Avaliação nutricional na prática clínica

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Essa obra foi elaborada com o objetivo de facilitar, por meio de linguagem clara, a avaliação e a classificação do estado nutricional na prática clínica.

Em um único volume, são reunidas diversas formas disponíveis na literatura concernentes ao processo de avaliação nutricional de crianças, adolescentes, gestantes, adultos, idosos e pacientes hospitalizados. Os leitores encontrarão equações, tabelas e classificações utilizadas na avaliação e na classificação de medidas antropométricas convencionais e não convencionais, análise da composição corporal, avaliação bioquímica, clínica, dietética, recomendações nutricionais, cálculo de requerimento energético, triagem e diagnóstico nutricionais, interação fármaco-nutriente e classificação internacional de doenças no contexto da Nutrição.

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento se propõe a auxiliar estudantes de nutrição, estagiários, nutricionistas residentes e profissionais da área que atuam em clínicas, consultórios, ambulatórios, unidades básicas de saúde e hospitais. Sendo assim, torna-se importante ferramenta para o dia a dia.

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1 - Avaliação do Estado Nutricional

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1

Avaliação do Estado

Nutricional

Thiago Durand Mussoi

�� Avaliação nutricional, 2

�� Referências bibliográficas, 4

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2

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Avaliação nutricional

O objetivo da avaliação nutricional é identificar distúrbios e riscos nutricionais, além de mensurar a gravidade desses distúrbios, para, então, traçar condutas nutricionais que possibilitem a recupe­ração ou manutenção adequada do estado de saú­de do paciente. A avaliação nutri‑ cional é um instrumento diagnóstico, que analisa sob diversos ângulos as condições nutricionais do organismo, determinadas pelos processos de ingestão, absorção, utilização e excreção de nutrientes. Desse modo, pode‑se dizer que a avaliação nutricional determina o estado nutricional do in­di­ví­duo, que resulta do equilíbrio entre o consumo e a utilização dos nutrientes.1

O desequilíbrio entre consumo e necessidades nutricionais, em decor‑ rência da ingestão insuficiente de nutrientes, pode acarretar doen­ças caren‑ ciais, como desnutrição proteico‑calórica, anemias, hipovitaminoses, entre outras. No caso de consumo exagerado, observam‑se doen­ças por excesso de ingestão de um ou mais nutrientes, como as doen­ças crônicas não transmissíveis.1,2

 

2 - Avaliação Antropométrica

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Avaliação Antropométrica

Thiago Durand Mussoi

�� Peso, 6

�� Altura, 42

�� Índice de massa corporal, 50

�� Circunferências, 83

�� Dobras cutâ­neas, 104

�� Referências bibliográficas, 127

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6

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Peso

Peso corporal

O peso é uma medida constantemente utilizada no processo de avaliação nutricional (Figura 2.1). É considerado uma medida simples que representa a soma de todos os componentes corporais (água, gordura, ossos e ­músculos) e relaciona‑se com o equilíbrio proteico‑energético do in­di­ví­duo.1

Utilizar o peso como única medida de avaliação pode ser um erro, prin‑ cipalmente em situações de retenção hídrica (edema e ascite), insuficiên­cia renal, insuficiên­cia cardía­ca e desidratação. Assim, o peso deve ser interpre‑ tado com cautela nessas ocasiões.

Figura 2.1 Verificação do peso.

 

3 - Medidas Antropométricas Não Convencionais

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3

Medidas Antropométricas

Não Convencionais

Thiago Durand Mussoi e Franceliane Jobim Benedetti

�� Introdução, 132

�� Musculatura adutora do polegar, 132

�� Dinamometria manual, 134

�� Indicadores de adiposidade central, 137

�� Índice de adiposidade corporal, 143

�� Índice de massa gorda e índice de massa magra, 143

�� Índice de adiposidade visceral, 144

�� Índice de gordura no fígado, 146

�� Predição de gordura visceral, 147

�� Índice ajustado para massa gorda, 147

�� Circunferência do pescoço, 148

�� Circunferência da coxa, 149

�� Cálculo do volume ­muscular da coxa, 150

�� Referências bibliográficas, 152

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132

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

Neste capítulo, serão apresentadas algumas medidas antropométricas não utilizadas na prática clínica de modo convencional; a maior parte delas começou a ser estudada recentemente. As perspectivas da utilização destas medidas na prática clínica são promissoras, entretanto necessitam‑se ainda de mais estudos para sua utilização na população em geral. Chamaremos, neste livro, estas medidas de não convencionais.

 

4 - Avaliação da Composição Corporal

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Avaliação da

Composição Corporal

Thiago Durand Mussoi

�� Composição corporal, 156

�� Referências bibliográficas, 163

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156

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Composição corporal

A composição corporal divide-se em cinco diferentes níveis de organização do corpo humano: anatômico (nível elementar), molecular, celular, sistema de tecidos e corpo inteiro (nível funcional) (Wang et al.).1 Na prática, o método de dois compartimentos é o mais utilizado, devido à simplicidade e à objetividade de aplicação. Nesse modelo, um compartimento consiste na gordura corporal (massa gorda) e o outro, na massa magra.1,2

A massa gorda é relativamente homogênea e formada, basicamente, por gordura, porém a massa magra, nesse modelo, é constituí­da por água, proteí­nas, ossos e lipídios essenciais, entre outros componentes.2 De modo geral, utiliza-se esse modelo como método de avaliação da composição corporal por meio das dobras, já discutido anteriormente (Capítulo 2), e por bioimpedância elétrica (fre­quência única), que discutiremos neste capítulo.

 

5 - Avaliação Bioquímica

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5

Avaliação Bioquí­mica

Thiago Durand Mussoi e Juliana Gusman de Souza

�� Solicitação e interpretação de exames laboratoriais, 166

�� Cálculos em exames laboratoriais, 166

�� Diagnóstico de diabetes melito, 184

�� Diagnóstico da síndrome metabólica, 185

�� Estratificação do risco cardiovascular | Escore de Framingham, 185

�� Classificação da pressão arterial, 188

�� Referências bibliográficas, 192

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166

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Solicitação e interpretação de exames laboratoriais

Na Lei no 8.234/91, que regulamenta a profissão de nutricionista, o inciso VIII do art. 4o cita que o nutricionista está habilitado a solicitar os exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico, desde que relacionados com alimentação e nutrição humana. Ainda, no art. 1o da Resolução do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) no 306/2003, que dispõe sobre a solicitação de exames laboratoriais na ­área de Nutrição

 

6 - Avaliação Clínica | Semiologia Nutricional

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6

Avaliação Clínica |

Semiologia Nutricional

Thiago Durand Mussoi

�� Exame físico, 194

�� Autoavaliação da maturação sexual, 195

�� Referências bibliográficas, 202

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194

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Exame físico

O exame físico, associado a outros componentes da avaliação nutricional

(dietéticos, antropométricos e bioquí­micos), oferece uma perspectiva única da avaliação do estado nutricional. Desse modo, ele fornece evidências das deficiên­cias nutricionais ou de piora funcional. Esta piora funcional pode afetar o estado nutricional, e, muitas vezes, perdem-se estas informações na entrevista clínica inicial (anam­ne­se nutricional).1,2

Convém rea­li­zar o exame físico de modo sistêmico e progressivo, da cabeça aos pés, com o objetivo de determinar as condições nutricionais do paciente,1,2 conforme se observa na Figura 6.1.

 

7 - Avaliação Dietética

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7

Avaliação Dietética

Adriane Cervi Blümke

�� Introdução, 204

�� Tipos de inqué­ritos alimentares, 204

�� Administração dos inqué­ritos, 218

�� Erros na medida da ingestão alimentar, 218

�� Referências bibliográficas, 220

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204

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

O conhecimento sobre os hábitos alimentares de in­di­ví­duos e populações

é importante não só na prática clínica, no que se refere a prevenção e tra‑ tamento, isolado ou como coadjuvante, de muitas doen­ças, como também no campo da saú­de pública, a fim de orientar a formulação de políticas de alimentação e nutrição que contribuam para evitar e reduzir doen­ças crôni‑ cas não transmissíveis.

Diversos fatores afetam o consumo alimentar de um in­di­ví­duo. Dentre eles, destacam‑se os intrínsecos, relacionados com o próprio in­di­ví­duo, tais como valores, crenças e necessidades biológicas, e os extrínsecos, associados ao ambiente e às relações familiares e sociais.

 

8 - Recomendações Nutricionais

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Recomendações

Nutricionais

Adriane Cervi Blümke

�� Introdução, 222

�� Ingestão dietética de referência (DRI), 222

�� Recomendações nutricionais, 224

�� Aplicações da ingestão dietética de referência (DRI), 239

�� Referências bibliográficas, 247

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222

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

Nos últimos anos, cientistas dos Comitês de Especialistas do Food and

Nutrition Board (FNB) e Institute of Medicine (IOM) dos EUA e Canadá vêm desenvolvendo várias publicações sobre valores de referência para a ingestão de nutrientes para a população desses paí­ses. As atuais recomenda‑

ções, denominadas ingestão dietética de referência (DRI, do inglês dietary reference intakes) foram elaboradas com o propósito de auxiliar no plane‑ jamento de dietas e na avaliação da ingestão de nutrientes para in­di­ví­duos saudáveis, de acordo com o estágio de vida e gênero.

 

9 - Equações para Estimativa do Gasto Energético

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Equações para Estimativa do Gasto Energético

Thiago Durand Mussoi e Adriane Cervi Blümke

�� Introdução, 250

�� Equações estabelecidas pela ingestão dietética de referência (DRI), 250

�� Equações do gasto energético basal estabelecidas pelo método da FAO/OMS/UNU, 253

�� Equações do gasto energético basal estabelecidas por Schofield, 255

�� Equações do gasto energético total estabelecidas pelo método da RDA, 259

�� Métodos de estimativa do gasto energético para enfermos, 260

�� Referências bibliográficas, 267

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250

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

A energia é necessária para várias funções, como respiração, circulação e síntese de substâncias, e também para a rea­li­zação de atividades diá­rias como exercícios físicos e trabalho. O equilíbrio de energia depende da ingestão energética diá­ria in­di­vi­dual e do gasto de energia. Existem diver‑ sas equações para estimar o gasto energético, sendo algumas mais atuais, outras desenvolvidas há mais tempo. A proposta deste capítulo é apresentar ao leitor as equações mais utilizadas tanto no meio acadêmico quanto na prática do nutricionista nas mais diversas situações.

 

10 - Triagem Nutricional

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Triagem Nutricional

Thiago Durand Mussoi

�� Introdução, 270

�� Avaliação subjetiva global, 270

�� Triagem para risco nutricional (NRS), 270

�� Miniavaliação nutricional, 273

�� Ferramenta universal de triagem de desnutrição, 273

�� Ferramentas de triagem nutricional para crianças, 276

�� Referências bibliográficas, 280

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Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

Dentro de um processo de avaliação nutricional, o primeiro passo é rea­ li­zar uma triagem nutricional, que tem por objetivo identificar a existência ou não de risco nutricional. Quando há risco nutricional, o próximo passo

é a rea­li­zação da avaliação nutricional mais detalhada valendo‑se de outros parâmetros (antropométricos, bioquí­micos e dietéticos) para confirmar a presença ou não de alteração nutricional, bem como identificar a causa do problema. A causa do problema é parte da avaliação nutricional e não da triagem nutricional. Portanto, a avaliação do estado nutricional é uma ferramenta mais completa que a triagem nutricional, a avaliação é a conti­ nuidade e o aprofundamento dos dados coletados na triagem nutricional.1

 

11 - Diagnóstico Nutricional

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11

Diagnóstico Nutricional

Thiago Durand Mussoi

�� Introdução, 284

�� Proposta de padronização de diagnósticos nutricionais, 284

�� Referências bibliográficas, 292

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284

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

O diagnóstico nutricional é a resposta dada pela avaliação. No fim do pro‑ cesso da avaliação nutricional, os dados são reunidos, analisados e sintetiza‑ dos. Tal diagnóstico consiste na identificação e na determinação do risco ou do potencial risco de desenvolver um problema relacionado com a nutrição, descrevendo as alterações nutricionais do in­di­ví­duo ou de uma coletividade.

Além de descrever, classifica o problema em diversos termos, tais como: “alte‑ rado”, “deficiente”, “aumentado”, “diminuí­do”, “risco de” “agudo”, “crônico”.1

No diagnóstico, é importante não apenas determiná‑lo, mas também identificar a causa da alteração nutricional. Portanto, deve ser sempre rela‑ cionado com certo evento causador, que precisa ser investigado e tratado.1,2

 

12 - Interação de Fármacos com Nutrientes

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12

Interação de Fármacos com Nutrientes

Juliana Gusman de Souza

�� Interação fármaco-nutriente, 294

�� Referências bibliográficas, 297

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294

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Interação fármaco-nutriente

Na prática clínica são observadas as interações de fármacos com nutrien‑ tes, que podem comprometer o estado nutricional do paciente. Os profissio‑ nais de saú­de devem considerar estas interações no momento de estabelecer sua conduta de tratamento.1,2

As medicações são administradas para produzir um efeito farmaco‑ lógico, ou seja, para que exerçam seu efeito terapêutico em um órgão ou tecido‑alvo. Para atingir este objetivo o fármaco deve se deslocar até o local de sua ação. As interações do fármaco com o nutriente podem ser divididas em dois tipos: interações farmacodinâmicas, que afetam a ação farmacoló‑ gica do fármaco e interações farmacocinéticas, que afetam o movimento do fármaco em processos envolvidos na absorção, distribuição, metabolismo e excreção.1,3,5 O fenômeno de interação do fármaco com o nutriente pode surgir antes ou durante a absorção gastrintestinal, durante a distribuição e o armazenamento nos tecidos, no processo de biotransformação ou mesmo durante a excreção. Assim, é fundamental conhecer os fármacos cujas velo‑ cidade de absorção e/ou quantidade absorvida podem ser afetadas na pre‑ sença de alimentos, bem como aqueles que não são afetados. Um maior conhecimento em relação a este processo conduz ao controle mais efetivo da administração do medicamento e da ingestão de alimentos, favorecendo, assim, a adoção de terapias mais eficazes.4 A Tabela 12.1 relaciona as princi‑ pais interações de fármacos com nutrientes. Os fármacos foram agrupados por sua indicação de uso, seguidos dos principais nomes comerciais e das principais interações com os nutrientes.1

 

13 - Classificação Internacional de Doenças Utilizada na Nutrição

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13

Classificação Internacional de Doenças Utilizada na Nutrição

Thiago Durand Mussoi

�� Introdução, 300

�� CID utilizadas para diagnósticos nutricionais, 302

�� Referências bibliográficas, 305

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300

Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento

Introdução

A CID 10 é uma classificação padrão internacional para propósitos epi‑ demiológicos e administrativos de saú­de que fornece códigos confiá­veis para mortalidade e morbidade, em níveis local, nacional e internacional.1

É uma ferramenta de abordagem clinicoepidemiológica da ­área de saú­de que se destina a toda equipe de saú­de, não estando restrita a determinada profissão.1,2,3 Neste sentido, o nutricionista pode utilizar a CID 10 como fer‑ ramenta de trabalho.4 O Conselho Federal de Nutricionistas (unidade téc‑ nica) manifestou‑se por meio da nota técnica no 005/2013 (março de 2011), disponível, na íntegra, a seguir:4

 

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