TRATADO DE MEDICINA INTERNA DE CAES E GATOS 2 VOL. 1/15

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Completo e único em sua abordagem, este tratado foi elaborado com o intuito de reunir informações relativas às diferentes áreas da medicina interna de cães e gatos, contando com a colaboração de renomados profissionais de diversas especialidades. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos preenche uma lacuna na literatura nacional, tratando de situações inseridas na realidade brasileira, e, dentre os inúmeros temas abordados, apresenta, de maneira inovadora e pioneira, tópicos como responsabilidade profissional e medicina legal. Ilustrações, fotos, boxes e quadros tornam a obra ainda mais clara e didática, garantindo um conteúdo de excelência não só para a formação de acadêmicos de Medicina Veterinária, mas também para a consulta de estudantes e profissionais que precisam de informações seguras em situações inesperadas do dia a dia.

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1 - Responsabilidade Profissional

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1

Responsabilidade

Profissional

Rosemary Viola Bosch

JJ

Introdução

A responsabilidade civil do médico evolui junto com as técnicas e tecnologias empregadas na medicina, bem como se desenvolve de acordo com as legislações vigentes em cada

época e sociedade. Desde o início da prática médica, de maneiras diversas, o profissional responde por seus erros e pelas conse­quências deles decorrentes.1‑3

Há uma estreita relação entre a medicina e o direito, vín‑ culo existente desde as mais antigas codificações elaboradas pelos homens. É de conhecimento geral das pessoas que, inicialmente, a medicina era exercida por feiticeiros, magos, curandeiros, sacerdotes, boticários e até mesmo por escravos e barbeiros e, por esse motivo, as sanções penais algumas vezes acabavam se confundindo com sanções religiosas.3

Assim, o médico era, na maioria das vezes, visto como um mensageiro dos deuses e, por isso, qualquer ato falho era imediatamente execrado por toda a sociedade, e o médico, rigorosamente punido. Após esse perío­do, a vingança pessoal foi subs­ti­tuí­da pela obrigação de indenizar a vítima e seus familiares. Essas primeiras manifestações tinham caráter, ao mesmo tempo, restitutivo e punitivo, confundindo‑se a res‑ ponsabilidade civil com a penal. Com o desenvolvimento das sociedades, a responsabilidade civil separou‑se da penal, nas‑ cendo, em decorrência dessa divisão, as primeiras noções de dano in­di­vi­dual e de dano social. É notório que a obrigação do médico-veterinário é de meios e não de resultados, dife‑ rentemente, assim, de arquitetos, engenheiros e tantos outros cujo exercício profissional sempre garante um resultado. Com a saú­de não há possibilidade de previsões.4

 

Parte 1 | Responsabilidade Profissional

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Parte 1

Responsabilidade

Profissional

Rosemary Viola Bosch

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1

Responsabilidade

Profissional

Rosemary Viola Bosch

JJ

Introdução

A responsabilidade civil do médico evolui junto com as técnicas e tecnologias empregadas na medicina, bem como se desenvolve de acordo com as legislações vigentes em cada

época e sociedade. Desde o início da prática médica, de maneiras diversas, o profissional responde por seus erros e pelas conse­quências deles decorrentes.1‑3

Há uma estreita relação entre a medicina e o direito, vín‑ culo existente desde as mais antigas codificações elaboradas pelos homens. É de conhecimento geral das pessoas que, inicialmente, a medicina era exercida por feiticeiros, magos, curandeiros, sacerdotes, boticários e até mesmo por escravos e barbeiros e, por esse motivo, as sanções penais algumas vezes acabavam se confundindo com sanções religiosas.3

Assim, o médico era, na maioria das vezes, visto como um mensageiro dos deuses e, por isso, qualquer ato falho era imediatamente execrado por toda a sociedade, e o médico, rigorosamente punido. Após esse perío­do, a vingança pessoal foi subs­ti­tuí­da pela obrigação de indenizar a vítima e seus familiares. Essas primeiras manifestações tinham caráter, ao mesmo tempo, restitutivo e punitivo, confundindo‑se a res‑ ponsabilidade civil com a penal. Com o desenvolvimento das sociedades, a responsabilidade civil separou‑se da penal, nas‑ cendo, em decorrência dessa divisão, as primeiras noções de dano in­di­vi­dual e de dano social. É notório que a obrigação do médico-veterinário é de meios e não de resultados, dife‑ rentemente, assim, de arquitetos, engenheiros e tantos outros cujo exercício profissional sempre garante um resultado. Com a saú­de não há possibilidade de previsões.4

 

2 - Princípios e Protocolos na Abordagem Emergencial do Paciente Grave

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2

Princípios e Protocolos na Abordagem

Emergencial do

Paciente Grave

Rodrigo Cardoso Rabelo, César Augusto Martins Ribeiro

JJ

Introdução

Ainda é um grande desafio garantir a melhor abordagem ao paciente emergencial. O avanço contínuo de técnicas, fárma‑ cos e equipamentos não foi capaz de suprimir a necessidade de controle do tempo de resposta no atendimento de urgência.

Pacientes cardiopatas, diabéticos, oncológicos, nefropatas e hepatopatas, por exemplo, podem sofrer descompensação grave a qualquer instante, e necessitarão atendimento ime‑ diato na sala de urgência e cuidados posteriores na unidade de terapia intensiva.

Além dos pacientes com doen­ça crônica que sofrem des‑ compensação aguda, os pacientes politraumatizados formam uma classe de doentes que em praticamente 100% dos casos deverão ser abordados de maneira agressiva na sala de urgência.

É comum que os sinais e sintomas mais aparentes e as lesões externas não reflitam a gravidade real do comprometi‑ mento interno, gerando uma falsa sensação de segurança nos proprietários e até mesmo no clínico, culminando em diag‑ nósticos e condutas inadequadas.

 

Parte 2 | Medicina Veterinária Intensiva

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Parte 2

Medicina

Veterinária

Intensiva

Rodrigo Cardoso Rabelo

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2

Princípios e Protocolos na Abordagem

Emergencial do

Paciente Grave

Rodrigo Cardoso Rabelo, César Augusto Martins Ribeiro

JJ

Introdução

Ainda é um grande desafio garantir a melhor abordagem ao paciente emergencial. O avanço contínuo de técnicas, fárma‑ cos e equipamentos não foi capaz de suprimir a necessidade de controle do tempo de resposta no atendimento de urgência.

Pacientes cardiopatas, diabéticos, oncológicos, nefropatas e hepatopatas, por exemplo, podem sofrer descompensação grave a qualquer instante, e necessitarão atendimento ime‑ diato na sala de urgência e cuidados posteriores na unidade de terapia intensiva.

Além dos pacientes com doen­ça crônica que sofrem des‑ compensação aguda, os pacientes politraumatizados formam uma classe de doentes que em praticamente 100% dos casos deverão ser abordados de maneira agressiva na sala de urgência.

 

Parte 3 | Manejo e Controle da Dor

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Parte 3

Manejo e Controle da Dor

Karina Velloso Braga Yazbek

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Fisiopatologia da Dor

Denise Tabacchi Fantoni, Sandra Mastrocinque

JJ

Introdução

Os procedimentos cirúrgicos, o trauma e as doen­ças sistêmi‑ cas acarretam dor nos animais. Apesar disto, muitos veterinários ainda a subestimam e acredita‑se que apenas 40% dos animais submetidos a intervenções cirúrgicas recebam analgésicos de maneira adequada. É sabido, por meio da antropomorfia, que qualquer estímulo que seja doloroso para o homem também o será para os animais, visto que eles apresentam todos os compo‑ nentes anatômicos e fisiológicos envolvidos no processamento da dor.1 Desde os primórdios da civilização o ser humano tenta esclarecer as razões pelas quais a dor ocorre. Os povos primiti‑ vos colocavam a dor e os inimigos no mesmo nível, ou seja, a dor era atribuí­da à agressão à pessoa, aos maus espíritos, à punição por faltas cometidas. Cerca de dois mil anos atrás, havia a crença de que a dor existiria externamente ao corpo e nele penetraria como força real. Na Índia, a dor foi reconhecida como uma sen‑ sação e já era relacionada com aspectos emocionais. Na China, a dor e as doen­ças eram atribuí­das ao excesso ou deficiên­cia de certos fluidos no organismo. Na Grécia, nos ­séculos 5 e 6 a.C., foi relacionada com o cérebro e os nervos, e não com o coração.

 

3 - Dispositivos e Meios de Acesso às Vias Respiratórias

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3

Dispositivos e

Meios de Acesso às

Vias Respiratórias

Élton Figueirôa Medeiros de Souza, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Na medicina intensiva veterinária, assim como no intensi‑ vismo humano, o manejo das vias respiratórias é primordial, uma vez que algumas alterações podem se agravar, como as relacionadas com os sistemas cardiovascular, respiratório e neurológico. Essa atenção especial ocorre devido à sua função de conduzir os gases respiratórios (O2 e CO2) do meio externo aos pulmões e vice‑versa. Com isso, sua patência é alvo de inú‑ meros protocolos de abordagens de suporte à vida.

Para que essas trocas gasosas ocorram nos pulmões e, assim, oxi‑ genar e ventilar os tecidos, as vias respiratórias têm que estar e permanecerem livres.1

Para tanto, ao longo da história, a medicina de modo geral trabalhou nesse assunto por observar sua importância. Foram elaborados os mais diversos dispositivos e técnicas para o con‑ trole e patência das vias respiratórias.

 

Parte 4 | Genética e Biologia Molecular

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Parte 4

Genética e Biologia

Molecular

Cáris Maroni Nunes

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24

Introdução à

Biologia Molecular e à Biotecnologia

José Fernando Garcia, Yuri Tani Utsunomiya, Cáris Maroni Nunes

JJ

Introdução

As técnicas de manipulação de ácidos nucleicos e proteí­ nas abriram portas não só para o entendimento refinado do fluxo de informação celular que coordena o metabolismo em condições fisiológicas, mas também para a compreensão do desenvolvimento de doenças em nível molecular. Isso permi­ tiu a criação de uma série de ferramentas valiosas na prática clínica humana e na veterinária, como testes de diagnóstico de enfermidades parasitárias, infecciosas e de defeitos genéticos, com alta especificidade e sensibilidade. Dessa maneira, esta seção objetiva trazer ao clínico de pequenos animais os fun­ damentos teó­ricos das estruturas e das interações entre ácidos nucleicos e proteí­nas, bem como apresentá‑los às principais

 

5 - Edema Pulmonar Agudo

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5

Edema Pulmonar

Agudo

alveo­locapilar é difícil. Utilizam‑se oxigenoterapia e diuréti‑ cos, com monitoramento constante da pressão sanguí­nea e da hidratação. Corticoides são indicados na anafilaxia, inalação de fumaça, choque elétrico e choque séptico. Quando por sobrecarga hídrica, interrompa e avalie tipos de fluidos e con‑ sidere o uso de coloides.4

JJ

Maria Carmen Cioglia Dias Lima, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Define‑se edema pulmonar como o aumento do líquido pulmonar extravascular, isto é, fluido no parênquima pul‑ monar que não esteja localizado no espaço intravascular. A fisiopatologia se divide em: (1) edema por alta pressão (car‑ diogênico) e (2) edema por aumento de permeabilidade (não cardiogênico).1,2

Na insuficiên­ cia cardía­ ca (IC), ocorrem congestão e edema devido a aumento na pressão hidrostática capilar.3 Na

IC esquerda, o aumento da pressão diastólica no ven­trículo esquerdo (VE) e, consequentemente, no átrio esquerdo (AE)

 

Parte 5 | Imunologia e Imunoprofilaxia em Cães e Gatos

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Parte 5

Imunologia e

Imunoprofilaxia em

Cães e Gatos

Leonardo P. Brandão

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Sistema

Imunológico

Mônica Cristina Zandoná Meleiro, Cristina Oliveira Massoco de Salles Gomes

JJ

Introdução

A imunologia aborda os mecanismos utilizados pelos seres vivos para garantir sua homeostase, os quais garantem sua defesa contra agressores de diversas origens.

O entendimento do sistema imunológico dos animais domésticos contribui para melhor abordagem do clínico vete‑ rinário, principalmente no que diz respeito às afecções ligadas ao processo inflamatório, como alergias e doen­ças autoimu‑ nes, bem como para maior compreensão dos procedimentos de imunoprofilaxia ou, mesmo, para melhor julgamento sobre informações a respeito de produtos comerciais que afetem diretamente o funcionamento da resposta imune.

Embora o estudo da imunologia veterinária não seja tão recente, pouco se sabe ainda sobre as diferenças estruturais e de funcionamento entre os animais domésticos. Desse modo, a base da aplicação clínica da imunologia é feita de acordo com resultados obtidos de estudos rea­li­zados, principalmente, em roedores e seres humanos.

 

6 - Suporte Nutricional do Paciente Gravemente Enfermo

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6

Suporte Nutricional do Paciente

Gravemente

Enfermo

Márcio Antonio Brunetto, Aulus Cavalieri Carciofi

JJ

Introdução

A maioria dos animais que ingressa em uma clínica ou hos‑ pital veterinário está acometida por alguma alteração sistê‑ mica que pode colocar sua vida em risco. Em muitas ocasiões esses pacientes apresentam resposta catabólica aumentada, consequente a processos infecciosos, sepse e traumas, que resultam em resposta inflamatória sistêmica. Essas alterações no metabolismo são efeitos da maior liberação de mediado‑ res endógenos como hormônios do estresse e citocinas. Eles conduzem ao estado de balanço calórico negativo que com o passar do tempo leva à desnutrição, com perda de massa

­muscular, disfunções sistêmicas, queda na resposta imune, comprometimento do processo de cicatrização te­ci­dual e alte‑ ração no metabolismo de fármacos. Esse processo é agravado pelo fato de muitos pacientes encontrarem‑se em disorexia ou anoréticos há dias, sem que algumas vezes isso tenha sido con‑ siderado importante por parte do proprietário.

 

Parte 6 | Nutrição Clínica de Cães e Gatos

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Parte 6

Nutrição Clínica de

Cães e Gatos

Yves Miceli de Carvalho

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32

Introdução

Yves Miceli de Carvalho

A nutrição desempenha um papel importante, podendo ser determinante na prevenção e no apoio ao tratamento de doen­

ças em cães e gatos.

A nutrição clínica é uma ciên­cia jovem e em plena expansão.

Anualmente, milhares de publicações contribuem para a melhor compreensão dos processos fisiopatológicos e de suas interações com os nutrientes e determinados ingredientes.

Esses conhecimentos permitem desenvolver novas estraté­ gias de tratamento, podendo reforçar as teorias existentes ou colocar em questão dogmas e ideias preconcebidas.

Os médicos‑veterinários que trabalham com pesquisas deve­ rão acompanhar essa evolução para proporcionar aos médi­ cos‑veterinários clínicos alimentos constantemente atualizados, com base nos conhecimentos científicos mais recentes.

Esta Parte, Nutrição Clínica de Cães e Gatos, apresenta ino­ vações e condutas específicas, mas também coloca em questão ideias preconcebidas sobre algumas doen­ças frequentes na prática clínica diá­ria.

 

Parte 7 | Cuidados com Neonatos e Filhotes

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Parte 7

Cuidados com

Neonatos e Filhotes

Maria Lucia Gomes Lourenço

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11/09/14 22:50

44

Introdução à

Neonatologia

Maria Lucia Gomes Lourenço, Helena Ferreira

JJ

Conceito sobre neonatologia

A determinação do perío­do neonatal é cercada de contro‑ vérsias, podendo ser o intervalo desde o nascimento até a queda do cordão umbilical ou até o momento em que o filhote abre os olhos. Alguns autores ainda acreditam que o filhote seja neonato até o momento em que adquire competência imunológica ade‑ quada. No entanto, a tendência atual é considerar o perío­do neo‑ natal como aquele em que o filhote ainda depende da mãe para sobreviver, sendo, em média, de 30 dias. Além disso, dentro deste perío­do, os sistemas orgânicos estão em processo de amadure‑ cimento anatômico‑fisiológico, o que, gradativamente, torna o filhote apto a sobreviver sem os cuidados maternos. O desenvol‑ vimento do filhote ocorre nos primeiros 15 dias de vida, seguido por um perío­do de transição (15 a 30 dias), de socialização (4 a

 

7 - Controle de Danos Ortopédicos na Sala de Urgência

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7

Controle de Danos

Ortopédicos na Sala de Urgência

Leandro Romano

JJ

Introdução

Emergências ortopédicas são comuns em pequenos ani‑ mais vitimados de trauma, sendo um tema comumente negligenciado pelos clínicos gerais e intensivistas veteriná‑ rios; talvez esse seja um dos fatores complicantes nesse tipo de paciente, o que justificaria o alto índice de sequelas e óbito encontrado. O fato é que existe um número crescente de aci‑ dentes com cães e gatos no mundo moderno, que em sua grande maioria apresentam uma ou mais fraturas de ossos longos ou pelve, associados a lesões em outros órgãos ou sis‑ temas.

Entende‑se que a gravidade das lesões é determinada pelo trauma propriamente dito, pela capacidade orgânica compen‑ satória do paciente e por suas conse­quências no decorrer do tempo. Isso posto, faz‑se necessário um atendimento porme‑ norizado e padronizado nesse tipo de paciente.

O controle de danos ortopédicos tem como objetivo, além de identificar lesões em outros órgãos e controlá‑las, mini‑ mizar os danos secundários aos tecidos ­ósseos já acometi‑ dos, bem como às estruturas adjacentes aos tecidos tais como tecidos moles, vasos, artérias e nervos, diminuindo sequelas decorrentes do trauma ortopédico, mas, principalmente, a deterioração desses tecidos resultante do manejo inicial ruim e desordenado, possibilitando que o paciente retome a função do membro precocemente.1

 

Parte 8 | Oncologia Veterinária

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Parte 8

Oncologia

Veterinária

Maria Lucia Zaidan Dagli

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18/08/14 13:50

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Introdução

à Oncologia

Veterinária

Maria Lucia Zaidan Dagli

A oncologia (do grego oncos = volume; logos = estudo) é a especialidade médica que estuda as neo­pla­sias. Oncologia veterinária é um ramo da especialidade que procura estudar as neo­pla­sias dos animais. Trata-se de uma especialidade multidisciplinar que visa conhecer e saber diagnosticar os mais diversos tipos de neo­pla­sias, prever seu comportamento e buscar as modalidades de tratamento mais adequadas para cada caso, preservando a qualidade de vida do paciente.

Em medicina veterinária, sabe-se que por muito tempo foi adotada uma postura contemplativa, na qual o câncer era diagnosticado em um animal doméstico e, na maior parte das vezes, a eutanásia era indicada. Felizmente este tipo de atitude já faz parte do passado, não somente no Brasil, como também em todo o mundo. Cada vez mais médicos-veterinários buscam a oncologia como especialidade, face à crescente demanda por tratamentos mais efetivos por parte de proprietários cada vez mais esclarecidos e exigentes.

 

Parte 9 | Toxicologia Veterinária

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Parte 9

Toxicologia

Veterinária

Michiko Sakate

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21/08/14 13:39

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Emergências

Toxicológicas

Michiko Sakate

JJ

Emergência toxicológica veterinária

■■

Objetivo

Emergência toxicológica em veterinária? É frequente? O que fazer e como proceder com os animais intoxicados nessa situ‑ ação? O setor de emergências clínicas do Hospital Veterinário recebe, com fre­quência, os animais suspeitos de intoxicação sem história concreta do motivo pelo qual se encontram nesse estado clínico. Há situações em que os animais são trazidos na fase avançada da intoxicação, isto é, o tempo entre a con‑ taminação (oral, cutâ­nea ou inalação) e o atendimento clínico emergencial já é muito longo.1

Pela gravidade do quadro clínico dos animais intoxicados, o objetivo do procedimento emergencial é iniciar pelo pronto restabelecimento das funções vitais desses animais, com o intuito de assegurar o seu bem‑estar e garantir sua sobrevida, mesmo que se desconheça, no momento do atendimento emergencial, a causa da intoxicação.2,3

 

9 - Reabilitação no Paciente Grave

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9

Reabilitação no

Paciente Grave

para o seu processo de cura e diminuir as chances de insta­ lação de outros processos mórbidos decorrentes do decúbito prolongado e consequente liberação de radicais livres e media­ dores do processo inflamatório, que contribuirão para que a cascata de alterações metabólicas se instale e comprometa definitivamente a recupe­ração do paciente.1

JJ

Ana Augusta de Sousa, Rodrigo Cardoso Rabelo

JJ

Introdução

Acompanhando os avanços ocorridos na medicina inten­ siva, seja em medicina humana ou veterinária, a aplicação de técnicas fisioterápicas como adjuvantes na recupe­ração de pacientes hospitalizados por longos perío­dos vem se fazendo cada vez mais presente e revelando resultados satisfatórios.

Pacientes hospitalizados pelas mais diversas causas, como intervenções cirúrgicas extensas, politraumatismos, doen­

ças metabólicas concomitantes ou de ocorrência isolada, ou mesmo naqueles pacientes que ainda que não estão hospita­ lizados, mas são submetidos a limitações de sua capacidade física por inúmeros fatores se beneficiam da utilização deste recurso terapêutico.

 

Parte 10 | Principais Doenças Parasitárias em Cães e Gatos

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Parte 10

Principais Doenças

Parasitárias em

Cães e Gatos

Silvio Luís Pereira de Souza

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17/09/14 16:24

75

Giardía­se

Silvio Luí­s Pereira de Souza

JJ

Introdução

O holandês Antony Van Leeuwenhoek, ao examinar suas próprias fezes diarreicas, mediante a utilização de um sim‑ ples aparelho manual de aumento por ele mesmo construí­do, observou o primeiro protozoá­rio intestinal descoberto no ser humano, mas foi Wilhelm Duszan Lambl, em 1859, quem descreveu o organismo, fornecendo as primeiras figuras do protozoá­ rio encontrado nas fezes diarreicas de crianças e nomeando‑as Cercomonas intestinalis. O gênero Giardia foi descrito por Kunstler, em 1882, ao observar o protozoá­rio flagelado no intestino de girinos de rã e denominá‑lo Giardia agilis, em homenagem ao bió­logo francês Alfred Giard.1

Os organismos do gênero Giardia são protozoá­rios fla‑ gelados pertencentes ao filo Sarcomastigophora, classe

 

Parte 11 | Doenças Infecciosas

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Parte 11

Doenças Infecciosas

César Augusto Dinola Pereira

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21/08/14 14:58

84

Dermatófitos

Flávio Cesar Viani

JJ

Introdução

Dermatofitose é a denominação para as infecções causadas por bolores classificados como dermatófitos. Os dermatófitos são fungos cosmopolitas, não existindo re­giões geográficas ou povos que não sejam por eles afetados. A infecção por der­ matófitos afeta aproximadamente 40% da população mun­ dial humana e representa 30% de todas as infecções micóti­ cas cutâ­neas, sendo as mais comuns as que afetam a pele e as mucosas.1 São responsáveis pela procura por dermatologistas veterinários, pelos proprietários de cães e gatos, ocasionando lesões que vão de simples alopecia não pruriginosa até proble­ mas generalizados, com graves quadros de infecção secundá­ ria, prejudicando a qualidade de vida dos animais domésticos.

JJ

Epidemiologia

No Brasil, por volta de 30% dos casos dermatológicos de felinos são diagnosticados como dermatofitose, fato incomum nos paí­ ses do hemisfério norte.2 Nos animais domésticos,

 

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