Patologia Veterinária, 2ª edição

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A ampla aceitação do livro Patologia Veterinária, lançado em 2010, motivou os autores a elaborarem esta segunda edição. Ao longo dos seus 15 capítulos, dedicados a cada um dos principais sistemas orgânicos, este livro foi atualizado, ampliado e complementado por seus autores, especialistas reconhecidos. Além disso, alguns novos especialistas foram acrescentados aos colaboradores desta obra. Mesmo sabendo da limitação de conteúdo frente ao universo de informações disponíveis, procurou-se trazer o essencial à compreensão da patologia veterinária. Assim como na primeira edição, houve preocupação com a descrição das características, muitas vezes peculiares, de doenças encontradas em espécies animais das diferentes regiões do Brasil. Esta segunda edição avança em paralelo à expansão do ensino de Medicina Veterinária e coincide com um período de evidente consolidação da patologia como especialidade médica veterinária no Brasil. Assim, espera-se que a comunidade cada vez mais ampla de patologistas e estudantes de graduação e pós-graduação beneficie-se desta obra e possa, inclusive, colaborar para seu aperfeiçoamento nas edições futuras.

15 capítulos

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Capítulo 1 - Sistema Respiratório

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1

Sistema Respiratório

Renato de Lima Santos e

Roberto Maurício Carvalho Guedes

Morfologia e função

Visando a facilitar a compreensão das alterações que afetam o trato respiratório, este será dividido segundo sua estrutura ou morfologia e segundo a função dos componentes desse sistema. Desse modo, de acordo com a divisão estrutural, o trato respiratório pode ser dividido em superior e inferior. O trato respiratório superior se estende das narinas à laringe, e o inferior compreende a traqueia, os brônquios, os bronquíolos e os pulmões.

O epitélio de revestimento do trato respiratório superior, com exceção das narinas e da laringe, que apresentam epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado, é pseudoestratificado ciliado com células secretoras. A traqueia, os brônquios e os bronquíolos também são revestidos por epitélio pseudoestratificado ciliado com células secretoras, frequentemente chamado de epitélio respiratório. Já os bronquíolos respiratórios, sacos alveolares e alvéo­los não têm células ciliadas ou secretoras de muco e são revestidos predominantemente por pneumócitos tipo

 

Capítulo 2 - Sistema Cardiovascular

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Sistema Cardiovascular

2

Natália de Melo Ocarino, Tatiane Alves da Paixão,

Eulógio Carlos Queiróz de Carvalho e Eduardo Juan Gimeno

Morfofisiologia e função

O sistema cardiovascular, ou circulatório, abrange o cora­

ção e os sistemas vascula­res sanguí­neo e linfático. O siste­ ma ­vascular sanguí­neo é composto de artérias, arterío­las, capilares, vênulas e veias, e o sistema ­vascular linfático é composto dos vasos linfáticos. O sistema cardiovascular é constituí­do por estruturas que proporcionam o bombea­ mento, o transporte e a distribuição de substâncias essen­ ciais à demanda metabólica do organismo. As principais funções do sistema cardiovascular são: manter o fluxo sanguí­neo para os tecidos, distribuir oxigênio e remover o gás carbônico e os metabólitos dos tecidos, além da distri­ buição de hormônios e manutenção da termorregulação.

Esta seção dá ênfase à morfofisiologia do coração. Os sistemas vascula­res sanguí­neo (artéria, veias e capilares) e linfático serão discutidos a seguir. O coração é um ór­ gão ­muscular que se contrai ritmicamente, impulsionan­ do o sangue de modo contínuo para o sistema ­vascular sanguí­neo. Nos mamíferos e aves, é constituí­do por qua­ tro câmaras, átrios direito e esquerdo e ven­trículos direi­ to e esquerdo, e por quatro válvulas, sendo duas atrioven­ tricu­lares (mitral e tricúspide) e duas semilunares (aó­ rtica e pulmonar). Semelhantemente ao que se observa na constituição dos vasos, o coração é formado por três túnicas: a interna (endocárdio), a média (miocárdio) e a externa (pericárdio).

 

Capítulo 3 - Sistema Digestório

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Sistema Digestório

3

Roberto Maurício Carvalho Guedes, Corrie C. Brown,

Júlio Lopes Sequeira e Janildo Ludolf Reis Jr.

Introdução

Cavidade oral

As doen­ças do sistema digestório estão entre as mais comuns em medicina veterinária. Citam-se, como exemplos, as cólicas por impacção de cólon maior em equinos, timpanismo e acidose láctica em bovinos, torção de estômago em caninos e fecalomas em felinos. Os animais jovens são frequentemente acometidos por problemas digestórios infecciosos, como aqueles causados por vírus (parvovirose canina, gastrenterite transmissível em suí­nos), bactérias (colibacilose, salmonelose e clostridioses em várias espécies domésticas) e parasitas (coccidioses e helmintoses em várias espécies domésticas).

O sistema digestório é composto de uma série de

órgãos tubulares e glândulas associadas (fígado e pân­ creas, abordados em capítulo específico) que têm como função básica decompor o alimento ingerido em unidades menores, que possam ser absorvidas e utilizadas para a manutenção do organismo. Há um padrão estrutural geral para todos os órgãos tubulares do sistema digestório. Existem quatro camadas, sendo a primeira, mais próxima ao lúmen, a túnica mucosa (epitélio, lâmina própria e ­muscularis mucosae), seguida pela túnica submucosa, túnica ­muscular e túnica serosa ou adventícia.

 

Capítulo 4 - Fígado, Vias Biliares e Pâncreas Exócrino

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Fígado, Vias Biliares e

Pâncreas Exócrino

4

Claudio Severo Lombardo de Barros

Morfologia e função

■■

Estrutura macroscópica do fígado

O fígado é marrom-avermelhado, com superfície lisa (Figura 4.1), friá­vel e recoberto por cápsula de tecido conjuntivo que se adere estreitamente a um folheto do peritônio visceral recoberto por células mesoteliais. Tem uma face convexa voltada para o diafragma (face diafragmática) e uma côncava em contato com as vísceras abdominais (face visceral). É dividido em lobos, por fissuras par­ticular­mente profundas em cães, gatos e suí­nos, pouco profundas em equinos e quase ausentes em bovinos. Um diagrama com a silhueta hepática em diferentes espécies está na Figura 4.2.

Diagramas como esses são úteis para assinalar a distribuição das lesões hepáticas ao descrever a necropsia. O peso aproximado do fígado em relação ao peso corpóreo é de 3 a 4% em cães, 2 a 3% em suí­nos, 2% em gatos e 1 a 1,5% em herbívoros. Em fetos e recém-nascidos, o fígado é relativamente maior (Figura 4.3) que no adulto, provavelmente devido à sua função hematopoética nessa fase do desenvolvimento.

 

Capítulo 5 - Sistema Urinário

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Sistema Urinário

5

Rogéria Serakides e Juneo Freitas Silva

Embriologia

Uma breve descrição da embriogênese do sistema urinário

é importante para que, mais à frente, a gênese das alterações renais que ocorrem na vida pré-natal possa ser mais bem compreendida. Durante o desenvolvimento embrionário, o sistema urinário está intimamente associado ao sistema genital. Ambos apresentam origem mesodérmica, a partir da crista urogenital, localizada ao longo da parede posterior da cavidade abdominal.

Uma parte da crista urogenital forma o cordão nefrogênico. Desse cordão derivam-se três conjuntos de órgãos excretores no sentido craniocaudal. O primeiro é o pronefro, que tem existência transitória e não é funcional nos mamíferos. O segundo é o mesonefro, que é funcional durante uma parte da vida embrionária, e o terceiro

é o metanefro, que dará origem aos rins. Todas as três estruturas se organizam em vários ductos excretores.

O ducto mesonéfrico tem uma extremidade cega, que

 

Capítulo 6 - Sistema Hematopoético

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Sistema Hematopoético

6

Rafael Almeida Fighera e Dominguita Lühers Graça

Morfologia e função

O conhecimento da morfologia e o entendimento da função das células e dos órgãos que compõem o sistema hematopoético são fundamentais para o estudo das lesões que o acometem. No passado, acreditava-se que apenas as células produzidas na medula óssea faziam parte do tecido hematopoético; por isso, preconizou-se a utilização do termo mieloide – que vem do grego myelos e significa medula – para caracterizar um tecido composto de eritrócitos, plaquetas, granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e todos os seus precursores. Nessa época, como se julgava que os linfócitos eram originários apenas dos órgãos linfoides e que os monócitos eram derivados dos linfócitos, acreditava-se que tais células não mantinham relação com a medula óssea, ou seja, não faziam parte do sistema hematopoético. Para agrupar essas duas células e os órgãos em que eram produzidas (timo, linfonodos e baço), adotou-se a expressão tecido linfoide.

 

Capítulo 7 - Sistema Tegumentar

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Sistema Tegumentar

7

Lissandro Gonçalves Conceição e Fabricia Hallack Loures

Morfologia e função da pele

A pele é o maior e o mais explorável órgão do corpo e é fundamental para a manutenção da vida. Para cumprir essa tarefa vital, ela desempenha as seguintes e principais funções:

• Invólucro: manter a estabilidade de um ambiente interno, proporcionando bom funcionamento visceral e atuando como barreira contra a perda de água, eletrólitos e macromoléculas

• Proteção contra agressões de natureza quí­mica, física e biológica

• Flexibilidade, elasticidade e rigidez, que possibilitam o movimento e mantêm a forma

• Regulação da temperatura promovida pela cobertura pilosa, pelo plexo ­vascular e pela sudorese

• Imunorregulação: os queratinócitos, células de Langerhans e linfócitos participam ativamente na proteção contra agentes infecciosos e neo­pla­sias

• Ação antimicrobiana conferida pelas substâncias presentes na superfície da pele e que são produtos, em grande parte, do suor apócrino e da secreção sebácea

 

Capítulo 8 - Sistema Nervoso

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Sistema Nervoso

8

Roselene Ecco, Aline de Marco Viott,

Dominguita Lühers Graça e Antonio Carlos Alessi

Introdução

Embora várias doen­ças do sistema nervoso dos animais sejam conhecidas desde os primórdios da história, somente após a Segunda Guerra Mundial começaram a surgir na literatura internacional estudos específicos sobre a patologia desse sistema. A raiva é uma das doen­ças mais antigas, talvez a mais antiga, responsável por considerável número de mortes de humanos, cães e lobos, desde a Antiguidade até o s­éculo XIX. Era atribuí­da a motivos sobrenaturais, pois transformava lobos e cães em ferozes criaturas que atacavam os humanos e outros seres, levando ao desfecho mortal. O tétano também é conhecido desde os tempos de

Hipócrates, médico grego que descreveu muitos aspectos da doen­ça no ­século IV a.C.

A paraplegia enzoó­ tica dos ovinos, mundialmente denominada scrapie, é conhecida desde 1732. Podem ser citadas ainda a cinomose, a listeriose, intoxicações e outras doen­ças que, primária ou secundariamente, afetam o sistema nervoso. Por outro lado, nos dias atuais, muitos trabalhos brasileiros de pesquisa sobre causas de mortes de bovinos, por exemplo, colocam as doen­ças do sistema nervoso em elevadas porcentagens em relação ao conjunto do total de enfermidades da espécie. A encefalite por herpes-vírus bovino tipo 5, a febre catarral maligna, o botulismo e a polioencefalomalácia, entre tantas outras, frequentemente compõem um grupo de elevada prevalência.

 

Capítulo 9 - Bulbo do Olho e Anexos

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Bulbo do

Olho e Anexos

9

José Luiz Laus, Leandro Teixeira,

Fábio Luiz da Cunha Brito e Juan Pablo Duque Ortiz

Introdução

A patologia ­ocular, na sua essência, torna-se par­ticular­ mente importante aos que se dedicam aos estudos do órgão da visão, pois grande parte das afecções oftálmicas tem seu diagnóstico estabelecido, notadamente mediante a

­visua­lização de alterações macroscópicas.

Neste capítulo, buscar-se-á fornecer subsídios clínicos e em patologia àqueles que visam obter informações inerentes a esse vasto campo da prática cotidiana, no âmbito da veterinária.

presentes apenas na pálpebra superior. Os felinos não apresentam cílios verdadeiros em qualquer das pálpebras. Em equinos e ruminantes, a pálpebra superior apresenta cílios bastante desenvolvidos, mas, na inferior, eles estão ausentes.

Histologicamente, elas são divididas em duas porções: a camada externa – composta de pele, que contém glândulas sudoríparas modificadas, m

 

Capítulo 10 - Ouvido

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Ouvido

10

Tatiane Alves da Paixão e Natália de Melo Ocarino

Morfofisiologia e função

O ouvido é um órgão sensorial responsável por recepção do estímulo auditivo, transdução mecânica do estímulo e transmissão dos impulsos nervosos a re­giões específicas do sistema nervoso central, além de atuar como um órgão do equilíbrio. Anatomicamente, o ouvido é dividido em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, também chamado de labirinto.

■■

Ouvido externo

O ouvido externo é formado pelo pavilhão auricular (aurícula) e pelo meato acústico externo (canal auditivo). A au­ rícula é formada por cartilagem hialina, que dá o formato ao pavilhão, revestida por pele com pelos, glândulas aces­ sórias e m

­ úsculo estriado responsável pelo movimento da orelha. Já o meato acústico externo é a extensão tubular do pavilhão auricular que vai se estreitando e termina na membrana timpânica. A superfície do meato acústico ex­ terno é revestida por pele com pelos, glândulas sebáceas e glândulas ceruminosas, cuja função é produzir material ceruminoso amarronzado, o cerume, que protege o canal e mantém a membrana timpânica úmida e flexível.

 

Capítulo 11 - Ossos e Articulações

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Ossos e Articulações

11

Rogéria Serakides

Introdução

O esqueleto é formado por ossos e ar­ticulações e é dividido em axial (crânio, vértebras, costela e esterno) e apendicu­ lar (membros torácicos e pélvicos). O exame post mortem de ossos e ar­ticulações não deve ser negligenciado e deve ser incluí­do em alguma etapa da necropsia, independente­ mente de a história clínica indicar ou não alterações no es­ queleto. Todas as ar­ticulações sinoviais devem ser abertas e cuidadosamente examinadas quanto às características de superfície ar­ticular, líquido sinovial, ligamentos, cápsula e membrana sinovial. Os ossos longos devem ser serrados longitudinalmente para o exame da cortical, do tecido ós­ seo trabecular, da cavidade medular e da uniformidade da placa epifisária e da cartilagem ar­ticular. As costelas de­ vem ser quebradas próximo aos corpos vertebrais, a fim de verificar a resistência óssea. Exames radiológicos post mortem podem ser úteis no diagnóstico final da doen­ça e na identificação da lesão, em par­ticular quando esta for pequena e localizada. Exames post mortem radiológico e histopatológico de vários ossos são imprescindíveis para o diagnóstico de doen­ças generalizadas, mesmo daque­ les ossos que não aparentam alterações macroscópicas.

 

Capítulo 12 - Sistema Muscular

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Sistema Muscular

12

Claudio Severo Lombardo de Barros

Morfologia e função

As funções do m

­ úsculo esquelético incluem manutenção da postura, locomoção (e outros tipos de movimento), apoio para a função respiratória (­músculos intercostais e diafragma), metabolismo da glicose e manutenção da temperatura corporal. A função das fibras ­muscula­res é determinada pelos axônios dos nervos periféricos integrados ao m

­ úsculo, em uma estrutura conhecida como unidade motora. Esta consiste em um neurônio motor localizado no sistema nervoso central (SNC) e todas as fibras ­muscula­res inervadas pelos axônios desse neurônio. Dependendo da inervação, as fibras ­muscula­res podem ter metabolismo oxidativo, anaeróbio ou misto, o que influi na sua velocidade de reação.

As células ­muscula­res estriadas esqueléticas são cilindros multinucleados de 10 a 65 μm de diâ­me­tro e vários centímetros de comprimento. Essa forma cilíndrica alongada (com extremidades afiladas) explica o fato de a célula ­muscular ser comumente referida como fibra ­muscular ou miofibra. O tamanho da miofibra varia de acordo com idade, exercício, estado nutricional, posição e função do grupo ­muscular.

 

Capítulo 13 - Sistema Endócrino

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Sistema Endócrino

13

Roselene Ecco e Ingeborg Maria Langohr

Morfologia e função

A coordenação das atividades dos vários tecidos e órgãos do organismo, ou seja, a manutenção do estado de equilíbrio do organismo (homeostase) é feita principalmente pelos sistemas nervoso e endócrino.

O sistema endócrino a­tua por produção (síntese), armazenamento e liberação de compostos denominados hormônios, produtos que são transportados pela circulação sanguí­nea. Eles, como mensageiros quí­micos, têm capacidade de regular a função de determinados tecidos, geralmente mediante estimulação, porém algumas vezes inibindo certas atividades. Os tecidos/órgãos sensíveis a determinado hormônio são os órgãos-alvo ou tecidos-alvo.

Estes reagem aos hormônios porque suas células têm receptores que reconhecem especificamente determinados hormônios e só a eles respondem. Por causa disso, os hormônios podem circular no sangue sem influenciar indiscriminadamente todas as células do corpo.

 

Capítulo 14 - Sistema Reprodutivo Feminino

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Sistema Reprodutivo

Feminino

14

Renato de Lima Santos, Ernane Fagundes do Nascimento e John F. Edwards

Introdução

A patologia do sistema reprodutivo feminino reveste‑se de especial importância, visto que as alterações morfofisioló‑ gicas, decorrentes de inúmeras in­fluên­cias hormonais, nu‑ tricionais e de estado sanitário dos animais, além daquelas lesões peculiares do aparelho, refletem-se diretamente na reprodução das espécies e, portanto, na produção animal.

Índices reprodutivos elevados são desejáveis para todas as espécies, mormente para aquelas de produção de ali‑ mentos. As modernas técnicas de reprodução animal, in‑ cluindo a transferência de embriões e a clonagem, criam situações que favorecem o desenvolvimento de alterações morfofisiológicas inusitadas, aumentando ainda mais a importância do estudo desse sistema.

Morfologia e função

As fêmeas das espécies de mamíferos domésticos têm dois ovários, duas tubas uterinas, um útero, constituí­do por um corpo, e dois cornos uterinos que se comunicam com tu‑ bas uterinas, cérvix (ou colo do útero), vagina e vulva. Os ovários são revestidos por um mesotélio modificado de aspecto cuboidal que é denominado epitélio germinativo.

 

Capítulo 15 - Sistema Reprodutivo Masculino

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Sistema Reprodutivo

Masculino

15

Ernane Fagundes do Nascimento, Renato de Lima Santos e John F. Edwards

Morfologia e função

Os sistemas reprodutivos masculi­no e feminino diferenciam-se muito precocemente na embriogênese. Um embrião com 3  semanas de idade já apresenta, na porção ventral do saco vitelino, uma estrutura anatômica denominada interstício gonadal, que é colonizada por células embrionárias conhecidas como células germinativas primordiais, células sexuais primitivas ou gonócitos primordiais.

Estas logo migram para o mesoderma, para um local denominado crista gonadal, onde se multiplicam, formando os chamados cordões sexuais primordiais. Essas células, depois, diferenciam-se para formar oogônias, se o concepto for geneticamente feminino, ou cordões testiculares, se o embrião for do sexo masculi­no. No caso do embrião geneticamente feminino, as oogônias logo se diferenciam em oó­citos, circundadas por células foliculares ou da granulosa que são derivadas de células mesenquimais da crista gonadal.

 

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