Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos

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Completo e único em sua abordagem, este tratado foi elaborado com o intuito de reunir informações relativas às diferentes áreas da medicina interna de cães e gatos, contando com a colaboração de renomados profissionais de diversas especialidades. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos preenche uma lacuna na literatura nacional, tratando de situações inseridas na realidade brasileira, e, dentre os inúmeros temas abordados, apresenta, de maneira inovadora e pioneira, tópicos como responsabilidade profissional e medicina legal. Ilustrações, fotos, boxes e quadros tornam a obra ainda mais clara e didática, garantindo um conteúdo de excelência não só para a formação de acadêmicos de Medicina Veterinária, mas também para a consulta de estudantes e profissionais que precisam de informações seguras em situações inesperadas do dia a dia.

266 capítulos

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1 - Responsabilidade Profissional

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1

Responsabilidade

Profissional

Rosemary Viola Bosch

JJ

Introdução

A responsabilidade civil do médico evolui junto com as técnicas e tecnologias empregadas na medicina, bem como se desenvolve de acordo com as legislações vigentes em cada

época e sociedade. Desde o início da prática médica, de maneiras diversas, o profissional responde por seus erros e pelas conse­quências deles decorrentes.1‑3

Há uma estreita relação entre a medicina e o direito, vín‑ culo existente desde as mais antigas codificações elaboradas pelos homens. É de conhecimento geral das pessoas que, inicialmente, a medicina era exercida por feiticeiros, magos, curandeiros, sacerdotes, boticários e até mesmo por escravos e barbeiros e, por esse motivo, as sanções penais algumas vezes acabavam se confundindo com sanções religiosas.3

Assim, o médico era, na maioria das vezes, visto como um mensageiro dos deuses e, por isso, qualquer ato falho era imediatamente execrado por toda a sociedade, e o médico, rigorosamente punido. Após esse perío­do, a vingança pessoal foi subs­ti­tuí­da pela obrigação de indenizar a vítima e seus familiares. Essas primeiras manifestações tinham caráter, ao mesmo tempo, restitutivo e punitivo, confundindo‑se a res‑ ponsabilidade civil com a penal. Com o desenvolvimento das sociedades, a responsabilidade civil separou‑se da penal, nas‑ cendo, em decorrência dessa divisão, as primeiras noções de dano in­di­vi­dual e de dano social. É notório que a obrigação do médico-veterinário é de meios e não de resultados, dife‑ rentemente, assim, de arquitetos, engenheiros e tantos outros cujo exercício profissional sempre garante um resultado. Com a saú­de não há possibilidade de previsões.4

 

2 - Princípios e Protocolos na Abordagem Emergencial do Paciente Grave

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2

Princípios e Protocolos na Abordagem

Emergencial do

Paciente Grave

Rodrigo Cardoso Rabelo, César Augusto Martins Ribeiro

JJ

Introdução

Ainda é um grande desafio garantir a melhor abordagem ao paciente emergencial. O avanço contínuo de técnicas, fárma‑ cos e equipamentos não foi capaz de suprimir a necessidade de controle do tempo de resposta no atendimento de urgência.

Pacientes cardiopatas, diabéticos, oncológicos, nefropatas e hepatopatas, por exemplo, podem sofrer descompensação grave a qualquer instante, e necessitarão atendimento ime‑ diato na sala de urgência e cuidados posteriores na unidade de terapia intensiva.

Além dos pacientes com doen­ça crônica que sofrem des‑ compensação aguda, os pacientes politraumatizados formam uma classe de doentes que em praticamente 100% dos casos deverão ser abordados de maneira agressiva na sala de urgência.

É comum que os sinais e sintomas mais aparentes e as lesões externas não reflitam a gravidade real do comprometi‑ mento interno, gerando uma falsa sensação de segurança nos proprietários e até mesmo no clínico, culminando em diag‑ nósticos e condutas inadequadas.

 

3 - Dispositivos e Meios de Acesso às Vias Respiratórias

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3

Dispositivos e

Meios de Acesso às

Vias Respiratórias

Élton Figueirôa Medeiros de Souza, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Na medicina intensiva veterinária, assim como no intensi‑ vismo humano, o manejo das vias respiratórias é primordial, uma vez que algumas alterações podem se agravar, como as relacionadas com os sistemas cardiovascular, respiratório e neurológico. Essa atenção especial ocorre devido à sua função de conduzir os gases respiratórios (O2 e CO2) do meio externo aos pulmões e vice‑versa. Com isso, sua patência é alvo de inú‑ meros protocolos de abordagens de suporte à vida.

Para que essas trocas gasosas ocorram nos pulmões e, assim, oxi‑ genar e ventilar os tecidos, as vias respiratórias têm que estar e permanecerem livres.1

Para tanto, ao longo da história, a medicina de modo geral trabalhou nesse assunto por observar sua importância. Foram elaborados os mais diversos dispositivos e técnicas para o con‑ trole e patência das vias respiratórias.

 

4 - Arritmias no Plantão de Urgência

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4

Arritmias no

Plantão de Urgência

Fase 1

K+

Fase 2

Ca++

0 mV

Fase 3

K+

–50 mV

Maria Carmen Cioglia Dias Lima

Fase 0

Na+

Fase 4

K+

–90 mV

JJ

Introdução

A função cardía­ca depende de um sistema de ­musculatura especializado em excitação e condução coordenadas a um processo contrátil. Alterações do sistema de condução e das fibras miocárdicas podem afetar o ritmo e a eficiên­cia do sistema de bomba.1

Arritmia é uma anormalidade em fre­quência, regularidade ou origem da formação do impulso elétrico cardía­co.

Consequentemente, qualquer ritmo cardía­co que não se origine no nó sinusal a uma fre­quência normal e a um intervalo regular é classificado como arritmia.2 Cardiopatias primárias são causas frequentes de arritmias, mas diversas alterações sistêmicas podem causá-las ou contribuir para sua ocorrência.3

Certas condições encontradas com fre­quência no paciente crítico, como hipoxia, isquemia, desequilíbrios eletrolíticos, doenças neuro­muscula­res, inflamação, toxemia e fármacos, podem afetar o sistema de condução, resultando em trajetos de condução anormais ou incompletos, contração caó­tica da

 

5 - Edema Pulmonar Agudo

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5

Edema Pulmonar

Agudo

alveo­locapilar é difícil. Utilizam‑se oxigenoterapia e diuréti‑ cos, com monitoramento constante da pressão sanguí­nea e da hidratação. Corticoides são indicados na anafilaxia, inalação de fumaça, choque elétrico e choque séptico. Quando por sobrecarga hídrica, interrompa e avalie tipos de fluidos e con‑ sidere o uso de coloides.4

JJ

Maria Carmen Cioglia Dias Lima, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Define‑se edema pulmonar como o aumento do líquido pulmonar extravascular, isto é, fluido no parênquima pul‑ monar que não esteja localizado no espaço intravascular. A fisiopatologia se divide em: (1) edema por alta pressão (car‑ diogênico) e (2) edema por aumento de permeabilidade (não cardiogênico).1,2

Na insuficiên­ cia cardía­ ca (IC), ocorrem congestão e edema devido a aumento na pressão hidrostática capilar.3 Na

IC esquerda, o aumento da pressão diastólica no ven­trículo esquerdo (VE) e, consequentemente, no átrio esquerdo (AE)

 

6 - Suporte Nutricional do Paciente Gravemente Enfermo

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6

Suporte Nutricional do Paciente

Gravemente

Enfermo

Márcio Antonio Brunetto, Aulus Cavalieri Carciofi

JJ

Introdução

A maioria dos animais que ingressa em uma clínica ou hos‑ pital veterinário está acometida por alguma alteração sistê‑ mica que pode colocar sua vida em risco. Em muitas ocasiões esses pacientes apresentam resposta catabólica aumentada, consequente a processos infecciosos, sepse e traumas, que resultam em resposta inflamatória sistêmica. Essas alterações no metabolismo são efeitos da maior liberação de mediado‑ res endógenos como hormônios do estresse e citocinas. Eles conduzem ao estado de balanço calórico negativo que com o passar do tempo leva à desnutrição, com perda de massa

­muscular, disfunções sistêmicas, queda na resposta imune, comprometimento do processo de cicatrização te­ci­dual e alte‑ ração no metabolismo de fármacos. Esse processo é agravado pelo fato de muitos pacientes encontrarem‑se em disorexia ou anoréticos há dias, sem que algumas vezes isso tenha sido con‑ siderado importante por parte do proprietário.

 

7 - Controle de Danos Ortopédicos na Sala de Urgência

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7

Controle de Danos

Ortopédicos na Sala de Urgência

Leandro Romano

JJ

Introdução

Emergências ortopédicas são comuns em pequenos ani‑ mais vitimados de trauma, sendo um tema comumente negligenciado pelos clínicos gerais e intensivistas veteriná‑ rios; talvez esse seja um dos fatores complicantes nesse tipo de paciente, o que justificaria o alto índice de sequelas e óbito encontrado. O fato é que existe um número crescente de aci‑ dentes com cães e gatos no mundo moderno, que em sua grande maioria apresentam uma ou mais fraturas de ossos longos ou pelve, associados a lesões em outros órgãos ou sis‑ temas.

Entende‑se que a gravidade das lesões é determinada pelo trauma propriamente dito, pela capacidade orgânica compen‑ satória do paciente e por suas conse­quências no decorrer do tempo. Isso posto, faz‑se necessário um atendimento porme‑ norizado e padronizado nesse tipo de paciente.

O controle de danos ortopédicos tem como objetivo, além de identificar lesões em outros órgãos e controlá‑las, mini‑ mizar os danos secundários aos tecidos ­ósseos já acometi‑ dos, bem como às estruturas adjacentes aos tecidos tais como tecidos moles, vasos, artérias e nervos, diminuindo sequelas decorrentes do trauma ortopédico, mas, principalmente, a deterioração desses tecidos resultante do manejo inicial ruim e desordenado, possibilitando que o paciente retome a função do membro precocemente.1

 

8 - Controle da Dor no Paciente Grave

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8

Controle da Dor no

Paciente Grave

Maria Alice Kuster A. Gress, Douglas dos Santos e Castro

JJ

Introdução

Os animais por muito tempo foram considerados infe‑ riores ao homem, em termos de desenvolvimento, e por isso acreditava‑se que eles não sentissem dor. Durante muitos anos os animais vivenciaram a dor decorrente de diferentes proce‑ dimentos, devido à não utilização de analgésicos, como mos‑ tra um estudo retrospectivo rea­li­zado na década de 1980 com

258 casos, em que apenas dois terços dos cães e nenhum dos gatos receberam analgésicos.1

Porém, nas últimas duas décadas, houve maior interesse nos estudos sobre as características neuroanatômicas e neu‑ rofisiológicas dos animais, a compreensão da fisiologia da dor aumentou e antigos conceitos foram desmitificados.2 Com isso o tratamento da dor ganhou novo enfoque. Recentemente a dor passou a ser considerada como o quinto sinal vital, junto com avaliação de pulso, fre­ quência cardía­ ca, temperatura e fre­quência respiratória. Deve ser avaliada de imediato em qualquer atendimento clínico ou emergencial e logo quantifi‑ cada e tratada.3

 

9 - Reabilitação no Paciente Grave

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9

Reabilitação no

Paciente Grave

para o seu processo de cura e diminuir as chances de insta­ lação de outros processos mórbidos decorrentes do decúbito prolongado e consequente liberação de radicais livres e media­ dores do processo inflamatório, que contribuirão para que a cascata de alterações metabólicas se instale e comprometa definitivamente a recupe­ração do paciente.1

JJ

Ana Augusta de Sousa, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Acompanhando os avanços ocorridos na medicina inten­ siva, seja em medicina humana ou veterinária, a aplicação de técnicas fisioterápicas como adjuvantes na recupe­ração de pacientes hospitalizados por longos perío­dos vem se fazendo cada vez mais presente e revelando resultados satisfatórios.

Pacientes hospitalizados pelas mais diversas causas, como intervenções cirúrgicas extensas, politraumatismos, doen­

ças metabólicas concomitantes ou de ocorrência isolada, ou mesmo naqueles pacientes que ainda que não estão hospita­ lizados, mas são submetidos a limitações de sua capacidade física por inúmeros fatores se beneficiam da utilização deste recurso terapêutico.

 

10 - Emergências Oncológicas

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Emergências

Oncológicas

Mariana Fernandes Cavalcanti, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Estudos apontam o câncer como uma das principais cau‑ sas de morte em animais de companhia. Apesar de a inci‑ dência dessa doen­ça aumentar a cada dia, avanços na onco‑ logia veterinária relacionados com diagnóstico, tratamento e prognóstico têm proporcionado melhor qualidade de vida e maior sobrevida aos pacientes. Por outro lado, as emergências oncológicas tornaram‑se mais comuns na rotina da clínica de pequenos animais.

A emergência oncológica é uma condição aguda causada pelo câncer ou seu tratamento que requer rápida intervenção para se evitar o óbito ou lesão permanente do animal.1

Algumas emergências oncológicas podem levar meses para se desenvolverem e outras podem manifestar‑se em algu‑ mas horas, produzindo efeitos devastadores ou até a morte.

Contudo, em diversos casos, o quadro emergencial do paciente pode levar o médico-veterinário ao diagnóstico de uma neo­ pla­sia até então desconhecida.2

 

11 - Aspectos Diferenciais na Medicina de Urgência Felina

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Aspectos

Diferenciais na

Medicina de

Urgência Felina

Marcela Malvini Pimenta, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

A espécie felina se diferencia das demais em diversos aspectos, dentre eles os anatômicos, fisiológicos, metabólicos e comportamentais. Os gatos respondem atipicamente a situa‑

ções como hipovolemia, choque e manobras de reanimação volêmica, são mais suscetíveis às toxicoses e mais sensíveis ao estresse. Estas características, peculiares a estes pacientes, reforçam a necessidade da rea­li­zação de um acompanhamento atento a desafios específicos.

O atendimento emergencial se diferencia dos demais por requerer agilidade em detectar e corrigir a ocorrência de lesões, ocultadas pelo organismo no estágio compensatório, antes que um estágio descompensatório se inicie. Para isto, o conhecimento dos riscos potenciais envolvidos com esta espé‑ cie torna‑se de grande importância, possibilitando a interven‑

ção segura e eficaz.

 

12 - Fisiopatologia da Dor

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12

Fisiopatologia da Dor

Denise Tabacchi Fantoni, Sandra Mastrocinque

JJ

Introdução

Os procedimentos cirúrgicos, o trauma e as doen­ças sistêmi‑ cas acarretam dor nos animais. Apesar disto, muitos veterinários ainda a subestimam e acredita‑se que apenas 40% dos animais submetidos a intervenções cirúrgicas recebam analgésicos de maneira adequada. É sabido, por meio da antropomorfia, que qualquer estímulo que seja doloroso para o homem também o será para os animais, visto que eles apresentam todos os compo‑ nentes anatômicos e fisiológicos envolvidos no processamento da dor.1 Desde os primórdios da civilização o ser humano tenta esclarecer as razões pelas quais a dor ocorre. Os povos primiti‑ vos colocavam a dor e os inimigos no mesmo nível, ou seja, a dor era atribuí­da à agressão à pessoa, aos maus espíritos, à punição por faltas cometidas. Cerca de dois mil anos atrás, havia a crença de que a dor existiria externamente ao corpo e nele penetraria como força real. Na Índia, a dor foi reconhecida como uma sen‑ sação e já era relacionada com aspectos emocionais. Na China, a dor e as doen­ças eram atribuí­das ao excesso ou deficiên­cia de certos fluidos no organismo. Na Grécia, nos ­séculos 5 e 6 a.C., foi relacionada com o cérebro e os nervos, e não com o coração.

 

13 - Classificação e Avaliação da Dor em Cães e Gatos

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Classificação e

Avaliação da Dor em Cães e Gatos

Teresinha Luiza Martins, Patrícia Bonifácio Flôr

JJ

Classificação da dor

A dor é uma experiência única e in­di­vi­dual e os métodos para a sua classificação devem ser utilizados para seu adequado controle, baseando‑se na história e na característica da dor, em alterações comportamentais e no exame físico do paciente.

A seguir, será explorada a classificação da dor em: aguda, crônica, do câncer e crônica não decorrente do câncer.

■■

Mecanismo fisiopatológico

A dor pode ser diferenciada pelos mecanismos básicos que fazem a mediação em sua origem, portanto, com base em sua neurofisiologia, ela pode ser considerada nociceptiva ou não nociceptiva. A dor nociceptiva tem origem somática e visceral; já a não nociceptiva pode ser neuropática ou psicogênica.8

Dor nociceptiva

JJ

Introdução

De acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa

(1986), a palavra dor significa uma sensação desagradável, va­riá­vel em intensidade e em extensão de localização, pro‑ duzida pela estimulação de terminações nervosas especiali‑ zadas em sua recepção; sendo, ainda, vista como sofrimento moral, mágoa, pesar, aflição, dó, compaixão e condolência.

 

14 - Bases e Princípios do Tratamento Farmacológico da Dor

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Bases e Princípios do Tratamento

Farmacológico da Dor

Denise Tabacchi Fantoni, Sandra Mastrocinque

JJ

Introdução

Um longo caminho já foi percorrido na medicina veterinária no que alude ao tratamento da dor. Há poucos anos, muitos profissionais contestavam os benefícios de se prover analgesia aos animais, especialmente em determinadas situações clínicas nas quais a imobilidade ocasionada pela sensação dolorosa poderia ser considerada benéfica. Da mesma maneira, acreditava-se que a dor que os animais experimentavam frente a um procedimento cirúrgico jamais seria semelhante àquela sentida pelo ser humano e assim por diante. À medida que a ciên­cia demonstrava que os animais apresentavam todas as características para experimentar a dor à semelhança do ser humano, novos caminhos se abriram tanto para a instituição de terapêuticas mais eficazes como para melhor compreensão da dor nesses.

Algumas regras e princípios básicos devem ser obedecidos para que o tratamento da dor possa ser bem‑sucedido. São regras simples que devem ser respeitadas se o objetivo é conferir adequada analgesia aos cães e gatos.

 

15 - Anti inflamatórios Não Esteroides

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Anti‑inflamatórios

Não Esteroides

Marcia Aparecida Portela Kahvegian, Cristina Oliveira Massoco de Salles Gomes

JJ

Introdução

Os anti‑inflamatórios não esteroides (AINE) são agentes terapêuticos com capacidade anti‑inflamatória, analgésica e antipirética. O uso de fármacos AINE na clínica médica e cirúrgica de animais de companhia é muito comum, uma vez que a maioria dos sinais de doen­ça é proveniente do processo inflamatório. É a classe de fármacos mais utilizada em medi‑ cina humana e o aumento do uso desses em medicina veteri‑ nária deve‑se à percepção da importância do tratamento da dor aguda e crônica, além da atual disponibilidade de AINE eficazes e seguros. O objetivo deste capítulo é prover condi‑

ções para a utilização racional e criteriosa dos AINE.

JJ

Inflamação

A inflamação é definida como uma resposta de prote‑

ção dos tecidos conjuntivos vascularizados, cujo objetivo primário seria remover a causa inicial da agressão, além

 

16 - Agonistas Alfa 2 adrenérgicos

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16

Agonistas

Alfa‑2‑adrenérgicos

Silvia Renata Gaido Cortopassi

JJ

Introdução

Os fármacos agonistas alfa‑2‑adrenérgicos foram sintetiza‑ dos no início da década de 1960 e utilizados na prática clínica inicialmente como descongestionantes nasais e, posterior‑ mente, como agentes anti‑hipertensivos.1 Depois se demons‑ trou que esse grupo farmacológico também apresentava atividades analgésica, sedativa, ansiolítica e simpaticolítica, surgindo interesse no seu emprego em anestesiologia.2

Os agonistas alfa‑2‑adrenérgicos (clonidina, detomidina, romifidina, xilazina, medetomidina e dexmedetomidina) são substâncias derivadas da tiazina que exercem ação sedativa, miorrelaxante e analgésica dose‑dependente.

Atualmente, alguns fármacos desse grupo são usados em medicina como medicação pré‑anestésica e no tratamento de hipertensão, ansiedade, enxaqueca, síndrome de abstinência de opioides, nevralgia, esclerose múltipla e como antiemé‑ tico em quimioterapia.3 Em medicina veterinária, são comu‑ mente empregados como sedativos, analgésicos e na medica‑

 

17 - Derivados Opioides em Pequenos Animais

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17

Derivados Opioides em Pequenos

Animais

Claudio Corrêa Natalini

JJ

Introdução e relevância clínica

O termo opioide se refere a um grupo diverso de fárma‑ cos de origem natural e sintética, com ação similar à da mor‑ fina, que são usados primariamente por sua atividade anal‑ gésica para o controle da dor aguda e crônica nos animais e no homem. Esses fármacos exercem seus efeitos por ação em receptores específicos e não específicos, produzindo a redução da percepção do estímulo nocivo por mecanismos diversos.1

Os derivados opioides estão indicados como medicação pré‑anestésica (MPA), quando se necessita de analgesia pré, intra e pós‑operatória, como sedativos para contenção quí­mica de ani‑ mais intratáveis e animais silvestres e como parte de associações neuroleptoanalgésicas na contenção farmacológica para procedi‑ mentos diagnósticos como ultrassonografia, punções e cateteri‑ zação venosa ou óssea. Os opioides são fármacos com efeito anal‑ gésico potente, sendo os mais indicados quando se deseja aliviar o desconforto e o sofrimento associados à dor, em várias condições patológicas ou durante o perío­do pós‑operatório.1,2

 

18 - Tratamento da Dor Aguda em Cães e Gatos

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Tratamento da Dor

Aguda em Cães e

Gatos

cípio básico da neuroleptoanalgesia (NLA), a qual providen‑ cia melhores resultados do que a analgesia isolada, quando pequenos procedimentos são necessários.

De modo geral, os fármacos mais utilizados e mais eficazes para o tratamento da dor em medicina veterinária incluem:

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Opioides

Agonistas dos receptores alfa‑2‑adrenérgicos

Anti‑inflamatórios não esteroides (AINE)

Anestésicos locais

Glicocorticoides

Fármacos adjuvantes

Fármacos modificadores de comportamento.

JJ

Opioides

Nilson Oleskovicz, Juan Carlos Duque Moreno

JJ

Introdução

O tratamento da dor em medicina veterinária tem evoluí­do de maneira acelerada nos últimos anos, no entanto a dor nos animais ainda é ignorada ou incorretamente tratada por mui‑ tos profissionais. A falta de diagnóstico etiológico, de rotinas de avaliação da gravidade dessa e o desconhecimento dos grupos farmacológicos, com seus respectivos mecanismos de ação, duração, doses e aplicações práticas, são os princi‑ pais fatores que contribuem para que essa conduta se perpetue entre os profissionais.

 

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