Educação Física no Ensino Superior - Fundamentos da Ginástica Artística e de Trampolins, 2ª edição

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Esta obra pretende oferecer subsídios a estudantes e professores de Educação Física para desenvolverem um trabalho de iniciação em Ginástica Artística (GA) e de Trampolins, nos mais diversos ambientes de trabalho. O conteúdo apresentado não se destina prioritariamente a equipes de alto nível competitivo, mas, sim, a todos aqueles que reconhecem nessa atividade um excelente meio de desenvolvimento das capacidades físicas básicas e de importantes aspectos psicossociais, como a disposição para enfrentar desafios, trabalhar em equipe etc. Além de mostrar que os elementos básicos da GA não são demasiados nem complexos, e que se encontram ao alcance de todos. Uma vez que, na maioria das escolas públicas ou particulares, bem como em muitos outros potenciais locais de trabalho, os futuros professores não disporão dos aparelhos oficiais de GA, há ênfase na ginástica de solo e em aparelhos auxiliares ou adaptados. Os educativos apresentados possibilitam que qualquer pessoa, mesmo não tendo talento especial nem experiência anterior, aprenda um grande número de exercícios ginásticos com segurança.

8 capítulos

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1 - Breve Histórico da Ginástica Artística

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Breve Histórico da

Ginástica Artística

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Origens da ginástica artística

As origens da ginástica são muito antigas. O termo “ginástica” existe há milhares de anos, significando atividade física, educação física, ginástica terapêutica, e era usado por diversos povos. No início do século XVIII ocorreu um grande impulso no sentido de valorizar e incentivar a prática da ginástica, com a criação de programas e escolas, principalmente na Europa. Muitas foram as pessoas que contribuíram para esse desenvolvimento, como Basedov, Gutsmuts, Ling, Spiess e

Eiselen. A prática da ginástica, no entanto, era limitada às escolas privadas e a fins militares.

Ludwig Friedrich Jahn (1778-1852) foi o primeiro a tirar a ginástica das instituições privadas de ensino e levá-la para o povo. Jahn, considerado o “pai da ginástica artística”, também criou o termo Turnen, alemão, para substituir a palavra Gymnastik, usada na época. Jahn era professor em Berlim, em duas diferentes instituições (Berlinisch-Köllnisches Gymnasium e Plamanns

 

2 - Breve Histórico do Trampolim Acrobático (Cama Elástica)

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Breve Histórico do Trampolim

Acrobático (Cama Elástica)

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As origens do trampolim acrobático (TR) são de difícil determinação. Implementos que facilitam o impulso para a execução de acrobacias foram usados desde a Idade Média, em apresentações circenses. O aparelho conhecido atualmente foi criado pelo americano

George Nissen, nos anos 1930 (século XX). Ele e Larry Griswold difundiram a modalidade nos EUA e criaram as bases para o seu desenvolvimento técnico e metodológico. Já em 1941, foi realizada a primeira competição de TR, em Dallas, Texas, em conjunto com o campeonato anual de ginástica da Amateur Athletic Union. Em 1955, ele apareceu, pela primeira vez, nos Jogos Panamericanos.

Dos EUA, o TR foi levado para a Suíça por Kurt Baechler, ainda nos anos 1950. Em poucos anos conquistou toda a Europa. O primeiro país a fundar uma federação nacional de trampolim foi a Escócia, em 1958.

Em 4 de março de 1964, foi criada a Federação Internacional de Trampolim (FIT), em

 

3 - Terminologia Específica e Princípios Biomecânicos Aplicados à Ginástica Artística

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Terminologia Específica e Princípios Biomecânicos

Aplicados à Ginástica Artística

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Terminologia

Um dos fatores mais importantes no processo ensino-aprendizagem é um bom entendimento entre as partes envolvidas, o professor e o aluno. Para que haja esse entendimento, é essencial que os termos utilizados sejam adequados e tecnicamente corretos. Um dos objetivos cognitivos das aulas de ginástica é justamente ensinar a terminologia específica do esporte, ao apresentar aos alunos novos movimentos e equipamentos a serem utilizados.

Posições básicas do corpo

As posições básicas do corpo, independente de sua relação com o aparelho, são as seguintes:

• Posição estendida: caracteriza-se pela ausência de ângulos nas articulações do quadril e joelhos.

• Posição grupada: caracteriza-se pela flexão das articulações do quadril e joelhos.

• Posição carpada: caracteriza-se pela flexão do quadril e extensão dos joelhos.

• Posição afastada: caracterizada pelo afastamento das pernas; quando alcança os 180°, é chamada de espacato, apresentando duas opções: afastamento anteroposterior e afastamento lateral.

 

4 - Introdução à Prática

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Introdução à Prática

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Introdução

A ginástica artística (GA) apresenta uma grande riqueza de movimentos e variedade de provas ou aparelhos oficiais. Além disso, o trabalho com GA costuma incluir exercícios no trampolim acrobático (cama elástica), atividade praticamente indispensável para um bom desenvolvimento técnico e que proporciona um excepcional controle corporal, especialmente quando em fase aérea. Por essa razão, estas modalidades gímnicas são excelentes promotoras do desenvolvimento físico e motor dos seus praticantes. Deveriam, portanto, ser muito mais utilizadas nas aulas de educação física nas escolas e também como iniciação desportiva generalizada em clubes e centros esportivos. Pode-se dizer, com segurança, que uma criança que praticar ginástica na infância, aprender a nadar e fizer um trabalho generalizado de habilidade com bolas estará apta a ter sucesso em qualquer modalidade esportiva, quando adolescente ou adulto. Mesmo que não tenha interesse, oportunidade ou condições de se especializar em alguma modalidade esportiva, será um indivíduo melhor capacitado a se integrar à sociedade e viver uma vida mais saudável.

 

5 - Exercícios Básicos

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Exercícios Básicos

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Introdução

Os exercícios apresentados nos próximos capítulos obedecem a uma ordem lógica de dificuldade, partindo do mais fácil para o mais difícil. Eles deveriam, portanto, ser ensinados nessa ordem. Alguns exercícios são pré-requisitos para os seguintes, e deveriam ser perfeitamente dominados, antes de tentar o passo seguinte. Outros precisam apenas ser experimentados, como no caso da parada de mãos, que antecede a roda. Não é necessário que o aluno domine a parada de mãos a ponto de manter a posição perfeita, em equilíbrio por diversos segundos, mas ele deve sentir o apoio invertido antes de aprender a roda, que passa por ele.

Para permitir um bom aprendizado e garantir que os exercícios sejam bem dominados e automatizados, é necessário um grande número de repetições. Para que a aula não se torne monótona, em função da repetição de um mesmo exercício, ele pode e deve ser apresentado aos alunos em diferentes combinações. A utilização de aparelhos auxiliares, como plintos, por exemplo, ou aparelhos manuais, como arcos ou bolas, torna a prática mais interessante e motivante. Além de possibilitar a aquisição de total domínio do movimento a ser aprendido, um grande número de repetições também auxilia no condicionamento físico dos praticantes.

 

6 - Ginástica de Trampolins

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Ginástica de Trampolins

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Introdução

O trampolim acrobático (TR), popularmente conhecido como cama elástica, é muito utilizado como aparelho auxiliar na aprendizado de exercícios aéreos complexos, não somente na

Ginástica Artística, mas também em outros esportes acrobáticos, como saltos ornamentais e esqui, entre outros. Qualquer habilidade que inclua uma fase aérea pode ser aprendida, com mais facilidade, com o auxílio do trampolim. Ajuda ainda a desenvolver a força dos músculos posturais e proporciona melhoria cardiovascular com as repetições dos saltos.

O seu maior benefício, no entanto, está no desenvolvimento da coordenação motora e da consciência cinestésica, bem como da autoconfiança e da autoestima.

Mais comum e bem mais acessível que o trampolim grande é o minitrampolim. Ele também é muito útil no aprendizado dos saltos acrobáticos e é muito usado como substituto da prancha de salto, para a iniciação da prova de salto.

As atividades nos trampolins devem ser sempre supervisionadas e os cuidados com a segurança redobrados. É importante que haja colchões de proteção suficientes e que os alunos estejam conscientes da importância de se manter a atenção focalizada nos exercícios para que não ocorram acidentes. Apresentamos a seguir uma coletânea de saltos básicos no minitrampolim, que poderão colaborar na educação motora dos alunos, além de exemplos de como aproveitá-lo no aprendizado dos mortais.

 

7 - Competições de Ginástica Artística | Regulamentos e Códigos de Pontuação

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Competições de Ginástica

Artística | Regulamentos e Códigos de Pontuação

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Introdução

Inúmeros são os regulamentos que regem as competições de ginástica artística (GA).

Eles devem ser adequados ao nível dos competidores e aos objetivos a serem atingidos. Diversos países, ou mesmo estados, possuem programas de competições que incluem progressões de exercícios para orientar o trabalho dos treinadores, principalmente na iniciação, e incentivar uma evolução técnica contínua e segura. Para tanto, utilizam-se frequentemente séries obrigatórias.

Séries obrigatórias, como diz o nome, são séries predeterminadas, elaboradas pelas entidades dirigentes do esporte no país ou região em questão, com características adequadas a certas faixas etárias, nível técnico, sexo, tipo de competição (escolar, regional, nacional), entre outros. Elas são divulgadas com suficiente antecedência aos eventos em que serão utilizadas, bem como a forma como serão avaliadas, para que treinadores e ginastas tenham tempo hábil para se prepararem. Também a premiação pode e deve ser diferenciada. Por exemplo: eventos que reúnem crianças, iniciantes, deveriam premiar todos os participantes, como forma de incentivo à continuidade da prática, evitando o destaque de poucos e um

 

8 - Regras Básicas de Competição da Ginástica de Trampolim

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Regras Básicas de Competição da Ginástica de Trampolim

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Composição da série

Uma série de trampolim deve ser composta por 10 elementos, executados seguidamente, sem saltos estendidos intermediários. A contagem dos elementos é feita a cada toque na rede. Por exemplo: na combinação da posição de pé, saltar à posição sentada e, a seguir, levantar à posição de pé, teremos 2 elementos.

Antes de iniciar a série propriamente dita, o saltador tem direito a saltar em pé, para tomada de impulso, por até 1 minuto. Durante este período, não é feita qualquer avaliação; o saltador pode interromper seus saltos de impulso, se estiver desequilibrado, para depois retomá-los, porém não deverá caracterizar nenhum salto que possa ser considerado como início de série. Caso este tempo seja ultrapassado, haverá um desconto de até 0,30 ponto (p), de cada árbitro de execução.

Uma vez iniciada a série, com a execução do primeiro elemento, ela não mais poderá ser interrompida. Não são permitidas segundas tentativas de séries, a menos que o saltador seja perturbado por fatores alheios à sua responsabilidade (falha na aparelhagem, por exemplo).

 

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