Anatomia Humana - Texto e Atlas

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Anatomia Humana | Texto e Atlas foi elaborado especialmente para atender às necessidades dos estudantes da área da saúde, visando elucidar, de maneira simples e objetiva, o complexo universo do conhecimento anatômico.Principais características• Abordagem sistêmica• Terminologia atualizada• Texto claro e didático• Mais de 200 ilustrações em alta qualidade• Quadros com a origem, inserção e função dos principais músculos do corpo humano.

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1. Anatomia

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Capítulo 1

Anatomia

João Gregório Neto | Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O termo anatomia vem do grego ana, que significa “em partes”, e tomein, que significa “cortar”, isto é, cortar as estruturas em partes. É o ramo da

Biologia no qual se estudam a estrutura e a organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.

Devido às necessidades modernas, a anatomia foi se desenvolvendo para suprir as demandas de novas informações de que as ciências afins precisavam, o que deu origem a outros ramos, como: anatomia radiológica (imaginologia), anatomia comparada e anatomia embriológica. Além disso, aos poucos, a ultraestrutura do corpo humano foi sendo incorporada aos estudos anatômicos, e hoje se adota um novo conceito em anatomia.

Atualmente, anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.

História da anatomia

A anatomia clássica estudava a organização interna dos seres vivos, prática que se concretizava por meio de métodos precisos de corte e dissecação de cadáveres, com o intuito de descrever suas estruturas e sua organização. O relato mais conhecido de uma dissecação pertence ao grego Teofrasto (287 a.C.), discípulo de Aristóteles.

 

2. Embriologia

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Capítulo 2

Embriologia

Mônica de Campos Pinheiro

Introdução

A embriologia é a ciência que estuda o processo de formação e desenvolvimento do ser humano da concepção até o nascimento (período prénatal).

Desenvolvimento embrionário inicial

O desenvolvimento embrionário tem início com a fecundação, que é a junção do espermatozoide (gameta masculino; Figura 2.1) com o ovócito ou oócito (gameta feminino) que ocorre na ampola da tuba uterina.

Da união dos pró-núcleos haploides (23 cromossomos) do espermatozoide e do ovócito, surge uma única célula diploide (46 cromossomos), o zigoto, que contém informações genéticas provenientes do pai e da mãe.

O zigoto é o início de um novo ser humano (Figura 2.2).

Enquanto se desloca pela tuba uterina em direção ao útero, o zigoto sofre uma série de divisões celulares mitóticas (clivagens). A primeira clivagem acontece em torno de 30 horas após a fecundação; entretanto, as divisões subsequentes ocorrem de maneira acelerada, provocando rápido aumento na quantidade de células (blastômeros) e formação de massa celular compacta. Quando já existem de 12 a 32 blastômeros, o concepto é chamado de mórula.

 

3. Citologia

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Capítulo 3

Citologia

Mônica de Campos Pinheiro

Introdução

As células, unidades morfofuncionais do corpo humano, embora apresentem tamanho, forma e função variados, têm os mesmos constituintes básicos: membrana plasmática, citoplasma e núcleo (Figura 3.1).

Membrana plasmática

A membrana plasmática define o limite externo da célula e separa o conteúdo intracelular do meio extracelular. Sua localização possibilita a atuação como barreira seletiva, controlando entrada e saída de substâncias.

Além disso, algumas proteínas da membrana agem como receptores de sinais químicos.

Citoplasma

O citoplasma, região entre a membrana plasmática e o envoltório nuclear, compõe a maior parte da célula e contém diversas organelas celulares, como: núcleo, mitocôndrias, ribossomos, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, lisossomos e peroxissomos, citoesqueleto, vesículas de vários tipos e inclusões citoplasmáticas. O espaço entre as organelas

é preenchido por uma substância gelatinosa chamada citosol, composta principalmente de água, sais minerais, aminoácidos, açúcares, proteínas e

 

4. Histologia

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Capítulo 4

Histologia

Mônica de Campos Pinheiro

Introdução

Os diferentes tipos de tecido do corpo humano formam-se a partir da organização de células com características morfofuncionais específicas associadas à matriz extracelular (MEC), constituída por um conjunto de macromoléculas localizado no espaço intercelular.

Duas das características que possibilitam a identificação de cada um dos tecidos são a quantidade e a composição da MEC produzida por suas próprias células. Apesar de toda sua complexidade, o organismo é constituído por apenas quatro tecidos básicos ou fundamentais: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso.

Tecido epitelial

O tecido epitelial, também chamado de epitélio, caracteriza-se por apresentar células justapostas, fortemente aderidas umas às outras, e pouco material extracelular. A MEC desse tecido está organizada como uma lâmina (basal), localizada na interface de suas células e o tecido subjacente. Sendo um tecido avascular, os epitélios estão quase sempre apoiados sobre o tecido conjuntivo, cujos vasos sanguíneos fornecem nutrientes e oxigenação para suas células. Além disso, é inervado e também tem como característica uma boa capacidade de regeneração.

 

5. Sistema Hematológico

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Capítulo 5

Sistema

Hematológico

João Gregório Neto

Introdução

O sistema hematológico constitui-se do sangue e da medula óssea. O sangue é responsável pelo transporte de oxigênio, excretas e nutrientes para todo o corpo.

A medula óssea, por sua vez, produz células sanguí­neas por meio da hematopoese, as quais são chamadas de eritrócitos, leucócitos e plaquetas.

Eritrócitos. Também são comumente chamados de células vermelhas ou hemácias, e contêm a hemoglobina responsável pelo transporte de oxigênio. Têm um ciclo de vida de aproximadamente 120 dias nos in­di­ví­duos adultos.

Leucócitos. São comumente chamados de células brancas e são responsáveis pela imunidade. São classificadas em granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos), que destroem materiais estranhos, e agranulócitos (monócitos e linfócitos), linha de frente na defesa celular.

Plaquetas. São pequenos fragmentos citoplasmáticos cujas funções são: iniciar a contração dos vasos sanguí­neos, formar tampões nos vasos lesados e acelerar a coa­gulação sanguí­nea.

 

6. Sistema Esquelético

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Capítulo 6

Sistema

Esquelético

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema esquelético é composto por ossos e cartilagens que se interligam para formar a estrutura de um in­di­ví­duo. O esqueleto humano é formado por aproximadamente 206 ossos, podendo variar de acordo com a idade, as características in­di­vi­duais e o critério de contagem adotado pelos autores (Figura 6.1).

Classificação morfológica dos ossos

Na classificação morfológica, são usados padrões geométricos, levando em consideração o comprimento, a espessura e a largura dos ossos, conforme descrito a seguir.

Longos. Têm o comprimento maior que a largura e a espessura. Os ossos longos têm duas extremidades, as epífises, sendo uma proximal e outra distal; e uma parte central, a diá­fise. No interior da diá­fise, encontra-se o canal medular, onde fica armazenada a medula óssea, responsável pela produção de células sanguí­neas (hematopoese). Alguns exemplos de ossos longos são: úmero, rádio, fêmur e tíbia (Figura 6.2; e ver Figuras 6.24 a 6.26 e 6.31 mais adiante).

 

7. Sistema Articular

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Capítulo 7

Sistema Articular

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

Articulação é uma união funcional entre diferentes partes rígidas do esqueleto e é classificada em fibrosa, cartilaginosa e sinovial, de acordo com o tipo de tecido interposto entre as á­ reas de contato (superfícies ar­ticulares). As estruturas rígidas envolvidas em uma ar­ticulação podem ser ossos, cartilagens ou dentes.

Articulações fibrosas

As articulações fibrosas compreendem as suturas, as gonfoses e as sindesmoses.

Suturas

São ar­ticulações encontradas exclusivamente no crânio e que, no decorrer da vida, sofrem um processo de deposição óssea denominado sinostose, quando se ossificam por completo (Figura 7.1).

De acordo com seu formato, as suturas podem ser classificadas em: planas, quando seus bordos de encontro são lisos (p. ex., sutura internasal e sutura palatina mediana); escamosas, quando uma superfície ar­ticular se sobrepõe à outra (p. ex., ar­ticulação temporoparietal); serráteis, quando seus bordos se apresentam unidos como encaixes de uma serra (p. ex., sutura sagital); e esquindileses, quando seus bordos se unem por meio de um entalhe (p. ex., sutura esfenovomeral).

 

8. Sistema Muscular

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Capítulo 8

Sistema

Muscular

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema muscular é formado pelo conjunto de músculos do nosso corpo. Os músculos são estruturas que têm a capacidade de contratilidade, ou seja, a capacidade diminuir a distância entre suas extremidades, e, devido a essa propriedade, produzem movimentos, além de serem responsáveis por 40 a 50% do peso corporal. O corpo humano tem cerca de 600

­músculos com diversas funções, todos trabalhando sob o comando do sistema nervoso (Figura 8.1).

Anatomicamente, os ­músculos são classificados como esqueléticos, quando apresentam pelo menos uma extremidade ligada a osso, ou viscerais, quando formam a parede de órgãos moles e cavitários.

Cada ­músculo é formado por diversas fibras ­muscula­res que são células alongadas e estreitas; portanto, quanto maior a quantidade de fibras, maior a força que o ­músculo poderá exercer. As fibras ­muscula­res também podem aumentar de volume quando são muito exigidas (hipertrofia), como

 

9. Sistema Nervoso

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Capítulo 9

Sistema Nervoso

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema nervoso coordena e integra as funções do corpo, armazena todas as informações e capacita o organismo a se adaptar às mudanças dos meios interno e externo, além de criar uma realidade sensorial e elaborar as respostas ao meio.

Aspectos embriológicos

Para melhor entendimento sobre o sistema nervoso, é necessária uma breve revisão da formação embriológica desse complexo sistema.

O sistema nervoso é um dos primeiros a começar sua formação, já a partir da gastrulação (13o dia da gestação), por meio de um grupo de células do ectoderma que aos poucos invade o mesoderma, formando, no seu interior, um tubo celular denominado tubo neural. Este tem desenvolvimento e crescimento celular irregulares, produzindo três dilatações assimétricas (ve­sículas primitivas) na região cefálica: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. A porção caudal con­ti­nua com sua forma tubular.

Com o desenvolvimento, aproximadamente na 8a semana, o prosencéfalo dá origem a duas outras partes, o telencéfalo e o diencéfalo. O mesencéfalo con­ti­nua seu desenvolvimento com pouca alteração, enquanto o rombencéfalo dá origem às partes do metencéfalo e mielencéfalo. A porção tubular passa a formar a medula primitiva.

 

10. Sistema Sensorial

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Capítulo 10

Sistema Sensorial

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema sensorial possibilita a interação do homem com o ambiente.

O ser humano tem cinco sentidos, cada um relacionado com um órgão específico: tato (pele), olfato (nariz), gustação (língua), visão (olhos) e audição (orelhas). Em cada órgão do sentido existem:

��Receptores externos: responsáveis por receber a informação sensitiva do órgão

��Transmissores: responsáveis por transportar essa informação até o sistema nervoso por meio das fibras nervosas

��Receptores internos: localizados no sistema nervoso, onde o cérebro recebe as informações e as transforma em sensações.

Tato

A pele e a tela subcutânea apresentam terminações nervosas específicas para os dois tipos de tato, o protopático (grosseiro) e o epicrítico

(fino).

As terminações nervosas livres não apresentam especialização na região de transdução e são encontradas em todas as partes do corpo, não apenas na pele. Detectam estímulos mecânicos grosseiros (tato protopático, dor e temperatura).

 

11. Sistema Endócrino

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Capítulo 11

Sistema

Endócrino

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema endócrino é formado por glândulas que secretam hormônios.

Os hormônios são substâncias quí­micas com funções específicas no organismo humano.

Glândulas do sistema endócrino

As principais glândulas endócrinas são: tireoide, hipófise, pâncreas, paratireoides, suprarrenais, timo, glândula pineal e gônadas.

Tireoide

Si­tuada abaixo da laringe, a glândula tireoide produz os hormônios triiodotironina (T3), tiroxina (T4) e calcitonina (Figura 11.1).

Paratireoides

As glândulas paratireoides situam-se na superfície posterior da tireoide e produzem o paratormônio (PTH) (Figura 11.2).

Hipófise

Também denominada glândula pituitária, si­tua­-se na sela turca. É dividida em: adeno-hipófise (localizada anteriormente), que produz hormônio do crescimento (GH), hormônio tireoestimulante (TSH), hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio foliculoestimulante (FSH),

 

12. Sistema Circulatório

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Capítulo 12

Sistema

Circulatório

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema circulatório é um conjunto de tubos fechados por onde o sangue circula impulsionado pelo seu órgão central, o coração. A partir deste, o sangue flui por artérias, capilares e veias. A função do sistema circulatório é transportar, através do sangue, oxigênio, nutrientes e resíduos, para todo o corpo. Para auxiliar a drenagem da linfa, o sistema circulatório conta, ainda, com os vasos linfáticos (capilares, vasos e troncos).

É importante salientar que as células sanguíneas são produzidas pelos

órgãos hematopoéticos – medula óssea, timo e baço.

Coração

O coração, centro do sistema circulatório, é um órgão ­muscular oco que atua como uma bomba contrátil-propulsora. Seu peso médio é de 250 g nas mulheres e 300 g nos homens, podendo variar de acordo com a frequência da prática de atividade física do in­di­ví­duo.

É um órgão mediano, localizado na cavidade torácica, entre os pulmões, no espaço denominado mediastino médio, e sobre o ­músculo diafragma (Figura 12.1). Apresenta uma base superior e posterior, um ápice anterior e inferior, que é deslocado para a esquerda. Conta ainda com as faces esternocostal, diafragmática e pulmonar.

 

13. Sistemas Imunológico e Linfático

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Capítulo 13

Sistemas

Imunológico e Linfático

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema imunológico é o sistema de defesa contra a invasão de organismos estranhos (antígenos), e seus órgãos são chamados de linfoides, pois desenvolvem os linfócitos, que são as células de defesa

(anticorpos).

A medula óssea, localizada no interior dos ossos, e o timo, massa irregular localizada anteriormente à traqueia e posteriormente ao osso esterno, são considerados órgãos linfáticos primários e produzem os linfócitos

B e T.

Os linfócitos B atuam contra antígenos e agentes patogênicos nos líquidos corporais, enquanto os linfócitos T, contra células anormais ou agentes patogênicos existentes dentro das células.

Os linfonodos, o baço e as tonsilas (órgãos linfáticos secundários) são estruturas periféricas. Os linfonodos estão localizados ao longo dos vasos linfáticos. O baço situa-se no lado esquerdo da cavidade abdominal, na altura da 9ª à 11ª costela, lateralmente ao pâncreas.

 

14. Sistema Respiratório

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Capítulo 14

Sistema

Respiratório

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

A respiração é um processo passivo do organismo, por meio do qual o ar contendo O2 é levado pelas vias respiratórias de condução até os pulmões, que são os órgãos respiratórios, para então se ligar às hemácias no sangue. No sentido inverso, o CO2 é eliminado dos pulmões. Para esse processo quase não existe gasto de energia, o que faz com que a parte condutora seja alveolar e tubular, permitindo a livre passagem do ar.

Os órgãos que compõem o sistema respiratório são: nariz, cavidade nasal, faringe, laringe, traqueia, brônquios (todos considerados vias condutoras) e pulmões (órgãos respiratórios) (Figura 14.1).

Nariz

As vias condutoras se iniciam com o nariz, órgão mediano de aspecto piramidal que se projeta anteriormente na face e é sustentado por um esqueleto ósseo e cartilaginoso.

Cavidade nasal

A cavidade nasal é formada por duas câmaras assimétricas, separadas medianamente por um septo ósseo e cartilaginoso (Figura 14.2). Tem seu início a partir das narinas e seu final em uma região de passagem do ar, os cóa­nos. Além de conduzir o ar, também tem função olfatória.

 

15. Sistema Digestório

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Capítulo 15

Sistema

Digestório

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema digestório é o conjunto de órgãos responsável por apreensão, mastigação, deglutição, digestão enzimática e absorção dos alimentos para que haja a reposição dos nutrientes no organismo. Além disso, elabora, conduz e elimina o bolo fecal (Figura 15.1). Para rea­li­zar a condução dos alimentos e do bolo fecal, o sistema digestório é dotado de movimentos peristálticos, que são contrações da musculatura lisa para movimentar a massa no seu interior.

Os órgãos que formam o sistema digestório são: cavidade oral, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso. Além desses

órgãos, o sistema digestório apresenta um conjunto de glândulas anexas que auxiliam o processo digestório – glândulas salivares maiores (parótida, submandibular e sublingual), fígado e pân­creas.

Cavidade oral

O sistema digestório tem início na cavidade oral, delimitada anteriormente pelos lábios (­músculo orbicular da boca) e lateralmente pelas bochechas (­músculo bucinador). O espaço compreendido entre os lábios e as bochechas e a gengiva e os dentes é o vestíbulo da boca. Após a região do vestíbulo, encontra-se a cavidade própria da boca (Figura 15.2).

 

16. Sistema Urinário

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Capítulo 16

Sistema

Urinário

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema urinário é formado por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra (Figura 16.1). Sua função é filtrar e remover as impurezas do sangue, elaborando a urina, e regular o equilíbrio acidobásico e o equilíbrio hidreletrolítico. Além de produzir urina, o sistema ainda é responsável por sua condução, armazenamento e eliminação.

Rins

Os rins têm formato de grão de feijão e localizam-se na cavidade abdominal, mas são retroperitoneais, sendo o rim direito ligeiramente mais baixo que o esquerdo. Encontram-se lateralmente à coluna vertebral (paravertebrais), aproximadamente entre a TXII e a LIII. Apresentam dois polos, um superior relacionado com a glândula suprarrenal e outro inferior, além dos dois bordos, lateral e medial, onde se abre o hilo renal, que é a passagem para as estruturas que formam o pedículo renal. O rim é formado perifericamente pelo córtex renal, que rea­li­za a filtração do sangue, e centralmente pela medula renal, que coleta a urina. A porção do córtex que invade a parte central do órgão são as colunas renais; entre elas se distribui a medula renal, formando as pirâmides renais, cujos ápices (papilas renais) são recobertos pelos cálices renais menores. Estes desembocam nos cálices renais maiores, que, por sua vez, formam a pelve renal (Figura 16.2). As células que filtram o sangue chamam-se néfrons.

 

17. Sistema Genital

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Capítulo 17

Sistema

Genital

Paulo Ricardo R. Larosa

Introdução

O sistema genital é o conjunto de órgãos responsáveis pela reprodução, que é a capacidade de os seres vivos gerarem outro in­di­ví­duo da mesma espécie e com as mesmas características.

Sistema genital masculino

É formado pelas gônadas (testículos), vias espermáticas (epidídimo, ducto deferente, ducto ­ejaculatório e uretra), glândulas acessórias (glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais), e ainda os órgãos genitais externos (pênis e escroto) (Figura 17.1).

Testículos

Os testículos (direito e esquerdo) são as gônadas masculinas responsáveis pela produção dos gametas – os espermatozoides –, e também da testosterona, hormônio responsável pelas características sexuais secundárias do homem. Localizam-se no interior do escroto, separados por um septo fibroso mediano, e são revestidos externamente pela túnica albugínea

(Figura 17.2).

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18. Mamas

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Capítulo 18

Mamas

Paulo Ricardo R. Larosa

As mamas, elevações bilaterais na região torácica, são um anexo da pele, localizadas superficialmente ao músculo peitoral maior. Constituem-se internamente por tecido adiposo mantido por tecido conjuntivo e apresentam numerosas glândulas cutâ­neas modificadas, as quais, após a gestação, especializam-se na produção de leite materno (Figura 18.1).

Externamente, apresentam uma projeção pigmentada, a papila mamária, onde se abrem os ductos lactíferos. Cada mama é circundada por uma aréo­la mamária, também pigmentada, onde existem glândulas sudoríparas e sebáceas. As mamas são separadas entre si pelo sulco intermamário.

É conveniente salientar que as mamas no homem são rudimentares e não se desenvolvem durante a puberdade, como ocorre com as mulheres.

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Anatomia Humana | Texto e Atlas

Ligg. suspensores da mama

Glândula mamária

– Lóbulos da glândula mamária

 

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