Série Provas & Concursos - Sistema Financeiro e Bancário, 5ª edição

Visualizações: 489
Classificação: (0)

Em algumas raras oportunidades, a vida nos brinda com a descoberta de talentos natos. Este é, precisamente, o caso desse autor. Carlos Arthur consegue aglutinar as diversas matérias que são indispensáveis para qualquer candidato que almeje uma vaga em um banco público, federal ou estadual.

Dadas a multi e a interdisciplinaridade da obra, trata-se de um manual absolutamente completo, que aborda todo o conhecimento específico das provas para a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, bancos estaduais e instituições financeiras congêneres.

Os recursos de formatação gráfica aliados às dicas do autor conspiram em favor do candidato com proficiência inigualável. Todo o processo corado com as questões propostas como meio de fixação do conteúdo explanado.

Esta obra é, indubitavelmente, um instrumento poderoso para sua aprovação!

Estude e vença!

Sylvio Motta

19 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Unidade 1 - Capítulo 1 • Sistema Financeiro Nacional

PDF Criptografado

Capítulo 1

Sistema Financeiro Nacional

1.1. Introdução

O Sistema Financeiro Nacional é composto por um conjunto de instituições financeiras que, como veremos a seguir, têm como função manter o fluxo de recursos entre poupadores e tomadores, constituindo assim o mercado financeiro. No próximo item, definiremos as características dos poupadores e tomadores.

Na verdade, o funcionamento do sistema financeiro é obscuro para a maioria das pessoas. Todos sabem que podemos depositar dinheiro em contas bancárias; também é de conhecimento geral que podemos conseguir empréstimos e financiamentos junto aos bancos. Porém, o que pouca gente se dá conta é que o dinheiro que os bancos utilizam para conceder crédito aos seus clientes é o mesmo dinheiro que os clientes depositam em suas contas bancárias. Ou seja, o que os bancos fazem em última instância é captar dinheiro (por meio de depósitos bancários ou outros instrumentos) para emprestá-lo.

O Sistema Financeiro Nacional é até hoje disciplinado pela chamada Lei da Reforma

 

Unidade 1 - Capítulo 2 • O Banco Central e os Mercados Financeiros

PDF Criptografado

Capítulo 2

O Banco Central e os Mercados

Financeiros

2.1. Mercados Financeiros: Monetário, de Crédito, de Capitais e de Câmbio

O setor financeiro da economia é constituído por quatro segmentos, definidos pelos tipos de operações que os caracterizam e pelos fins a que se destinam.

O termo mercado é usualmente empregado na designação destes segmentos. Esta designação resulta da própria essência da intermediação financeira: os intermediários financeiros estão entre os tomadores de recursos, aqueles que exercem a procura por ativos financeiros, e os poupadores, que detém recursos excedentes e exercem a oferta destes excedentes de ativos financeiros. Temos, portanto, a situação típica de um mercado constituído pelas forças da oferta e da procura. Assim, os quatro segmentos do setor financeiro correspondem a quatro mercados:

– mercado monetário;

– mercado de crédito;

– mercado de capitais;

– mercado de câmbio.

Faremos agora uma apresentação sucinta de cada um destes mercados.

 

Unidade 1 - Capítulo 3 • Sistema de Pagamentos Brasileiro

PDF Criptografado

Capítulo 3

Sistema de Pagamentos Brasileiro

3.1. Conceito

A função básica de um sistema de pagamentos é transferir recursos, bem como processar e liquidar pagamentos para pessoas, empresas, governo, Banco Central e instituições financeiras. Ou seja, praticamente todos os agentes atuantes em nossa economia.

As instituições financeiras, com destaque para os bancos, são os principais intermediários de um sistema de pagamentos. O cliente bancário utiliza-se do sistema de pagamentos toda vez que emite cheques, faz compras com cartão de débito e de crédito ou ainda quando efetua transferências de sua conta para outra, quer seja na mesma instituição financeira (por meio de transferência de valores) ou para outro banco (por meio de DOC – Documento de

Crédito – ou TED – Transferência Eletrônica Disponível).

3.2. A Conta de Reservas Bancárias

Já vimos que os bancos têm no Banco Central (BC) uma conta denominada Reservas Bancárias, que é similar a uma conta-corrente, pois nela é processada toda a movimentação financeira diária dos bancos, decorrente de operações próprias ou de seus clientes.

 

Unidade 1 - Capítulo 4 • Taxas de Juros e Índices de Preços

PDF Criptografado

Capítulo 4

Taxas de Juros e Índices de Preços

O sistema financeiro tem como principal instrumento capaz de traduzir suas expectativas em relação ao custo de captação de recursos financeiros o mercado interbancário de reais.

Neste segmento, o Banco Central não tem acesso. Nele, os preços estão livres da intervenção e, portanto, de balizamentos oficiais.

Este mercado é privativo das instituições financeiras, que fazem a ponte entre compradores e vendedores de dinheiro com lastro em títulos privados.

Não está imune, contudo, às influências sazonais do fluxo de recursos mantidos entre o sistema bancário e o Governo. Como comentamos no capítulo anterior, normalmente, o custo do dinheiro de um dia negociado no mercado interbancária (DI) é muito próximo do custo de troca das reservas bancárias disponíveis lastreadas em títulos federais que ocorrem no mercado aberto (Selic), podendo, inclusive, ser uma referência para o custo do Selic no dia seguinte. Eventualmente, pode haver distorções entre esses dois custos por causa de impactos mais fortes dos recolhimentos bancários sobre a disponibilidade de moeda na economia que levem os bancos a uma procura maior por moeda.

 

Unidade 2 - Capítulo 1 • A Pessoa: Pessoa Física e Pessoa Jurídica

PDF Criptografado

Capítulo 1

A Pessoa: Pessoa Física e Pessoa

Jurídica

1.1. Introdução: Gatos podem ser herdeiros?

Há mais de 30 anos atrás, a Disney lançou um desenho de longa-metragem cujos personagens principais eram animais, mais precisamente gatos. Isso não seria nada demais em se tratando da Disney; mas o que nos interessa em particular no delicioso filme de animação

“Aristogatas” é que a trama gira em torno de uma herança deixada para os gatos.

Explicando melhor: no filme, uma rica e solitária senhora francesa chama seu amigo advogado e testamenteiro para elaborar seu testamento, e declara que sua fortuna será herdada pelos seus gatos; somente após a morte dos gatos, seus bens passarão ao seu fiel mordomo,

Edgar. O mordomo escuta a conversa e decide “dar um sumiço” nos gatos para acelerar o recebimento da herança e... bom, o resto da história quem quiser saber que veja o filme.

Porque o importante pra nós neste momento não é saber o destino final dos gatinhos no filme (mas fiquem sossegados, como sempre dá tudo certo no fim) e sim responder à pergunta da introdução: gatos têm direito de herança?

 

Unidade 2 - Capítulo 2 • Títulos de Crédito

PDF Criptografado

Capítulo 2

Títulos de Crédito

2.1. Introdução

Desde o início dos mercados financeiros, nos primórdios da transição da Idade Média para a Idade Moderna, alguns dos instrumentos mais importantes para viabilizar as transações financeiras foram os títulos de crédito. Ao consolidar em um documento um valor monetário a ser recebido à vista ou em data futura, documento este que pode ser transferido a terceiros, os títulos de crédito possibilitaram o surgimento e o desenvolvimento da intermediação financeira. Afinal, no imaginário popular, o cheque – um dos mais importantes e disseminados títulos de crédito – é um ícone de banco.

2.2. Conceito

Título de crédito é um documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo nele mencionado. O direito a que a definição se refere é pecuniário, ou seja, o beneficiário em um título de crédito tem o direito de receber determinada importância em determinada data. Quando falamos de documento, estamos nos referindo a um papel físico: os títulos de crédito não podem ter existência apenas escritural. Voltaremos a tratar disso em seguida: é a característica da cartularidade.

 

Unidade 3 - Capítulo 1 • Produtos e Serviços Bancários

PDF Criptografado

Capítulo 1

Produtos e Serviços Bancários

1.1. Introdução

Como vimos na Unidade I, a intermediação financeira é o principal produto de um banco, pois nesta atividade o banco capta o dinheiro excedente de quem tem e empresta-o a quem precisa: o tomador de empréstimos, seu cliente.

Entretanto, a prestação de serviços tornou-se de grande valia para os bancos: alavanca novos negócios e ajuda a expandir o sistema financeiro. Hoje esses serviços são cobrados pela eficiência e evolução tecnológica: um exemplo é a cobrança bancária e os convênios com as concessionárias de serviços públicos, onde, além das tarifas de serviço, o banco obtém também ganho financeiro pelo float (giro dos recursos que permanecem na instituição financeira por tempo determinado).

O Banco Central fiscaliza e divulga o ranking das tarifas de serviço cobradas pelos bancos, tanto aquelas incidentes sobre a captação, como as cobradas sobre as operações de crédito e pela prestação de serviços. Hoje essa cobrança é livre, sendo equalizada de acordo com a concorrência e qualidade dos serviços prestados e a tecnologia disponibilizada ao cliente. As normas relativas à cobrança de tarifas bancárias estão consolidadas por meio da

 

Unidade 3 - Capítulo 2 • Arrendamento Mercantil (Leasing)

PDF Criptografado

Capítulo 2

Arrendamento Mercantil (Leasing)

2.1. Histórico

As primeiras operações de leasing, referentes ao arrendamento de máquinas de escrever, foram realizadas no Brasil em 1967, por grupos industriais. O setor ganhou impulso durante a década de 1970, quando grupos financeiros internacionais – e, posteriormente nacionais

– decidiram concentrar-se na expansão das operações e começaram a divulgar os contratos por meio da rede de agências bancárias.

Com a promulgação da Lei nº 6.099/1974, alterada pela Lei nº 7.132/1983, este tipo de operação foi regulamentado e denominado “Arrendamento Mercantil”, obedecendo às normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, com controle e fiscalização exercidos pelo

Banco Central do Brasil. A partir deste momento passou a ser praticado oficialmente no mercado financeiro, tornando-se uma excelente alternativa para financiamentos de longo prazo e de alta flexibilidade, adequando-se ao fluxo de caixa e de investimentos, inclusive com carência.

 

Unidade 3 - Capítulo 3 • Riscos Financeiros, Regras Prudenciais e Garantias Bancárias

PDF Criptografado

Capítulo 3

Riscos Financeiros, Regras

Prudenciais e Garantias Bancárias

3.1. Introdução

Como em qualquer segmento da economia, os negócios realizados nos mercados financeiros também embutem certo grau de risco. Comentamos na Unidade I as consequências da inadimplência nas instituições financeiras.

Neste capítulo, vamos aprofundar a abordagem deste risco de inadimplência – tecnicamente denominado risco de crédito – e vamos conhecer as outras modalidades de risco a que estão sujeitos os negócios financeiros. Vamos ainda estudar quais ações e providências são tomadas para gerenciar e minimizar os riscos, com destaque para as regras prudenciais oriundas do chamado Acordo de Basileia. Vamos também examinar os instrumentos de garantia bancária.

3.2. Riscos Financeiros

3.2.1. Crédito e Risco de Crédito

Crédito é um conceito presente no dia a dia das pessoas e empresas mais do que possamos imaginar a princípio. Todos nós estamos continuamente às voltas com o dilema de uma equação simples: a constante combinação de nossos recursos finitos com o conjunto de nossas imaginações e necessidades infinitas, gerando desta forma a procura por crédito.

 

Unidade 4 - Capítulo 1 • Mercado de Seguros

PDF Criptografado

Capítulo 1

Mercado de Seguros

1.1. Introdução

O mercado de seguro surgiu da necessidade de empresas e pessoas se resguardarem financeiramente de um possível dano ou perda de um determinado bem. A forma encontrada é a da associação coletiva, na qual um conjunto de pessoas interessadas nesta proteção contrata uma empresa que aceitará assumir a cobertura do eventual prejuízo.

Esta empresa, denominada seguradora, recebe da pessoa interessada o pagamento de um valor denominado prêmio, que corresponde a uma parcela do bem segurado. A partir da aceitação da cobertura do risco por parte da seguradora, o segurado passa a ter o direito a receber uma indenização que permita a reposição integral ou parcial desse bem no caso de haver perda.

Lembremos que a vida humana também é considerada um bem para efeitos de seguro; embora não se possa devolver a vida ao falecido ou à sua família, o seguro de vida busca minimizar o baque financeiro para os dependentes do falecido.

 

Unidade 4 - Capítulo 2 • Previdência Privada

PDF Criptografado

Capítulo 2

Previdência Privada

2.1. Introdução

O sistema de previdência brasileiro apoia-se em dois pilares. O primeiro (previdência social) possui natureza pública e é de iniciativa governamental; a participação da massa de trabalhadores é universal e compulsória. O segundo pilar possui natureza privada e subdivide-se em dois segmentos: o fechado e o aberto. O primeiro segmento é composto por planos de benefícios administrados pelos denominados “fundos de pensão” (entidades fechadas de previdência complementar), enquanto o segundo é composto por planos de benefícios administrados por entidades abertas de previdência complementar, aí incluídas as sociedades seguradoras autorizadas a operar exclusivamente no ramo de seguro de pessoas.

Especialmente após a reforma da Previdência Social pública o mercado de previdência privada tornou-se atraente, pois com a impossibilidade de acúmulo de aposentadoria pela

Previdência Social oficial, essas empresas oferecem um produto para complementação ou recomposição dos valores de salários quando a pessoa se aposentar.

 

Unidade 4 - Capítulo 3 • Títulos de Capitalização

PDF Criptografado

Capítulo 3

Títulos de Capitalização

3.1. Introdução

Muitas pessoas gostam de tentar a sorte em jogos. Muitas pessoas sentem necessidade de acumular recursos para o futuro. E muitas pessoas combinam estas duas características que citamos.

Para este tipo de pessoa, as instituições financeiras têm oferecido o produto títulos de capitalização. Este produto tem vantagens e desvantagens: as grandes vantagens seriam os sorteios e a obrigação de “poupar”, com o objetivo de não atrasar os pagamentos. As grandes desvantagens são que o capital constituído é sempre inferior se comparado ao da caderneta de poupança nos títulos atualizados pela TR, o eventual prazo de carência e a impossibilidade de depósitos aleatórios.

Vamos então estudar mais profundamente este produto, para entender suas características.

3.2. Conceito

Título de Capitalização é uma combinação de economia programada e sorteios. São planos aprovados pelo Governo Federal, que garantem a constituição de um capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano. Este capital é gerado pela acumulação de parte do dinheiro aplicado, e pago em moeda corrente em um prazo máximo indicado no mesmo plano, à pessoa que possuir um título segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título, denominadas condições gerais.

 

Unidade 5 - Capítulo 1 • Mercado de Capitais: Operações com Valores Mobiliários

PDF Criptografado

Capítulo 1

Mercado de Capitais: Operações com Valores Mobiliários

1.1. Introdução

Há pouco tempo, particularmente no ano de 2007, cresceu o interesse das pessoas físicas pelas aplicações em renda variável e, por tabela, pelas ofertas públicas de ações. A forte procura observada em 2007 está associada a uma mudança estrutural no mercado brasileiro ainda em curso: a renda fixa não proporcionava mais o retorno que garantiu ao longo de duas décadas e o investidor começou a buscar outros ativos.

A enorme procura pelo investimento em ações em 2007 foi especialmente estimulada pelos IPOs da Bovespa Holding, que atraiu 63,9 mil investidores, e da BM&F, com 253,7 mil aplicadores.

IPO – sigla em inglês de Initial Public Offering, que significa Oferta Pública Inicial.

Por outro lado, a imensa volatilidade (variação brusca de cotações) que a Bovespa viveu no segundo semestre de 2008 assustou muitos investidores novatos. Tanto pelo interesse despertado até 2007 quanto pelo susto de 2008 e pelo comportamento muitas vezes errático do mercado de ações de 2008 até hoje, é necessário que entendamos melhor o funcionamento do mercado de capitais.

 

Unidade 5 - Capítulo 2 • Mercado de Câmbio

PDF Criptografado

Capítulo 2

Mercado de Câmbio

2.1. Introdução

Se existe um segmento do mercado financeiro que mobiliza as atenções de todos pela imprensa, este é o mercado de câmbio. A cotação do dólar é assunto corriqueiro nos jornais, tanto nos momentos de subida, descida ou até mesmo de calmaria e estabilidade.

Neste capítulo, vamos entender o que é exatamente o mercado de câmbio, como se processam as transações e qual a importância econômica da relação entre a nossa moeda – o real – e as moedas estrangeiras, dólar americano em destaque.

2.2. Conceito de Câmbio

Câmbio é toda operação em que há troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou vice-versa. Compreende também as operações de troca de uma moeda estrangeira por outra moeda estrangeira.

2.3. Operações de câmbio

Entende-se por operações de câmbio a troca de moeda de um país pela de outro. As denominações compra e venda têm como referência a instituição autorizada a operar com câmbio. No próximo tópico, veremos quais são as instituições autorizadas a operar com câmbio.

 

Unidade 5 - Capítulo 3 • Operações com Ouro

PDF Criptografado

Capítulo 3

Operações com Ouro

3.1. Conceito

As operações com ouro integram, juntamente com ações e derivativos, o mercado de risco, sendo que suas cotações variam de acordo com a oferta e procura, bem como em função de fatores externos que possam influenciar esses mercados.

O ouro é um ativo real, conceituado como uma “reserva inviolável de valor”.

No mercado internacional, os principais centros financeiros que negociam ouro são

Londres e Zurique, onde é negociado no mercado de balcão com a intermediação de bancos e corretoras, e não via bolsas.

Outro grande centro de negócios com ouro é a Bolsa de Mercadorias de Nova York

(Comex), onde só se opera no mercado futuro. Há também um importante mercado de balcão para o ouro físico à vista nesta praça.

No Brasil, o maior volume de comercialização de ouro se faz na Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F) de São Paulo, que é a única bolsa do mundo que comercializa ouro no mercado físico à vista (spot). A BM&F também sedia negociações de ouro no mercado futuro. A compra do ouro no Brasil também pode ser realizada no mercado de balcão para ouro físico.

 

Unidade 5 - Capítulo 4 • Fundos de Investimento

PDF Criptografado

Capítulo 4

Fundos de Investimento

4.1. Introdução

No Brasil, os primeiros fundos de investimento surgiram no final dos anos 1950, entre ele, os Fundos Crescinco e Deltec aos quais se seguiram os Fundos 157, de incentivos fiscais.

O Fundo Crescinco foi criado por Nelson Rockfeller e Walther Moreira Salles, como um fundo mútuo de ações sob a forma de condomínio aberto, com as aplicações concentradas nas bolsas de valores, tendo contribuído de maneira significativa para o desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil.

Os primeiros fundos de investimento no Brasil, portanto, aplicavam apenas no mercado de ações. Foi somente nos anos 1990, com a normatização da indústria de fundos e com a situação econômica alterada em razão do fim da inflação com o Plano Real, que aconteceu o grande impulso da indústria de fundos de investimento no Brasil.

A Anbima – Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais – divulga anualmente o ranking dos fundos de investimento. O Ranking Global Anbima de

 

Unidade 5 - Anexo • Tributação das Aplicações Financeiras

PDF Criptografado

A n e xo

Tributação das Aplicações

Financeiras

Alterações promovidas pela Lei nº 11.033/2004

A Lei nº 11.033, de 21.12.2004, promoveu significativas alterações no tratamento tributário das aplicações financeiras. Suas disposições entraram em vigor desde 01.01.2005.

Os principais destaques da Lei são:

Alteração da alíquota do imposto de renda

A alíquota do imposto de renda sobre os ganhos líquidos auferidos em operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, passou de 20% para 15%.

Tal tributação não se aplica aos ganhos auferidos nas operações de day trade, que permanecem sujeitos às alíquotas de 1,0% na fonte e de 20% no final de cada período de apuração.

A alíquota de imposto de renda incidente sobre as aplicações em fundos de investimento diminui conforme o tempo de permanência da aplicação, exceto para fundos de ações.

Periodicidade da cobrança do IR

A periodicidade da cobrança do IR também foi alterada, passando de mensal para semestral, ocorrendo no último dia útil dos meses de maio e novembro, ou nos resgates.

 

Unidade 6 - Capítulo 1 • Crédito Rural

PDF Criptografado

Capítulo 1

Crédito Rural

1.1. Introdução

Optamos por destacar o Crédito Rural sozinho numa Unidade por suas características

únicas e peculiares.

A atividade agropecuária, ao contrário das demais atividades produtivas, depende totalmente de apoio creditício e governamental para subsistir. Todos os países do mundo, sem exceção, dão algum tipo de subsídio à sua agricultura. Isto ocorre por uma razão muito simples: a agropecuária, como setor, não pode jamais quebrar, pois se a agropecuária de um país quebrar seu povo passará fome!

Além disso, é de interesse social a fixação do pequeno produtor rural no campo, garantindo-lhe condições de produção e subsistência e estancando o êxodo rural.

Também não se pode tratar o risco da atividade rural como um risco de negócio a ser assumido integralmente pelo produtor, pois, diferentemente do comércio e da indústria, a atividade rural está sujeita a perdas inesperadas, causadas por intempéries ou pragas.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPPD000205288
ISBN
9788530964504
Tamanho do arquivo
3,6 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados