Fundamentos de Odontologia - Estomatologia, 2ª edição

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Referência consolidada nos cursos de Odontologia de todo o país, Fundamentos de Odontologia | Estomatologia oferece um estudo detalhado da semiologia e discute extensamente o processo diagnóstico, levando em consideração as singularidades de cada paciente. Seus autores, docentes da Universidade de São Paulo e altamente capacitados em suas áreas de atuação, revisaram o conteúdo desta obra para trazer ao leitor um texto atual, abrangente e que reflita a busca pela melhora dos indicadores de saúde bucal da população brasileira. Esta segunda edição, ampliada e atualizada, aborda ainda: - Processos diagnósticos detalhados, reforçando a sua importância na prática clínica; - Atualizações sobre o algoritmo para a investigação de sífilis; - Discussão sobre a osteonecros e associada ao uso de bisfosfonatos; - Métodos de auxílio diagnóstico recentes, como espectroscopia de fluorescência e microscopia confocal refl ectante. A série Fundamentos de Odontologia vem preencher uma lacuna para, sobretudo, os alunos de graduação, mas é útil também ao profissional formado, servindo como referência para rever conceitos estomatológicos importantes para sua atividade clínica.

14 capítulos

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1 - Introdução

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1

Introdução

Gilberto Marcucci e Esther Goldenberg Birman

O termo “estomatologia” vem do grego stómato, boca, e lógos, estudo, mas também é conhecido como Propedêutica Clínica, Semiologia, Diagnóstico Bucal e Medicina Oral. Independentemente da nomenclatura, o que interessa é seu conteúdo.

No passado, a odontologia era técnica e artesanal.

Em 1920, após a conceituação de infecção focal, teve início seu despertar científico. Burket (1958) consagra esse despertar quando diz que é de responsabilidade do cirurgião-dentista o estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento dos seguintes itens:

• Doenças dos tecidos mineralizados e não mineralizados dos dentes

• Doenças dos tecidos de suporte e proteção dos dentes

• Doenças limitadas aos lábios, língua, mucosa bucal e glândulas salivares

• Lesões bucais e dos órgãos contidos na boca com parte dos estados mórbidos generalizados.

Trata-se de uma disciplina nova no contexto da

Odontologia brasileira, particularmente da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo

 

2 - Metodologia do Exame Clínico Estomatológico

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Metodologia do Exame

Clínico Estomatológico

Jayro Guimarães Júnior

Muitas e muitas vezes eu saí para meu consultório à noite sentindo que não conseguiria manter meus olhos abertos nem mais um momento... Mas quando eu via o paciente, tudo isto desaparecia. Num instante, os detalhes do caso começavam a se organizar num esquema identificável, o diagnóstico começava a se decifrar ou se recusava a mostrar-se claramente e a caçada começava. Ao mesmo tempo, o próprio paciente se tornava algo que precisava de atenção, as peculiaridades dele, as reticências e a sua franqueza.

E, embora eu pudesse sentir-me atraído ou repelido, a atitude profissional que todos os médicos devem manter me sustentava e definia em que termos eu deveria proceder.

O método usado no exame clínico (do grego kliné, leito, isto é, exame feito ao lado do leito) é a pedra angular de todo processo diagnóstico. Sua riqueza de detalhes seria suficiente para um livro dedicado somente a ele, o que não é o objetivo deste. Sendo assim, toda informação aqui citada deve ser encarada como parcial e merecedora de aprofundamento.

 

3 - Relações Paciente-Profissional | Evento Central das Ciências da Saúde

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Relações Paciente-Profissional |

Evento Central das Ciências da Saúde

Jayro Guimarães Júnior

Eu não tomaria muito tempo do meu médico.

Desejaria apenas que matutasse sobre a minha situação, talvez uns cinco minutos, que por um breve tempo se vinculasse comigo, esquadrinhando-me a alma tão bem como o meu corpo, para então entender o meu mal, pois cada indivíduo adoece a sua maneira... Assim como me pede exames de sangue e dos ossos do meu corpo, desejaria que o meu médico me examinasse considerando o meu espírito tanto quanto a minha próstata. Sem um reconhecimento desses, não sou mais que uma doença.

Anatole Paul Broyard (1920–1990), ensaísta americano, pouco antes de morrer de câncer de próstata, em Boston

SAINDO DO MODELO

CIENTÍFICO-BIOLÓGICO ESTRITO

Por que estudar relações paciente-profissional?

• Porque, não importa qual a queixa principal ou o procedimento técnico que se está fazendo ou no qual se especializou, sempre se estará estabelecendo essas relações e o diploma de qualquer profissional de saúde (PS) não dá certificado de harmonia mental e equilíbrio emocional para penetrar na mente das pessoas que sofrem

 

4 - Conhecendo as Lesões Fundamentais

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Conhecendo as Lesões

Fundamentais

Gilberto Marcucci e Sérgio Spinelli Silva

O conhecimento das lesões fundamentais é de vital importância para o estomatologista. Em 1970, Grinspan já emitia o seguinte conceito: “Lesões fundamentais são como letras de um alfabeto, indispensáveis para se conhecer o idioma”, pois como é de conhecimento, inúmeras doenças iniciam-se por meio de determinada lesão, facilitando então a formulação das hipóteses diagnósticas que permitirá o pedido de um exame complementar específico, quando necessário, para chegar ao diagnóstico final e consequente adequada terapêutica. Para que tal fato possa ocorrer, é preciso que o profissional relembre de todos os conhecimentos anteriormente adquiridos nas matérias básicas com fulcro na Patologia Bucal, pois é ali que irá conhecer a etiopatogenia das doenças.

Em Estomatologia, terá à frente o paciente portador de determinada doença, acompanhada de sintomatologia específica para cada caso. Sem esse conhecimento prévio, ele não saberá analisar e dar valor intrínseco aos dados obtidos no exame clínico, que, somados aos da anamnese, irão proporcionar a formulação de hipóteses diagnósticas corretas, além de facilitar a comunicação interprofissional e didática.

 

5 - Métodos de Auxílio Diagnóstico

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Métodos de Auxílio

Diagnóstico

Fernando Ricardo Xavier da Silveira, Geraldo Gomes dos Santos e Jayro Guimarães Júnior

INTRODUÇÃO

O método diagnóstico se complementa, muitas vezes, com o auxílio de exames subsidiários, dos quais o profissional de saúde lança mão, com vistas a alcançar uma das seguintes metas:

• Confirmação de diagnóstico: para confirmar uma dada hipótese diagnóstica formulada após o exame clínico do paciente

• Exclusão diagnóstica: para descartar determinado estado ou quadro clínico, que pode ocorrer em concomitância com o objeto da investigação presente.

Pode-se citar, como exemplo, a necessidade de se excluir a gestação numa determinada paciente cujo exame subsidiário para elucidar determinado quadro clínico fosse contraindicado durante o primeiro trimestre da gravidez

• Prospecção em segmentos populacionais: muitas vezes determinada por legislação sanitária e procedida independentemente de suspeita clínica. É o caso, por exemplo, da sorologia para hepatite infecciosa e

 

6 - Trabalhando com Biossegurança

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Trabalhando com

Biossegurança

Jayro Guimarães Júnior

Introdução

Neste capítulo discorrer-se-á sobre alguns imperativos de biossegurança no trabalho clínico com o paciente

(PAC). O espaço aqui disponível não possibilita detalhar toda a biossegurança odontológica. Ademais, esses detalhes estão em nosso livro dedicado exclusivamente ao assunto e já publicado.

Este capítulo se aterá praticamente ao uso de barreiras físicas conhecidas como equipamentos de proteção individual (EPI).

Enfatiza-se que os PAC e profissionais de saúde (PS) podem estar expostos a microrganismos patogênicos durante o trabalho. Entre esses microrganismos os mais frequentes são as bactérias, mas também entram em contato com vírus, príons, fungos e protozoários.

Esses microrganismos podem ser transmitidos, em consultórios odontológicos, para os profissionais pelas seguintes vias:

• Contato direto com sangue e fluidos bucais e outros contaminantes originados no PAC

 

7 - Alterações de Cor da Mucosa Bucal e dos Dentes

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Alterações de Cor da Mucosa

Bucal e dos Dentes

Esther Goldenberg Birman, Gilberto Marcucci e Ilan Weinfeld

MUCOSAS

Brancas

Linha alba

É uma linha branca de queratinização friccional, localizada na mucosa da bochecha paralela à linha de oclusão, relacionada a áreas dentadas. Assintomática, apresenta-se, em geral, bilateralmente, com extensão variável e não é removível à raspagem. Constitui uma reação à pressão ou sucção da mucosa decorrente da atividade dos dentes posteriores.

Os efeitos dos traumatismos produzidos no nível do plano oclusal e a textura dos alimentos refletem-se no grau de queratinização observado, logo, a linha é mais ou menos evidente em diferentes indivíduos.

O aspecto clínico (Figura 7.1) característico é suficiente para o diagnóstico, sendo o tratamento desnecessário; porém, quando forem observadas alterações oclusais importantes e maus hábitos, como bruxismo, recomenda-se a correção desses fatores.

Figura 7.1 Linha alba (mordida): mucosa da bochecha.

 

8 - Lesões Erosivas e Ulcerativas da Mucosa Bucal

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Lesões Erosivas e Ulcerativas da Mucosa Bucal

Fernando Ricardo Xavier da Silveira, Gilberto Marcucci, Ilan Weinfeld e Norberto Nobuo Sugaya

INTRODUÇÃO

As lesões erosivas e ulcerativas da mucosa bucal representam um capítulo bastante importante e extenso da

Estomatologia. Podem constituir manifestação primária ou se apresentarem secundariamente a vesículas ou bolhas. Neste livro, estas últimas serão estudadas em separado, no Capítulo 9. Também não se tratarão dos aspectos terapêuticos, que serão discorridos no Capítulo 14, de modo bastante amplo e didático.

As condições ou doenças traduzidas pela presença de úlceras ou ulcerações na mucosa bucal adquirem qualificação pelo estudo adequado de suas variáveis clínicas, o que possibilita a construção do diagnóstico diferencial, levando a um reduzido número de possibilidades, e permitindo, na maioria das vezes, a individualização de uma hipótese clínica. Desnecessário afirmar a importância dos dados colhidos durante a anamnese, que no caso específico das lesões ulcerativas quase sempre fornecem subsídios importantes para o julgamento do quadro clínico, após o exame físico do paciente. Por consequência, permitem ao profissional a indicação precisa, se houver necessidade, do exame ou exames complementares adequados e suficientes para obtenção do diagnóstico.

 

9 - Lesões Vesicobolhosas

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Lesões Vesicobolhosas

Dante Antônio Migliari, Gilberto Marcucci e Ilan Weinfeld

PÊNFIGOS

São doenças dermatológicas, vesicobolhosas, com repercussão bucal, de etiologia desconhecida, consideradas atualmente como doenças autoimunes.

Pênfigos verdadeiros

São representados por várias formas clínicas, com interesse estomatológico desiguais.

Pênfigo vulgar ou de Besnier

É uma doença universal, representada pela presença de altos títulos de anticorpos antiepitélio e pelo depósito de imunocomplexo na camada espinhosa da epiderme e da mucosa bucal.

A observação atenta do Estomatologista é gratificada pelo seu diagnóstico precoce por meio das lesões da mucosa bucal, que podem inicialmente ocorrer nessa região até 2 anos antes que venham ocorrer as manifestações dermatológicas (sistêmicas), proporcionando terapêutica precoce com grande sucesso, diminuindo o sofrimento do paciente, melhorando e muito a sua prognose, que ainda hoje é reservada, decorrente da própria doença e dos efeitos colaterais, principalmente da corticoterapia prolongada.

 

10 - Crescimentos Teciduais

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10

Crescimentos Teciduais

Dante Antônio Migliari, Esther Goldenberg Birman, Fernando Ricardo

Xavier da Silveira, Gilberto Marcucci e Ilan Weinfeld

Neoplasias Benignas

Papiloma

É uma neoplasia epitelial benigna de crescimento lento e progressivo, de aspecto exofítico, papilar ou verrucoso, sendo seu desenvolvimento relacionado ao papilomavírus humano (HPV), especialmente os subtipos 6 e 11 (ver Cap. 7). A infecção por HPV geralmente é decorrente de abrasões e microlacerações da pele e mucosa desenvolvidas durante a relação sexual, autoinoculação ou pelo contato com objetos contaminados.

O HPV pertence a uma família de vírus relacionados a tumores e induz proliferação cutânea e mucosa de células epiteliais. Um pequeno número, porém digno de nota, de indivíduos saudáveis tem apresentado infecções pelo HPV especificamente com os subtipos envolvidos no desenvolvimento de neoplasias malignas da cavidade oral.

O aspecto clínico é caracterizado por uma pápula de coloração semelhante à do tecido local (rosado), de consistência macia, podendo ser avermelhada ou, ainda, esbranquiçada, devido à queratinização, quando assume superfície mais irregular ou escamosa. É comumente pedunculada, semelhante a uma verruga ou apresentando múltiplas projeções diminutas, tornando-a semelhante a uma couve-flor (Figura 10.1).

 

11 - Lesões Ósseas

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Lesões Ósseas

Norberto Nobuo Sugaya e Sérgio Spinelli Silva

INTRODUÇÃO

Os ossos constituem tecido com intenso metabolismo, apresentando caráter dinâmico de constante remodelação, renovação e adaptação a requerimentos fisiológicos e ambientais. Sua consistência sólida transmite um aspecto de imobilidade que nos faz lembrar, imediatamente, apenas de sua função de sustentação do corpo, como constituintes de nosso esqueleto. Os ossos abrigam as medulas ósseas, responsáveis pela hematopoiese e sua indispensável função na manutenção do tecido sanguíneo e dos processos da imunidade, além de muitas vezes representarem o recurso extremo para livrar o indivíduo de doenças terminais ou malignas (transplante). Constituem o depósito regulador do cálcio orgânico, indispensável a inúmeras funções do organismo.

Dispõem, ainda, de rica vascularização e por eles percorre vasta inervação por canais e forames, interligando o sistema nervoso central ao periférico. Além disso, relacionam-se pelas articulações, apoiam a musculatura e assim por diante, interferindo e participando deste complexo orgânico-funcional, que constitui o corpo humano, de forma ativa e vital.

 

12 - Temas Especiais

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12

Temas Especiais

Dante Antônio Migliari, Esther Goldenberg Birman, Fernando Ricardo

Xavier da Silveira e Norberto Nobuo Sugaya

XEROSTOMIA

Xerostomia representa um estado de disfunção das glândulas salivares, principalmente associado à redução do volume de saliva produzida. Do ponto vista clínico, representa um estado de secura oral, que pode ocorrer de forma discreta, moderada ou grave, dependendo do tipo de agente causal.

A xerostomia pode ser permanente ou transitória.

A caracterização da xerostomia envolve análise de sintomas, sinais, determinação do fluxo salivar e investigação de fatores causais. No aspecto epidemiológico, ocorre mais frequentemente em indivíduos de idade mais avançada (média de 60 anos) e afeta mais mulheres que homens. Embora seja predominante em indivíduos mais velhos, não é simples consequência do processo natural de envelhecimento. Indivíduos mais velhos estão mais sujeitos a desenvolver doença devido ao uso de medicamentos potencialmente xerostômicos.

 

13 - Tratamento das Manifestações Estomatológicas Antes, Durante e Depois de Quimioterapia e Radioterapia

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13

Tratamento das Manifestações

Estomatológicas Antes,

Durante e Depois de

Quimioterapia e Radioterapia

Jayro Guimarães Júnior

INTRODUÇÃO

Ao especializá-lo (o homem) a civilização tornou-o hermético e satisfeito dentro da sua limitação; mas essa mesma sensação íntima de domínio e valia vai le­vá-lo a querer predominar fora da sua especialidade. E a conse­quência é que, ainda neste caso, que representa um maximum de homem qualificado – especialismo – e, portanto, o mais oposto ao homem-massa, o resultado é que se comportará sem qualificação e como homem-massa em quase todas as esferas da vida.

Quem quiser pode observar a estupidez com que pensam, julgam e atuam hoje na política, na arte, na religião e nos problemas gerais da vida e do mundo.

José Ortega y Gasset, filósofo espanhol, sobre o excesso de especialização, in A Rebelião das Massas.

O tratamento do paciente oncológico de cabeça e pescoço há muito tempo deixou de ser feito por um único profissional, tal a gama de problemas que são enfrentados pelo paciente. Neles estão envolvidos, pelo menos, vários profissionais de saúde (PS) (Quadro 13.1).

 

14 - Terapêutica Medicamentosa de Algumas Doenças Estomatológicas (Como Prescrever e Atestar)

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14

Terapêutica Medicamentosa de Algumas Doenças

Estomatológicas (como

Prescrever e Atestar)

Jayro Guimarães Júnior

Introdução

As manifestações clínicas e diagnósticas das doenças estomatológicas aqui citadas estão em outros capítulos. Neste capítulo, mencionaremos, sem a pretensão de esgotar o assunto, as possibilidades terapêuticas das alterações mais comuns com que o profissional de saúde (PS) se depara no seu dia a dia. Entendemos que o clínico deve ter a consciência ética de conhecer em profundidade a natureza química e indicações terapêuticas; biodisponibilidade e farmacocinética, biotransformação e farmacodinâmica; absorção e excreção; interações medicamentosas, posologia, apresentação, efeitos colaterais, uso adequado em adultos, grávidas e crianças; e até o preço do que esteja receitando.

O assunto é vastíssimo e requer uma dedicação diária aos estudos para que, aos poucos, essas informações sejam assimiladas pelo clínico. Este deve dispor de livros de terapêutica e farmacologia atualizados ou saber acessar dados confiáveis na internet para poder consultá-los quando for necessário.

 

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