpo, pondo fim à própria vida. Infelizmente, nenhuma espaçonave chegou.

 

CAPÍTULO 7 - Atitudes e Mudança de Atitude: A Influência nos Pensamentos e Sentimentos

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Atitudes e Mudança de Atitude 

A Influência nos Pensamentos e Sentimentos

23/01/2015 15:31:52

É

como se houvesse uma invasão da publicidade em todos os lugares. Há um excesso de publicidade na Internet, nos banheiros públicos, nas telas dos caixas eletrônicos e das bombas de gasolina e até nos sacos de vômito dos aviões (Story,

2007). Mas Andrew Fischer, um rapaz de 20 anos, de Omaha, Nebraska, ganhou o prêmio de inovação publicitária. Fischer colocou um anúncio no eBay, oferecendo‑se para usar a logomarca ou mensagem de alguém em sua testa por 30 dias (na forma de uma tatuagem temporária). O leilão foi feroz — especialmente depois que a imprensa nacional escre‑ veu sobre Fischer — e finalmente foi ganho por uma empresa chamada SnoreStop. Eles pagaram a Fischer a exorbitante quantia de US$37.375, e ele, obedientemente, exibiu a logomarca da empresa em sua testa. “Por US$40 mil, não me arrependo de parecer idiota por um mês” alegou Fischer (Newman, 2009, p. B3).

 

CAPÍTULO 8 - Conformidade: Influenciar o Comportamento

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Conformidade 

Influenciar o Comportamento

02/02/2015 16:41:19

E

m 9 de abril de 2004, um homem ligou para o McDonald’s da cidade de

Mount Washington, Kentucky, e identificou‑se como detetive da polícia para a gerente‑assistente, Donna Jean Summers, de 51 anos. Segundo ele,

havia um problema: uma das funcionárias roubara dinheiro da lanchonete. Ele disse que tinha falado com a sede corporativa do McDonald’s e com o gerente da loja, mencionando seu nome corretamente. O policial deu à Srta. Summers uma descrição aproximada da cri‑ minosa, uma adolescente, e ela identificou uma de suas funcionárias (a quem chamaremos de Susan para proteger sua identidade). Ele, então, disse à gerente‑assistente que ela pre‑ cisava revistar Susan imediatamente para procurar pelo dinheiro roubado; caso contrário, a funcionária seria presa, levada para a cadeia e lá revistada (Wolfson, 2005).

Você pode estar achando tudo isso um pouco estranho. A Srta. Summers disse depois que estava inicialmente confusa, mas que a pessoa do outro lado da linha falava com au‑ toridade e apresentava as informações de maneira convincente. Afinal, era um policial.

 

CAPÍTULO 9 - Processos Grupais: A Influência nos Grupos Sociais

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Processos Grupais  a Influência nos Grupos Sociais

23/06/2015 15:14:46

E

m 19 de março de 2003, um dia de primavera excepcionalmente frio em

­Washington, D.C., o Presidente George W. Bush convocou uma reunião com seus principais conselheiros na Situation Room, centro nevrálgico no porão

da Casa Branca. Meses de planejamento estavam em questão naquele momento — a aprovação final da invasão do Iraque. O presidente primeiro perguntou se algum conse‑ lheiro tinha alguma consideração final ou recomendação. Como ninguém se manifestou, ele pediu à equipe para estabelecer uma videoconferência segura com o General Tommy

Franks, comandante das Forças Armadas americanas no Oriente Médio. Franks e seus comandantes seniores de campo, que estavam na base da Força Aérea Prince Sultan, na

Arábia Saudita, deram ao Presidente Bush um resumo final, depois do qual o General

Franks concluiu: “A Força está pronta para agir, Sr. Presidente.” Bush fez, então, um co‑ municado: “Pela paz no mundo e para benefício e liberdade do povo iraquiano, eu, por meio deste, dou a ordem para executar a Operação Iraque Livre. Que Deus abençoe as tropas.” (Woodward, 2004, p. 379.)

 

CAPÍTULO 11 - Comportamento Pró Social: Por que as Pessoas Ajudam?

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Comportamento Pró‑Social 

Por que as Pessoas Ajudam?

16/06/2015 13:41:24

O

11 de setembro de 2001 foi realmente um dia de infâmia na história nor‑ te‑americana, com a terrível perda de vidas no edifício World Trade

Center, no Pentágono e no campo da Pensilvânia, onde o voo 93 da

American Airlines caiu. Foi também um dia de incrível coragem e sacrifício de pessoas que não hesitaram em ajudar seus companheiros, seres humanos. Muitos perderam a vida ajudando os outros, incluindo 403 bombeiros e soldados da polícia de Nova York, que morreram tentando resgatar pessoas do World Trade Center.

Muitos dos heróis do 11 de setembro eram cidadãos comuns que se encontravam em circunstâncias extraordinárias. Imagine que você estivesse trabalhando nas torres do

World Trade Center quando elas foram atingidas pelos aviões e como o desejo de fugir e buscar a segurança pessoal deve ter sido forte. Foi exatamente isso que a esposa de Wil‑ liam Wik o incitou a fazer quando ele ligou do 92º andar da Torre Sul, logo depois dos ataques. “Não, não posso fazer isso, ainda há pessoas aqui”, respondeu ele (Lee, 2001, p.

 

CAPÍTULO 12 - Agressão: Por que Ferimos Outras Pessoas? Conseguimos Prevenir Isso?

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Aronson - Cap 12 Prova gráfica final.indd 250

Agressão 

Por que Ferimos Outras Pessoas?

Conseguimos Prevenir Isso?

16/06/2015 16:55:07

N

o dia 20 de abril de 1999, os corredores e as salas de aula da escola de

Columbine em Littleton, Colorado, reverberaram aos sons de tiros. Dois estudantes, Eric Harris e Dylan Klebold, munidos de armas de fogo e explo‑

sivos, iniciaram um tumulto, matando um professor e vários de seus colegas estudantes.

Eles então apontaram as armas para si mesmos e se mataram. Depois que a poeira baixou, havia 15 pessoas mortas (incluindo os atiradores) e outras 23 hospitalizadas, algumas em estado grave.

Apesar de ter sido horrível, o número de vítimas poderia ter sido muito maior. Al‑ gumas semanas antes do massacre, os dois atiradores gravaram vídeos e, a partir deles, pudemos saber que prepararam 95 dispositivos explosivos que não funcionaram na hora.

Um conjunto desses dispositivos foi colocado a alguns quilômetros de distância com a intenção de explodir primeiro e distrair a polícia, mantendo‑a ocupada e longe da escola.

 

CAPÍTULO 10 - Atração Interpessoal: Das Primeiras Impressões aos Relacionamentos Íntimos

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266  CAPÍTULO 12  bullying e proteger/ajudar as crianças solitárias. Os professores organizaram grupos de estudo cooperativos e passaram a agir rapidamente contra xingamentos e outras formas de agressão que se transformavam em bullying. Os diretores das escolas asseguraram‑se de que os refeitórios, ba‑ nheiros e playgrounds fossem adequadamente supervisionados. Em terceiro lugar, caso o bullying ocorresse mesmo com essas ações preventivas, tutores treinados fariam uma intervenção, usando uma combinação de punições leves com terapia intensa e aconselhamento dos pais.

Vinte meses depois do começo da campanha, os atos de bullying diminuíram pela metade, com progresso em todos os anos escolares. Olweus concluiu: “não é mais concebível evitar agir sobre os problemas do bullying usando como desculpa a falta de conhecimento — tudo se resume à vontade e ao envolvimento por parte dos adultos” (1991, p. 415). Você consegue pensar em maneiras de usar as técnicas de Olweus para reduzir o cyberbullying?

 

CAPÍTULO 13 - Preconceito: Causas, Consequências e Curas

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Preconceito 

Causas, Consequências e Curas

16/06/2015 16:52:51

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e todos os comportamentos sociais que discutimos neste livro, o precon‑ ceito está entre os mais comuns e mais perigosos. Considere estes exemplos, que apareceram no noticiário mais ou menos ao mesmo tempo:

• O estudante da Universidade Rutgers, Tyler Clementi, cometeu suicídio pulando de

uma ponte logo após seu colega de quarto maliciosamente postar um vídeo na In‑ ternet de Clementi fazendo sexo com outro homem. Sua morte foi um dos cinco suicídios cometidos por adolescentes homossexuais em 3 semanas, incluindo também o de Seth Walsh, de 13 anos, que se enforcou depois de sofrer bullying por ser gay.

Nenhuma acusação foi feita aos agressores de Seth. Porém, o colega de quarto de Cle‑ menti, Dharin Ravi, foi considerado culpado em 15 acusações por cometer um crime motivado por preconceito, invasão de privacidade e outras.

 

PSA 1 - PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO 1 - Fazer Diferença com a Psicologia Social: Alcançar um Futuro Sustentável

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PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO

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Fazer Diferença com a

Psicologia Social 

Alcançar um Futuro Sustentável

10/06/2015 14:02:09

O

s residentes de Shishmaref, uma vila insular do Mar Chukchi na costa ocidental do Alasca, recentemente votaram a favor de abandonar a ilha e mudar para o continente por um custo total de 200 a 300 milhões de

dólares. A causa? O aquecimento global, que, nessa parte do mundo, não é apenas uma questão teórica, mas um problema bem real. No começo da década de 1990, os moradores da vila começaram a notar que o mar ao redor da ilha estava congelando mais tarde a cada outono e derretendo mais cedo a cada primavera, tornando a ilha mais vulnerável às ondas do mar durante as tempestades. No outono de 1997, uma tempestade varreu uma faixa de terra de 38 metros no extremo norte da ilha. Quatro anos depois, ondas de 3,65 metros ameaçaram a ilha inteira, que está a apenas 6,4 metros acima do nível do mar. Muitos acham que é simplesmente uma questão de tempo antes que a vila inteira seja destruída

 

PSA 2 - PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO 2 - Psicologia Social e Saúde

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PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO

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Psicologia Social e Saúde

16/06/2015 16:49:54

J

oanne Hill sofreu uma inimaginável quantidade de perdas num período de quatro anos. Isso começou quando seu marido, Ken, morreu de insuficiência car‑ díaca aos 55 anos, seguido, num curto espaço de tempo, pelas mortes de seu irmão,

padrasto, mãe, tia, dois tios, dois primos, o companheiro de sua prima, sua madrasta e, finalmente, seu filho, que morreu subitamente de um ataque cardíaco aos 38 anos. Joanne ajudou a cuidar de vários desses entes queridos antes de morrerem, incluindo sua mãe, que sofria de Alzheimer e câncer de mama, seu irmão, que morreu de câncer de pulmão e sua tia, que morreu de câncer de fígado. “Todos os que eu amava pareciam precisar de ajuda”, disse ela (Hill, 2002, p. 21).

Como poderia alguém suportar tanta dor? Com certeza, qualquer uma dessas tragé‑ dias nos deixaria paralisados e sofrer tanto em tão pouco tempo certamente nos levaria ao ponto de ruptura, com alto preço a nosso bem‑estar físico e emocional. Porém, em vez de rastejar para baixo de uma rocha, Joanne passou por tudo isso — que ela chamou de seus

 

PSA 3 - PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO 3 - Psicologia Social e Direito

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PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO

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Psicologia Social e Direito

10/06/2015 14:16:17

S

eja você o jurado e decida como votará depois de ouvir o seguinte teste‑ munho de um caso real do Texas. Numa noite fria e escura de novembro em

1976, o policial Robert Wood e seu parceiro avistaram um carro rodando com os

faróis apagados. Wood fez sinal para que o carro encostasse, saiu da viatura e caminhou até o lado do motorista. Ele pretendia apenas dizer para acender os faróis, mas não teve a chance. Antes de o policial conseguir falar alguma coisa, o motorista apontou‑lhe o revól‑ ver e atirou, matando‑o instantaneamente. A colega de Wood descarregou seu revolver, atirando no carro enquanto ele acelerava fugindo, mas o assassino conseguiu escapar.

Um mês depois, a polícia pegou um suspeito, David Harris, de 16 anos. Ele admitiu que havia roubado o carro e o revólver de um vizinho no dia anterior ao assassinato. Con‑ tou também que esse era o veículo que o policial Wood parou naquela noite e que estava nele quando o assassinato ocorreu. Harris negou, no entanto, ter atirado no policial. Ele disse que havia dado carona a um homem chamado Randall Adams e o deixou dirigir. Foi

 

Glossário

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Glossário

Aceitação Privada  Conformar-se ao comportamento de outras pessoas devido a uma crença genuína de que o que fazem ou dizem é correto

Atitudes Explícitas  Atitudes que conscientemente endossamos e que podemos facilmente descrever

Acessibilidade  Medida de quanto os esquemas e os conceitos estão no primeiro plano da mente e, portanto, são mais suscetíveis de serem utilizados para fazer julgamentos sobre o mundo social

Atitudes Implícitas  Atitudes que são involuntárias, incontroláveis e, algumas vezes, inconscientes

Acessibilidade de Atitude  A força da associação entre um objeto de atitude e a avaliação da pessoa sobre esse objeto, medida pela velocidade com que a pessoa pode relatar como se sente sobre o objeto

Administração da Impressão  A tentativa de fazer com que os outros nos vejam como queremos ser vistos

Afinação Social  Processo por meio do qual as pessoas adotam as atitudes de outra pessoa

Agressão  Comportamento intencional com o objetivo de causar dor física ou psicológica em outra pessoa

 

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