Biomecânica no Esporte - Performance do Desempenho e Prevenção de Lesão

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Este livro aborda os problemas gerais da biomecânica dos movimentos atléticos, e trata de um assunto pertinente a todas as locomoções cíclicas, descrevendo os seguintes esportes: corrida, ciclismo, natação, esqui de fundo e patinação. O texto explica os princípios básicos do lançamento e os aspectos aerodinâmicos do voo de projetis, e discute também a biomecânica dos esportes em cadeira de rodas e esportes para amputados.

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1 Contribuições Neurais para as Modificações na Força Muscular

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Capítulo 1

Contribuições Neurais para as

Modificações na Força Muscular

J.G. SEMMLER E R.M. ENOKA

Introdução

Para modificar a força exercida por um músculo, o sistema nervoso altera o número de unidades motoras ativas ou varia o nível de ativação das unidades motoras que foram ativadas. Para a maioria da amplitude operante de um músculo, os dois processos são ativados concomitantemente (Seyffarth 1940; Person &

Kudina 1972). As unidades motoras são recrutadas seqüencialmente, e a freqüência na qual cada uma descarrega os potenciais de ação aumenta monotonicamente a certos níveis máximos.

Embora a maior parte dos músculos humanos envolva algumas centenas de unidades motoras, a ordem na qual as unidades motoras são ativadas parece ser consideravelmente estereotipada (Denny-Brown & Pennybacker 1938; Henneman 1977; Binder

& Mendell 1990). Para a maior parte das tarefas examinadas, as unidades motoras são recrutadas em uma ordem relativamente fixa, que se origina de pequenas a grandes, tendo por base as diferenças de tamanho do neurônio motor, que é a base do Princípio do Tamanho (Size Principle) (Henneman 1957). Embora a variação no tamanho do neurônio motor não seja, per se, o determinante principal das diferenças no limiar de recrutamento, um número de propriedades co-varia com o tamanho do neurônio motor e, assim sendo, determina a ordem de recrutamento

 

2 Propriedades Mecânicas e Desempenho nos Músculos Esqueléticos

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Capítulo 2

Propriedades Mecânicas e Desempenho nos Músculos Esqueléticos

W. HERZOG

Introdução

As propriedades mecânicas do músculo esquelético determinam seu desempenho. Propriedades mecânicas são definidas aqui como aquelas propriedades do músculo esquelético que podem ser medidas por parâmetros derivados da mecânica: força, comprimento, velocidade, trabalho e potência. O desempenho alcançado em muitos esportes depende, em grande parte, destes parâmetros, por exemplo, da força que um atleta consegue produzir ou da velocidade que consegue alcançar ou imprimir em um equipamento. As articulações humanas são tipicamente cruzadas por muitos músculos; portanto, o desempenho atlético depende, tipicamente, das propriedades de muitos músculos, bem como de sua exata coordenação. A coordenação é definida aqui como a interação de força-tempo dos músculos que contribuem para um movimento e, conseqüentemente, em razão da geometria do sistema musculoesquelético, do momento-tempo destes músculos relacionados às articulações. A coordenação dos músculos é extremamente importante para atingir movimentos precisos ou movimentos que maximizem o trabalho executado ou a força produzida, características que são de significância primária para o desempenho ótimo em muitos esportes. Entretanto, a coordenação dos músculos é mais um tópico de controle motor do que mecânico; somente será incluído neste capítulo quando necessário para esclarecimento.

 

3 Arquitetura Músculo-Tendão e Desempenho do Atleta

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Capítulo 3

Arquitetura Músculo-tendão e

Desempenho do Atleta

J.H. CHALLIS

Introdução

As atividades atléticas impõem uma ampla variedade de demandas no sistema muscular humano. Algumas atividades requerem pequenas quantidades de força muscular ajustadas em aumentos finos, algumas requerem produção rápida de forças altas, enquanto ainda outras demandam a produção lenta de forças muito altas. O propósito deste capítulo é identificar as propriedades essenciais do músculo e explicar como os músculos influem na função muscular durante as atividades atléticas. O enfoque será no músculo esquelético que, contrariamente às duas outras formas de músculos, o liso e o cardíaco, pode ser controlado voluntariamente. Como o sistema do músculo esquelético precisa realizar uma variedade de funções, a sua organização é geralmente um compromisso; o músculo esquelético é especializado somente no sentido de que ele pode realizar uma variedade de tarefas.

A primeira Lei de Newton estabelece, basicamente, que nós necessitamos de forças para parar, começar ou alterar um movimento, portanto, como as fibras dos músculos são as fontes de produção de força no corpo humano, são responsáveis pelo nosso movimento voluntário ou pela falta dele. As fibras musculares produzem forças que são transmitidas, via tendão, para o esqueleto; estas forças geram momentos na articulação, seja promovendo, seja limitando um movimento causado por outras forças (por exemplo, a manutenção da postura ereta, quando em bipedestação exposto a uma ventania). Portanto, é útil não apenas considerar as forças que o músculo produz, mas também analisar como estas forças operam através das articulações. Quando nos referimos à arquitetura músculo-tendão, estamos nos referindo à estrutura e ao arranjo dos componentes do sistema músculo-tendão. Este capítulo examinará como o sistema músculo-tendão é arranjado para produzir movimento e as estruturas que possibilitam tal movimento.

 

4 Ação Muscular Excêntrica no Esporte e no Exercício

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Capítulo 4

Ação Muscular Excêntrica no

Esporte e no Exercício

B.I. PRILUTSKY

Definições de ação muscular excêntrica, trabalho negativo e potência

No esporte e no exercício, bem como na vida diária, as pessoas realizam movimentos por intermédio da ativação de músculos esqueléticos. Dependendo de o músculo ativo encurtar-se, alongar-se ou manter-se em comprimento constante, três tipos principais de ação muscular podem ser distinguidos: concêntrico, excêntrico e isométrico. Estes três tipos de ação muscular são freqüentemente chamados de contração concêntrica, contração excêntrica e contração isométrica. Esta última terminologia pode ser confusa porque o termo “contração” tem o significado de encurtamento. Portanto, neste capítulo, a terminologia inicial proposta por Cavanagh (1988) — ações musculares concêntrica, excêntrica e isométrica — é a adotada.

O músculo estará atuando excentricamente se ele estiver ativo (isto é, produz força ativa enquanto se opõe a uma força passiva, ver Cap. 2) e o seu comprimento estiver aumentando em resposta a forças externas (por exemplo, peso do corpo, força produzida por outros músculos, etc.). Do mesmo modo, o músculo estará atuando concentricamente se ele estiver ativo e se encurtando. Quando o comprimento do músculo ativo não se pode encurtar devido a forças externas e se mantém constante, o músculo realiza uma ação isométrica.

 

5 Ciclo de Alongamento-Encurtamento da Função Muscular

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Capítulo 5

Ciclo de Alongamento-encurtamento da Função Muscular

P.V. KOMI E C. NICOL

Introdução

Os exercícios musculares têm sido classificados tradicionalmente nos tipos estáticos e dinâmicos. Entretanto, mesmo se esta classificação for adicionalmente ampliada para abranger as formas isoladas de ações musculares isométrica, concêntrica e excêntrica, isto não descreve corretamente a natureza verdadeira da função muscular e suas formas de contração. Os exercícios musculares raramente, ou nunca, envolvem formas puras de tipos de contração isoladas. Isto porque os segmentos do corpo são periodicamente sujeitos a forças de alongamento ou impacto. A corrida, a marcha e o saltitar são exemplos típicos de como as forças externas (por exemplo, gravidade) alongam o músculo. Nesta fase particular, o músculo está atuando excentricamente, e uma ação concêntrica se segue (encurtamento). De acordo com a definição de ação excêntrica, os músculos devem estar ativos durante o alongamento. Estas combinações de ações excêntrica e concêntrica formam um tipo natural de função do músculo chamado de ciclo de alongamento-encurtamento, ou CAE (Norman

 

6 Fundamentos Biomecânicos do Treinamento de Força e de Potência

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Capítulo 6

Fundamentos Biomecânicos do

Treinamento de Força e de Potência

M.C. SIFF

Introdução

As qualidades de força e de potência são popularmente mais associadas com esportes que requerem apresentação evidente de desempenho muscular impressionante, tais como o levantamento de peso, a luta livre e as modalidades de atletismo. Conseqüentemente, sempre que o treinamento de força foi utilizado como um método de preparação suplementar de esportes, foi aplicado na maioria das vezes nestes tipos de esporte de “força” e minimamente naqueles esportes nos quais o papel do sistema cardiovascular foi forçado à custa de quase todas as outras qualidades motoras.

Entretanto, todos os esportes, e na verdade todos os movimentos humanos, necessitam da geração de níveis apropriados de força e de potência, em uma variedade de aplicações e situações diferentes, como será discutido mais adiante. Vários fatores contribuíram para a relutância prolongada em aceitar o treinamento de força como parte relevante no preparo dos atletas internacionais para as rigorosas competições de ponta. Entre tais fatores, pode-se citar em particular a primazia conferida pelos médicos a respeito do papel do condicionamento cardiovascular em cardíacos e em pessoas sadias em geral, o forte enfoque científico nos processos metabólicos como determinantes do desempenho esportivo e a condenação exagerada do treinamento de força como causa de lesão musculoesquelética, de deficiência da flexibilidade e da diminuição da velocidade do movimento.

 

7 Fatores que Afetam as Freqüências de Movimento Preferidas em Atividades Cíclicas

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Capítulo 7

Fatores que Afetam as Freqüências de Movimento Preferidas em

Atividades Cíclicas

P.E. MARTIN, D.J. SANDERSON E B.R. UMBERGER

Introdução

Muitos movimentos humanos são caracterizados pela repetição contínua de um padrão fundamental de movimento (por exemplo, andar, correr, saltitar, pedalar, nadar, remar). Para atividades cíclicas, a velocidade média de progressão é definida pelo produto da distância média percorrida por ciclo de movimento

(por exemplo, comprimento do passo na corrida) e a freqüência média ou cadência em que o ciclo de movimento está sendo repetido (por exemplo, comprimento do passo na corrida ou cadência). Em movimentos humanos normais, estes fatores de velocidade, distância e cadência são usualmente determinados livremente ou auto-selecionados pelo indivíduo e são raramente fixos ou preestabelecidos. Além disso, os humanos têm uma habilidade incrível de alterar intencionalmente a velocidade, distância e cadência a fim de alcançar as demandas do ambiente.

 

8 A Dinâmica da Corrida

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Capítulo 8

A Dinâmica da Corrida

K.R. WILLIAMS

Próximo da velocidade de 2 m и sϪ1, uma pessoa andando mudará para um padrão de movimento de corrida, com a ausência de um período de apoio duplo e a presença de uma fase de vôo, diferenciando a corrida da marcha. Através de uma variação de velocidades do trote para a corrida de velocidade, o padrão básico de corrida muda de várias maneiras, geralmente para otimizar os padrões de movimento nas velocidades mais baixas típicas das corridas de distância e para maximizar o rendimento de potência e velocidade nas corridas de velocidade. As mudanças que ocorrem na cinemática e na cinética de movimentos segmentares provavelmente resultam de esforços conscientes e inconscientes a fim de minimizar ou maximizar uma variedade de critérios específicos, tais como gasto de energia metabólica, estresse do tecido, potência muscular, fadiga e outros fatores. Para atletas de competição, o objetivo final é melhorar o desempenho, enquanto para muitos outros o alvo primário é manter ou melhorar o seu estado de saúde e condicionamento, sendo o desempenho somente uma questão secundária.

 

9 Forças Resistivas na Natação

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Capítulo 9

Forças Resistivas na Natação

A.R. VORONTSOV E V.A. RUMYANTSEV

A natureza da resistência hidrodinâmica e seus componentes

O corpo de um nadador se movendo na água experimenta uma força de impedimento conhecida como resistência ou arraste. A natureza da resistência hidrodinâmica é explicada por propriedades físicas da água, tais como a pressão interna, a densidade

(responsável pela força hidroestática) e a viscosidade. Quando o corpo se desloca através da água, ele remove uma quantidade de

água de seu caminho. A reação da água ao corpo se movendo aparece como: (i) forças de pressão perpendicular à sua área frontal; e (ii) forças de fricção atuando ao longo da superfície do corpo. Visto que a natação ocorre em estado de “peso hidroestático”, a principal parte do trabalho mecânico que o nadador realiza é direcionada para superar a resistência hidrodinâmica. Uma das manifestações mais óbvias desta força é a desaceleração ao deslizar e em seguida a parada, experimentada pelo nadador pouco após um mergulho ou propulsão. Um melhor entendimento de como o corpo de um nadador interage com o fluxo da água e como a resistência hidrodinâmica pode ser reduzida utilizandose habilidades apropriadas da natação dentro da estrutura das regras deste esporte deve ajudar a aumentar a velocidade do nadador e a maximizar o progresso da natação.

 

10 Forças Propulsoras na Natação

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Capítulo 10

Forças Propulsoras na Natação

A.R. VORONTSOV E V.A. RUMYANTSEV

A natureza de forças propulsoras na natação

A locomoção aquática de um ser humano é o resultado da interação dos segmentos do corpo com a água. Em terra, um ser humano utiliza a superfície do solo como um suporte sólido e imóvel. Um esforço é aplicado contra o solo e a reação do mesmo, transmitida ao corpo, faz com que o corpo se mova. Durante a natação, o nadador gera o “suporte imóvel” no meio de fluido móvel, utilizando sua densidade e viscosidade, e supera as forças resistivas opostas.

A natureza da natação é que ela ocorre na água, a qual resiste ao movimento do nadador através dela. A resistência hidrodinâmica se manifesta: (i) como a força que diminui a velocidade e pára o movimento do nadador na água (ver Cap. 9); e (ii) como uma força de reação hidrodinâmica aos movimentos para os membros do nadador através da água. Esta força de reação hidrodinâmica é a fonte de propulsão para a locomoção do nadador.

 

11 Fatores Determinantes do Desempenho na Patinação de Velocidade

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Capítulo 11

Fatores Determinantes do Desempenho na

Patinação de Velocidade

J.J. DE KONING E G.J. VAN INGEN SCHENAU*

Introdução

A patinação de velocidade pode ser descrita por um modelo de fluxo de energia. Tal modelo inclui expressões que descrevem tanto a geração de energia mecânica a partir dos substratos químicos como o destino do fluxo de energia. Estes modelos são

úteis para a avaliação quantitativa da influência de variáveis técnicas, fisiológicas e ambientais no desempenho da patinação de velocidade. O objetivo deste capítulo é explicar a natureza peculiar da técnica de patinação de velocidade e demonstrar os efeitos de vários fatores determinantes no desempenho da patinação de velocidade, através de um modelo baseado no fluxo de energia.

Técnica de patinação de velocidade

Na maioria dos padrões de locomoção, os humanos geram forças propulsoras, agindo no meio ambiente em uma direção oposta

àquela do movimento. Um corredor, por exemplo, pressiona posteriormente contra um local fixo na superfície para propulsionar a si mesmo em uma direção para frente (Fig. 11.1a). Mesmo no ciclismo, onde parece não haver contato rígido com o solo, forças são direcionadas através do pneu para locais fixos na estrada. Na patinação de velocidade, entretanto, ocorre algo essencialmente diferente. Em razão das qualidades peculiares do gelo, os patinadores são capazes de deslizar em velocidades relativamente altas na desejada direção anterior. Os patinadores fazem uso da chamada “técnica de deslizamento”, que significa que os movimentos propulsores contra o gelo são feitos enquanto os patins continuam a deslizar anteriormente (van Ingen Schenau et al. 1987; de Koning et al. 1995). Entretanto, quando um patim está deslizando para a frente, é impossível gerar forças propulsoras, impulsionando para uma direção contrária. A única direção possível para uma propulsão efetiva é em ângulos retos relativos ao movimento de deslizamento dos patins (Fig. 11.1b). A dificuldade da técnica de patinação está na transformação dos impulsos laterais em uma velocidade anterior. Esta transformação pode ser mais bem explicada por meio das Fig. 11.1b e Fig. 11.2.

 

12 Esqui de Fundo: Técnica, Equipamento e Fatores Ambientais que Afetam o Desempenho

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Capítulo 12

Esqui de Fundo: Técnica, Equipamento e

Fatores Ambientais que Afetam o

Desempenho

G.A. SMITH

Introdução

Relativamente poucos esportes têm passado por alterações técnicas revolucionárias sem abandonar as técnicas tradicionais. Por exemplo, no salto em altura, o “salto de Fosbury” descartou completamente as técnicas mais antigas. Praticamente ninguém mais realiza um salto em altura com as técnicas de “straddle” ou de

“western roll”. No esqui de fundo, o desenvolvimento revolucionário da patinação como uma técnica de corrida ocorreu no início da década de 1980. As vantagens no desempenho do esqui de patins tornaram-se facilmente aparentes na primeira ou segunda temporada, e antes de 1985 a patinação dominou a competição de esqui de elite. Na tentativa de recuperar a tradicional técnica de esqui, a International Ski Federation declarou que os eventos da Copa Mundial seriam divididos em competição “clássica” e “técnica livre”. As competições clássicas consistiriam em patinação restrita, enquanto as competições de técnica livre seriam não-restritas. A divisão meio clássica, meio livre da programação da Copa Mundial que foi sugerida pela International

 

13 Movimento Aéreo

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Capítulo 13

Movimento Aéreo

M.R. YEADON

Introdução

A maioria dos movimentos nos esportes apresenta uma fase aérea. No tiro de velocidade, o corredor gasta menos que a metade do tempo em contato com o solo (Hopper 1973), enquanto no salto triplo as fases aéreas são muito mais longas do que as fases de contato (Hay & Miller 1985). Os jogadores de tênis estão tipicamente fora do solo quando a bola é lançada (Elliott 1989), e os jogadores de basquetebol soltam a bola enquanto estão no ar

(Hay 1993). O mesmo acontece no arremesso do disco e nos lançamentos (Hay 1993). Nas atividades de salto é a fase aérea que

é avaliada para dar pontos ao desempenho. Nos eventos de saltos longos e altos, os deslocamentos horizontais e verticais durante a fase aérea são utilizados como medidas de desempenho, enquanto no trampolim a rotação do mergulho e a estética também estão incluídas na avaliação.

Na fase aérea de um movimento esportivo o atleta está caindo livremente sob a gravidade. No salto livre os mecanismos de equilíbrio do ouvido interno não operam normalmente, visto que eles também estão em queda livre (Graybiel 1970). O otólito e os canais semicirculares não podem mais prover informação de orientação da cabeça em relação à direção vertical. Entretanto, eles promovem informação de aceleração linear e angular (Wendt

 

14 O Salto em Altura

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Capítulo 14

O Salto em Altura

J. DAPENA

Introdução

Este capítulo descreve a mecânica do salto em altura do estilo

Fosbury e apresenta uma fundamentação seguida pela avaliação das técnicas usadas individualmente pelos saltadores em altura de elite.

Desde 1982 nosso laboratório tem estudado as técnicas dos melhores saltadores em altura dos Estados Unidos. Este trabalho

é parte do programa de Scientific Support Services patrocinado pelo USATF (Atletismo dos Estados Unidos, o órgão governamental para esse desporto nos Estados Unidos) em vários laboratórios de biomecânica. O objetivo do programa é fornecer informações biomecânicas aos melhores atletas americanos, para ajudá-los a melhorar seus desempenhos através de alterações nas técnicas.

Todos os anos, funcionários de nosso laboratório filmam os melhores saltadores em altura americanos, no final dos Campeonatos do USATF ou em outras competições importantes. Poste-

riormente os filmes são analisados usando métodos tridimensionais de pesquisa em biomecânica. Relatórios e fitas de vídeo contendo dados mecânicos, gráficos computadorizados e interpretações são então preparados e remetidos aos treinadores e aos atletas. Os relatórios e as fitas de vídeo avaliam as vantagens e desvantagens das técnicas reais dos atletas e sugerem como corrigir alguns dos problemas técnicos. A fundamentação usada para as avaliações das técnicas surge de uma interpretação geral do salto em altura do estilo de Fosbury, tendo por base a pesquisa de

 

15 Salto na Patinação Artística

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Capítulo 15

Salto na Patinação Artística

D.L. KING

Introdução

A patinação artística como esporte é uma combinação complexa de talento artístico e atletismo. Entre as várias habilidades atléticas, talvez os saltos sejam as mais espetaculares realizadas por patinadores individuais. A primeira seção deste capítulo tornará o leitor familiarizado com diversos saltos realizados na patinação artística. Em seguida, serão introduzidos os princípios biomecânicos mais importantes para o salto na patinação e depois as técnicas por meio das quais os patinadores utilizam estes princípios durante o salto. Por último, será apresentada uma discussão de técnicas hipotéticas que poderiam maximizar o uso dos princípios.

Revisão dos saltos na patinação

No momento, existem seis tipos de salto padrão que os patinadores artísticos realizam regularmente durante a competição.

Estes saltos são o Salchow, Loop, Toe Loop, Lutz, Flip e Axel.

As diferenças entre eles são mais aparentes na fase de propulsão, e podem ser descritas como:

 

16 Mergulho de Trampolim e de Plataforma

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Capítulo 16

Mergulho de Trampolim e de Plataforma

D.I. MILLER

Introdução

Este capítulo focaliza aspectos mecânicos selecionados do desempenho de mergulho de elite dentro do contexto das regras em relação à competição internacional. Após considerar a influência das características das superfícies de propulsão, são discutidos os componentes funcionais tanto dos mergulhos de plataforma como também dos de trampolim. Os exemplos destes componentes, as chamadas preparação, propulsão, vôo e entrada, são tomados dos desempenhos de atletas premiados com medalhas e finalistas olímpicos.

Supervisão de competição

O mergulho tornou-se um evento olímpico para homens em 1904 e para mulheres em 1912. Entre 1928 e 1936, havia competições de Alto Mergulho e Mergulho de Trampolim tanto para homens quanto para mulheres. Desde 1948, esses eventos têm sido indicados como Mergulho de Plataforma e Mergulho de Trampolim

(Henry & Yeomans 1984). A adição mais recente na competição internacional, e introduzida nas Olimpíadas de 2000, é o mergulho sincronizado. Separados no trampolim de 3 m e na plataforma de 10 m, os mergulhos são realizados por dois mergulhadores simultaneamente.

 

17 Determinantes da Execução Bem-sucedida do Salto com Esquis

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Capítulo 17

Determinantes da Execução

Bem-sucedida do Salto com Esquis

P.V. KOMI E M. VIRMAVIRTA

Introdução

Salto com esquis é um esporte excitante que requer habilidades complexas e envolve várias fases — aproximação, propulsão, vôo e preparação para aterrizagem — cada uma das quais tem importância para o comprimento do salto. Em geral a execução inclui tanto fatores balísticos quanto aerodinâmicos (Fig. 17.1).

Os fatores balísticos incluem a velocidade e a posição de liberação a partir da rampa de propulsão, ao passo que os fatores aerodinâmicos durante a propulsão e o vôo influenciam as propriedades de deslizamento do sistema saltador/esqui (velocidade, trajes, área de superfície, postura do saltador/esqui, turbulência e forças de resistência e de elevação). É importante perceber que tanto os fatores balísticos quanto os aerodinâmicos exigem necessidades especiais do saltador, de modo que ele possa maximizar de modo ótimo a elevação vertical e minimizar as forças de arrasto.

 

18 Princípios do Lançamento

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Capítulo 18

Princípios do Lançamento

R. BARTLETT

Habilidades de lançamento

lado do braço, o tronco se inclina homolateralmente ao braço de lançamento.

O que é lançamento?

O The New Shorter Oxford English Dictionary define o verbo

“lançar” (em seu significado no contexto deste capítulo) como

“Projetar ou propelir através do ar, arremessar, dirigir, atirar...

Projetar (algo) através do ar ou espaço, geralmente com força repentina, com a mão ou com o braço; arremessar, atirar com

ímpeto. Arremessar ou atirar algo com ímpeto, como um míssil” (Brown 1993; p. 3.296). De acordo com essas definições, este capítulo enfoca os princípios dos esportes ou provas nos quais o participante arremessa, passa ou atira um objeto com a mão ou, como no caso de lacrosse,1 a partir de um acessório. Alguns, ou todos, esses princípios estão relacionados a: arremessar de um círculo — lançamentos de martelo (ver também Cap. 22) e de disco, de peso (ver também Cap. 21); habilidades cruzadas — lançamento de dardos (ver também Cap. 20) e lançamento de bola em críquete; lançamento em beisebol e softball2; movimentos de lançamento e de passe em basquetebol, netball3 e handebol, pólo aquático e lacrosse; habilidades para arremessar no beisebol, críquete, futebol, rúgbi, futebol americano e outras variações, lançamento da bola como no boliche; e lançamento de dardos.

 

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