Fisioterapia Geriátrica, 3ª edição

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Totalmente revisada e atualizada, a 3ª edição de Fisioterapia Geriátrica oferece uma abordagem abrangente da ciência e da práticada fisioterapia para a terceira idade. Esta obra renomada apresenta informações práticas sobre asalterações funcionais relacionadas com a idade, o impacto dessas modificaçõesno exame e na avaliação do paciente, bem como as intervenções que maximizam oenvelhecimento ótimo. Ideal para a abordagem efetiva dos distúrbiosgeriátricos, seu conteúdo é baseado em evidências e pode ser empregado durantetodo o tratamento do paciente, incluindo os conhecimentos necessários para osucesso clínico.

 

26 capítulos

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1 - Fisioterapia Geriátrica no Século 21 | Princípios e Abordagens para a Prática

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1

Fisioterapia Geriá­trica no ­Século 21 | Princípios e

Abordagens para a Prática

Rita A. Wong

CC

Introdução

Este livro tem por objetivo a reflexão, crítica, objetiva e analítica, da fisioterapia aplicada no idoso. Todos os fisioterapeutas, não apenas aqueles que trabalham em situações tradicionalmente identificadas como “geriá­tricas”, devem conhecer a base da geriatria e ser capazes de aplicar este conhecimento em vários idosos. Na verdade, os idosos representam, pelo menos,

40% dos pacientes atendidos em todos os setores de fisioterapia.1 Embora os princípios fundamentais do tratamento do paciente sejam semelhantes, independentemente da idade, existem características únicas e par­ticularidades no tratamento dos idosos que podem melhorar substancialmente os resultados.

Assim, este capítulo começa com uma breve discussão dos princípios discutidos neste livro: prática ba­sea­da em evidências, envelhecimento ­ideal, curva descendente do envelhecimento, tomada de decisão clínica na geriatria, o papel dos exercícios e atividade física para um envelhecimento ativo, objetividade no uso dos instrumentos para avaliação dos desfechos e importância dos valores e motivação do paciente. O texto con­ti­nua com uma discussão sobre o profissional do futuro em geriatria e os mecanismos necessários para expandir esta participação. A seguir, abordamos conceitos importantes para localização, análise e aplicação no tratamento dos idosos. O capítulo termina com uma discussão sobre os mitos e as verdades sobre o envelhecimento e seu impacto nos serviços de saú­de para os idosos.

 

2 - Implicações do Envelhecimento da População na Reabilitação | Demografia, Mortalidade e Morbidade dos Idosos

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Implicações do

Envelhecimento da

População na Reabilitação |

Demografia, Mortalidade e

Morbidade dos Idosos

Andrew A. Guccione

Quais são as implicações quando cresce o número de idosos na sociedade norte-americana? Qual o efeito sobre os profissionais especializados em reabilitação como os fisioterapeutas?

Alguns experts no assunto descreveram o envelhecimento nos

EUA durante os últimos 60  anos como um problema social que amea­ça os parcos recursos do sistema de saú­de. Outros descreveram este mesmo grupo como uma rica fonte para suas famílias e comunidades, ainda muito participativo na vida, de modo ativo e saudável. É possível que essas duas representações contrastantes dos idosos norte-americanos descrevam o mesmo grupo de in­di­ví­duos?

O objetivo deste capítulo é rever as características sociodemográficas dos idosos nos EUA e relacionar esses fatores com a morbimortalidade nesta população. Desse modo, constatamos que as imagens conflitantes dos idosos como ativos e saudáveis, ou como doentes e frágeis, não são incorretas nem contraditórias, porém mais adequadamente aplicadas apenas a alguns segmentos de uma população heterogênea.

 

3 - Fisiologia do Declínio Relacionada com a Idade e com o Estilo de Vida

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Fisiologia do Declínio

Relacionada com a Idade e com o Estilo de Vida

Marybeth Brown

CC

Introdução

O envelhecimento é um processo fundamental que afeta todos os nossos sistemas e tecidos. A velocidade e a magnitude da alteração em cada sistema podem ser diferentes entre as pessoas, mas o declínio corporal total é parte inevitável da vida de todos nós. Ironicamente, nós gastamos cerca de 75% de nossa vida no processo de declínio.

Embora existam centenas de teorias sobre o motivo pelo qual envelhecemos, não há uma satisfatória para todas as alterações que o corpo sofre. Na verdade, o estudo sobre envelhecimento ainda está engatinhando. Mesmo tendo ocorrido enormes avanços na compreensão do processo de envelhecimento, ainda há muito a ser descoberto sobre a ciên­cia do declínio relacionado com a idade. Um avanço recente é o reconhecimento de que a inflamação corporal total é um fator importante que contribui para tal declínio: um desvio significativo de conceitos como desgaste natural e relógio biológico que se baseia na programação genética. Além disso, apenas recentemente percebeu-se que cerca de metade do declínio no envelhecimento tem base genética.1-5 As outras alterações relacionadas com a idade são conse­quência do estilo de vida, sobretudo da inatividade física, a qual pode ser responsável pelos outros 50% do declínio com o envelhecimento. O declínio biológico associado ao sedentarismo com consumo inadequado de nutrientes, peso ponderal excessivo (que tensiona os tecidos, aumenta a inflamação, predispõe a doen­ça) e a outras

 

4 - Farmacologia Geriátrica

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Farmacologia Geriá­trica

Charles D. Ciccone

CC

Introdução

Dominar o esquema medicamentoso administrado em cada paciente é fundamental para o fisioterapeuta. Este profissional precisa ter o conhecimento básico dos efeitos benéficos e adversos de cada substância e saber como certos medicamentos podem interagir nos vários processos de reabilitação.

Tal ideia é especialmente aplicável aos pacientes geriá­tricos em fisioterapia. Os idosos são mais sensíveis aos efeitos adversos da farmacoterapia, e muitas reações medicamentosas adversas

(RMA) impedem que o paciente evolua e participe dos procedimentos de reabilitação. Entretanto, a compreensão adequada do esquema medicamentoso do paciente pode ajudar os fisioterapeutas a reconhecer e lidar com esses efeitos adversos, e também aproveitar os benefícios da farmacoterapia nos pacientes idosos.

Neste capítulo, serão discutidos alguns aspectos pertinentes à farmacologia geriá­trica, com par­ticular ênfase na maneira como a farmacoterapia pode afetar os idosos em fisioterapia. O texto começa descrevendo o perfil farmacológico do paciente idoso, enfatizando por que as RMA tendem a ser mais comuns nessa população. As RMA específicas comuns no paciente idoso também serão delineadas aqui. Finalmente, examinaremos os efeitos benéficos e adversos das medicações específicas, e como esses medicamentos podem ter impacto na reabilitação de pacientes idosos.

 

5 - Exercícios e Atividades Físicas para Idosos

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Exercícios e Atividades

Físicas para Idosos

Patrick J. VanBeveren e Dale Avers

A prática de exercícios é a intervenção mais eficaz para idosos utilizada pelos fisioterapeutas. O exercício tem efeitos sobre a doen­ça crônica, em muitos comprometimentos, nos déficits funcionais, na qualidade de vida e na cognição, além de evitar sequelas negativas associadas ao sedentarismo.

Adequadamente prescrito e combinado à atividade física regular, é a base das intervenções empregadas por fisioterapeutas geriá­tricos. Neste capítulo, será discutida a participação da atividade física e da prática de exercícios, as conse­quências do sedentarismo, os elementos da prescrição correta de exercícios e os diferentes tipos de aplicações em idosos.

CC

Papel da atividade física

Define-se atividade física como qualquer movimento corporal que envolva contração da ­musculatura esquelética e que aumente substancialmente o gasto de energia.1 Ela costuma ser relacionada com o lazer, exige pouca ou nenhuma supervisão, apresenta intensidade mais baixa que o exercício (3 a 6 equivalentes metabólicos [MET]), e é considerada uma atividade habitual. Além das atividades de lazer, em geral, os guias clínicos referenciados para a atividade física de idosos incluem a recomendação de 10.000 passos diá­rios.2 O que difere o exercício da atividade física é sua intensidade, e o uso de movimentos corporais planejados e repetitivos rea­li­zados para alcançar um objetivo, como aumento da força e da flexibilidade ou con-

 

6 - Saú­de e Função | Princípios de Monitoramento dos Pacientes

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Saú­de e Função | Princípios de

Monitoramento dos Pacientes

Andrew A. Guccione e Cathy S. Elrod

CC

Introdução

Diversos conceitos são necessários para descrever a ampla dimensão de uma experiência eventual do adulto idoso em situação de doen­ça e indisposições. Termos como estado de saú­de, bem-estar e qualidade de vida têm sido usados inúmeras vezes para descrever uma faceta da condição humana de um in­di­ví­duo conforme ele envelhece. Os fisioterapeutas dedicam uma parte substancial de sua atenção clínica a compreender a relação entre saú­de, doen­ça e função, principalmente como o processo de envelhecimento normal e a morbidade clínica interagem para alterar a capacidade física de uma pessoa para rea­li­zar as mais simples atividades da vida diá­ria (AVD) e desempenhar seu papel na sociedade como um adulto de vida independente.

Um dos principais desafios do fisioterapeuta geriá­trico é obter dados completos, mas somente aqueles pertinentes, que categorizam tais achados clínicos de modo a auxiliar o fisioterapeuta a compreender quais são os problemas do paciente, como eles ocorreram e o que, se alguma coisa, pode e deve ser feita pelo fisioterapeuta para melhorar a situação do paciente. Este capítulo tem por objetivo revisar os princípios já existentes para o manejo de pacientes e explicar um modelo integrado para decisão clínica produzido, a fim de satisfazer esse desafio de modo efetivo e eficaz. Inicialmente, o capítulo apresenta os conceitos de saú­de, incapacidade e habilidade e o propósito primário da prática terapêutica para aumentar o

 

7 - Planejamento Ambiental | Como Acomodar as Alterações Sensoriais do Idoso

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7

Planejamento Ambiental |

Como Acomodar as Alterações

Sensoriais do Idoso

Mary Ann Wharton

CC

Introdução

A capacidade de atuar no ambiente diá­rio é essencial para os idosos. A manutenção da independência e da qualidade de vida, entretanto, pode estar comprometida por alterações sensoriais que ocorrem no indivíduo ao longo de sua existência.

Alterações na visão, na audição, no paladar, no olfato e no tato podem impedir os idosos de detectarm os estímulos sensoriais necessários para perceber o ambiente, o que pode influenciar seu comportamento e dos outros com relação a ele. Isso pode ser ainda mais verdadeiro quando o idoso sofre de demência e alterações sensoriais que afetam a capacidade de interpretar os estímulos ambientais. O fato de o fisioterapeuta saber reconhecer a ligação entre as alterações sensoriais e interações ambientais, a fim de recomendar adaptações para acomodar essas mudanças e ensinar as estratégias de intervenções, proporciona a funcionalidade contínua e independente do idoso e melhora sua qualidade de vida.

 

8 - Cognição no Idoso

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8

Cognição no Idoso

Dale Avers e Ann K. Williams

A fisioterapia bem-sucedida exige considerar a saú­de mental do paciente. Em idosos, os dois problemas comuns da saú­de mental são a depressão e o comprometimento cognitivo. Neste capítulo, faremos, primeiramente, uma revisão das características, da avaliação e do tratamento terapêutico do idoso com depressão. Na segunda parte do capítulo, abordaremos as alterações cognitivas normais do envelhecimento e o tratamento terapêutico dos idosos com demência. Neste capítulo, incluí­ mos, também, estudos de caso para depressão e demência.

CC

Depressão em idosos

A depressão é o principal e mais comum problema psicológico1,2 encontrado pelos profissionais de saú­de que trabalham com idosos que estão doentes. Por exemplo, 40% dos idosos hospitalizados apresentam depressão clínica.3 A depressão é, com fre­quência, negligenciada no idoso. Isso ocorre, provavelmente, porque os problemas de saú­de mental são ofuscados pelos físicos, sobretudo em idosos frágeis.4

 

9 - Avaliação do Paciente com Quadro Agudo e Clinicamente Complexo

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Avaliação do Paciente com Quadro Agudo e

Clinicamente Complexo

Chris L. Wells e Martha Walker

CC

Introdução

A população de idosos é a que mais cresce nos EUA e representa um segmento substancial dos gastos da saú­de. A inatividade física e o sedentarismo são os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento de doen­ça e de incapacidade neste subgrupo da população.1 Os dados de 2006 revelam que houve aumento de 17% (de 21% para 38%) nas hospitalizações de pacientes com mais de 65 anos, e aumento de 22% em pacientes com mais de 75 anos, enquanto foi registrada queda nas hospitalizações de pacientes com menos de 45 anos.2 Parte do maior número das hospitalizações nos idosos está relacionada com o aumento nas opções cirúrgicas para os in­di­ví­duos com problemas cardía­cos. Mais de 50% dos idosos, aproximadamente 566.000, foram hospitalizados para tratamento de fratura. De acordo com o Census Bureau, os diagnósticos mais comuns em in­di­ví­duos com mais de 65 anos envolvem insuficiên­cia cardía­ca congestiva (o principal diagnóstico), coronariopatia, pneumonia e sepse.3

 

10 - Motivação e Orientação ao Paciente | Implicações na Prática Fisioterápica

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Motivação e Orientação ao Paciente | Implicações na Prática Fisioterápica

Barbara Resnick e Dale Avers

CC

Motivação e adesão

A motivação é um fator importante para a vontade e a capacidade de o idoso participar de atividades funcionais e adotar comportamentos saudáveis, como a prática de exercícios.

Por definição, a motivação é o desejo próprio que move ou incentiva um in­di­ví­duo a rea­li­zar uma ação. Refere-se à necessidade, ao impulso ou ao desejo de agir de maneira a alcançar um determinado fim. Em contrapartida, a adesão refere-se à rea­li­zação do que os outros desejam ou pedem em vez de ser um impulso determinado por desejo próprio. De preferência, os profissionais de saú­de querem que os idosos sejam motivados a adotar comportamentos sabidamente efetivos na prevenção de doen­ças e incapacidade, melhorando a saú­de total e a qualidade de vida.

Infelizmente, a motivação para seguir comportamentos, como fisioterapia, prática de exercícios ou adoção de uma dieta especial, não é avaliada com fre­quência. Do mesmo modo, as intervenções também não são utilizadas para melhorar a motivação com relação a essas atividades. Em vez disso, só consideramos a motivação quando um idoso não adota o comportamento desejado. É neste momento que se considera que o in­di­ví­duo não deseja participar ou está desmotivado ou sem adesão. Para ajudar os idosos a adotar comportamento saudáveis, é importante considerar os diversos fatores que influenciam a motivação e implementar intervenções adequadas para garantir o comportamento desejado.

 

11 - Idosos e seus Familiares

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Idosos e seus Familiares

Michelle M. Lusardi

CC

Introdução

Os fisioterapeutas e os outros profissionais de saú­de que tratam de idosos rotineiramente questionam sobre a disponibilidade do cônjuge ou de filhos adultos para auxiliar com os programas de exercício ou com as atividades básicas e instrumentais do cotidiano.1 Procuramos envolver os familiares como informantes durante o exame, como participantes no estabelecimento do objetivo e no processo de reabilitação e como contribuintes no planejamento da alta. Acreditamos que esta inclusão melhore os desfechos e a satisfação com a reabilitação e o bem-estar.2 Embora acreditemos que um cônjuge ou um filho adulto para atuar como cuidador seja um recurso necessário, aprendemos rapidamente que existem vários motivos que influenciam a disponibilidade, a qualidade e a efetividade do apoio.3 Trabalhamos com alguns pacientes idosos e seus familiares que estão se deparando com desafios incríveis que se comportam extremamente bem em situações muito difíceis. Encontramos também famílias que consideram qualquer grau de desafio como um problema enorme ou um desastre, tornando-se incapazes de rea­li­zar até mesmo pequenas mudanças para atender às necessidades dos seus parentes idosos. Qual é o motivo dessas diferenças? Como os profissionais de saú­de fornecem soluções “saudáveis” quando é necessário um cuidador e apoio para um membro idoso da família?4

 

12 - Comprometimento de Resistência e Capacidade Aeróbicas

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12

Comprometimento de

Resistência e Capacidade

Aeróbicas

Tanya LaPier

A capacidade aeróbica comprometida, também conhecida como resistência comprometida, ocorre comumente e limita o paciente em atividades funcionais, profissionais e de lazer. Até mesmo tarefas funcionais que exigem apenas alguns minutos podem ser limitadas pela capacidade aeróbica. Os idosos são par­ticular­mente vulneráveis ao comprometimento da capaci­ dade aeróbica, devido às alterações anatômicas e fisiológicas ocorridas durante o envelhecimento, à maior propensão por comportamentos sedentários e ao maior risco de desenvolver processos mórbidos que trazem complicações ao sistema de transporte de oxigênio.1 Além disso, a capacidade aeróbica é diretamente influenciada pelo padrão de atividade habitual do in­di­ví­duo, que varia desde a inatividade total até a ativi­ dade frequente e intensa. Todos os fatores limitantes da ati­ vidade física habitual, como doen­ça, lesão ou viagem, podem causar adaptações que diminuem a capacidade aeróbica. Em contrapartida, todos aqueles que promovem a atividade habi­ tual, como exercício intencional, jardinagem e tarefas físicas relacionadas com a profissão, resultam em adaptações que melhoram a capacidade aeróbica. Em idosos, muitos fatores fisiológicos, patológicos e psicossociais contribuem para a ati­ vidade física restrita. A Figura 12.1 mostra o ciclo vicioso per­ sistente que pode ser criado quando o sedentarismo, a doen­ça crônica e a dependência funcional interagem.2 Neste capítulo, será feita uma revisão das causas e dos fatores que contribuem para o comprometimento da capacidade aeróbica nos idosos, além de uma descrição de como o fisioterapeuta ­atua no tra­

 

13 - Comprometimento da Mobilidade Articular

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13

Comprometimento da

Mobilidade Articular

Cory Christiansen

CC

Introdução

A mobilidade ar­ticular é um determinante direto da postura e do movimento, respondendo pela atividade e pela participação de todos os in­di­ví­duos. À medida que a pessoa envelhece, ocorrem alterações na mobilidade ar­ticular que podem influenciar a função e a saú­de global. Portanto, a mobilidade ar­ticular é um componente importante da avaliação, do diagnóstico e do desenvolvimento do plano de tratamento para os idosos. Os objetivos deste capítulo são:

(1) resumir as evidências atuais das alterações na mobilidade ar­ticular associadas à idade; e (2) examinar as implicações da disfunção ar­ticular para manejo clínico dos pacientes/clientes idosos.

Conforme já mencionado, o envelhecimento ­ideal é refletido pela capacidade de participar da vida considerando as interações entre os muitos aspectos da saú­de. É impossível isolar a in­fluên­cia do envelhecimento dos outros determinantes da saú­de, como doen­ça, meio ambiente e outras características biopsicossociais de um in­di­ví­duo. Consequentemente, as características singulares da saú­de de cada in­di­ví­duo não podem ser esquecidas do contexto quando consideramos as associações entre o envelhecimento e a mobilidade ar­ticular.

 

14 - Comprometimento do Desempenho Muscular

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14

Comprometimento do

Desempenho Muscular

Robin L. Marcus, Karin Westlen-Boyer e Paul LaStayo

CC

Introdução

As características marcantes do envelhecimento envolvem alterações progressivas e, nos muito idosos, significativas, na saú­de, na composição corporal e na capacidade funcional. A perda ­muscular relacionada com a idade, denominada sarcopenia em 1989,1 não é mais considerada simplesmente um termo para descrever atrofia muscular associada ao desuso e à inatividade. O desgaste ­muscular associado à sarcopenia pode ser um fator que contribui para a piora do estado funcional do idoso e pode se manifestar em déficits na mobilidade e na função metabólica. Dessa maneira, a definição de sarcopenia foi expandida para perda da força (e potência) muscular e da qualidade funcional.2 Como a relação entre as condições de desgaste do ­músculo e a função não é linear, os déficits clínicos na função podem se manifestar apenas quando o nível de sarcopenia é crítico. Entretanto, isto não evita a necessidade de iniciar intervenções ­muscula­res cedo como um modo de construir a reserva ­muscular e retardar as incapacidades e limitações funcionais no idoso. Além disso, os déficits metabólicos provenientes da sarcopenia têm sido associados às alterações hormonais relacionadas com a idade que afetam a função e a resposta hipertrófica do ­músculo, portanto, aumentando a importância da otimização da função e da estrutura

 

15 - Comprometimento do Controle Motor

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15

Comprometimento do Controle Motor

Catherine E. Lang

Os seres humanos são capazes de rea­li­zar um enorme repertório de movimentos. Este repertório de movimentos vai desde as atividades diá­rias típicas, como sentar, mudar de lugar e caminhar, até uma série de habilidades especializadas, como dançar, tocar piano e esquiar. Os adultos e os idosos, se comparados com os jovens, utilizam apenas uma fração dos muitos movimentos possíveis. Cada movimento, independentemente de sua finalidade, pode ser considerado como um concerto de ações

­muscula­res complexas. Assim como as notas e os instrumentos de um concerto musical, cada ­músculo utilizado no movimento precisa ser rea­li­zado na quantidade certa e no momento certo para produzir um movimento coordenado. Alguns ­músculos fornecem a melodia (­músculos agonistas e antagonistas), enquanto outros tocam a música de fundo (atividade preparatória e/ou de suporte do ­músculo). O cérebro e a medula espinal são os instrumentos que rea­li­zam este belíssimo concerto de ações ­muscula­res. O comprometimento no controle motor é o resultado de quebras nos instrumentos e entre eles.

 

16 - Comprometimento da Postura

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16

Comprometimento da Postura

Carleen Lindsey

CC

Introdução

A postura ­ideal, que proporciona o posicionamento bio­ mecânico bem equilibrado das partes do corpo, possibilita que a posição ortostática seja mantida com uso eficiente dos ­músculos, baixo gasto de energia e pouca tensão nas ar­ticulações. A disfunção postural é, em geral, considerada um comprometimento1 e, como tal, pode ser um fator na pato­ logia, como osteo­porose e estenose espinal, e na incapacidade funcional, como dificuldade para caminhar de modo eficiente, levantar, ou até mesmo ficar de pé sem apoio. O capítulo começa com uma discussão sobre postura e alterações postu­ rais comuns com o envelhecimento, e do impacto interativo na postura de comorbidades selecionadas (osteo­porose, osteo­ artrite, estenose espinal) que comumente afetam a biomecânica do alinhamento postural dos idosos. Neste capítulo, faremos uma revisão das conse­quências dessas alterações posturais nas atividades funcionais do idoso e abordaremos a avaliação, o tratamento e a avaliação do desfecho nesses pacientes.

 

17 - Deambulação | Impacto das Alterações na Mobilidade Relacionadas com a Idade

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17

Deambulação | Impacto das Alterações na Mobilidade

Relacionadas com a Idade

Julie D. Ries

CC

Introdução

A participação dos fisioterapeutas na avaliação do idoso com disfunção da marcha é importantíssima. Embora trei­ nar a “deambulação” possa parecer uma tarefa fácil e simples, raramente é assim com os idosos. A locomoção bípede é uma habilidade única do ser humano que exige a atuação de múlti­ plos sistemas (neurológico, musculoesquelético, cardiopulmo­ nar, cognição) de maneira congruente e sofisticada. O declínio normal associado à idade nesses sistemas, mesmo em in­di­ví­ duos saudáveis, tem impacto previsível na marcha dos idosos.

Com fre­quência, os profissionais de saú­de procuram o fisioterapeuta para “liberar” um idoso para ter alta segura do hospital, ou um paciente ou o médico da assistência primá­ ria solicita o parecer do fisioterapeuta na avaliação dos pro­ blemas de mobilidade. É necessário alto nível de habilidade clínica para analisar e identificar adequadamente disfunções específicas na complexa tarefa da deambulação funcional, sobretudo em idosos com múltiplos fatores contribuintes para o comprometimento da mobilidade. A deambulação segura exige a capacidade de acelerar e desacelerar rapidamente, uti­ lizar mecanismos de controle proativos e reativos do equilí­ brio e avaliar as inúmeras demandas das tarefas em diferen­ tes ambientes e demandas específicas das tarefas.1–4 Antes de

 

18 - Equilíbrio e Quedas

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18

Equilíbrio e Quedas

Alia A. Alghwiri e Susan L. Whitney

CC

Introdução

As quedas são comuns durante todo o ciclo de vida, mas suas conse­quências variam de acordo com a idade da pessoa. As crianças caem com fre­quência, porém, raramente, as conse­quências de uma queda vão além de um “galo” ou equimoses. Do mesmo modo, a incidência das quedas aumenta com a idade. Um estudo reportou que, anual­mente, cerca de 18% dos in­di­ví­duos com menos de 45 anos caem, em comparação com 25% daqueles entre

45 e 65 anos e 35% daqueles com mais de 65 anos.1 À medida que o in­di­ví­duo passa dos 65 anos, a fre­quência das quedas aumenta e pode resultar em grande perda da função.2 Outro estudo indicou que, por ano, 30% dos adultos com mais de 65 anos e 40% daqueles com mais de 75 anos sofrem quedas.3,4

Definimos queda como “perda involuntária do equilíbrio que compromete a estabilidade postural”5 ou “alteração súbita e inesperada na posição que, em geral, resulta em queda no chão”.6 Os caidores recorrentes são aqueles que sofreram mais de duas quedas em 6 ou 12 meses.7,8 A queda não precisa estar associada à lesão para ser classificada como queda, isto é, a queda sem lesão ainda é uma queda. Um desafio nos estudos focalizados nas quedas é a variedade de definições operacionais utilizadas para classificar algué­m que “caiu” ou, mais comumente, a falta de qualquer definição operacional de queda. Hauer et al.,9 em uma revisão sistemática recente sobre quedas, relataram que as quedas não foram definidas em 44 de

 

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