Cuidados Críticos em Enfermagem

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Cuidados Críticos em Enfermagem destaca a importância da abordagem multiprofissional no cuidado do paciente e aborda desde a fisiologia, a prevenção e o diagnóstico até o acompanhamento de exames para o tratamento mais eficaz, evidenciando o papel do profissional de enfermagem em situações clínicas muitas vezes tão desafiadoras. Dividida em seis partes e estruturada para consulta rápida e prática, esta obra apresenta os principais distúrbios e doenças encontrados na rotina hospitalar, todos exemplificados com análises e estudos de casos reais, aprovados por Comitês de Ética em Pesquisa, servindo como excelente guia para enfermeiros e estudantes de enfermagem.

20 capítulos

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1 - Acidente Vascular Cerebral Isquêmico

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1

Acidente Vascular

Cerebral Isquêmico

Osvaldo Ramos da Silva Neto, Anita Bittencourt Costa,

Larissa Chaves Pedreira e Lívia Magalhães Costa Castro

Introdução

As doenças cerebrovasculares se configuram como a segunda causa de mortalidade no mundo, respondendo por 9,7% – cerca de 5,7 milhões – dos óbitos anuais (em primeiro lugar, encontram-se as doenças cardiovasculares), e a primeira causa em incapacidade.

Nos países industrializados, o acidente vascular cerebral (AVC) ocupa a terceira posição no ranking de óbitos, perdendo para as doenças que acometem o coração e para o câncer, em primeiro e segundo lugar respectivamente.1

No Brasil, as doenças cerebrovasculares são a principal causa de morte nas últimas duas décadas, estando acima das doenças cardiovasculares. Isso resulta da mudança no perfil de morbimortalidade, com redução da mortalidade por doenças infectocontagiosas, e do aumento da expectativa de vida da população brasileira.2

 

2 - Meningite Meningocócica

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2

Meningite

Meningocócica

Israel Vinicius Amorim Santos, Amanda Pamponet

Brandão de Cerqueira, Kátia dos Santos Pinto,

Beatriz Mergulhão e Jorgas Marques Rodrigues

Introdução

A doença meningocócica é um problema de saúde pública, caracterizado por seu perfil endêmico e elevada mortalidade. Estudos afirmam que, no Brasil, sua letalidade é bastante elevada, chegando em torno de 18 a 20%.1

Seu agente etiológico é a Neisseria meningitidis, um diplococo Gram-negativo. Classifica-se em vários sorogrupos, porém os mais importantes são: A, B, C, W135 e Y.2 A doença meningocócica é infectocontagiosa, de notificação compulsória, cujos sinais e sintomas são: febre, cefaleia intensa, vômito em jato, rigidez de nuca, sinais de irritação meníngea, convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo. A confirmação diagnóstica se faz por meio de exames laboratoriais; em casos com história de vínculo epidemiológico com caso confirmado laboratorialmente ou todo caso suspeito com bacterioscopia positiva (diplococo

 

3 - Infarto Agudo do Miocárdio

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3

Infarto Agudo do

Miocárdio

Patrícia Claus Rodrigues, Alessandra Acquesta Castelli,

Ana Carolina Gomes e Laura Lopes Nogueira Pinto

Introdução

A cardiologia evoluiu muito ao longo dos anos, exigindo versatilidade e capacitação diferenciadas dos profissionais de saúde perante os cuidados prestados. Com o intuito de beneficiar o paciente, as equipes multiprofissionais devem refletir sobre a interdependência, o sincronismo e a comunicação efetiva para o sucesso do atendimento.

Para tanto, no infarto agudo do miocárdio, é necessário ter como prioridade comum o restabelecimento imediato do fluxo coronário, visando aos melhores resultados: recuperação da função ventricular e redução da mortalidade.

As doenças cardiovasculares são apontadas como a principal causa de mortalidade e complicações intra-hospitalares no Brasil e nos EUA.1,2 Somente no Brasil, entre os anos de 2001 e 2010, foram registrados mais de 1 milhão de óbitos por doenças do aparelho circulatório, sendo aqueles por infarto agudo do miocárdio (IAM) 40% do total, com mais de 60 mil óbitos.3

 

4 - Fibrilação e Taquicardia Ventricular

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4

Fibrilação e Taquicardia

Ventricular

Márcia Cristina da Cruz Mecone, Beatriz de Souza Lima,

Eliseth Ribeiro Leão, Beatriz Murata Murakami e Michael Medeiros Coelho

Introdução

A fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular (TV) são arritmias cardíacas conhecidas como as modalidades de ritmos chocáveis presentes na parada cardiorrespiratória (PCR) e com possibilidade considerável de sobrevida, desde que detectadas e iniciado precocemente o atendimento. Assim sendo, cabe aos profissionais de saúde atentar para sua identificação precoce, bem como para que seu manejo clínico seja rápido e eficiente. Para tanto, as diretrizes preconizadas pela American Heart Association

(AHA), com a atualização contínua dos profissionais, constituem elementos fundamentais à redução desse índice.1

Este capítulo abordará como esses dois ritmos cardíacos se apresentam no paciente e quais são os cuidados que devem ser tomados pela equipe de enfermagem diante de tal cenário.

 

5 - Insuficiência Cardíaca Congestiva

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5

Insuficiência Cardíaca

Congestiva

Izabel Vilas Boas dos Santos, Ubiratan Oliveira de Araujo,

Virgínia Ramos dos Santos Souza Reis e Marli Moura

Introdução

O aumento da incidência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) tem sido alvo de preocupação governamental, das instituições e dos profissionais da saúde.

Estudos apontam a gravidade desse grupo de afecções, tendo em vista seu amplo impacto socioeconômico. Estima-se que, em 2012, 38 milhões de pessoas morreram por DCNT e, em 2030, 52 milhões virão a óbito por essas causas. Em 2012, 48% das mortes pelas DCNT ocorreram antes dos 70 anos em países de baixo e médio desenvolvimento econômico.1

Entre as DCNT, os agravos cardiovasculares constituem as principais causas de morbidade e mortalidade mundiais; nesse contexto, a insuficiência cardíaca (IC) apresenta relevante magnitude. Dados epidemiológicos apontam que a IC afeta 23 milhões de pessoas no mundo, e estima-se o diagnóstico de 2 milhões de casos novos a cada ano.2 No Brasil, em consonância com os dados globais, a IC tem grande importância na atenção à saúde – estimam-se 2 milhões de pessoas acometidas por esse tipo de agravo, além de aproximadamente 240 mil novos casos por ano, acarretando um custo anual de tratamento de R$

 

6 - Arritmias Cardíacas

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6

Arritmias Cardíacas

Magali Hiromi Takashi

Introdução

As arritmias cardíacas são frequentes na população em geral, mas em particular nos pacientes com doenças cardíacas.

Seus portadores podem passar a vida sem apresentar manifestações clínicas específicas ou ter sua qualidade de vida significativamente comprometida e, em casos extremos, ser suscetíveis à morte súbita. Esse amplo espectro de apresentação e riscos torna o manuseio dos pacientes com arritmias cardíacas um desafio constante para os profissionais da saúde das unidades de emergência, clínicos gerais, cardiologistas e até mesmo especialistas. Além disso, o constante avanço do conhecimento e sua tradução rápida para a prática clínica tornam necessária a atualização contínua nesse campo do conhecimento.1

A arritmia significa uma alteração do ritmo normal do coração, de modo que são produzidas frequências cardíacas rápidas, lentas e/ou irregulares. Também é conhecida como disritmia ou ritmo cardíaco irregular. Pode ocorrer em indivíduos com o coração normal ou como resposta a outras doenças, distúrbios eletrolíticos ou intoxicação medicamentosa.1

 

7 - Criança Cardiopata em Uso de Oxigenação por Membrana Extracorpórea

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7

Criança Cardiopata em Uso de Oxigenação por Membrana

Extracorpórea

Harriet Bárbara Maruxo, Celia Hiromi Shiotsu,

Rika Miyahara Kobayashi, Amanda Ximenes de Souza e Marcielle Leonardi

Introdução

Este capítulo tem como objetivo descrever um estudo de caso*, mediado pelo uso da

WebQuest, realizado para desenvolver a competência profissional do residente de enfermagem cardiovascular na assistência a criança cardiopata em uso de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO).

Os programas de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde constituem modalidade de ensino de pós-graduação lato sensu (especialização) destinada às profissões da saúde e caracterizada por ensino em serviço, com carga horária de 5.760 h, cursadas em, no mínimo, 2 anos e em regime de dedicação exclusiva, visando à integração ensino-serviço-comunidade no âmbito da atenção à saúde e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).1

Nessa instituição, campo deste estudo, o curso de Residência de Enfermagem foi constituído em 1980, como um curso de Aprimoramento em Enfermagem Cardiovascular, credenciado, em 2008, pela Comissão Nacional de Residência de Enfermagem como modalidade Residência e cadastrado, em 2011, como um Programa de Residência, em parceria com a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP).2

 

8 - Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo

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8

Síndrome do

Desconforto

Respiratório Agudo

Patrícia Claus Rodrigues, Cássia Lima de Campos,

Jaquelline Passos Carvalho e Renata Luciria Monteiro

Introdução

Os dados epidemiológicos de síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) ainda são escassos e apresentam significativa variabilidade, provavelmente pelo fato de o diagnóstico ser baseado em consensos, não existindo ainda uma definição precisa nem um teste padrão-ouro para o diagnóstico.1 Muitas foram as definições discutidas para padronizar o diagnóstico de SDRA; a última ocorreu no consenso de Berlim, em

2012. Desse modo, os estudos de incidência dessa patologia ainda se baseiam na Conferência de Consenso Americano-Europeu (CCAE) de 1994.2,3

Uma revisão da literatura que analisou estudos com população de adultos e crianças, publicados depois de 2000, usando a definição da CCAE, mostrou que os valores europeus de incidência de SDRA em adultos (de 5 a 7,2 novos casos/100.000 população/ano) são significativamente menores que os dos EUA (33,8 novos casos/100.000 população/ano), o que pode ser explicado pelo número de leitos e de internações em unidades de terapia intensiva (UTI), maior nos EUA que na Europa, além, é claro, das diferenças demográficas, econômicas e de saúde de cada continente.1

 

9 - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

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9

Doença Pulmonar

Obstrutiva Crônica

Ângela Cristina Fagundes Góes, Érica Santos de Lima,

Maurício Souza Freitas, Dândara Santos Silva e

Thamyris Freitas Nolasco

Introdução

O número de casos da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é crescente no mundo. Isso se deve a fatores como o tabagismo e a poluição ambiental e ocupacional.

A fragilidade na política de prevenção também pode contribuir para o aumento de casos de DPOC.

O tabagismo, seja ativo, seja passivo, ainda é o principal fator de risco para o desenvolvimento da DPOC. A prevalência mundial está em torno de 9 a 10% em indivíduos com idade maior que 40 anos. Cerca de 15 a 20% dos fumantes acabam desenvolvendo a doença, embora alguns indivíduos possam desenvolvê-la sem terem sido fumantes, como

é o caso daqueles com deficiência da alfa-1 antitripsina. A prevalência do DPOC aumenta com a idade e com o tipo de exposição aos fatores de risco, bem como em pessoas do sexo masculino. O início da doença pode ser silencioso, e os sintomas aparecem, muitas vezes, quando 50% da capacidade pulmonar foi afetada, o que agrava as exacerbações.1-4

 

10 - Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica Invasiva

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10

Pneumonia Associada

à Ventilação Mecânica

Invasiva

Sílvia Christine Moreira Oliveira, Renata Lívia Afonso

Costa, Jorgas Marques Rodrigues, Beatriz Mergulhão e

Larissa Chaves Pedreira

Introdução

Os pacientes criticamente enfermos, população majoritária nas unidades de terapia intensiva (UTI), frequentemente necessitam de suporte ventilatório mecânico, também conhecido como ventilação mecânica (VM), como consequência de insuficiência respiratória associada a situações de trauma, agudização de condições clínicas crônicas e patologias agudas.

Poucos estudos epidemiológicos são desenvolvidos sobre a pneumonia associada

à ventilação mecânica (PAVM), sua incidência e mortalidade. Entretanto, as pesquisas existentes na área apontam que até 52% dos pacientes em uso de VM invasiva desenvolvem a PAVM, e sua mortalidade em países desenvolvidos pode chegar a 60% dos casos.1

A PAVM é considerada uma inflamação do parênquima pulmonar causada por um agente infeccioso, podendo se manifestar entre 48 e 72 h após a intubação do paciente, e tem graves consequências, entre elas a elevação da mortalidade e do tempo de internamento hospitalar (entre 5 e 21 dias), com aumento de custos entre U$ 10.000 e U$ 40.000 por paciente.2

 

11 - Distúrbio Hidreletrolítico e Acidobásico

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11

Distúrbio

Hidreletrolítico e

Acidobásico

Carolina de Souza Carvalho Serpa dos Santos,

Mário Henrique Bernardo de Oliveira, Juliete Suana

Carneiro, Luanne Pereira de Oliveira, Luciane Ibiapina

Paz e Tatiane Aguiar Carneiro

Introdução

A manutenção da homeostase corporal depende diretamente do equilíbrio hidreletrolítico e acidobásico, e seu controle é de responsabilidade dos sistemas renal e pulmonar, os quais se mantêm pela distribuição no corpo e pelo influxo e efluxo de água e eletrólitos.

Mesmo com alterações no consumo e na perda, o corpo humano tem a capacidade de sustentar o equilíbrio hidreletrolítico e acidobásico por mecanismos compensatórios, porém alguns fatores, como perdas significativas de líquido, ingestão diminuída ou doenças, podem desencadear desequilíbrios nos líquidos corporais, na concentração de hidrogênio (pH) e nos eletrólitos, alterando, desse modo, o metabolismo, a respiração e as funções dos sistemas nervoso, cardiovascular e renal, o que, por tempo prolongado, pode levar a problemas crônicos de saúde irreversíveis.1

 

12 - Lesão Renal Aguda

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12 Lesão Renal Aguda

Ângela Cristina Fagundes Góes, Dândara Santos

Silva, Thamyris Freitas Nolasco e Larissa dos Santos

Ribeiro Pereira

Introdução

O quantitativo de pacientes portadores de doença renal (DR) no Brasil vem aumentando significativamente nos últimos 10 anos. O censo 2013 da Sociedade Brasileira de

Nefrologia estima que 100.397 pessoas por ano, no Brasil, realizam tratamento dialítico, sendo o maior percentual (62,6%) de pessoas na faixa etária entre 19 e 64 anos e do sexo masculino (58%).1

Estima-se que o Brasil teve, em 2013, 34.161 novas pessoas em tratamento dialítico, sendo 6.019 na região Nordeste. A população estimada aguardando na fila para transplante renal entre 2011 e 2013 foi de 31.351 pessoas. O número anual de óbitos de pessoas em diálise é de 17.944.1

Segundo informações disponíveis no Datasus, em Salvador (BA), no ano de 2009, o maior percentual de internações por doenças do aparelho geniturinário ocorreu na faixa etária de 5 a 9 anos (8,6%) e de 50 a 64 anos (7,9%).2

 

13 - Infecção do Trato Urinário

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13

Infecção do

Trato Urinário

Alyne Henri Motta Coifman, Lívia Pinheiro Pereira e

Ruth Moreira Barros

Introdução

A infecção do trato urinário (ITU) é um tipo de infecção hospitalar que tem como um dos principais fatores de risco o uso do cateter urinário. Pacientes criticamente enfermos habitualmente fazem uso do cateter urinário para controle de diurese, sendo expostos a infecção na via urinária; desse modo, são necessárias medidas preventivas para a minimização desse problema.

A alta frequência de ITU tanto em pacientes internados quanto em ambulatoriais representa uma causa importante de morbidade e mortalidade e tem se apresentado, atualmente, como grave problema de saúde pública. As infecções que ocorrem em ambiente hospitalar aumentam o tempo de internação do indivíduo, o custo da hospitalização e a variedade de uso de antimicrobianos.1

A infecção urinária é responsável por cerca de 40% do total de infecções nosocomiais relatadas ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos EUA, com prevalência variável entre 1 e 10%. Entre indivíduos institucionalizados, a ITU é a infecção bacteriana mais comum − 12 a 30% dessa população experimenta um episódio de infecção por ano.2

 

14 - Câncer de Colo de Útero

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14

Câncer de Colo de Útero

Lilian Guardian e Tatiane Tiengo

Introdução

Como consequência do processo de urbanização, da industrialização e dos avanços da ciência e da tecnologia, o Brasil tem sofrido mudanças em seu perfil demográfico e a população está envelhecendo. Esses aspectos têm causado uma alteração importante no perfil de morbimortalidade, diminuindo doenças infectocontagiosas e trazendo como centro de atenção as doenças crônico-degenerativas, entre elas o câncer.1

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), câncer é o termo usado para um grande grupo de doenças que podem afetar qualquer parte do corpo. Outros termos usados são tumores malignos ou neoplasias.2

O câncer caracteriza-se por rápido crescimento de células anormais, que podem invadir tecidos adjacentes do corpo e se propagar para outros órgãos, processo que se denomina metástase.2

Estima-se, para 2015, a ocorrência de, aproximadamente, 576 mil novos casos de câncer, o que reforça a magnitude do problema no país. No Brasil, sem considerar os casos de câncer de pele do tipo não melanoma, estimam-se 190 mil novos casos de câncer feminino.1

 

15 - Rabdomiólise

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15

Rabdomiólise

Thaís Andrade Rotondano, Suzana Santos Lima,

Lais Lopes Coimbra, Larissa Chaves Pedreira e

Alyne Henri Motta Coifman

Introdução

Após traumas musculares extensos, complicações metabólicas podem surgir por conta da necrose muscular, denominada rabdomiólise. Nos EUA, ocorrem, por ano, cerca de

26.000 casos de rabdomiólise. A taxa de mortalidade nesses pacientes fica em torno de

5%, e há maior prevalência no sexo masculino, sobretudo no grupo associado ao trauma.1

Nos pacientes acometidos, a lesão renal aguda (LRA) mioglobinúrica ocorre, aproximadamente, em 30% dos casos. Estima-se que 10 a 15% das LRA são provocadas por rabdomiólise.1

Denomina-se rabdomiólise a síndrome que acontece pela degeneração de células musculares estriadas, com liberação de material tóxico intracelular (mioglobinas, eletrólitos e enzimas musculares, principalmente a creatinofosfoquinase – CPK) na corrente sanguínea.

A gravidade da doença varia de elevações assintomáticas das enzimas musculares séricas a casos de extrema elevação destas, desequilíbrio eletrolítico e insuficiência renal aguda.2,3

 

16 - Lesão por Pressão na Pessoa Idosa

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16

Lesão por Pressão na Pessoa Idosa

Iris Soeiro de Jesus Limeira, Celimar Souza dos Santos

Bittencourt, Mariana Pinheiro Santos, Mavy Batista

Dourado e Normaci Avelina Teodora

Introdução

As lesões por pressão (LPP) constituem problemas frequentes associados ao comprometimento da mobilidade e com ocorrências em diversas modalidades de assistência, afetando principalmente as pessoas idosas. Durante muito tempo foram denominadas

úlcera por pressão. Contudo, em abril de 2016, a National Pressure Ulcer Advisory

Panel (NPUAP) publicou a alteração na terminologia, considerando que a expressão atual descreve de maneira mais precisa esse tipo de lesão, tanto na pele intacta como na pele ulcerada. Além disso, a NPUAP atualizou a nomenclatura dos estágios do sistema de classificação.1

A LPP é definida como um dano localizado na pele e/ou nos tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato, como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento.2 A tolerância do tecido mole para a pressão e o cisalhamento também pode ser afetada pelo microclima, pela nutrição, por perfusão, por doenças associadas e pela condição desse tecido.

 

17 - Sepse

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17 Sepse

Ceci Figuerêdo da Silva, Tamara Missão da Silva Rios,

Djalisson Tayner de Souza Pereira, Beatriz Mergulhão e Narla Santana de Oliveira

Introdução

A sepse é uma das causas mais comuns de admissão nas unidades de terapia intensiva

(UTI). Estudos epidemiológicos desenvolvidos no Brasil, a exemplo do Bases (Estudo

Brasileiro de Epidemiologia da Sepse), realizado em cinco UTI dos estados do Sul e do

Sudeste, revelaram uma incidência de 46,9% de pacientes com diagnóstico de sepse,

27,3% de sepse grave e 23% de choque séptico, fenômeno este associado a elevados

índices de mortalidade.1 Apesar da modernização dos métodos diagnósticos, da utilização de antibióticos de largo espectro, do monitoramento hemodinâmico à beira do leito, do controle metabólico rigoroso e intensivo e dos novos recursos terapêuticos, a mortalidade da sepse e do choque séptico, no Brasil, chega a 56%.2

Por se tratar de uma doença com alta taxa de mortalidade, são imprescindíveis a identificação e o manejo precoces, por meio da implementação das diretrizes para diagnóstico e tratamento contidas nos consensos. O conceito e os critérios clínicos para o diagnóstico de sepse foram atualizados recentemente, durante o International Sepsis

 

18 - Trauma Toracoabdominal por Arma de Fogo

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18

Trauma

Toracoabdominal por Arma de Fogo

Luna Vitória Cajé Moura, Anita Bittencourt Costa,

Roberta Fernanda da Silva, Nataly dos Santos Soares

Introdução

O mundo passa por diversas transformações, e a disseminação da violência, com seu efeito devastador na humanidade, cresce, lamentavelmente, de modo concomitante.

Mudanças econômicas e sociais aumentam exponencialmente as causas externas de agressão ao ser humano no cenário mundial e, como exemplo disso, em 2002, nos EUA, houve um total de 101.537 óbitos relacionados com trauma, representando a 5a maior causa de óbito.1 Após aproximadamente uma década e meia, esses números continuam a crescer. Entende-se por causas externas as ocorrências e circunstâncias ambientais como causa de lesões ou, ainda, acidentes e violência.

No Brasil, no ano de 2004, a mortalidade por causas externas representou 12,4% do total de óbitos, ou seja, 124.470 óbitos. O trauma abdominal está presente em 13 a 15% de todos os acidentes fatais e contribui para mortes tardias por sepse.2 As internações por lesões por armas de fogo são muito expressivas, tendo tido um crescimento de 95% do início para o final da década de 1990. Nacionalmente, pesquisas mostraram que, entre as agressões que levam à internação hospitalar, as por armas de fogo representam 33,2%.3

 

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