O Gato - Medicina Interna

Autor(es): Susan E. Little
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Referência veterinária mais abrangente sobre medicina interna de gatos, este livro é indispensável a todo médico-veterinário que busca informações valiosas para um atendimento de qualidade, cada vez mais requisitado por proprietários desses animais de companhia.Nesta obra, a Dra. Little, em parceria com experientes colaboradores, aborda questões e desafios únicos com que o veterinário especializado em gatos se depara diariamente – entre eles, os avanços e as aplicações mais recentes em diagnóstico clínico e tratamento.

Principais características

Abordagem sistêmica dos avanços mais recentes na medicina interna de gatos

Tópicos fundamentais exclusivos, como: mapeamento do genoma felino; condições clínicas associadas a problemas de comportamento; tratamento de gatos com doença coexistente e crônica; agentes zoonóticos felinos e implicações à saúde humana

Projeto gráfico detalhado e colorido, rico em tabelas, boxes, algoritmos e figuras para acesso rápido e fácil à informação 

Conteúdo minucioso sobre gatos criados em ambiente doméstico e com idade avançada, incluindo informações sobre expectativa de vida mais longa e saudável

Alerta para os desafios da superpopulação, em particular o impacto que milhões de gatos em estado semisselvagem causam à saúde pública e ao ambiente 

Livro endossado pela Winn Feline Foundation, internacionalmente reconhecida como um dos maiores contribuintes para o financiamento de pesquisas em prol da saúde e do bem-estar dos gatos.

 

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1 - Compreensão e Manuseio Amistoso dos Gatos

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C A P Í T U L O

1

Compreensão e Manuseio

Amistoso dos Gatos

Ilona Rodan

Resumo do capítulo

Perspectiva do proprietário, 2

Perspectiva da equipe veterinária, 3

Perspectiva do gato, 3

Um atendimento melhor, 3

Como compreender o gato, 4

Comunicação dos gatos, 5

O gato tornou-se o animal de estimação mais popular nos

EUA, no Canadá e no norte da Europa, e sua popularidade con­ti­nua a crescer. Os gatos são divertidos, afetuosos, bonitos, únicos e fascinantes. Muitas pessoas amam seus gatos; 78% delas consideram esses animais membros da família.38 Assim como ajudamos os gatos, eles também nos ajudam, inclusive protegendo a saúde humana. O convívio com os gatos é capaz de diminuir a pressão arterial e o risco de depressão e solidão, bem como reduzir a probabilidade de um segundo infarto do miocárdio em seus proprietários.

Não obstante, e a despeito dos grandes avanços na medicina e na cirurgia felinas, muitos de nós – veterinários, funcionários de clínicas veterinárias e proprietários de gatos – não compreendem a natureza do gato e o seu comportamento normal. Entre outros aspectos, a má compreensão de como os gatos reagem ao medo e à dor dificulta o andamento das consultas veterinárias e leva à subsequente falta de cuidados veterinários de rotina.18 Em comparação com os proprietários de gatos, os proprietários de cães levam seus animais ao veterinário com maior fre­quência e apresentam maior probabilidade de seguir as recomendações. De fato, em 2006 nos EUA, os proprietários de cães levaram seus animais ao veterinário três vezes mais do que os de gatos.18 Além disso, 72% dos gatos foram atendidos por um veterinário com fre­quência abaixo de uma vez por ano, em comparação com 42% dos cães.18

 

2 - Abordagem Amistosa no Atendimento a Gatos

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2

Abordagem Amistosa no Atendimento a Gatos

Jane E. Brunt

Resumo do capítulo

Veterinários especializados em felinos, 19

Bases de uma abordagem amistosa para gatos, 20

No início da década de 1970,1 a American Association of

Feline Practitioners (AAFP) reconheceu pela primeira vez a importância da atenção às necessidades dos gatos. Desde então, o crescente número de membros e programas na AAFP e outras organizações veterinárias voltadas para felinos, junto ao crescimento da população de gatos, possibilitou que as ­áreas de medicina e cirurgia de felinos fossem atualizadas e se tornassem disponíveis em hospitais e clínicas veterinárias tradicionais de animais de companhia e também em clínicas exclusivas de felinos. A certificação

(nos EUA) para especialistas em medicina felina por meio do American Board of Veterinary Practitioners (ABVP)

(http://www.abvp.com/categories_feline.htm. Acesso em

7  de fevereiro de 2010) enobreceu ainda mais essa ­área.

 

3 - Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

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3

Como Decifrar o Gato |

Histórico Clínico e Exame Físico

Vicki Thayer

Resumo do capítulo

Como estabelecer cuidados centrados

  no relacionamento, 24

Dr. Jim Richards, antigo diretor do Cornell Feline Health

Center, afirmou: “Os gatos são mestres em esconder doen­

ças.”22 Assim como veterinários e admiradores de gatos, os clínicos precisam se tornar mestres na compreensão e na descoberta de doen­ças tão eficazmente escondidas pe­ los gatos. O propósito deste capítulo consiste em ajudar os veterinários a desenvolver técnicas para decifrar as men­ sagens obscuras, e às vezes confusas, enviadas por seus pacientes felinos. Preparar um completo histórico clínico e rea­li­zar o exame físico centrado no felino são dois instru­ mentos essenciais para resolver problemas do paciente e informar os proprietários quanto às melhores maneiras de manter seus companheiros felinos saudáveis.

Acima de tudo, trabalhando junto, em unidade, a equi­ pe de cuidados de saú­de veterinários pode passar uma mensagem consistente: a de que os gatos se beneficiam de exames de rotina e cuidados de saú­de e de bem-estar.

 

4 - Diretrizes e Precauções para Terapia Medicamentosa em Gatos

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4

Diretrizes e Precauções para Terapia

Medicamentosa em Gatos

Lauren A. Trepanier

Resumo do capítulo

Diferenças no metabolismo medicamentoso

  em gatos, 38

Ajustes da dose na insuficiên­cia renal, 38

Considerações sobre a terapia medicamentosa na

  insuficiên­cia hepática, 42

A terapia medicamentosa em pacientes felinos tem muitos obstáculos em potencial: diferenças no metabolismo de fármacos entre gatos e outras espécies, o que torna difícil utilizar doses maiores; escassez de bons estudos sobre segurança e otimização de dosagem em gatos; relativa falta de fármacos aprovados com dados associados de eficácia de gatos em comparação com cães; necessidade de reformulação de muitos medicamentos feitos para pacientes maiores; e dificuldade de administrar medicamentos a muitos gatos.

Diferenças no metabolismo medicamentoso em gatos

Os gatos têm diferenças importantes no metabolismo medicamentoso se comparados com seres humanos e cães.

 

5 - Fluidoterapia

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5

Fluidoterapia

Katharine F. Lunn, Anthony S. Johnson e Katherine M. James

Resumo do capítulo

Equilíbrio hídrico do corpo, 50

Estado de equilíbrio dinâmico e conceito de manutenção, 50

Compartimentos de líquido corporal, 51

Perfusão, 52

Equilíbrio de sais | Distúrbios do volume do líquido

  extracelular, 52

Equilíbrio hídrico | Distúrbios da concentração de sódio, 53

Como entender as perdas de líquido, 54

A fluidoterapia deve ser rea­li­zada com a mesma atenção aos detalhes que o tratamento medicamentoso. Assim, a base para essa abordagem está no conhecimento do equilíbrio hídrico e da perfusão corporais. Sem compreender esses conceitos, o clínico se arrisca a seguir um “livro de receitas” ou uma conduta “tamanho único” para a fluidoterapia. São efeitos adversos potenciais de abordagens muito simplificadas para a fluidoterapia a desidratação persistente, a sobrecarga de líquidos, a hipoperfusão, o desequilíbrio acidobásico e os distúrbios eletrolíticos. Todos esses fatores têm efeitos profundos sobre a morbidade nos pacientes.

 

6 - Analgesia

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6

Analgesia

Carolyn McKune e Sheilah Robertson

Resumo do capítulo

Identificação e avaliação da dor, 86

Vias e métodos de administração de fármacos, 90

Fármacos analgésicos, 91

Anti-inflamatórios não esteroides, 96

Analgesia multimodal, 101

A identificação e o tratamento da dor do felino ganham cada vez mais projeção na medicina veterinária. Considerando os 63,3 milhões de consultas veterinárias rea­li­zadas anual­mente com cerca de 82 milhões de gatos com proprietários nos EUA,22,121 há uma boa oportunidade para incluir a avaliação da dor como componente de rotina do exame em felinos. Pesquisas publicadas sobre o uso de analgésicos em gatos durante o perío­do de 10 anos mostram um aumento acen­tuado no número de gatos que atualmente recebem analgésicos pericirúrgicos.34,55,65,66 A formação acadêmica con­ti­nuada do profissional e os artigos de revisão contribuem para esse fenômeno.55,65 Os proprietários também estão procurando e exigindo tratamento adequado da dor para seus gatos, tanto para procedimentos cirúrgicos quanto para distúrbios crônicos, como a doen­ça ar­ticular degenerativa.

 

7 - Anestesia e Cuidados Pericirúrgicos

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7

Anestesia e Cuidados Pericirúrgicos

Bruno H. Pypendop e Jan E. Ilkiw

Resumo do capítulo

Avaliação do risco, 106

Sedação e pré-medicação, 107

Intubação, 120

Avaliação do risco

Na anestesia, tanto médica quanto veterinária, com fre­ quência os pacientes são categorizados conforme a Amer­ ican Society of Anesthesiologists Physical Status Classifi­ cation (ASA-PS), que tenta estabelecer o risco subjetivo e relativo com base apenas no histórico clínico pré-cirúrgico do paciente (Tabela 7.1). Nesta classificação, considera-se

ASA1 um paciente saudável sem sinais francos de doen­ça e 5, um in­di­ví­duo moribundo que, provavelmente, irá a

óbito nas 24 h seguintes com ou sem cirurgia. O acréscimo de “E” à classificação indica cirurgia de emergência.61

Embora a morte relacionada com anestésicos, em gatos, tenha diminuí­do nos últimos anos, o índice de mortalida­ de publicado mais recentemente foi de 0,24%, ou 1 em 453 anestesias,27 o que, ainda, é até dez vezes o percentual en­ contrado em estudos com seres humanos.42 O “Confidential

 

8 - Cuidados Preventivos de Saúde em Gatos

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8

Cuidados Preventivos de Saú­de em Gatos

Ilona Rodan e Andrew H. Sparkes

Resumo do capítulo

Benefícios dos cuidados preventivos em gatos, 142

Os gatos são os animais de companhia mais populares nos EUA, no Canadá e no norte da Europa. Além disso,

78% dos proprietários consideram seus gatos membros da família (Figura  8.1).93 Apesar da popularidade e da afeição pela espécie felina, os gatos ainda estão aqué­m dos cães no que tange a cuidados veterinários, especial­ mente os preventivos. Este capítulo discute os benefícios dos cuidados preventivos de saú­de de felinos, as barrei­ ras aos cuidados, as oportunidades de melhora e os com­ ponentes de um programa preventivo de saú­de de felinos

Cuidados felinos de acordo com o estágio de vida, 145

abrangente para todos os estágios de vida dessa espécie animal. Os autores deste capítulo também são membros do grupo que desenvolveu as diretrizes Feline Life Stage

Guidelines pela American Association of Feline Practitio­ ners (AAFP) e a American Animal Hospital Association

 

9 - Desenvolvimento do Filhote

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9

Desenvolvimento do Filhote

Gary Landsberg e Jacqueline Mary Ley

Resumo do capítulo

Influência de fatores parentais sobre o desenvolvimento

  comportamental, 174

Desenvolvimento comportamental, 175

O desenvolvimento de um filhote, desde o perío­do neonatal dependente, em que a habilidade de perceber e responder a estímulos está limitada, até a etapa independente com a fisiologia totalmente desenvolvida (na qual o animal é capaz de cuidar de si próprio, caçar e interagir com outros gatos),

é um processo rápido, embora complexo, influenciado por vários fatores. Estes últimos envolvem a genética do pai e da mãe, o ambiente do útero e o ambiente do filhote após o nascimento. Há uma mudança complexa de desenvolvimento neurológico, fisiológico, ­musculoesquelético e psicológico, que precisa acontecer na se­quência correta para ele crescer normalmente. Um dos estágios mais importantes do desenvolvimento do filhote é o perío­do de socialização, durante o qual os gatinhos são mais receptivos a aprender quais coisas e in­di­ví­duos devem evitar e ignorar, bem como a partir de quais deles é possível obter benefícios.

 

10 - Comportamento Normal de Gatos

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10

Comportamento Normal de Gatos

Jacqueline Mary Ley e Kersti Seksel

Resumo do capítulo

Biologia dos gatos, 182

Órgãos sensoriais, 182

Comunicação, 184

Aprendizado, 186

O comportamento apresentado por um gato é o resultado da inter-relação entre predisposição genética, o que o gato aprendeu de experiências pregressas e o meio atual em que ele se encontra. Embora alguns padrões comportamentais sejam comuns a todos os membros de uma espécie, outros são exclusivos de cada in­di­ví­duo. É essencial compreender os padrões normais ou comuns dos gatos, a fim de avaliar os comportamentos que preocupam os proprietários. Às vezes, estes ficam apreensivos com condutas normais de gatos, como borrifar urina ou ter um comportamento predatório. Em outras vezes, o conhecimento dos vários padrões de comportamento (p.  ex., autolimpeza) ajudará o veterinário a determinar quando o comportamento é normal e de adaptação ou quando é anormal e de má adaptação.

 

11 - Socialização e Treinamento do Filhote

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Socialização e Treinamento do Filhote

Kersti Seksel e Steve Dale

Resumo do capítulo

Como começar, 190

Como ensinar filhotes, 192

Atualmente se sabe que os filhotes de gatos se beneficiam das aulas de socialização e de treinamento. Se os cãezinhos podem ter aulas, por que não os gatinhos? Há muitos resultados positivos quando os gatinhos e as pessoas assistem a aulas de socialização, as quais foram desenvolvidas primeiramente na Austrália, como a Kitten Kindy.13

A ideia de treinar gatos, o que significa mantê-los em aulas de socialização e treinamento, é um conceito estranho para a maioria das pessoas.13 Entretanto, as aulas para filhotes podem ter tanto sucesso e proporcionar muitos dos mesmos benefícios aos proprietários, aos próprios gatinhos e ao atendimento veterinário quanto as aulas para cãezinhos (Boxe 11.1). As aulas para filhotes de gatos são preparadas para funcionar como um programa precoce de socialização, treinamento e orientação, a fim de ajudar os proprietários e os filhotes a começar pelo caminho certo.

 

12 - Como Obter o Histórico Comportamental

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Como Obter o Histórico Comportamental

Debbie Calnon

Resumo do capítulo

A importância da boa comunicação, 197

Empatia, 197

Habilidades de aconselhamento, 197

Como organizar a consulta, 198

Informações básicas sobre o paciente, 199

A primeira etapa da rea­li­zação de um diagnóstico comportamental ou uma lista de diagnósticos diferenciais consiste na obtenção de um histórico preciso e completo. Sem dúvida, esse histórico comportamental completo é a parte mais importante ao lidar-se com a conduta animal.5

Embora o interesse principal na clínica veterinária geralmente seja o paciente por si só, os problemas comportamentais invariavelmente exigem uma base muito mais ampla. Tal histórico deve contemplar informações mais detalhadas, não apenas a respeito do paciente, das pessoas e dos outros animais em casa, mas também sobre as características do ambiente físico do gato. Aspectos menos tangíveis do ambiente, como as respostas emocionais do proprietário ao comportamento do gato, são essenciais para a boa compreensão da conduta do animal. Não é apenas a questão de fazer o diagnóstico comportamental – o que o diagnóstico significa para o proprietário pode ser tão importante quanto o diagnóstico em si.

 

13 - Problemas Comportamentais

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13

Problemas Comportamentais

Kersti Seksel

Resumo do capítulo

Ansiedade, medo e fobia, 203

Agressão, 210

As preocupações dos proprietários de gatos relacionadas com as atitudes do animal podem ser classificadas de duas principais maneiras: comportamentos problemáticos e problemas comportamentais. É importante que os veterinários distingam os dois, a fim de que possam recomendar manejos e programas de tratamento adequados.

Classificam-se como comportamentos problemáticos aqueles que são parte do “repertório” comportamental normal de um gato, porém são inaceitáveis pelo proprie­ tário ou pela comunidade. Embora seja considerado pro­ blemático pelos proprietários, o comportamento em si é normal. Este talvez apareça devido à falha de compreensão das necessidades comportamentais do felino, à falta de conhecimento da estrutura social dos gatos ou ao seu treinamento insuficiente. Por exemplo, um animal que pula em uma bancada da cozinha pode estar fazendo isso como parte da preferência normal do gato de estar em um local alto. Além disso, podem faltar lugares mais apropriados na casa (p. ex., prateleiras). Também é possível que o gato nunca tenha sido ensinado a sentar-se em outro local, como em um poste para arranhadura ou um local de brincadeira, e que seria o comportamento preferido do proprietário.

 

14 - Terapêutica Comportamental

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14

Terapêutica Comportamental

Kersti Seksel, Gary Landsberg e Jacqueline Mary Ley

Resumo do capítulo

Modificação de comportamento, 217

Controle do ambiente, 218

Após diagnosticar um problema comportamental, o veterinário deve planejar o tratamento e a conduta que sejam não apenas práticos, mas também racionais, a partir da perspectiva do proprietário. Se o programa for complexo ou consumir tempo excessivo, os proprietários terão dificuldade em incorporá-lo em sua vida e rotina diá­rias. Se o programa não fizer sentido para o proprietário, provavelmente ele não irá considerar as orientações. Qualquer que seja o caso, se a questão não for resolvida de modo satisfatório, o gato poderá ser deixado em um abrigo ou sacrificado. É essencial que os veterinários despendam tempo ajudando os proprietários a compreenderem o problema e o motivo pelo qual ele ocorre (causas subjacentes) e, então, desenvolver expectativas razoá­veis.

A abordagem inicial consiste em modificar o ambiente e administrar as expectativas do proprietário, de modo a prevenir problemas posteriores. Isso pode ser não apenas um remédio a curto prazo, mas também a melhor ou a única solução prática a longo prazo para alguns proprietários e determinados problemas. A seguir, orienta-se o proprietário sobre como os gatos aprendem e como seu comportamento pode ser modificado de maneira eficaz. Tal conhecimento ajudará o proprietário a implementar o programa de modo a haver algum alívio de suas preocupações.

 

15 - As Necessidades Nutricionais Únicas do Gato | Um Carnívoro Estrito

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15

As Necessidades Nutricionais Únicas do Gato |

Um Carnívoro Estrito

Beth Hamper, Joe Bartges, Claudia Kirk, Angela L. Witzel,

Maryanne Murphy e Donna Raditic

Resumo do capítulo

Anatomia e fisiologia, 228

Comportamento alimentar, 229

Acredita-se que o gato doméstico tenha evoluí­do do gato selvagem africano Felis sylvestris libyca entre 4.000 e

10.000 anos atrás.4,20 Os gatos pertencem à ordem Carnivora, o que significa “comedor de carne”, e à família Felidae. Os felídeos divergem dos outros grupos de carnívoros no início da árvore evolucionária.16 Outros membros da ordem Carnivora são os canídeos/caninos, os ursos, os pandas, as doninhas, os guaxinins e as hienas. Existe uma série de padrões de alimentação dentro da ordem

Carnivora. Os canídeos e os ursos são considerados onívoros, enquanto pandas são herbívoros estritos. Todos os felídeos são comedores de carne, ou carnívoros estritos. Essa dieta especializada de carne levou a adaptações metabólicas e nutricionais exclusivas, não observadas em canídeos/caninos ou em outros membros da ordem Carnivora. Obteve-se bastante conhecimento com relação às necessidades metabólicas e nutricionais únicas do gato nos

 

16 - Nutrição do Gato Normal

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16

Nutrição do Gato Normal

Angela L. Witzel, Joe Bartges, Claudia Kirk, Beth Hamper,

Maryanne Murphy e Donna Raditic

Resumo do capítulo

Comportamento alimentar normal, 235

Adaptações de carnívoros, 235

Comportamento alimentar normal

O gato doméstico, Felis catus, evoluiu do gato selvagem do norte da África Felis silvestris lybica e começou a conviver com os egípcios já em 2300 a.C.29 Embora os gatos convivam com os humanos já há muitos anos, a domesticação dos felinos ocorreu efetivamente com a criação e o cruzamento para constituir um grupo reprodutivamente isolado.

Nesse grupo, apenas os gatos de raça se qualificam.4 Os gatos domésticos comuns, em geral, escolhem seus próprios parceiros e ainda podem se reproduzir com o F. sylvestris quando compartilham território comum.4,9 Com relativamente pequena interferência de seres humanos no cruzamento, a maioria dos gatos de estimação tem habilidades de caça e padrões de alimentação semelhantes aos de seus ancestrais selvagens. Os gatos são caçadores solitários e ingerem de 7 a 20 refeições, consistindo em pequenas presas, ao longo de 24 h.17,23 São exemplos de presas os roedores, os lagomorfos, as aves e os répteis.14 Os gatos domésticos, mesmo mantendo diversos comportamentos inatos de caça, adaptam-se bem a situações de alimentação controlada.

 

17 - Transtornos Nutricionais

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C A P Í T U L O

17

Transtornos Nutricionais

Joe Bartges, Donna Raditic, Claudia Kirk, Angela L. Witzel,

Beth Hamper e Maryanne Murphy

Resumo do capítulo

Componentes alimentares, 240

Contaminantes alimentares, 243

Prover nutrição a animais de companhia é relativamente fácil e seguro. Contudo, ocasionalmente ocorre reação adversa a uma dieta ou a um nutriente ou exposição a um risco alimentar. A dieta completa e balanceada é aquela que contém os ingredientes adequados nas quantidades apropriadas de modo que os animais permaneçam clinicamente sadios. Ela provê nutrição completa, e os nutrientes são balanceados entre si, especialmente a quantidade de energia. Os transtornos nutricionais podem ser decorrentes de desequilíbrios na formulação da dieta ou de componentes específicos do alimento.

Componentes alimentares

Os componentes alimentares prejudiciais englobam componentes da dieta existentes nos alimentos. Esses componentes podem ser os que deveriam estar presentes, porém se apresentam de maneira desequilibrada, ou podem ser componentes que deveriam estar ausentes. É possível ocorrer desequilíbrios de nutrientes quando há um problema na formulação ou na fabricação de uma dieta, ou se o proprietário oferecer uma dieta completa e balanceada com alimentos ou suplementos incompletos e não balanceados. Alimentos genéricos são muito mais passíveis de não serem balanceados e resultarem em doen­ça clínica.26

 

18 - Tratamento Nutricional de Doenças

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C A P Í T U L O

18

Tratamento Nutricional de Doenças

Joe Bartges, Donna Raditic, Claudia Kirk, Angela L. Witzel, Beth Hamper e

Maryanne Murphy

Resumo do capítulo

Doenças cardiovasculares, 247

Doenças dentárias e bucais, 249

Distúrbios cutâneos, 249

Doenças gastrintestinais, 250

Doença hepática, 252

Doenças endócrinas | Obesidade, 252

Doenças endócrinas | Diabetes melito, 256

Doenças endócrinas | Hipertireoidismo, 257

Doenças ­musculoesqueléticas | Osteoartrite, 258

O American College of Veterinary Nutrition recomenda três etapas para avaliar o paciente, que incluem o exame dos fatores do paciente, dos fatores da dieta e dos fatores da alimentação. Após a fase de avaliação, desenvolve-se e se institui um plano de tratamento nutricional, além do monitoramento e o ajuste seriados (um processo interativo).259 Este capítulo concentra-se no controle nutricional de distúrbios em felinos. Mais informações sobre cada estudo podem ser encontradas em outros capítulos neste livro.

 

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