Manual Roca Técnicas de Laboratório - Líquidos Biológicos

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Esta série reúne informações sobre técnicas e procedimentos laboratoriais cujo estudo sempre foi dificultado pela escasez de literatura específica. De fácil consulta, abrangente e didático, este trabalho pioneiro foca o conhecimento atual no manuseio das amostras, métodos atuais empregados e resultados esperados.Público-alvo - estudante de farmácia, bioquímica, biomedicina e biologia.

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CAPÍTULO 1 - URINA

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Capítulo 1

URINA

INTRODUÇÃO

A função excretora dos rins é responsável pela manutenção do volume e da composição dos fluidos orgânicos, cujo produto final é a urina. Os rins também produzem substâncias vasoativas que afetam o fluxo local e sistêmico, a eritropoetina, que controla a eritropoese da medula óssea, e substâncias que modificam a molécula de vitamina D, importante para o controle do equilíbrio de cálcio e fósforo no organismo. Os rins também contribuem para a manutenção dos níveis de glicemia por meio da neoglicogênese.

A função de depuração do sangue é fundamental para a manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico. Esta função é realizada pelos néfrons (unidades filtradoras) corticais e justamedulares, que dependem do fluxo sanguíneo renal. O volume, a acidez e o conteúdo de sais minerais na urina são regulados por hormônios, como a aldosterona e o hormônio antidiurético.

A urina é o produto final da excreção renal. Ela é composta principalmente de água (ao redor de 96%), e contém ureia, ácido úrico, sais minerais e outras substâncias. Normalmente ela é expelida estéril e qualquer alteração de suas características indica doença. Desta forma, o exame da urina é um dos exames realizados na medicina humana e sua padronização e interpretação são fundamentais para a fisiopatologia das enfermidades.

 

CAPÍTULO 2 - LÍQUIDOS CAVITÁRIOS

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Capítulo 2

LÍQUIDOS CAVITÁRIOS

Os líquidos cavitários incluem os líquidos pleural, pericárdico e peritoneal. Sua formação depende de ultrafiltração através da membrana parietal, em função da pressão hidrostática, determinada principalmente pela pressão sanguínea e pela pressão coloidosmótica (relacionada às proteínas plasmáticas). A permeabilidade capilar também é um importante fator envolvido na formação dos líquidos cavitários. As principais funções dos líquidos cavitários são a proteção mecânica dos órgãos, o fornecimento de nutrientes e a eliminação de catabólitos. Os volumes normais para um indivíduos adulto são de aproximadamente 10mL de líquido pleural, 20 a 50mL de líquido pericárdico e 100mL de líquido peritoneal.

O acúmulo de líquidos cavitários, ou derrame, pode decorrer de vários processos fisiopatológicos, como aumento de permeabilidade capilar (encontrado em processos inflamatórios, infecciosos e tumorais), aumento de pressão hidrostática (como em insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão arterial sistêmica), diminuição da pressão coloidosmótica

 

CAPÍTULO 3 - LÍQUIDO SINOVIAL (ARTICULAR)

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Capítulo 3

LÍQUIDO SINOVIAL (ARTICULAR)

A cavidade articular é delineada por duas superfícies articulares de cartilagem hialina e pela sinóvia localizada perifericamente. A membrana sinovial não tem camada basal ou de células epiteliais, porém possui uma rica rede capilar. Os capilares mais superficiais próximos às células de revestimento são fenestrados, facilitando trocas rápidas de água e solutos e o papel fisiológico ativo da membrana. As articulações diartrodiais contêm quantidades muito pequenas de líquido sinovial. Este líquido origina-se do plasma, que é filtrado pela rede capilar e se difunde para o interior da cavidade articular, onde é adicionado ao ácido hialurônico sintetizado localmente, que confere a viscosidade característica do líquido sinovial. A membrana sinovial também reveste a porção interna das bainhas dos tendões e das bursas sinoviais. As funções do líquido e membranas sinoviais são o transporte de nutrientes para a cartilagem articular avascular, e auxílio à lubrificação da articulação, mantendo a integridade e a defesa da cartilagem, fornecendo proteção mecânica contra choques e também eliminando catabólitos.

 

ANEXO 1 - COLORAÇÃO DE PAPANICOLAOU

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Anexo 1

COLORAÇÃO DE PAPANICOLAOU

FUNDAMENTO

O mecanismo de coloração das células ainda é controverso, mas duas hipóteses se destacam: fenômenos de adsorção e fatores químicos. Nos dois casos, o grau de dissolução dos corantes e a forma sob a qual se encontram, aniônica ou catiônica, são fatores importantes.

Admite-se que porções celulares de pH ácido tendam a se combinar com os corantes de radical catiônico e o inverso se daria com os de radical aniônico. Enquanto o citoplasma é formado por componentes ácidos e básicos, no núcleo das células predominam os ácidos nucleicos. A hematoxilina é o primeiro corante utilizado na coloração de Papanicolaou. Ela reage com os

ácidos nucleicos, conferindo ao núcleo uma coloração azulada.

PROCEDIMENTO TÉCNICO

A coloração segundo Papanicolaou utiliza três corantes: hematoxilina, OG-36 e EA-36 ou EA-65. Segue-se um esquema da coloração:

1. Álcool absoluto: 10 imersões.

2. Álcool a 95%: 10 imersões.

 

ANEXO 2 - COLORAÇÃO DE GRAM

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Anexo 2

COLORAÇÃO DE GRAM

FUNDAMENTO

A coloração tem este nome devido ao Dr. Christian

Gram, que descreveu o processo em 1884, ao fazer referência à composição da parede celular bacteriana. As bactérias Gram-positivas possuem uma espessa camada de peptidioglicano sobre a qual se encontra uma camada de lipoproteínas, fosfolípides, proteínas e lipopolissacarídeos.

A coloração envolve quatro reagentes: cristal violeta e lugol (CV-I), álcool-acetona e ficsina ou safranina.

Nas bactérias Gram-negativas, o álcool-acetona extrai os lipídios, levando ao aumento da permeabilidade da parede celular. Desta forma, o complexo CV-I é retirado e as bactérias são descoradas. A fucsina ou safranina funcionam como contracorante (o tratamento não altera a cor roxa nas Gram-positivas e as Gramnegativas tornam-se avermelhadas).

PROCEDIMENTO TÉCNICO

• Fazer um esfregaço homogêneo, fixar pelo calor e esperar esfriar.

• Cobrir com cristal violeta e deixar agir por 1min.

 

ANEXO 3 - ENSAIOS BIOQUÍMICOS

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Anexo 3

ENSAIOS BIOQUÍMICOS

ÁCIDO ÚRICO

MÉTODO ENZIMÁTICO

COLORIMÉTRICO UOD-PAP

O ácido úrico é o produto final do metabolismo das purinas, estando elevado em várias situações clínicas além da gota. Somente 10% dos pacientes com hiperuricemia têm gota. Níveis elevados também são encontrados em insuficiência renal, etilismo, cetoacidose diabética, psoríase, pré-eclâmpsia, dieta rica em purinas, neoplasias, pósquimioterapia e radioterapia, uso de paracetamol, ampicilina, aspirina (doses baixas), didanosina, diuréticos, betabloqueadores, dentre outras drogas. Diminuição dos níveis é encontrada em dieta pobre em purinas, defeitos dos túbulos renais, porfiria, uso de tetraciclina, alopurinol, aspirina, corticoides, indometacina, metotrexato, metildopa, verapamil, intoxicação por metais pesados e em aumento do clearance renal.

Fundamentos do Método

Neste presente método, o ácido úrico da amostra sofre a ação da uricase, na presença de oxigênio, produzindo alantoína e peróxido de hidrogênio, este em presença de um reagente fenólico (N-etil-N- (2-hidroxi-3-sulfopropil)-3-toluidina dissódica – TOOS) e da

 

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