Semiologia Médica, 7ª edição

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A primeira edição de Porto & Porto | Semiologia Médica foi publicada em 1989. Decorridos 25 anos, sete edições e mais de 50 mil exemplares vendidos, o livro consagrou-se como um dos textos científicos mais respeitados já publicados no Brasil. Cada edição de Porto & Porto | Semiologia Médica é cercada de cuidados, mas a sétima versão tem algo de muito especial: ela comemora os 25 anos de existência do livro e a maior reformulação pelo qual ele já passou. Seja na apresentação gráfica ou na atualização do conteúdo, a obra oxigenou-se como nunca antes. Portanto, não é exagerado afirmar que a sétima edição de Porto & Porto | Semiologia Médica é a melhor já publicada. Todavia, ela se mantém fiel aos princípios que sempre a nortearam: ser moderna, fundamentada na experiência de autores consagrados, respeitar a realidade didática de professores e estudantes e vislumbrar o futuro, sempre.

108 capítulos

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1 - Princípios e Bases para a Prática Médica

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1

Princípios e Bases para a Prática

Médica

Ipojucan Calixto Fraiz, Carlos Ehlke Braga Filho e Celmo Celeno Porto

CC

Introdução

As bases da prática médica não podem ficar restritas às ciên­cias biológicas. A complexidade do processo saú­de‑doen­ça torna necessária a inclusão de conhecimentos oriundos das ciên­cias humanas e sociais. Para que sejam compreendidas as múltiplas facetas de todas as profissões da á­ rea da saú­de, os conhecimentos de anatomia, histologia, fisiologia, bioquí­ mica, genética dos agentes agressivos e dos mecanismos de defesa do organismo não são suficientes para uma boa prática médica, por mais profundos e detalhados que sejam.

Arte clínica é levar para cada paciente a ciên­cia médica.

Esse é o objetivo de uma medicina de excelência. Para atingi‑lo

é preciso apoiar‑se em sólidos princípios e ter amplas bases, pois conhecimentos técnicos e refinados são apenas um dos requisitos da medicina moderna.

CC

 

4 - Relação Médico Paciente

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4

Relação

Médico‑Paciente

Celmo Celeno Porto, Rita Francis Gonzalez y Rodrigues Branco,

Gabriela Cunha Fialho Cantarelli e Ana Maria de Oliveira

Tão importante quanto conhecer a doen­ça que o homem tem é conhecer o homem que tem a doen­ça. (Osler)

O encontro entre o paciente e o médico desperta uma grande variedade de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial, designada, através dos tempos, como relação médico‑paciente.

Contudo, esta não é uma relação habitual, comum, pois em seu bojo está inserida uma grande carga de angústia, medo, incerteza, amor, ódio, insegurança, confiança, que determina uma relação dialética entre o ser doente e aquele que lhe ofe‑ rece ajuda.

Nos dias atuais, o médico se encontra muitas vezes com pessoas saudáveis devido à necessidade de promoção de saú­ de ou de prevenção de doen­ças. Embora esta não seja uma relação estabelecida com uma pessoa doente, com dor e medo da morte, o simples fato de estar diante de um médico pode causar uma movimentação, dentro do paciente, de questões de ordem emocional capazes de provocar certa regressão e fragi‑ lização do assim chamado “paciente”.

 

5 - Método Clínico

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5

Método Clínico

Fábia Maria Oliveira Pinho, Rita Francis Gonzalez y Rodrigues Branco e Celmo Celeno Porto

CC

Exame clínico

Houve, em determinada época, quem dissesse que o método clínico acabava de ser superado pelos recursos tecno‑ lógicos. Para simbolizar esta afirmativa, um radiologista colo‑ cara sobre sua mesa, dentro de uma redoma, um estetoscó‑ pio e uma antiga “valva” (nome arcaico do espéculo vaginal), dizendo que aqueles instrumentos não passavam de curiosas antiguidades.

A evolução da medicina mostrou que aquele colega come‑ tera um grosseiro erro de previsão ao superestimar o potencial diagnóstico da radiografia e dos aparelhos de modo geral. O símbolo da tecnologia moderna é o computador, e, quando se vê seu aproveitamento para a feitura da anam­ne­se, conclui‑se que o método clínico, em vez de se tornar obsoleto, está cada vez mais vivo. De fato, apenas alguns procedimentos e certas maneiras para sua aplicação são modificados, mas o essencial fica, formando o arcabouço básico da profissão médica.

 

6 - Anamnese

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6

Anamnese

Fábia Maria Oliveira Pinho, Rita Francis Gonzalez y Rodrigues Branco e

Celmo Celeno Porto

CC

Aspectos gerais

Anamnese (aná = trazer de novo; mnesis = memória) sig‑ nifica trazer de volta à mente todos os fatos relacionados com a doen­ça e o paciente.

De início, deve‑se ressaltar que a anam­ne­se é a parte mais importante da medicina: primeiro, porque é o núcleo em torno do qual se desenvolve a relação médico‑paciente, que, por sua vez, é o principal pilar do trabalho do médico; segundo, porque é cada vez mais evidente que o progresso tecnológico somente é bem utilizado se o lado humano da medicina é pre‑ servado. Conclui‑se, portanto, que cabe à anam­ne­se uma posi‑

ção ímpar, insubs­ti­tuí­vel, na prática médica.

A anam­ne­se, se benfeita, acompanha‑se de decisões diag‑ nósticas e terapêuticas corretas; se malfeita, em contrapartida, desencadeia uma série de conse­quências negativas, as quais não podem ser compensadas com a rea­li­zação de exames complementares, por mais sofisticados que sejam.

 

10 - Semiologia da Infância

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10

Semiologia da

Infância

Paulo Sérgio Sucasas da Costa, Johnathan Santana de Freitas e

Sandra Josefina Ferraz Ellero Grisi

Para Woods (2012), os adultos representam “crianças gran‑ des”; dessa maneira, muitos princípios discutidos para outras faixas etárias se aplicam também aos pacientes pediá­tricos.

Neste capítulo, serão abordadas as peculiaridades da prope‑ dêutica pediá­trica em suas diferentes etapas (ver boxe Etapas da infância), a qual reú­ne arte e ciência, ora mais uma, ora mais outra. Durante a leitura, esperamos que nunca se encon‑ tre o limite exato entre ambas.

O objetivo da consulta pediá­trica é o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de um ser, que precisa ser assistido integralmente e de modo par­ticular, uma vez que o ambiente emocional, físico e social vai interferir na constituição orgânica e psíquica deste, com repercussões para toda sua vida.

A assistência global deve ser feita sempre que possível e deve abranger, conforme Pedro de Alcântara: os problemas orgâni‑ cos e psíquicos, de modo preventivo e curativo, em sua totali‑ dade e em suas mútuas dependências, à luz das par­ticularidades orgânicas da criança; os aspectos socioeconômicos e culturais da família e do ambiente físico, de modo evolutivo, isto é, con‑ forme cada fase de desenvolvimento e visando à formação física e psíquica de uma pessoa sadia e socialmente útil. Pelos moti‑ vos anteriormente descritos, é indispensável a mais acurada propedêutica. Pela condição emocional da criança, exige‑se do médico gentileza e doçura no seu trato, proporcionando segu‑ rança para o exame clínico e expressando respeito e atenção

 

11 - Semiologia da Adolescência

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11

Semiologia da

Adolescência

Eleuse Machado de Britto Guimarães, Edith Teresa Pizarro Zacariotti e Maria Helena Alves Canuto

CC

Introdução

A definição mais simples de adolescência – período de transição entre a infância e a vida adulta – oferece uma noção sobre ela. Contudo, para compreender melhor este período, é necessário estudar suas características.

Com frequência, os termos puberdade e adolescência são usados erroneamente como sinônimos. Enquanto o primeiro termo se refere exclusivamente às transformações biológicas dessa fase, a expressão adolescência tem um significado mais amplo, pois, além de englobar as modificações biológicas da puberdade, inclui também as transformações psicossociais.

Dessa maneira, a adolescência inclui a puberdade e a extra‑ pola.

Os limites da adolescência são extremamente variáveis. O início dessa fase coincide com o começo da puberdade, mas o término é difícil de ser determinado. Para efeitos práticos, adotam‑se os limites cronológicos propostos pela Organização

 

12 - Semiologia do Idoso

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12

Semiologia do Idoso

Elisa Franco de Assis Costa, Siulmara Cristina Galera, José Paulo Cipullo,

José Fernando Vilela Martin, Celmo Celeno Porto, João de Castilho Cação e

Maria Regina Pereira Godoy

CC

Envelhecimento populacional

O envelhecimento da população mundial é um dos gran‑ des desafios a ser enfrentado nas próximas décadas. Em decor‑ rência da acen­tuada redução da mortalidade prematura por inúmeras doen­ças agudas e crônicas, observada ao longo do

­século 20, a expectativa de vida aumentou e con­ti­nuará se ele‑ vando na maioria das re­giões do planeta. Simultaneamente, ocorreu também diminuição das taxas de natalidade.

No Brasil, de 1960 a 2010, a esperança de vida aumentou

25,4 anos, passando de 48 para 73,4 anos. Já o número médio de filhos por mulher decresceu de 6,3  filhos para 1,9 nesse perío­do, valor abaixo do nível de reposição da população

(IBGE, Sinopse do Censo Demográfico, 2010).

Os principais fatores que contribuí­ram para essas mudan‑

 

13 - Investigação Diagnóstica das Anomalias Genéticas

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13

Investigação

Diagnóstica das Anomalias

Genéticas

Paulo Armando Motta e Elisângela de Paula Silveira Lacerda

CC

Introdução

A genética tornou‑se um princípio organizador central da prática médica, pois sua essência e abordagem não se restrin‑ gem a nenhuma especialidade ou subespecialidade médica, ao contrário, permeiam muitas ­áreas da medicina.

As doen­ças hereditárias classificam‑se em gênicas e cromos‑ sômicas. As gênicas subdividem‑se em monogênicas (um par de genes), multifatoriais e poligênicas (vários pares de genes).

As gênicas resultam de mutações que ocorrem no DNA, cau‑ sadas por agentes físicos, quí­micos ou biológicos. Em geral, os genes causadores de doen­ças são conhecidos como reces‑ sivos (só se manifestam clinicamenteem homozigose, isto é, em dose dupla) ou dominantes (manifestam‑se clinicamente mesmo quando em heterozigose, isto é, em dose única).

As doen­ças cromossômicas podem ser causadas por agen‑ tes físicos, como as radiações, ou quí­micos, inclusive por ele‑ vações de pH de uma célula em meiose.

 

14 - Noções de Anatomia e Fisiologia

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14

Noções de

Anatomia e

Fisiologia

A pele é um órgão em perfeita sintonia com todo o orga‑ nismo e reflete o estado de saú­de do in­di­ví­duo.

É constituí­da por três camadas (Figura 14.1):

■■ Epiderme ou camada externa

■■ Derme ou córion

■■ Hipoderme ou tecido celular subcutâ­neo.

CC

Aiçar Chaul, Fernanda Rodrigues da Rocha Chaul e Marco Henrique Chaul

A pele, cútis ou tegumento representa 15% do peso corpó‑ reo, constitui o revestimento do organismo e o protege contra agentes nocivos físicos, quí­micos ou biológicos.

Na pele podem‑se observar mutações do nascimento à velhice, em razão das condições ambientais, dos hábitos e do modo de vida.

Epiderme

Consiste na camada fina e mais externa da pele (Figura 14.1), constituí­da por quatro camadas: camada basal ou germinativa, camada espinhosa ou de Malpighi, camada granulosa, camada córnea.

CC Camada basal ou germinativa. É a camada celular mais profunda da epiderme, disposta sobre a membrana basal, formada por dois tipos celulares: as células basais e as células melanocíti‑ cas. As células basais ou queratinócitos representam a maio‑ ria, têm reprodução constante e originam as outras camadas epidérmicas; daí o nome germinativas. Localizados entre as células basais, encontram‑se os melanócitos ou células cla‑ ras de Masson, assim denominadas devido ao seu citoplasma claro e núcleo pequeno e picnótico. Estas células propiciam que o seu produto pigmentar – a melanina – seja fagocitado pelos queratinócitos por meio de íntima ligação com seus dendritos; constituem a unidade melanoepidérmica e con‑

 

15 - Exame Clínico

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15

Exame Clínico

Aiçar Chaul, Fernanda Rodrigues da Rocha Chaul e Marco Henrique Chaul

CC

Pele

As condições básicas para o exame da pele são: ilumina‑

ção adequada, desnudamento das partes a serem examinadas, conhecimento prévio dos procedimentos semiotécnicos.

Serão investigados os seguintes elementos:

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Coloração

Continuidade ou integridade

Umidade

Textura

Espessura

Temperatura

Elasticidade

Mobilidade

Turgor

Sensibilidade

Lesões elementares.

■■

Coloração

Distinguem‑se dois tipos de palidez:

■■ Palidez generalizada: observada em toda a pele, revelando diminuição das hemácias circulantes nas microcirculações cutâ­nea e subcutâ­nea. Pode decorrer de dois mecanismos:

Vasoconstrição generalizada em conse­quência de estí‑ mulos neurogênicos ou hormonais, observada nas gran‑ des emoções ou nos sustos, nas crises dolorosas excru‑ ciantes, nos estados nauseosos intensos, nas crises do feocromocitoma, no choque e nos estados sincopais de lipotimia

 

17 - Doenças da Pele

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17

Doenças da Pele

Aiçar Chaul, Fernanda Rodrigues da Rocha Chaul e Marco Henrique Chaul

CC

Fotossensibilidade e fotodermatoses

As radiações solares que nos atingem situam‑se na faixa dos 290 a 700 nm (nanômetros) de ondas eletromagnéticas

– espectro fotobiológico – haja vista a ionosfera (camada de ozônio) impedir a radiação ultravioleta de onda inferior a

290  nm. O espectro fotobiológico é essencial à vida, sendo responsável pela melanogênese, percepção ­visual, síntese de vitamina D3, fotossíntese e outras reações fotoquí­micas de interesse biológico.

O resultado da interação luz–pele são as chamadas reações de fotossensibilidade, cujas primeiras alterações são o eritema e a pigmentação.

As dermatoses fotoinduzidas podem ser agudas ou crônicas.

■■

Classificação

Classificação da fotossensibilidade e das dermatoses fotoin‑ duzidas (Fitzpatrick, 1997):

■■ Agudas

Queimaduras solar

Fototoxicidade

 

18 - Noções de Anatomia e Fisiologia

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18

Noções de

Anatomia e

Fisiologia

Adalmir Morterá Dantas, André Luiz Patrão, Antonio Luiz Zangalli e Márcio Penha Morterá Rodrigues

CC

Olho

O olho é um órgão de forma basicamente esférica, que mede, no seu diâ­ me­ tro anteroposterior, aproximadamente

24 mm. A parede do globo ­ocular é composta de três camadas: a mais externa é protetora e formada pela esclera e pela córnea; a média é altamente vascularizada e pigmentada, composta da coroide, do corpo ciliar e da íris; e a parte interna é a retina, uma camada receptora que contém as fibras formadoras do nervo óptico (Figura 18.1).

CC Córnea. A córnea é o mais importante meio refrativo do olho, caracterizando‑se por seu alto grau de transparência. Tal transparência depende de vários fatores, incluindo a regula‑ ridade da superfície anterior epitelial, a organização regular

Figura 18.1 Anatomia interna do olho. 1. Pálpebra superior. 2. Pálpebra inferior. 3. Glândula de Meibomius. 4. Conjuntiva palpebral. 5. Conjuntiva bulbar. 6. Córnea. 7. Câmara anterior. 8. Câmara posterior. 9. Humor aquoso. 10. Orifício pupilar. 11. Íris. 12. Corpo ciliar. 13. Zônula. 14. Cristalino. 15.

 

19 - Exame Clínico

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19

Exame Clínico

Adalmir Morterá Dantas, André Luiz Patrão, Antonio Luiz Zangalli e Márcio Penha Morterá Rodrigues

CC

Introdução

Todo médico deve saber fazer um exame oftalmológico básico, obtendo e interpretando corretamente os dados fun‑ damentais.

Os olhos não devem ser examinados como órgãos isolados, como se nada tivessem a ver com o restante do organismo.

Doenças ­oculares podem refletir‑se em outros setores, da mesma maneira que as de outros sistemas podem ter impor‑ tantes manifestações nos olhos. Exemplos: o exoftalmo sugere sempre hipertireoidismo e a blefaroptose pode ser uma mani‑ festação de miastenia gravis.

CC

Anamnese

Algumas afecções o

­ culares ocorrem com mais fre­quência em determinadas idades, como, a oftalmia gonocócica neo‑ natal, que se apresenta como conjuntivite purulenta, quase

­ culares quando sempre bilateral, com graves complicações o não tratada a tempo, e o glaucoma congênito, que se manifesta com epífora, fotofobia, opacidade corneana e aumento do diâ­ me­tro da córnea, devendo ser diagnosticado precocemente para que haja um tratamento efetivo. Ambas as enfermidades ocorrem no recém‑nascido.

 

20 - Exames Complementares

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20

Exames

Complementares

Adalmir Morterá Dantas, André Luiz Patrão, Antonio Luiz Zangalli e Márcio Penha Morterá Rodrigues

CC

Introdução

Os exames complementares compreendem a biomicrosco‑ pia e a gonioscopia, a oftalmoscopia, a oftalmodinamometria, a tonometria, a campimetria (campo v­isual), a angiografia fluoresceí­nica, a angiografia com indocianina verde, a ultras‑ sonografia, a eletrofisiologia do olho, a tomografia de coerên‑ cia óptica (OCT), a neurorradiologia e a biopsia e citologia.

CC

Biomicroscopia e gonioscopia

A biomicroscopia consiste no exame do globo ­ocular com uma lâmpada de fenda, a qual se compõe de uma fonte de ilu‑ minação e de um sistema óptico ampliador.

Possibilita o exame microscópio in vitro das estruturas

­oculares, fazendo com que se possam detectar alterações que passariam despercebidas a olho nu, tais como pequenos cor‑ pos estranhos na córnea, distrofias corneanas, edema corne‑ ano, células inflamatórias na câmara anterior e opacificação do cristalino.

 

22 - Noções de Anatomia e Fisiologia

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Seção 1

Ouvidos

22

Noções de

Anatomia e

Fisiologia

Helio Hungria, Paulo Humberto Siqueira e André Valadares Siqueira

CC

Introdução

O aparelho auditivo divide‑se em três porções: ore‑ lha externa, orelha média e orelha interna ou labirinto

(Figura 22.1).

CC

Orelha externa

A orelha externa compreende o pavilhão da orelha e o meato acústico externo.

O pavilhão da orelha é constituí­do por um esqueleto fibro‑ cartilagíneo e possui uma face externa e outra interna. A externa está voltada para fora e para diante, apresentando sali‑

ências e depressões que lhe conferem aspecto característico.

Porto Semiologia 22.indd 272

Já o meato acústico externo é um canal sinuoso que pro‑ longa a concha até a membrana do tímpano.

CC

Orelha média

A orelha média compreende a caixa do tímpano, colocada entre as orelhas externa e interna, ao mesmo tempo em que se comunica com a nasofaringe por intermédio da tuba auditiva e com as células mastói­deas através de um canalículo, o aditus ad antrum.

 

23 - Exame Clínico

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23

Exame Clínico

Helio Hungria, Paulo Humberto Siqueira e André Valadares Siqueira

CC

Anamnese

Nas doen­ças dos ouvidos, a relação médico‑paciente apre‑ senta especial importância em casos de surdez acen­tuada. O médico deve ser muito paciente e cordial durante a anam­ne­se e o exame físico. Não se deve firmar um diagnóstico de sur‑ dez irreversível, progressiva e sem qualquer esperança de pelo menos deter a evolução, sem que tenham sido esgotados todos os recursos propedêuticos para a in­di­vi­dualização de possível fator etiológico. Muitas vezes, a prescrição de um medica‑ mento inócuo, que visaria deter a progressão de uma deficiên­ cia auditiva, proporciona tranquilidade e paz de espírito a um paciente tenso e altamente preocupado com a sua audição.

Na história clínica dos pacientes com doen­ças dos ouvidos, há uma série de elementos, como idade, sexo, profissão, hábitos de vida e condições socioeconômicas, que podem apresentar importantes relações com as diferentes doen­ças dos ouvidos.

 

25 - Doenças do Ouvido

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25

Doenças do

Ouvido

André Valadares Siqueira, paulo Humberto Siqueira e Helio Hungria

CC

Introdução

As afecções mais comuns do aparelho auditivo são as oti‑ tes externas aguda, eczematosa e grave, o furúnculo do meato acústico, a otomicose, os corpos estranhos, a rolha cerumi‑ nosa, as otites médias agudas e crônicas, a mastoidite aguda, as labirintites, a otosclerose, a doen­ça de Ménière, a presbiacusia, o trauma sonoro e a surdez súbita.

CC

Otite externa

Otite externa aguda. A otite externa aguda caracteriza‑se por processo inflamatório da pele do canal auditivo externo (der‑ matite). As causas desen­ca­dea­doras do processo infeccioso são múltiplas: retenção de água no meato acústico externo, permanência prolongada de corpos estranhos, corrimentos purulentos crônicos das otites médias, ferimentos ou escoria‑

ções do epitélio em conse­quência de instilações cáu­sticas e do atrito no ato de coçar o ouvido.

Há exsudação serosa, que pode tornar‑se purulenta. A dor

 

30 - Noções de Anatomia e Fisiologia

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Seção 3

Faringe

30

Noções de Anatomia e Fisiologia

Helio Hungria, Paulo Humberto Siqueira e André Valadares Siqueira

A faringe é um conduto m

­ usculomembranoso que se segue

às fossas nasais e à cavidade bucal, terminando, embaixo, na entrada da laringe e na boca do esôfago. Constitui, por isso mesmo, uma encruzilhada aerodigestiva, dando passagem ao ar da respiração e ao bolo alimentar. Divide‑se em três por‑

ções:

■■ Superior ou nasal, também chamada nasofaringe, epifa‑ ringe ou cavum

■■ Média ou bucal, ou orofaringe, que corresponde à cavidade bucal

■■ Inferior ou laríngea, também denominada hipofaringe ou laringofaringe, que prossegue da orofaringe até a parte superior do esôfago.

A parede superior do cavum, ou abóbada da faringe, é ocu‑ pada, na criança, por uma aglomeração de tecido linfoide, a

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amígdala faríngea de Luschka, conhecida como vegetações adenoides. Na parede lateral do cavum, apresenta‑se o orifício faríngeo da tuba auditiva (ou trompa de Eustáquio), que esta‑ belece comunicação com a orelha média.

 

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