Manual de Neuroanatomia Humana - Guia Prático

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Elaborada por um grupo de profissionais cujo foco é ensinar a Neuroanatomia de maneira clara e objetiva, esta obra apresenta ao leitor um conteúdo atualizado e didático. Manual de Neuroanatomia Humana | Guia Prático aborda conceitos neuroanatômicos de modo simples e adequado às grades curriculares universitárias, e seu texto segue a nova Terminologia Anatômica, tornando-se essencial aos alunos de graduação da área da saúde. Além disso, o livro conta com excelentes ilustrações extraídas do Atlas de Anatomia Humana, de Wolf-Heidegger, minuciosamente selecionadas para o estudo neuroanatômico.

18 capítulos

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1 Introdução | Embriologia, Tecido Nervoso e Classificação

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1

Introdução | Embriologia,

Tecido Nervoso e Classificação

Arthur Georg Schmidt  Patrícia Gizeli Prado Bettio Schmidt

Desde os organismos mais simples até os mais complexos respondem a estímulos, sejam eles físicos ou quí­micos, rea­li­zando algum tipo de movimento ou produzindo substâncias originadas de suas células. Enquanto em organismos simples (seres unicelulares), ou multicelulares menos desenvolvidos (esponjas), as funções sensitivas, secretoras e motoras ficaram concentradas em uma única célula, nos complexos, as células especializaram-se em determinadas funções. Assim, cabe às células

­muscula­res a rea­li­zação de movimentos, e ao epitélio glandular a produção de substâncias, além da condução de impulsos elétricos às células conhecidas como neurônios, as quais são responsáveis pela transmissão rápida de informações por todo o corpo.

Dessa maneira, nos organismos mais desenvolvidos, as células são capazes de compartilhar informações devido à existência dos neurônios, que, em conjunto com as suas células de suporte, chamadas de neuróglia, constituem o sistema nervoso, o qual se torna mais complexo conforme a posição do animal na escala zoológica, alcançando seu maior desenvolvimento nos seres humanos.

 

2 Telencéfalo

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2

Telencéfalo

Andréa Beatriz Bonsi  Fábio C. Prosdócimi  Missae Dora Uemura 

Rosana Cristina Boni  Thelma Renata Parada Simão Marsola

O volume do córtex cerebral é aumentado devido a circunvoluções denominadas giros, com depressões chamadas de sulcos. Cerca de 2/3 do córtex formam as paredes dos sulcos. Já depressões sutis no córtex cerebral são sulcos e fendas que não se relacionam ao padrão de giros e sulcos.

Fissura é uma fenda que separa grandes componentes do encéfalo.

  Principais sulcos e fissuras 

O sulco lateral começa como uma fenda profunda na face inferior do hemisfério. Esse é o tronco do sulco, que se estende lateralmente entre os lobos frontal e temporal, dividindo-se em 3 ramos. O ramo posterior é a parte principal do sulco na face lateral do hemisfério, enquanto os ramos anterior e ascendente estendem-se por uma curta distância no lobo frontal. Uma ­área do córtex denominada lobo insular ou ínsula localiza-se na profundidade do sulco lateral e apresenta-se oculta na superfície.

 

3 Diencéfalo

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3

Diencéfalo

Arthur Georg Schmidt  Cristiano Schiavinato Baldan 

Mauricio Correa Lima

Originado embriologicamente do prosencéfalo, o diencéfalo, junto com o telencéfalo, constitui a porção central do cérebro. Os hemisférios cerebrais são formados pelo telencéfalo e envolvem praticamente todo o diencéfalo, menos sua superfície ventral, que é parte do hipotálamo e limitada, anteriormente, pelo quiasma óptico e pelos tratos ópticos e, lateralmente, pelos pedúnculos cerebrais.

Um denso feixe de fibras denominado fórnice, que tem origem na formação hipocampal do lobo temporal e termina nos corpos mamilares, recobre sua superfície posterior. Lateralmente, a cápsula interna, uma densa faixa de fibras que liga o córtex cerebral ao tálamo e a outras partes do sistema nervoso, limita o diencéfalo.

Entre suas partes direita e esquerda, existe um espaço denominado terceiro ven­trículo, atravessado, em cerca de 70% dos encéfalos, pela aderência intertalâmica, uma união de substância cinzenta entre os tálamos direito e esquerdo. O liquor entra no terceiro ven­trículo, através dos forames interven­tricu­lares, a partir dos ven­trículos laterais, e sai pelo aqueduto do mesencéfalo, por onde alcança o quarto ven­trículo.

 

4 Tronco Encefálico

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4

Tronco Encefálico

Juliana Paula Venites  Lara C. Picoli Marcondes de Amaral 

Luciana Escanoela Zanato  Monica Rodrigues de Souza

Na prática clínica dos profissionais de saú­de, é cada vez mais frequente o gerenciamento de pacientes portadores de patologias relacionadas com o tronco encefálico. Isso porque, com o avanço das técnicas médicas, os pacientes que antes faleciam, hoje, sobrevivem e necessitam de cuidados interdisciplinares.

São quadros marcantes, sobretudo quando não há lesão cerebral e o paciente compreende todas as limitações que enfrenta em seu dia a dia.

Essas limitações incidem não somente no estado físico do paciente, mas também em sua dinâmica psicológica, afetando negativamente sua qualidade de vida e a da sua família.

O tronco encefálico localiza-se entre a medula espinal e o diencéfalo, anteriormente ao cerebelo. Nele, encontramos agrupamentos de neurônios denominados núcleos e fibras nervosas, os quais são chamados de tratos, fascículos ou lemniscos.

 

5 Cerebelo

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5

Cerebelo

Claudia Aparecida Xavier Prosdócimi  Fábio C. Prosdócimi

O cerebelo consiste em um córtex, ou camada superficial, de substância cinzenta incluí­do em pregas transversais ou folhas, além de um centro medular de substância branca e 4 pares de núcleos centrais no centro medular. Três pares de pedúnculos cerebelares compostos de fibras nervosas conectam o cerebelo ao tronco encefálico.

  Anatomia macroscópica 

Na superfície cerebelar, a região localizada na linha mediana e próxima a ela é conhecida como verme, e o restante, como hemisférios. O verme superior não é demarcado a partir dos hemisférios, mas o inferior situa-se em uma depressão profunda (a valécula do cerebelo).

Três re­giões principais – o lóbulo floculonodular e os lobos anterior e posterior – são observadas no plano horizontal. O lóbulo floculonodular

é um componente na margem rostral da face inferior. O nódulo é a porção final do verme inferior, e os flóculos são laterais. O cerebelo é recortado pela fissura dorsolateral, que demarca o lóbulo floculonodular.

 

6 Medula Espinal

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6

Medula Espinal

Luciane Teixeira Soares  Rita de Cássia Machado

  Generalidades 

Embriologia e conceito

A medula espinal é a parte do sistema nervoso central (SNC) que se desenvolveu a partir da região caudal do tubo neural e que foi menos modificada durante o seu desenvolvimento. Medula é um nome comum dado a estruturas ou órgãos que se caracterizam por uma situação central em relação à estrutura ou ao órgão em cujo interior se encontram. A medula espinal fica no interior do canal vertebral, sem, porém, ocupar toda a sua extensão, o que provoca assimetria em relação às vértebras.

Limites e extensão

É con­tí­nua com o bulbo e estende-se do forame magno do osso occipital até a junção entre a 1a e a 2a vértebra lombar, ocupando os 2/3 superiores do canal vertebral. Em adultos, ela mede aproximadamente 45 cm, com 1  cm de diâ­me­tro, e pesa 30  g. Na extremidade inferior, torna-se afilada, formando o cone medular, sendo protegida pelas vértebras e seus ligamentos e ­músculos associados, pelas meninges espinais pia-máter, aracnoide-máter e dura-máter, e pelo líquido cerebrospinal.

 

7 Meninges e Líquido Cerebrospinal

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7

Meninges e Líquido Cerebrospinal

Luciane Teixeira Soares  Rita de Cássia Machado

  Meninges espinais e espaços meníngeos 

O encéfalo e a medula espinal são envolvidos por 3 membranas de tecido conjuntivo denominadas meninges, as quais protegem e fixam essas estruturas do sistema nervoso central (SNC).

A dura-máter, a aracnoide-máter e a pia-máter que circundam a medula formam as meninges espinais. Essas membranas sustentam e protegem a medula e as raí­zes dos nervos espinais, incluindo aquelas da cauda equina, e contêm o líquido cerebrospinal, no qual estão suspensas.

A dura-máter é a membrana de revestimento mais externa e resistente da medula espinal, formada, principalmente, por tecido fibroso, com algum tecido elástico, vasos e nervos. Termina caudalmente em fundo de saco, o saco dural espinal, uma bainha tubular longa dentro do canal vertebral, acompanhada pela aracnoide-máter, na altura de S2. O saco dural está fixado inferiormente ao cóccix pelo filamento terminal, e os prolongamentos laterais da dura-máter con­ti­nuam com as membranas conjuntivas que envolvem os nervos espinais (epineuros). Sua superfície externa relaciona-se com as paredes ­ósseas e os ligamentos da coluna vertebral, enquanto a superfície interna é lisa e polida, revestida por epitélio simples pavimentoso de origem mesenquimatosa, e relaciona-se com a aracnoide-máter.

 

8 Vascularização do Sistema Nervoso Central | Irrigação

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8

Vascularização do Sistema

Nervoso Central | Irrigação

Andréa Beatriz Bonsi  Rosana Cristina Boni

O sistema nervoso necessita de grande quantidade de oxigênio e glicose; por isso, precisa de um intenso fluxo sanguí­neo. O encéfalo constitui 2 a 2,5% do peso corpóreo, mas recebe em torno de 17% do rendimento cardía­co e consome aproximadamente 20% do oxigênio utilizado pelo corpo. Caso o tecido nervoso permaneça por mais de 5 min sem fluxo sanguí­neo, poderá sofrer lesões irreversíveis, uma vez que as células ner­ vosas não se regeneram. Em 1 min, a quantidade de sangue que circula no encéfalo é equivalente ao seu próprio peso. Patologias que comprometem os vasos cerebrais interrompem a circulação de determinadas ­áreas ence­ fálicas, podendo ocasionar necrose e alterações motoras, sensoriais e/ou psíquicas relacionadas com as características da ­área afetada pela artéria lesionada. As alterações frequentes são as tromboses, os aneurismas e as hemorragias.

 

9 Vascularização do Sistema Nervoso Central | Drenagem

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9

Vascularização do Sistema

Nervoso Central | Drenagem

Andréa Beatriz Bonsi  Rosana Cristina Boni

  Drenagem venosa do encéfalo 

Os capilares do tronco encefálico e do cerebelo drenam o sangue para as veias, que o levam para os seios venosos na dura-máter. O sangue, então, segue para as veias jugulares internas, que acabam recebendo praticamente todo o sangue do encéfalo. Sendo assim, as veias do encéfalo não seguem as artérias e são mais calibrosas. Devido ao fato de o leito venoso ser maior do que o arterial, a circulação venosa é mais lenta e apresenta pressão mais baixa. As veias encefálicas têm parede fina com pouca

­musculatura; por isso, outros elementos auxiliam na regulação ativa da circulação nas veias, como:

• Pulsação das artérias próximas

• Força da gravidade, que facilita o retorno venoso, não sendo necessária nem a presença de válvulas nas veias do encéfalo

• Aspiração da cavidade torácica.

As veias do encéfalo podem ser divididas em 2  grupos: o das veias cerebrais e o das veias cerebelares.

 

10 Sistema Nervoso Periférico

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Sistema Nervoso Periférico

Fábio C. Prosdócimi  Marcelo Betti Mascaro Â

Marcelo Ferreira Calderon

Como se sabe, o sistema nervoso periférico (SNP) é a parte do sistema nervoso que, em uma classificação que observe um critério anatômico, situa-se além das meninges, sendo constituí­do por nervos, gânglios e terminações nervosas. Certos aspectos desse sistema são especialmente pertinentes ao estudo do encéfalo e da medula espinal.

Tem-se como definição de nervo algo como “um cordão esbranquiçado formado pela união de vários axônios”; gânglio é “um acúmu­lo de corpos de neurônios fora do sistema nervoso”; e terminações nervosas são “estruturas simples ou complexas altamente especializadas na captação de estímulos”.

  Nervos cranianos 

Nervo olfatório

I par craniano

Nervo sensitivo

Origem aparente: bulbo olfatório (craniana – lâmina cribriforme)

Território de inervação: terço superior da mucosa nasal, tanto na parede lateral representada pela concha nasal superior quanto no septo nasal

 

11 Sistema Nervoso Autônomo

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Sistema Nervoso Autônomo

Arthur Georg Schmidt  Cyro Eduardo de Carvalho Ottoni Â

Lucio Frigo  Fábio C. Prosdócimi  Regiane Mathias

A inervação motora ou eferente das vísceras, ou seja, de um ­músculo liso,

­músculo cardía­co ou células glandulares, difere daquela dos ­músculos voluntários, visto que a conexão entre o sistema nervoso central e a víscera consiste em uma série de, pelo menos, 2 neurônios, em vez de 1 único neurônio motor.

  Sistema eferente visceral ou autônomo 

O ­músculo liso e as células secretoras das vísceras, além do ­músculo cardía­co, estão sob a dupla in­fluên­cia das divisões simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo (SNA). Porém, em alguns órgãos, essa divisão é funcionalmente antagônica, e a atividade visceral depende de um equilíbrio entre os 2 sistemas.

Gânglios autônomos

Um gânglio autônomo recebe fibras aferentes do tronco encefálico ou da medula espinal. Suas fibras eferentes, que inervam estruturas viscerais, são axônios das suas células principais.

 

12 Formação Reticular

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12

Formação Reticular

Arthur Georg Schmidt  Fábio C. Prosdócimi

Formação re­ticular é como se denomina, na parte posterior do tronco encefálico, a expressiva quantidade de grupos de neurônios e feixes de fibras entrelaçados que se assemelham, em cortes transversais, a uma rede (daí o nome re­ticular).

É formada por neurônios que, em sua maioria, exibem dendritos curtos que não se estendem para re­giões distantes de seus corpos celulares e apresenta uma arquitetura que possibilita receber e integrar influxos sinápticos da maioria ou de todos os axônios que atravessam ou se projetam para o tronco encefálico. Porém, não fazem parte dessa formação os nú­cleos de nervos cranianos e tratos que atravessam o tronco encefálico, apesar de alguns estarem na região correspondente a ela ou atravessarem-na.

Desse modo, conectando-se direta ou indiretamente com todas as re­ giões do sistema nervoso central (SNC), a formação re­ticular influencia diversas funções do organismo, como: controle motor, percepção de dor, regulação visceral (principalmente dos sistemas cardiovascular e respiratório) e, até mesmo, o ciclo circadiano (ou sono-vigília).

 

13 Núcleos da Base e Centro Branco Medular

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Núcleos da Base e Centro Branco Medular

Fábio C. Prosdócimi  Ricardo Monezi

O corpo estriado é uma região considerável de substância cinzenta próxima à base de cada hemisfério cerebral. Ele compreende o núcleo caudado e o núcleo lentiforme, o qual é dividido em putame e globo pálido. O claustro é uma lâmina delgada de substância cinzenta de importância obscura, si­tua­da entre o putame e o córtex da ínsula; e o corpo amigdaloide, no lobo temporal, é um componente dos sistemas olfatório e límbico.

  Desenvolvimento filogenético 

No encéfalo humano, o extenso córtex cerebral e a substância branca a ele associada são responsáveis por uma separação parcial do estriado em dois componentes. Fibras que conectam o córtex com centros subcorticais atravessam o estriado e estendem-se pelo lado medial do pálido menor (globo pálido) como cápsula interna. O estriado é dividido em núcleo caudado, medial às fibras itinerantes, e putame, lateral ao globo pálido. O globo pálido e o putame constituem o núcleo lentiforme.

 

14 Vias Aferentes

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Vias Aferentes

Fábio C. Prosdócimi, Juliana Paula Venites  Marcelo Betti Mascaro

As vias aferentes são uma corrente de neurônios na qual o impulso nervoso captado em um receptor periférico é conduzido até os centros de associação no sistema nervoso central. Classificam-se em: vias aferentes da sensibilidade; vias aferentes proprioceptivas inconscientes, ou da postura e do equilíbrio; e vias aferentes sensoriais (visão, audição, gustação e olfato).

  Vias aferentes da sensibilidade 

Sua classificação de acordo com a localização do receptor é:

• Sensibilidade exteroceptiva: receptores na pele

• Sensibilidade proprioceptiva: receptores nos ­músculos, nas ar­ ticulações e nos ossos

• Sensibilidade interoceptiva: receptores nas vísceras (estômago, pulmões etc.).

Sensibilidade exteroceptiva

Classifica-se de acordo com a natureza do estímulo, sensibilizando receptores específicos. Porém, embora haja receptores e vias específicos, os trajetos são os mesmos.

 

15 Vias Eferentes

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Vias Eferentes

Fábio C. Prosdócimi  Cristiano Schiavinato Baldan Â

Fernanda Lopes de Freitas Condi  Marcelo Betti Mascaro

As vias eferentes são uma corrente de neurônios na qual o impulso nervoso originado em um centro de associação do sistema nervoso central

(SNC) é conduzido ao órgão efetuador (responsável pela resposta, geralmente um ­músculo).

As vias eferentes classificam-se em vias eferentes da motricidade somática e vias eferentes da motricidade autônoma (ver Capítulo 11).

  Vias eferentes da motricidade somática 

Constituem os sistemas motores:

• Reflexo

• Piramidal (voluntário)

• Extrapiramidal.

O efetuador são os ­músculos esqueléticos comuns aos 3 sistemas. Os centros de associação constituem a grande diferença entre esses 3 sistemas motores, que diferem, portanto, pelo nível de organização.

O centro de associação do sistema motor reflexo está na medula e, por isso, é um centro segmentar. O centro de associação do sistema motor extrapiramidal encontra-se nos núcleos da base, no tronco encefálico e no diencéfalo, sendo, portanto, um centro suprassegmentar. O centro de associação do sistema motor piramidal (voluntário) está no córtex cerebral; logo, é um centro de associação cortical.

 

16 Sistema Límbico

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Sistema Límbico

Arthur Georg Schmidt  Fábio C. Prosdócimi

  Formação hipocampal 

A formação hipocampal compreende o hipocampo, o giro denteado e a maior parte do giro para-hipocampal. O hipocampo desenvolve-se de tal maneira que ocupa o assoalho do corno temporal do ven­trículo lateral, apresentando forma de “C”. É semelhante ao chifre de um carneiro, sendo denominado corno de Ammon (cornu ammonis). Sua face ven­tricu­lar é uma camada delgada de substância branca chamada álveo, composta por fibras que formam a fímbria do hipocampo.

O crescimento contínuo do hipocampo é responsável pela formação do giro denteado, que ocupa o intervalo entre a fímbria e o giro parahipocampal. A fissura corióidea nesse local é dorsal à fímbria do hipocampo.

Organização e circuitaria intrínsecas

O hipocampo, como foi observado em secção transversa (coronal), apresenta 3 ­áreas ou setores: CA1, CA2 e CA3. A camada molecular consiste em axônios e dendritos interconectados; no centro da formação hipocampal ficam localizadas a camada celular piramidal, as células principais do hipocampo e a camada polimórfica, similar à camada mais interna do neocórtex.

 

Glossário | Termos Neuroanatômicos e Etimologia

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Glossário

Termos Neuroanatômicos e Etimologia*

  A 

Abducente – ab (longe) + ducere (conduzir)

Acessório – accessorius/accedere (acrescentar)

Aferente – afferre (trazer para) = ad (perto) + ferre (trazer)

Ambíguo – ambo (os dois lados) + agere (dirigir)

Amigdaloide – amygdalé (amêndoa) + oidés (em forma de)

Anastomose – anastomosis (através das bocas ou das entradas) = ana

(através de) + stoma (boca, entrada)

Aqueduto – aqua (água) + ductus (condução, traçado)/ducere (conduzir, guiar)

Aquoso – aquosus (aquoso, úmido)

Aracnoide – arachné (aranha ou sua teia) + oidés (em forma de)

Arqueado – arcuatus (arqueado)

Árvore – arbor (árvore)

Árvore da vida – arbor (árvore) + vitae (da vida)

Asa – agere (agir)

Ascendente – ascendere (elevar, subir)

Audição – auditus (audição)

Auditivo – audire (ouvir)

Autônomo – autos (próprio, o mesmo) + nómos (regra)

  B 

Bainha – vagina (estojo, como o de uma espada)

 

Atlas de Neuroanatomia

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Atlas de Neuroanatomia

Figuras reproduzidas de:

Wolf-Heidegger. Atlas de Anatomia Humana. 6a ed. Rio de Janeiro:

Guanabara Koogan; 2006.

Prosdocimi 20-Atlas_001 a 045.indd 107

4/10/2013 16:14:57

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Manual de Neuroanatomia Humana | Guia Prático

Cavidade do crânio

Encéfalo

Cérebro –

Cerebelo –

Medula oblonga –

Forame magno

Medula espinal

Intumescência cervical

Canal vertebral

Intumescência lombossacral

Cone medular

Filamento terminal

Canal sacral

Figura A1 Parte central do sistema nervoso; vista lateral esquerda.

Prosdocimi 20-Atlas_001 a 045.indd 108

1/10/2013 13:56:36

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Atlas de Neuroanatomia

Nn. cranianos

Nn. olfatórios (I) –

Bulbo olfatório

N. óptico (II) –

Trato olfatório

N. oculomotor (III) –

Quiasma óptico

N. troclear (IV) –

Trato óptico

N. trigêmeo (V) –

N. trigêmeo [V]

 

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